Yamaha Nikken
#1

Pois bem, um amigo pessoal Açoreano faz parte do grupo Azores Motors [https://www.facebook.com/azoresmotors2016/ ](testam carros e motos) e já entre os vários testes rides que fez, foi a vez de fazer à Nikken.

Decidi publicar por ser uma mota diferente e por terem-se esmerado com umas fotos muito bonitas da Ilha de São Miguel e uma vez que anda aí um tópico aberto de uma volta pela ilha achei que até podia mostrar aqui umas paisagens e umas estradas e curvas.



Texto por Bruno Botelho (By Azores Motors)


Citar:Review Yamaha Niken

Assim que a Yamaha apresentou a Niken ao público a mesma causou de imediato sensação, além de ter gerado espanto e as mais diversas opiniões e teorias.

Ainda por cima adoptaram um nome fora do comum, Niken, que descende da expressão japonesa que significa duas espadas, sendo uma clara alusão às 2 rodas dianteiras, ou mesmo 2 forquilhas que suportam cada uma das rodas.

Trata-se de um conceito de motociclo diferente do habitual, que a Yamaha classifica como Sports Tourer com 3 rodas, em que 2 localizam-se na dianteira. Estas 2 rodas causam alguma estranheza e preconceito, mas o ser humano é uma espécie de hábitos, e tudo o que foge ao habitual gera quase sempre estranheza e desconforto.

Todavia, sendo a Yamaha uma marca sempre em busca e desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, havia que dar o benefício da dúvida e aguardar a opinião dos especialistas ou, se possível, testar uma.

Após ter lido vários testes sobre a Niken, e cujo o resultado era sempre positivo, eis que o Azores Motors teve a oportunidade de testar em solo micaelense uma Niken, cortesia do concessionário Yamaha Horácio da Silva Garcia.

As expectativas era muitas, a curiosidade imensa, mas ainda havia uma pontinha de preconceito relativo a esta tecnologia única de rodas inclináveis (LMW, Leaning Multi Wheel), que supostamente aumentam a aderência, segurança, estabilidade ou mesmo precisão em curva. Aliás, a Yamaha refere que esta tecnologia permite a Niken inclinar até aos 45º e compensa o raio de viragem para que cada roda se mantenha numa trajetória perfeita e sem arrasto (Direção Ackerman).

Em suma, uma “mota” pensada para devorar curvas e proporcionar sensações fortes e únicas.

Mas será que é mesmo assim, ou será a Niken um mero exercício estilístico e tecnológico?

Ora bem, o teste da Azores Motors pretendia verificar exactamente isso, ou como quem diz, verificar se é como diz o ditado: primeiro estranha-se e depois entranha-se.

Ao vivo e a cores, o primeiro contacto visual causa um forte impacto, tal a imponência de todo o conjunto, fortemente dominado e centrado na secção dianteira com as 2 rodas e dupla forquilha invertida em cada uma das mesmas.

De facto, esta secção dianteira impressiona, e o próprio desenho da carenagem da secção dianteira ajuda a acentuar este aspecto musculado. Aliás, se olharmos de um determinado ângulo, o conjunto carenagem, ópticas, espelhos, forquilhas e rodas lembram um Transformer. Parece um exagero, mas o arrojo no design, que combina linhas fluídas e angulosas juntamente com os elementos técnicos já mencionados, remetem-nos precisamente para este cenário da Marvel.

Toda a restante mota prima por um design moderno, arrojado, futurista, anguloso e quase típico de uma naked. Todos os elementos transmitem qualidade e cuidado, onde todos os plásticos encaixam de forma perfeita e fluída.

A Niken monta-se como uma mota normal, sem qualquer procedimento especial. É um pouco alta, mas uma vez sentados nela nota-se um bom compromisso entre o encaixe do assento e depósito. A posição de condução é agradável e confortável, o assento segue a mesma filosofia, e sentimos que estamos em controle de todo o conjunto, muito por culpa do guiador amplo e na altura certa, e comandos em posição acessível e intuitiva.

