Trottle Blipping (dar aquele cheirinho no acelerador quando se reduz a mudança)
#1

Deixo aqui um artigo interessante e que me parece bastante elucidativo sobre a prática do trottle blipping.

Citar:What you need to know about Throttle Blipping

What is Throttle Blipping?

To execute smooth downshifts it is important to match the engine speed with the road speed. You can do this by slowly easing out the clutch (after you apply the brakes, please). But sometimes a rapid downshift is necessary or desirable. Unfortunately, releasing the clutch quickly can lead to abrupt re-engagement. This is where throttle blipping comes in.

[Imagem: Photo2_Shifting_RPMs-300x238.jpg]

Throttle Blipping is the term used to describe the rev-matching technique where the rider momentarily “blips” the throttle to increase engine rpm to better match the revs to the road speed when downshifting. You’ve probably heard riders blip their throttle, but may have thought they were just being obnoxious and annoying as they roll to a stoplight.

The best example of throttle blipping can be heard when a sport bike is decelerating and downshifting (and usually braking) from high speed. Listen to my friend Aaron as he demonstrates some of the quickest and smoothest throttle blipping I’ve heard (or is it the magic of modern sport bike electronics?). Listen at the end of the straight starting at 0:15:



Here’s another video showing my throttle hand as I blip the throttle. See 2:20. For comparison, I enter the same corner, but without blipping at 4:08.



How to Blip a Throttle

The throttle blipping technique is done by quickly cracking the throttle open then closed (blip) while you simultaneously squeeze the clutch and click the gearshift lever. The point is to get engine RPM matched to the lower gear ratio before you release the clutch. The rapid blipping technique occurs within the span of less than one second. The clutch is quickly squeezed and released as the transmission is shifted down and the right hand blips the throttle. This is repeated with every downshift, one gear at a time.

You can blip the throttle rapidly to reduce the time between gears, or you can be leisurely. High-performance riders blip the throttle very quickly when downshifting between gears as they set up for a corner. Street riders may choose to blip the throttle when downshifting. This is done more slowly when coming to a stop.

Brake and Blip

Oftentimes, you need to brake while downshifting, but trying to simultaneously brake and blip is a difficult skill to master. The problem is that moving the right hand to blip also causes the fingers to move, which invariably changes brake pressure. Combining braking and throttle blipping can be done with less difficulty if you apply the front brake with your index and middle fingers while you close and open the throttle with your thumb and two outside fingers. Arching your brake fingers is also helpful in isolating throttle movements.

The point is to blip the throttle while keeping consistent brake lever pressure. This is most easily done when using very firm braking pressure , like when braking hard from high speeds  where brake lever movements translate into relatively minor brake force changes.

[Imagem: BrakeThrottleBlip-300x215.jpg]

Is Blipping Necessary?

Some motorcycles benefit from throttle blipping more than others. A big V-twin or single cylinder engine with a lot of engine braking can more easily lock the rear tire if the clutch isn’t released carefully, so blipping makes sense. But, for many bikes, especially ones with in-line 4 cylinder engines, it’s easy enough to quickly but gradually release the clutch  between downshifts. It’s what I do when I ride my Triumph Street Triple on the street or track (see video below). With the introduction of slipper clutches on many sportbikes these days, it’s even less necessary to blip the throttle.

Still, a lot of riders swear by throttle blipping. That’s fine, if you do it skillfully. I find that it just adds another thing to do while I’m screaming into turn 1 at over 100mph. Listen to my downshifts at the end of the long straightaway in this video from a recent track day, starting at 2:06 and then throughout the video. You can hear how I simply downshift and then ease out the clutch. It’s done quickly, but smoothly:



Engine Braking

Not only do I eliminate the need to coordinate throttle blipping while modulating the front brake, I also benefit from the stabilizing effect that smooth engine braking offers. Let me explain. Rear brake force, either in the form of rear brake application (which I do not use on the track) or from engine braking, “pulls” the rear of the motorcycle in line with the front wheel. Blipping the throttle during downshifts tends to minimize engine braking compared to slipping the clutch. Engine braking still happens, it just occurs in a shorter duration of time and can be abrupt if not done well.

