A portuguesa maior.... PR7 660 -
carlos-kb - 29-12-2014
É nacional.... e embora o velho slogan diga que "o que é nacional é bom", não vou dizer que é boa, simplesmente porque não sei!
De qualquer forma, é a moto "maior" saída de uma linha de produção nacional (*). E isso é digno de registo.
Esta nova AJP PR7 660, apresentada na Intermot 2014, é pois nitidamente uma endurista decalcada do conceito das Honda CRF450 Rally ou de uma KTM Rally 450, recorrendo ao motor da Teneré / XT 660.
Para além de figurar (ainda) como protótipo, é um tipo de moto em que não existe uma procura muito grande, pelo que nem sequer está catalogada, inserindo-se num nicho de mercado muito específico e restrito. Será que no entanto teremos aqui uma base, para que se venham a ver, nos "entretantos", máquinas nacionais a correrem em provas maratonistas mundiais, ao mais belo estilo "dakariano"?
(*) a título de curiosidade, a velha Nacional SMC há décadas (desde meados da década de 30) figurava como a moto de maior cilindrada (500cc) "made in portugal", apesar de terem sido produzidas poucas unidades. Hoje em dia estão praticamente desapareceidas, e pensa-se que existem apenas dois exemplares ainda no "activo", uma delas em Sintra, e a outra, propriedade do cineasta Manoel de Oliveira. ________________________________________________________
PR7 Protótipo
O posicionamento da PR7 face à concorrência pretende explorar um nicho de mercado que a AJP julga existir e não tem, para já, propostas perfeitamente alinhadas com o seu novo modelo.
Consciente da evolução significativa que o segmento das trail tem vindo a registar nos últimos anos, cotando-se como um dos mais dinâmicos a nível internacional não só em termos de lançamento de novos produtos mas também pelo crescimento das vendas, a AJP definiu como prioritário o desenvolvimento de uma moto que permita reunir o melhor de dois mundos, proporcionando aos amantes das viagens e da aventura uma alternativa que recupera todo o ADN e ‘know-how’ da marca no todo o terreno, assegurando assim uma elevada capacidade na pilotagem fora de estrada, mas também conforto e versatilidade. Para isso, a AJP PR7 conta com uma estrutura assente na nova geração do quadro híbrido em alumínio e aço, agora mais compacto, leve e capaz de assegurar superiores níveis de rigidez, exibindo uma distância entre eixos de 1532mm, 300mm de distância ao solo e um ângulo de 26,5 graus na coluna de direcção. A suspensão traseira é dominada por outro dos traços distintivos da marca, o soberbo braço oscilante em alumínio fundido e polido, que acciona um amortecedor Ohlins totalmente ajustável, com reservatório de gás separado, através de um sistema progressivo que assegura um curso de 280mm à roda. Na frente, uma bem dimensionada forquilha invertida Marzocchi equipada com bainhas de 48mm de diâmetro permite 300mm de curso e, tal como no trem traseiro, possui total capacidade de afinação.
O conjunto ciclístico é composto ainda por um disco Galfer de perímetro recortado com 300mm de diâmetro, assistido por uma pinça de dois êmbolos, complementado na roda posterior por um rotor com 240mm.
O peso previsto para a PR7 é inferior a 155kg (a seco) e as suas dimensões compactas são justificadas pela manutenção de outro dos traços fundamentais da engenharia da marca, a colocação posterior do reservatório de combustível, capaz de albergar 17lt do precioso líquido e assim assegurar uma autonomia considerável, sendo o enchimento efectuado através de um tampão colocado debaixo do assento (930mm de distância ao solo).
As rodas apresentam as dimensões típicas de uma moto deste segmento (pneus 90/90-21 e 140/80- 18, respectivamente à frente e atrás) e são construídas com material de primeira qualidade ao nível dos cubos, raios e aros, para poderem enfrentar os mais difíceis trilhos sem reservas.
