Mais uma acção de Repres.... erhhh... opsss.. Prevenção?
#21

Esta denominada Operação para «fiscalização aos condutores de motociclos nas vias de maior intensidade de tráfego, com o objetivo de prevenir comportamentos de risco durante a condução de motociclos e ciclomotores» foi assim e como sabemos, destinada única e exclusivamente a motociclistas.

Ou seja, acaba a dar ideia que os condutores de motos usam e abusam de posturas desadequadas e comportamentos de risco na estrada.
Agora, metam a mão na consciência e pesem que 90% dos motociclistas, são também automobilistas.
Será que estes condutores se transfiguram quando se colocam aos comandos de uma moto, e quando andam de automóvel, adquirem uma condução mais contida ou defensiva?

Eu no meu caso concreto, e tirando a velocidade (que de moto sempre se rola um pouco mais "soltinho" angel ), tenho uma atitude ao conduzir ambos os veículos, semelhante. No entanto a velocidade, de todo, não é apenas e só o único comportamento de risco que se pode ter numa moto... nem é exclusivo destas.

Esmiuçando este pseudo balanço...

«As infrações registadas foram 50 por anomalias nos dispositivos de iluminação e de sinalização, 32 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei, 29 por falta de seguro de responsabilidade civil, 10 por falta ou incorreta utilização do capacete e 5 por mau estado de utilização dos pneumáticos.

Ainda durante a operação foram registadas 30 detenções, sendo 16 sem habilitação legal para conduzir e 7 por condução com taxa de álcool no sangue superior ou igual a 1.20g/l.»


Ora, anomalias nos dispositivos de iluminação, condução com alcool, falta de seguro, mau estado dos pneus ou não possuir habilitação legal para conduzir, são questões que são transversais ao uso de de qualquer veículo e não especificamente aos motociclistas. Será assim tão primordial criar uma operação destinada unicamente a estes?
São então estes os comportamentos de risco dos motociclistas, que pretenderam prevenir?

Em contrapartida, dessa listagem de infracções, a única que se relaciona exclusivamente com o uso de uma moto, é somente a falta ou incorrecta utilização do capacete... ainda que questione se alguém continua a andar de moto sem capacete? Porque eu, tirando situações muito especificas, como mudar uma moto de local ou numa bomba de gasolina, é mesmo muito raro ver alguém de moto, com ele (capacete) usado de forma incorrecta (tipo no alto da cabeça ou desapertado?) ou mesmo sem capacete... até nas aldeolas de província.

Será que o aumento das mortes em motociclos, estatisticamente anunciadas em 2017, (ainda que todos nós saibamos quais os verdadeiros motivos, num ano com um número anormal de dias de sol e com um período estival que se prolongou até Novembro) terão assim tanto que ver com estes motivos anunciados em jeito de balanço desta operação? Há aqui várias nuances que parecem não "encaixar"! think

Nada contra operações de fiscalização... mas com tantas questões dúbias, nisto de uma alegada operação destinada em exclusivo a motos, com o intuito de «prevenir comportamentos de risco».. é coisa para a colocar em causa, seja no seu objectivo primordial, como nos resultados dela obtidos. Mas tudo bem... para quem mistura a matéria da mortandade motociclística na estrada com  a necessidade de impôr IPO às motos... nada já é de estranhar!

[Imagem: zX4Kq81.png]

Responder
#22

Falas como se os automóveis nunca fossem parados.

A maior parte das operações acaba por parar maioritariamente carros particulares simplesmente porque são a maioria esmagadora de veículos na estrada. Daí às vezes existirem operações stop que se dedicam exclusivamente a outros grupos como as carrinhas comerciais ou os camiões de mercadorias.

Os aumentos de mortes nem sequer são para aqui chamados.
Responder
#23

(26-04-2018 às 15:37)CrAb Escreveu:  Falas como se os automóveis nunca fossem parados.

Não me recordo de em algum ponto ter dito isso. Mas se me quiseres mostrar aonde, be my guest!
Como diz o "outro", eu sou responsável pelo que escrevo... não por aquilo que outros entendem!

(26-04-2018 às 15:37)CrAb Escreveu:  A maior parte das operações acaba por parar maioritariamente carros particulares simplesmente porque são a maioria esmagadora de veículos na estrada.

Voilá!

(26-04-2018 às 15:37)CrAb Escreveu:  Daí às vezes existirem operações stop que se dedicam exclusivamente a outros grupos como as carrinhas comerciais ou os camiões de mercadorias.