O painel de instrumentos é visível e legível, os espelhos oferecem uma belíssima visibilidade, e apenas achamos que o pequeno ecrã dianteiro poderia ser um pouco maior, de forma a desviar mais o vento.

Ainda aos seus comandos, não deixa de ser impressionante toda a imponência da secção dianteira que vislumbramos aos seus comandos, oferendo uma certa sensação de robustez ou aspecto musculado. Diria que é dos aspectos mais cativantes uma vez sentados nela.

Tecnicamente falando, a Niken possui uma ciclística interessante, onde impera um quadro que é um híbrido em alumínio e aço, braço oscilante em alumínio, a já mencionada dupla forquilha telescópica invertida e ajustável na dianteira, suspensão traseira totalmente regulável, travagem dianteira através de pinças radiais e discos de 298 mm, travagem traseira por disco de 282 mm e bonitas jantes, em que as dianteiras albergam pneus de medida 15 (atrás 17).

Ambos os trens de travagem possuem o indispensável ABS.

O depósito de gasolina possui uma capacidade de 18 litros e o peso total de todo o conjunto cifra-se nos 263 kg. Um número algo elevado, mas se atendermos que a Niken possui 2 rodas dianteiras e respectivos mecanismos que a assistem, então percebemos o porquê dos quilinhos a mais.

O motor já é um velho conhecido nosso, conhecido como CP3 de tecnologia Crossplane. Ou seja, o mesmo motor de 3 cilindros de 847 cc que equipa as MT-09, Tracer e XSR, mas devidamente adaptado às especificidades da Niken. No entanto, não deixa de produzir 115 cv às 10.000 rpm e um binário de 87.5 Nm às 8,500 rpm.

Um motor que como todos nós sabemos é uma central de sensações muito fortes, em que o binário constante e imediato é o seu ponto forte.

Um motor assistido por uma electrónica moderna, onde imperam riding modes(D-Mode), controle de tracção (TCS), embraiagem deslizante e assistida, quick-shifter (QSS) e cruise control.

Na hora de me fazer à estrada, sentia um grande entusiasmo, curiosidade e o sempre típico nervosismo, afinal de contas tratava-se de uma mota nova que não era minha e um conceito totalmente diferente e inovador.

A Niken monta-se à semelhança de outra mota qualquer, com a diferença que sentimos mais algum peso na hora de a colocar em posição direita, mas nada de especial ou incómodo. Conheço motas com as tradicionais 2 rodas bem difíceis de realizar esta operação…

O arranque é, novamente, à semelhança de outra mota qualquer, não exigindo qualquer procedimento diferente do normal. Aliás. Toda a condução da Niken é idêntica a uma mota de 2 rodas, apenas notamos que temos na dianteira mais volume e algum peso. Mas esta sensação de peso acrescido desaparece assim que colocamos a Niken em locomoção, dando assim lugar a uma agradável sensação de imponência e tacto refinado de todo o conjunto.

A Niken é impressionante e muito agradável em andamento, oferecendo uma leitura do terreno muito boa e suave, não se notando pancadas secas ou indesejáveis. De facto, a dupla forquilha dianteira em cada eixo das rodas funciona de forma fantástica, e oferece um pisar não só seguro, mas também absorve as irregularidades do terreno de forma eficaz e suave.

Por exemplo, circular na típica calçada de várias ruas da cidade de Ponta Delgada não constitui qualquer problema ou castigo para os braços, porque esta dupla forquilha simplesmente oferece uma capacidade de absorção impressionante. Também me quer parecer que a distância entre cada roda dianteira e mecanismo tipo bielas que assiste esta dupla forquilha ajuda a mesma a desempenhar a sua função de forma mais eficaz.

Mesmo a suspensão traseira cumpre bem com a sua função, mas em piso mais degradado notamos por vezes um trabalhar mais seco, mas sem chegar a ser incómodo. Contudo, este mono-amortecedor é regulável, pelo que penso que será possível melhorar este aspecto, já que o mesmo estava com ajustes de fábrica e possivelmente a privilegiar uma utilização mais desportiva.

