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Bem, está lançado o debate que nunca houve aqui no fórum.
A pergunta é simples: O que é para ti o prazer de andar de moto?
Certamente haverão opiniões bastante distintas.

Vou responder conforme a disposição do momento.
O prazer de andar de mota começa antes de andar. Já percebi que só tiro verdadeiro prazer em rodar numa mota que já tenha restaurado.
Do género: quem te viu antes, e como estás agora!
Nos passeios propriamente ditos, os melhores são sozinhos, longos e para sítios onde nunca tenha estado, ou pelo menos onde não tenha estado de mota.
Às vezes pegar na mota para ir só ao café também é bom.
Ou seja, sou um gajo muito esquisito!
Portanto, para ti o verdadeiro prazer de andar de moto é andar numa moto em qualquer circunstância, desde que tenha sido restaurada por ti. É isso?
Tive uma altura da minha vida em tinha bué orgasmos sacar cavalos em frente ao quartel da GNR...
Depois alguém me disse que isso não era muito fixe e eu desisti.
Entretanto tinha bué amigos GNR!
Sentia-me seguro....
(02-06-2017 às 12:13)OFFICER Escreveu: [ -> ]Portanto, para ti o verdadeiro prazer de andar de moto é andar numa moto em qualquer circunstância, desde que tenha sido restaurada por ti. É isso?
Em qualquer circunstância não. Não quero uma mota para andar todos os dias. Faço disso uma ocasião mais especial.
Em relação à segunda pergunta, em princípio sim, porque muito raramente pego numa mota que não tenha sido alvo de alguma espécie de restauro, apesar de na casa dos meus pais haver várias disponíveis.
Depois de ter lido o outro tópico..não é fazer consumos certamente
Se gastar menos melhor, se não fun bike, diversão e curvas teem de andar de mãos dadas

Bem eu nem disse aqui a minha mas cá vai, apesar de contrária à maioria certamente.
Ao contrário do que pensam, não é fazer consumos ou o que seja. É o sentimento de liberdade, apanhar com o vento na tromba, ver a paisagem, fazer parte dela.
Isto para mim é o que me dá prazer, que num carro não existe. Não importa que seja numa 50 ou numa 1000cc, o prazer vai ser o mesmo.
A mim não me dá o minimo prazer andar a 200kmh, o prazer é sentir o passeio, ver toda a sua paisagem circundante. Há quem tenha prazer com a adrenalina, mas para isso existe tantas outras coisas. A mota é algo único, podendo proporcionar adrenalina mas ao mesmo tempo prazer. E para ter prazer numa mota não vejo que seja necessário obter qualquer adrenalina.
Nunca fui gajo de motas. Nunca achei grande piada....até tirar a carta e comprar a 1ª (e única até ver).
Gosto de estar em casa sem nada pra fazer, pegar na dita e simplesmente rolar. Ir sem destino, sem horários, sem nada...só eu e a paisagem.
Sinto-me bem, não penso em mais nada se não aquele momento em que ali vou relaxadissimo. Paro em qualquer lado para fazer um xixi e retomo, paro num tasco qualquer no meio do nada para uma sandes de presunto e 3 dedos de tinto e arranco novamente.
Dá-me prazer reparar em coisas que , ao ter já passado de carro milhões de vezes nunca tinha reparado nelas.
Gosto de motociclar por causa disto, acho que é um bom escape depois de uma semana de trabalho.
E é isto

Para mim é o sentimento de liberdade.
O sentimento de voltar a sentir-me como um puto com um brinquedo novo.
É estar em cima dela a curvar, sem ter que pensar em mais nada senão em seguir a trajetória até à próxima curva! Sentir a adrenalina das acelerações, das travagens no limite...
É fazer amigos com o gosto comum, e partilhar umas voltas e umas jantaradas com eles, mesmo que as conversas não passem de meras baboseiras e boa disposição!

Na maioria dos processos hormonais a adrenalina é concorrente para se sentir prazer.
Visto isto, numa maior ou menor escala, andar de mota deve divertir.
Andar de mota é liberdade.
Para aqueles que entendem não é preciso dizer mais nada. Para quem não entende, por mais que o tentes explicar, jamais o vão entender.
Eu comecei nisto para conhecer mundo, ver as paisagens, falar com os outros.
Depois descobri a loucura, a rebeldia e o castigo, amadureci à força, criei calo num assento que não era o da mota.
A determinada altura conheci os mortos, os mutilados e decidi lutar para que não voltasse a acontecer.
Despi-me por uma causa, participei em outras tantas, mas sempre que me precisava de encontrar era ali, no lombo dela.
Nela viajei pela Europa, campos de batalha, Castelos, montanhas, museus, cidades, locais miticos e deslumbrantes, passei a fazer parte da paisagem...
Hoje....
Hoje encontro-me no mesmo sitio de sempre, onde sempre me quero encontrar , no lombo dela!
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