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A estrada, MUITA estrada mesmo......... Estrada.....................................
sentir o motor... e enquanto o sinto e ouço o que ele me diz, o motor... estou ao mesmo tempo, na minha mente a ver mesmo a funcionar por dentro, em tudo...
Não importa se a velocidade... se o ritmo é muito ou pouco, tudo se sente na mesma!...
No fim da viagem, quando se vai dormir continua......... mas aí já no sonho... sempre a ver o motor por dentro e agora todo o conjunto... a Moto.
Ao outro dia acordei e tudo me continua na mente... É assim desde que me conheço, todos os dias, todas as horas!.... As Motos.
E sim, o vento na tromba, o cheiro... sentir tb o chassis...
E mais não digo... porque isso guardo para mim.
Loucura total!.............
Para mim andar de mota é andar livre, sem nada que nos prenda, é a sensação de não ter asas e conseguir voar.
É ir na estrada e não ter preocupação com horários nem com lugares de estacionamentos cheios.
É uma liberdade que se dá no espírito, é algo que relaxa, tranquiliza e faz com que sejamos felizes por ser motociclista, todos os dias a todas as horas.
É uma liberdade e ansiedade que nos faz querer atingir destinos cada vez mais longe, motivados por todos aqueles que conheço e por todos aqueles que fazem viagens que tanto admiramos, sim são vocês que nos fazem sentir orgulhosos de sermos motociclistas e querer atingir novas metas.
É algo que nos faz sentir num estado de emoção quando viajamos juntos.
Por vezes quando vamos juntos caímos em nós a ver uma bela paisagem e a desfrutar de tão belo momento, quando vamos num enlatado não vemos nada disto, nem sentimos os mesmos aromas.
É por tudo isto e por outras coisas que nós não conseguimos exprimir que dizemos:
Andar de mota não é uma maneira de me fazer transportar, é uma maneira de me sentir livre e bem comigo mesmo.
“Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem, nenhuma explicação é possível…”
"V"
Não é uma coisa que se escreve mas que se sente.
Ou então o mesmo que um cão sente quando mete a cabeça fora da janela do carro!

Mas uma coisa que considero muito importante, é a forma como conheces pessoas que de outra forma nunca conhecias, e te ajuda a explorar o "mundo"

Velocidade,curvas,perigo e chegar a casa todo partido.
Continuem, que no fim gostava de fazer um apanhado.
Agora vou ser completamente original
O prazer de andar de mota é andar de mota

, não se descreve, nem se explica, vive-se.
Sentas-te na mota, rodas o punho e está lá tudo. Sais da mota, segues o caminho e levas o espírito contigo, mas deixas o prazer na mota.
O prazer de andar de mota é mesmo andar de mota

( e esta, hein?)
Não percebo o cliché da liberdade...
A sério!
Andar de moto é andar atento ás bermas e carros parados em sítios suspeitos para não ser flashado num radar.
Andar de moto é estar sempre alerta para não levar com outro veículo na tromba.
Andar de moto é estar sempre alerta para não dar com a tromba noutro veículo.
Andar de moto é aturar as virgens ofendidas (de 2 ou 4 rodas) que se incomodam quando são passados no transito.
Andar de moto é não poder levar com o vento na cara sem ter que ouvir as teorias dos falsos moralistas higiénicos que acham que não ter integral fluorescente com 5 estrelas SHARP e viseira pinlock é coisa de suicida que mais tarde ou mais cedo vai dar prejuízo ao SNS.
Podia ficar aqui a tarde toda...
LIBERDADE? Poupe-me...
Dfelix tocou num ponto que ainda a dias pensava no mesmo, a questão da liberdade.
Liberdade? Isso é uma maneira romantizar a coisa. Afinal de contas continuo a pagar impostos, descontar para a segurança social e acima de tudo tenho que vergar a mola se quero sustentar o vicio de andar de mota.
Sinto-me mais livre a andar de mota... que de carro, até porque um gajo anda sem cinto e sem uma jaula a prender-te lá dentro.
"V"
Não é cliché nenhum, é verdade, aquele bocadinho em que se vai de mota não se pensa nas merdas pessoais, somos nós e a máquina.
Podes tar cheio de problemas mas naquele momento és livre.
Ou então a ser perseguido pela popo, naqueles instantes em que não comes com o cacetete também aprecias bem a liberdade.
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