A Niken move-se com à vontade e facilidade, e é muito intuitiva em todo o processo de condução. Mesmo em zonas mais apertadas ou sinuosas da malha urbana, a Niken é muito fácil ou mesmo descomplicada, saltando de rua em rua como outra mota qualquer, isto é, manobra-se de forma idêntica, seja no guiador ou posição do corpo a adoptar.

Na hora de furar o trânsito dentro da cidade é que sentimos as limitações do conceito inerente à Niken, porque a maior largura da secção dianteira nem sempre possibilita ultrapassagens em zonas mais apertadas ou mesmo circular em segunda fila. Mas a cidade não é o ambiente predileto da Niken.

Em cidade o motor CP3 facilita a nossa tarefa, colocando à nossa disposição doses de binário muito utilizáveis, facilitando a nossa deslocação e arranques. Nota positiva para a suavidade que este motor também oferece, assim como o tacto da embraiagem, que prima por uma leveza e suavidade bem vindas. Uma melhoria notável nesta motorização desde a adopção da embraiagem assistida e deslizante.

Ainda na cidade, a Niken domina as atenções por completo, provocando rodares de cabeça involuntários, olhares de espanto, curiosidade, estranheza ou admiração, e comentários da mais variada natureza. Ou seja, é impossível passar despercebido e discretamente, porque a Niken simplesmente chama para si toda a atenção. É uma espécie de diva.

Passando para espaços mais abertos, como estradas e vias rápidas, a Niken revela uma faceta turística que à partida não esperava, apesar da Yamaha a classificar como Sports Tourer.

Na prática, neste ambiente notamos uma estabilidade estupenda de todo o conjunto, especialmente da secção dianteira, oferecendo um pisar firme na quantidade certa, que depois traduz-se numa estabilidade assinalável. Mesmo naquelas curvas mais largas e que permitem uma velocidade mais elevada, a Niken mantém uma estabilidade fabulosa, só que acrescido de uma precisão e eficácia tremenda. Ou seja, não se notam oscilações, imprecisões ou falta de feeling do trem dianteiro, notamos sim uma mota muito plantada, segura e aprumada neste cenário, aumentando de forma exponencial os nossos índices de confiança.

Damos por nós a curvar de forma natural, despreocupada e cada vez mais rápidos e inclinados. Simplesmente colossal e sem paralelo!

O prazer de condução neste ambiente torna-se ainda mais intenso, muito por culpa do motor de 3 cilindros e respectiva utilização do quick-shifter da precisa e suave caixa de 6 velocidades. É uma delícia recorrer a este sistema para passar de caixa, porque torna a condução não só mais emotiva mas também mais simples, pois não temos de recorrer à manete da embraiagem e retirar acelerador. Pena não possui auto-bliper para as reduções.

Ainda numa óptica turística, senti que o pequeno ecrã dianteiro é insuficiente, pois o vento nota-se de forma algo incómoda e intensa. Todavia, podemos remediar este aspecto adoptando um ecrã de maiores dimensões do catálogo de acessórios da marca.

De resto, excelente protecção, posição de condução nada cansativa e um nível de conforto muito bom.

Por fim, sempre podemos optar por um ritmo realmente turístico e recorrer ao cruise control, tornando assim a nossa deslocação numa experiência ainda mais agradável e confortável.

Passando para as nossas típicas estradas sinuosas de montanha, como a Lagoa do Fogo ou estrada regional da costa norte para as Furnas, pudemos testar em pleno o conceito de direção Ackerman e os ângulos de inclinação elevados que permite, pois aqui tínhamos curvas para todos os gostos.

Desde muito cedo ficou bem patente que quanto mais curvas a estrada tiver melhor. Ou seja, desengane-se aquele que achar que não foi feita para as curvas, porque parece ser pesada, parece não possuir agilidade, etc, etc. Nada mais errado!

A Niken é uma devoradora por excelência de curvas, saltando de curva em curva com uma facilidade e agilidade incríveis, e mantém a trajectória das curvas sempre certinha e precisa, acompanhada de uma estabilidade e segurança que até agora desconhecia.

Simplesmente estonteante e fabulosa!