Exactamente! A contrafacção, o tráfico, a segurança alimentar, o transporte de matérias, etc., são coisas muito específicas que mexem com a economia em geral, fiscalidade e segurança da população... e ao mesmo tempo é uma poderosa fonte de receita em coimas pesadas.

Por outro lado, uma operação como foi esta, às motos, ainda mais todos sabendo o "balanço" dúbio e discutível da mesma, acaba no fundo por ser uma fachada.
Basicamente foi uma operação de charme, como se estivessem muito preocupados e que ainda deu para produzir umas quantas notícias nos media. Mas nada que se não forem uma noite para as saídas da 24 de Julho ou Docas, não apanhem também, e sem necessidade de tanto estardalhaço público.
Mas o que mudou? Que efeito teve? Vão diminuir os tais comportamentos de risco? Posturas na estrada? É isto que vai mudar atitudes? Não! E basta ver aquilo que apresentam como resultados que pouco ou nada têm que ver com o objectivo inicial da dita operação.
Mandar parar condutores e autuá-los pelas razões divulgadas, acontece todos os dias, a toda a hora e a todos os condutores... e sem necessidade de folclore ou operações de charme.
Darem uma de bons samaritanos, com conselhos? Mas alguém desconhece que se não usar (mais e melhor) equipamento, corre riscos mais elevados de contrair lesões mais graves? É novidade que ter uma postura mais agressiva potencia o perigo? É darem-te esta cantilena que faz de ti e imediatamente a seguir, um "novo e mais cumpridor" motociclista?
Hoje dou-te bons conselhos... amanhã só não te "caço" se não puder! confused

(26-04-2018 às 15:37)CrAb Escreveu:  Os aumentos de mortes nem sequer são para aqui chamados.

Não mesmo?
Ia jurar que foi isso que foi dito em comunicado oficial... da GNR!

[Imagem: XKHsTUB.png]

E sim... foram eles (GNR) que o disseram (escreveram).... não eu.
Não vás tu também pensar que fui eu!  proud

[Imagem: zX4Kq81.png]

Responder
#24

Gastaram mais dinheiro com esta operação que o retorno monetário em coimas aplicadas.

[Imagem: SM4eYt9.png]
Responder
#25

Eu até sou exatamente o contrário, sou muito mais bruto de carro que de mota. Bruto no sentido de não respeitar prioridades, passar vermelhos, etc.
Responder
#26

Isto parece que está tb a chegar às seguradoras.

Na tentantiva de perceber quais os valores associados a um seguro contra todos, para um determinado modelo que tenho em mente, fiz um pedido de simulação a várias seguradoras.

Em muitas delas a resposta foi negativa (incluindo mediadores) sendo que a justificação apresentada passava por e, passo a citar;

"Tivemos um ano de 2017 muito mau em termos de sinistralidade, o que originou esta impossibilidade de aceitação de coberturas de danos próprios."


wtf

[Imagem: images?q=tbn%3AANd9GcT4XLIkYtQDw11iDiKFM...g&usqp=CAU]


Responder
#27

(27-04-2018 às 16:15)hjjs Escreveu:  Isto parece que está tb a chegar às seguradoras.

Na tentantiva de perceber quais os valores associados a um seguro contra todos, para um determinado modelo que tenho em mente, fiz um pedido de simulação a várias seguradoras.

Em muitas delas a resposta foi negativa (incluindo mediadores) sendo que a justificação apresentada passava por e, passo a citar;

"Tivemos um ano de 2017 muito mau em termos de sinistralidade, o que originou esta impossibilidade de aceitação de coberturas de danos próprios."


wtf

Isso é apenas a desculpa.
Como sabes, até uma pequena queda pode ser o suficiente para mandar uma mota para a sucata.

E é um modo muito fácil e barato de trocar de mota a cada par de anos, para alguns "xicos espertos". Daí que os seguros se ponham de fora desse tipo de coberturas.

Boas curvas! 
Responder
#28

2017 também foi muito mau no que toca a roubos, e portanto, mau para as seguradoras.
Responder
#29

Estás a falar de roubos de quê? Motas? E quantas dessas motas tinham seguros de danos próprios e portanto furto ou roubo!?
Não me parece que tenho sido grande prejuízo para as seguradoras. Agora que possam aproveitar esse argumento para subir valores de seguros de danos próprios, ou até mesmo recusar-se a fazê-los, isso acredito!
Responder
#30

Mesmo que não houvesse seguros feitos, há mais risco, logo não fazem produto.
Responder




Utilizadores a ver este tópico: 1 Visitante(s)