O motor escolhido para animar esta máquina é o comprovado monocilíndrico a quatro tempos produzido pela Minarelli, com 659,7cc, refrigeração líquida e injecção de combustível (corpo Mikuni com 44mm de diâmetro), debitando uma potência máxima de 48cv às 6000rpm e um binário de 58Nm a 5500rpm. Este propulsor é reconhecido pela sua suavidade e capacidade de resposta desde os regimes mais baixos, mas também por elevados níveis de fiabilidade, garantindo à AJP uma excelente base de trabalho junto de uma clientela exigente que certamente irá tirar todo o partido da PR7.
fonte:
http://www.ajpmotos.pt/
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 -
dfelix - 29-12-2014
Será assim tão complicado contratar um designer?
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 -
luisnogueira - 29-12-2014
Que raio se passou ali naquela frente!!!
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 -
carlos-kb - 30-12-2014
(29-12-2014 às 18:51)luisnogueira Escreveu: Que raio se passou ali naquela frente!!! 
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 -
luisnogueira - 30-12-2014
O facto de a honda e a KTM terem solução semelhante não o torna mais bonito(digo eu)!!!
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 - Rondulha_Old_School - 30-12-2014
(29-12-2014 às 18:48)dfelix Escreveu: Será assim tão complicado contratar um designer?

mesmo a sério…é daqueles casos em que mais valia não copiar as referências….
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 - BroLy - 02-01-2015
Estas motas de " Dakar " não são feitas para serem lindas, são feitas para serem eficazes e fiáveis.
Por outro lado, não me parece que a AJP 700 esteja feia, como se pode ver pela Honda ( baseada numa CRF 450 de motocross ), a adaptação daquele frontal para o Road Book, GPS, telemetrias etc ) está tão bem feita como em qualquer outra marca / mota que corre no Dakar .
Os formato dos plásticos da AJP estão ao nível da concorrência, não sejam mauzinhos com ela.
Há 1 ano atrás vi a nova AJP 250 de Enduro com motor refrigerado a água na FIL e gostei imenso da mota, ao nível de acabamentos, plásticos, cubos, aros etc, esta 700 parece-me que segue a mesma linha.
O salto qualitativo da AJP foi bastante grande comparativamente à gama anterior ( motores refrigerados a ar ), fico muito contente e espero que continuem a evoluir.
O motor desta 700 é basicamente o motor da XTX 660 / Raptor 660 ATV, é fiável e bom para o propósito "Dakar".
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 -
nelsonajm - 02-01-2015
É de louvar o trabalho da AJP, não deve ser fácil estar neste mercado global.
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 -
dfelix - 02-01-2015
(02-01-2015 às 12:07)BroLy Escreveu: Por outro lado, não me parece que a AJP 700 esteja feia, como se pode ver pela Honda...
Não é que as outras também estejam bonitas...
A questão é...
As outras estão feitas para esse fim. Será que a da AJP está?
Fico com a sensação que é um produto inspirado nesse nicho pouco representativo do mercado e não propriamente algo vocacionado para o efeito.
RE: A portuguesa maior.... PR7 660 -
n00b1e - 02-01-2015
(02-01-2015 às 12:07)BroLy Escreveu: Estas motas de " Dakar " não são feitas para serem lindas, são feitas para serem eficazes e fiáveis.
Por outro lado, não me parece que a AJP 700 esteja feia, como se pode ver pela Honda ( baseada numa CRF 450 de motocross ), a adaptação daquele frontal para o Road Book, GPS, telemetrias etc ) está tão bem feita como em qualquer outra marca / mota que corre no Dakar .
100% de acordo
E ainda, como lá cantava o António Variações nos idos de 84 embora não propriamente sobre este tema

, cabe aqui que nem uma luva:
Citar:Quem feio ama
Bonito lhe parece
Quem bonito tem não sabe
Se lhe pertence.
Quem feio ama
Gosta de ter confiança
Porque a beleza
Nem sempre deu muita
Segurança.