Mesmo nas curvas mais apertadas, a Niken mostra grande à vontade e facilita a nossa vida, mas se as curvas forem um pouco mais abertas, aí não só permite níveis de inclinação incríveis, como também permite uma velocidade em curva considerável.

Dei por mim a sair de várias curvas a uma velocidade bem elevada, tendo muitas vezes o controle de tracção entrado em funcionamento, tal era a pujança que o tricilindríco transmitia à roda traseira. Em algumas ocasiões senti a roda traseira a escorregar ligeiramente devido à velocidade elevada e inclinação considerável, mas o controle de tracção entrava eficazmente em cena e tudo não passava de mais um pico de adrenalina.

E por falar em adrenalina, as inclinações que a Niken permite chegaram ao ponto em que era inevitável o arrastar dos avisadores dos pousa pés.

Foram muitas, mas mesmo muitas, as vezes em que os pousa pés arrastaram, produzindo aquele ruído metálico como se estivesse a romper o asfalto, elevando ainda mais a adrenalina e emoção. Mas quando pensava que já estava no limite da inclinação, eis que a Niken volta a provar que o seu limite está além das capacidades do mais comum dos mortais, ou seja, as botas TCX começaram igualmente a roçar no asfalto, ficando algo “comidas”.

Em algumas vezes a inclinação e pressão dos pousa pés no asfalto foi tão forte, que o pé saltou do pousa pé e foi juntamente com a perna projectado para trás.

Não podia estar mais impressionado e deliciado, porque estava simplesmente a divertir-me e a retirar muito prazer das capacidades da Niken.

Para terminar o dia, desloquei-me até às Furnas pela costa norte, onde me foi possível imprimir um ritmo muito forte, retirando novamente partido de todo o conjunto.

Para não variar, a Niken esteve à altura do desafio e o seu comportamento foi simplesmente soberbo!

A Niken devorou esta estrada em poucos minutos, fruto de uma velocidade, estabilidade e precisão assinaláveis, e uma eficácia estrondosa em curva. A travagem esteve igualmente num nível muito elevado, dando a impressão de ser mais eficaz que uma MT-09/Tracer/XSR, talvez devido ao sistema de dupla forquilha em cada roda, o qual oferece uma maior e melhor compostura em situações de forte travagem e apoio sobre a dianteira.

Sente-se que a Niken trava de forma muito eficaz, e o ABS é apenas intrusivo quando pisamos o risco.

A ciclística e travagem aliadas ao carácter pujante e enérgico do tricilindríco japonês tornaram a ligação Ribeira Grande – Furnas muito curta, tal a rapidez e eficácia que todo o conjunto permite.

E uma vez mais os pousa pés pagaram a factura, deixando no asfalto a assinatura inconfundível da Niken, já para não falar de um enorme sorriso no meu rosto.

Não podia estar mais satisfeito, impressionado e boquiaberto com a Niken, que mesmo apesar dos seus 263 kg demonstrou uma agilidade inesperada e uma eficácia global impressionante.

Em jeito de conclusão, é seguro afirmar que a Yamaha Niken é colossal, e não é apenas uma mota de design futurista, uma montra de tecnologia exótica ou, como se diz por aí, um Transformer.

É efectivamente uma mota exclusiva dado o conceito, design e tecnologia empregue, mas é funcional e muito eficaz.

Consegue assumir uma faceta turística, oferecendo conforto, autonomia, suavidade e utilidades típicas desta vertente, mas consegue igualmente assumir um carácter desportivo, permitindo ritmos impróprios para cardíacos, inclinações a roçar a loucura e uma eficácia, estabilidade e precisão global impressionantes.

E depois consegue ser aquela companheira para deslocações diárias, tal a facilidade de todo o conjunto, onde apenas se sentem limitações ao nível das ultrapassagens em zonas mais apertadas ou peso em manobras lentas.

Em suma, se dúvidas existiam estas ficaram completamente dissipadas ou esquecidas, porque a Niken apesar de representar uma revolução no conceito de mobilidade, conduz-se como uma mota de 2 rodas e transmite muita confiança e segurança.

