26-04-2018 às 12:43
Esta denominada Operação para «fiscalização aos condutores de motociclos nas vias de maior intensidade de tráfego, com o objetivo de prevenir comportamentos de risco durante a condução de motociclos e ciclomotores» foi assim e como sabemos, destinada única e exclusivamente a motociclistas.
Ou seja, acaba a dar ideia que os condutores de motos usam e abusam de posturas desadequadas e comportamentos de risco na estrada.
Agora, metam a mão na consciência e pesem que 90% dos motociclistas, são também automobilistas.
Será que estes condutores se transfiguram quando se colocam aos comandos de uma moto, e quando andam de automóvel, adquirem uma condução mais contida ou defensiva?
Eu no meu caso concreto, e tirando a velocidade (que de moto sempre se rola um pouco mais "soltinho"
), tenho uma atitude ao conduzir ambos os veículos, semelhante. No entanto a velocidade, de todo, não é apenas e só o único comportamento de risco que se pode ter numa moto... nem é exclusivo destas.
Esmiuçando este pseudo balanço...
«As infrações registadas foram 50 por anomalias nos dispositivos de iluminação e de sinalização, 32 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei, 29 por falta de seguro de responsabilidade civil, 10 por falta ou incorreta utilização do capacete e 5 por mau estado de utilização dos pneumáticos.
Ainda durante a operação foram registadas 30 detenções, sendo 16 sem habilitação legal para conduzir e 7 por condução com taxa de álcool no sangue superior ou igual a 1.20g/l.»
Ora, anomalias nos dispositivos de iluminação, condução com alcool, falta de seguro, mau estado dos pneus ou não possuir habilitação legal para conduzir, são questões que são transversais ao uso de de qualquer veículo e não especificamente aos motociclistas. Será assim tão primordial criar uma operação destinada unicamente a estes?
São então estes os comportamentos de risco dos motociclistas, que pretenderam prevenir?
Em contrapartida, dessa listagem de infracções, a única que se relaciona exclusivamente com o uso de uma moto, é somente a falta ou incorrecta utilização do capacete... ainda que questione se alguém continua a andar de moto sem capacete? Porque eu, tirando situações muito especificas, como mudar uma moto de local ou numa bomba de gasolina, é mesmo muito raro ver alguém de moto, com ele (capacete) usado de forma incorrecta (tipo no alto da cabeça ou desapertado?) ou mesmo sem capacete... até nas aldeolas de província.
Será que o aumento das mortes em motociclos, estatisticamente anunciadas em 2017, (ainda que todos nós saibamos quais os verdadeiros motivos, num ano com um número anormal de dias de sol e com um período estival que se prolongou até Novembro) terão assim tanto que ver com estes motivos anunciados em jeito de balanço desta operação? Há aqui várias nuances que parecem não "encaixar"!
Nada contra operações de fiscalização... mas com tantas questões dúbias, nisto de uma alegada operação destinada em exclusivo a motos, com o intuito de «prevenir comportamentos de risco».. é coisa para a colocar em causa, seja no seu objectivo primordial, como nos resultados dela obtidos. Mas tudo bem... para quem mistura a matéria da mortandade motociclística na estrada com a necessidade de impôr IPO às motos... nada já é de estranhar!
Ou seja, acaba a dar ideia que os condutores de motos usam e abusam de posturas desadequadas e comportamentos de risco na estrada.
Agora, metam a mão na consciência e pesem que 90% dos motociclistas, são também automobilistas.
Será que estes condutores se transfiguram quando se colocam aos comandos de uma moto, e quando andam de automóvel, adquirem uma condução mais contida ou defensiva?
Eu no meu caso concreto, e tirando a velocidade (que de moto sempre se rola um pouco mais "soltinho"
), tenho uma atitude ao conduzir ambos os veículos, semelhante. No entanto a velocidade, de todo, não é apenas e só o único comportamento de risco que se pode ter numa moto... nem é exclusivo destas.Esmiuçando este pseudo balanço...
«As infrações registadas foram 50 por anomalias nos dispositivos de iluminação e de sinalização, 32 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei, 29 por falta de seguro de responsabilidade civil, 10 por falta ou incorreta utilização do capacete e 5 por mau estado de utilização dos pneumáticos.
Ainda durante a operação foram registadas 30 detenções, sendo 16 sem habilitação legal para conduzir e 7 por condução com taxa de álcool no sangue superior ou igual a 1.20g/l.»
Ora, anomalias nos dispositivos de iluminação, condução com alcool, falta de seguro, mau estado dos pneus ou não possuir habilitação legal para conduzir, são questões que são transversais ao uso de de qualquer veículo e não especificamente aos motociclistas. Será assim tão primordial criar uma operação destinada unicamente a estes?
São então estes os comportamentos de risco dos motociclistas, que pretenderam prevenir?
Em contrapartida, dessa listagem de infracções, a única que se relaciona exclusivamente com o uso de uma moto, é somente a falta ou incorrecta utilização do capacete... ainda que questione se alguém continua a andar de moto sem capacete? Porque eu, tirando situações muito especificas, como mudar uma moto de local ou numa bomba de gasolina, é mesmo muito raro ver alguém de moto, com ele (capacete) usado de forma incorrecta (tipo no alto da cabeça ou desapertado?) ou mesmo sem capacete... até nas aldeolas de província.
Será que o aumento das mortes em motociclos, estatisticamente anunciadas em 2017, (ainda que todos nós saibamos quais os verdadeiros motivos, num ano com um número anormal de dias de sol e com um período estival que se prolongou até Novembro) terão assim tanto que ver com estes motivos anunciados em jeito de balanço desta operação? Há aqui várias nuances que parecem não "encaixar"!

Nada contra operações de fiscalização... mas com tantas questões dúbias, nisto de uma alegada operação destinada em exclusivo a motos, com o intuito de «prevenir comportamentos de risco».. é coisa para a colocar em causa, seja no seu objectivo primordial, como nos resultados dela obtidos. Mas tudo bem... para quem mistura a matéria da mortandade motociclística na estrada com a necessidade de impôr IPO às motos... nada já é de estranhar!

![[Imagem: XKHsTUB.png]](https://i.imgur.com/XKHsTUB.png)