Atrevam-se a testar uma, ficarão rendidos aos seus encantos. Ou como diz o ditado, primeiro estranha-se e depois entranha-se.

O Azores Motors agradece à empresa Horácio da Silva Garcia a oportunidade e privilégio de testar a Niken.

Foi um teste memorável numa mota inesquecível, e foi garantidamente a melhor forma de terminar o ano.

Podemos afirmar que terminamos os testes de 2018 às motas com chave dourada.

Bruno Botelho

E aqui ficam as fotos...

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Velasquez87
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#2

isto nao é um forum de motas? vejo ai uma roda a mais!  devil lol um gajo com uma mota normal! diga-se com 2 rodas ja chora na altura de trocar de pneus, essa então! e quando isso der problemas na suspensao frontal! deve ser bonito nao haja duvida! lol
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#3

(18-12-2018 às 15:51)Nfilipe Escreveu:  isto nao é um forum de motas? vejo ai uma roda a mais!  devil  lol um gajo com uma mota normal! diga-se com 2 rodas ja chora na altura de trocar de pneus, essa então! e quando isso der problemas na suspensao frontal! deve ser bonito nao haja duvida! lol


Alguém queixar-se do preço dos pneus da Niken é o mesmo que comprar uma R1 e queixar-se dos consumos. Sabes à partida quando compras uma mota destas o que te espera em termos de manutenção. Ter mais 1 pneu e mais um par de suspensões dianteiras é um custo acrescido, mas certamente que não deve ficar assim tão mais caro que ter uma Ducati ou uma BMW em termos de manutenção. As forquilhas dianteiras é trocar o óleo quando precisar (e a diferença de preço não será assim tanta), porque de resto em termos mecanicos é óleo e filtros como as outras.

Há certas coisas para as quais não há um preço. A emoção proporcionada por conduzir uma Niken é uma delas  proud

Ditadura dos Flocos de Neve
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#4

Não consigo fazer despertar em mim a mínima curiosidade num trambolho desses... e não falo apenas deste "triciclo", como de tudo o resto que anda por aí e que traz "uma roda" a mais.

Aliás, não consigo descortinar de todo, qual a mais valia em isso ter mais uma roda???!!! Mas claro, digo isto sem nunca ter experimentado algo parecido.

É que, por exemplo, numa moto com side-car tem sentido (e função) essa roda extra... tal como numa Can-Am, numa Tricarro ou até numa Ape 50. Agora numa moto, com toda a estrutura, concepção, geometria, ergonomia e modo de condução de uma moto "comum" (de duas rodas), como diz o outro... "p'ra qué quéssa merda serve?"

É que eu, puto, na realidade comecei num destes...

[Imagem: a34tTUq.jpg]

Mas um novo e melhor mundo se abriu, quando com 4 anos, passei para uma destas (exactamente igual). Uma roda "a menos" fazia toda a diferença.  angel

[Imagem: B7dIZc0.jpg]

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#5

[Imagem: 2PN67uX.jpg]

Eu diria que uma das diferenças que está máquina proporcionará será a de chegar, mesmo com 3 rodas e chamando-lhe de triciclo, onde muitos com duas não conseguem  proud

E isso é um facto...não é contar mentiras no café... devil

Velasquez87
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#6

(18-12-2018 às 17:13)Velasquez87 Escreveu:  [Imagem: 2PN67uX.jpg]

Eu diria que uma das diferenças que está máquina proporcionará será a de chegar, mesmo com 3 rodas e chamando-lhe de triciclo, onde muitos com duas não conseguem  proud

E isso é um facto...não é contar mentiras no café... devil

Ahhh.... então é uma mota para gajos que não sabem curvar, poderem curvar, certo? think

Então agora já percebo porque o Manteigas fala ali acima, maravilhas sobre as "emoções proporcionadas"! devil

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#7

Carlos, há certas coisas que só se percebem depois de experimentar.

Creio que muitos de vocês são excelentes condutores e fazem o que querem das vossas máquinas. Naturalmente que esse não é o caso de muitos de nós, como eu que sou um maçarico e faço as curvas quase a direito e tipicamente sigo no fim da fila para não atrapalhar ninguém. 

Mas se me meteres uma Niken nas mãos, vamos aí para uma estrada qualquer minimamente divertida e eu te garanto que ao fim de 2/3 minutes começas a ver da tua VFR a matricula da Niken ao longe, ao fim de 4/5 já só ves um pontinho escuro e ao fim de 10 minutos já deixaste de ver a mota para não mais a apanhar. Aliás, não tenho dúvidas nenhumas que pegando no condutor normal, as diferenças entre uma RR e a Niken numa estrada cheia de curvas é capaz de ser favorável para a Niken.

A Niken além de permitir toda a estupidez e mais alguma (entrar demasiado rápido em curva ou travar a fundo a meio da curva com os travões dianteiros, deixar o pneu de trás derrapar "à grande e à francesa") também te permite correções de trajetória e inclinações absurdas para o condutor normal de mota, principalmente para os mais inexperientes. Aproveita e experimenta uma. Eu na realidade também não tinha grande curiosidade, só fui ao evento da Yamaha para receber a powerbank que eles davam de presente, mas sem grandes expectativas. Depois daqueles 3/4 minutos de habituação, tudo nesta mota é pura diversão. E não é preciso ser muito experiente para sacar umas fotos como as que o Bruno Botelho meteu, mesmo com metade dos avisores já queimados no alcatrão.

Na minha opinião, o único "defeito" que vejo nesta mota é o preço, que me parece algo elevado para uma mota cujo único propósito é a diversão. Tendo em conta que custa mais que uma MT-10 por exemplo (e por acaso, o motor da MT-10 nesta menina devia ficar um mimo, pois apesar de tudo nota-se o peso a mais no trabalhar deste CP3)

Ditadura dos Flocos de Neve
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#8

Boas;
Isto não passa dum trambolho mal parido!!
Muito me envergonho da Yamaha ter feito tamanho monte de m#rda!!
Partilho a opinião do Carlos-kb, eventualmente ainda um pouco mais colérica e venenosa.

Dmanteigas, deixa-te de ilusões... Quando quiseres aparece com esse valente monte de m#rda que eu apresento-te umas estradas engraçadas.
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#9

O que conta mais numa estrada de montanha?
A Mota ou as Unhas?

Para os que viram a Sucati do Feliz a meter-se ao lado do Piano do Johnny Boy, acho que já não vale a pena pensar na resposta. (não sei, ouvi dizer, que eu num estava lá)

Manteigas pá....

Acredito que a Niken te dê mais confiança porque é mais uma apoio, mas travar com o travão dianteiro em curva?
É pá, vai aprender.
Um gajo se trava em curva perde velocidade, como queres ser rápido desse forma?
Permite mais inclinação?
Para queres mais inclinação se isso não significa obrigatoriamente que a passagem por curva é a mais rápida?
David, a sério, já me disseram que até tens uns sinais de que podes lá chegar, mas pá, aprende e para isso (uma vez mais) fala com aqueles que sabem.
Vai aprender pá!

Num digas baboseiras.


(....e ainda nem dei a minha opinião sobre esse trípode...)

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#10

(18-12-2018 às 17:29)carlos-kb Escreveu:  
(18-12-2018 às 17:13)Velasquez87 Escreveu:  [Imagem: 2PN67uX.jpg]

Eu diria que uma das diferenças que está máquina proporcionará será a de chegar, mesmo com 3 rodas e chamando-lhe de triciclo, onde muitos com duas não conseguem  proud

E isso é um facto...não é contar mentiras no café... devil

Ahhh.... então é uma mota para gajos que não sabem curvar, poderem curvar, certo?  think

Então agora já percebo porque o Manteigas fala ali acima, maravilhas sobre as "emoções proporcionadas"!  devil

Sim e não...
Quem o fez curva muito na mota que tem que já presenciei, mas és capaz de ir um pouco além do que normalmente consegues, acho que isso ninguém duvida.

Se comprava? 
Tb acho que não para ser sincero mas efectivamente quem experimenta fica deliciado  blink

Velasquez87
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