Do you blip your throttle? If so, or if not, tell us why?

Em modo de resumo, e em Português, consiste em dar um cheirinho no acelerador para aumentar a rotação do moto quando se está a reduzir na caixa de velocidades de modo a que a rotação do motor vá de encontro à velocidade da roda para aquela mudança especifica.

Para quem vem do mundo dos carros, é o chamado ponta-tacão.

Aposto que a muitos de vocês já aconteceu fazerem uma redução mais brusca e a roda de trás bloquear.  lol

Eu não faço "blipp trottle". Ainda sou muito maçarico. Mas daqui a uns tempos tenciono começar a fazer e tenho esperança que tal aconteça muito naturalmente. Sem ter que pensar muito.

E vocês?
Responder
#2

Já fiz e não vejo melhoria nenhuma, isto talvez se aplique em condução desportiva, mas no dia a dia pouca diferença faz.
Responder
#3

Faço desde há muito! É intuitivo e está mecanizado. E ajuda no momento da passagem de caixa, ao motor ter um regime de rotação mais equiparado no momento em que embraiamos novamente, traduzindo-se numa condução mais "linear", sem brusquidões e com menos perdas de andamento.



Responder
#4

... depois inventaram a embraiagem deslizante... smile
Responder
#5

Só faço em.condução mais espigada, de resto não sinto necessidade.
Responder
#6

(03-02-2015 às 12:04)dfelix Escreveu:  ... depois inventaram a embraiagem deslizante... smile

Saudades dos dois tempos que pode levar com 2 ou 3 abaixo sem largar a embraiagem. cool
Nas outras, principalmente nas que têm motores com mais inércia é a única forma que conheço de passar de caixa com o mínimo de suavidade...

Vê só que já começam a aparecer motos que fazem isso automaticamente!!
Responder
#7

(03-02-2015 às 12:13)Johnny_1056 Escreveu:  Saudades dos dois tempos que pode levar com 2 ou 3 abaixo sem largar a embraiagem.

Aí o problema era outro...
E por vezes faziam o blipping por questões de lubrificação.

(03-02-2015 às 12:13)Johnny_1056 Escreveu:  Vê só que já começam a aparecer motos que fazem isso automaticamente!!

Quando as caixas passaram a ser "close ratio" isto tornou-se pouco relevante.
Só mesmo reduzir para uma primeira é que muitas vezes se sente pois o escalonamento é maior.

De qualquer das formas, a não ser que se esteja a falar de motos muito antigas, só mesmo em circuito se sente a necessidade de recorrer a isto.
E para evitar o "shattering" nas travagens agressivas... (a roda não bloqueia como se fosse travagem, o que acontece é dar saltos pois o peso está concentrado todo na frente)

Agora com as embraiagens deslizantes modernas, passou a ser irrelevante!
A embraiagem absorve a energia da redução e o efeito na roda traseira tornou-se desprezível.
(E a diferença é tão evidente que levou a própria Ducati a abdicar da embraiagem a seco!)

Ainda assim, acabamos por, tal como referiu o KB, mecanizar de certa forma isto.
Se bem que o fazemos instintivamente não é um blipping, mas sim o não cortar totalmente o punho pois naturalmente acabamos com a pratica deixar o acelerador já no sitio certo...
Responder
#8

(03-02-2015 às 12:07)Rod Escreveu:  Só faço em.condução mais espigada, de resto não sinto necessidade.

...x2

Ricardo - Honda CB500X
[Imagem: latest?cb=20150510093035]
Responder
#9

Uso, sempre. Não me lembro exatamente quando comecei, mas como já disseram, torna-se mecanizado.

[Imagem: wsv79s.jpg]vroom !
Responder
#10

(03-02-2015 às 12:38)dfelix Escreveu:  ...
Aí o problema era outro...
E por vezes faziam o blipping por questões de lubrificação.
A lubrificação é mesmo o único motivo por que se fazia isso, para não deixar o motor "seco" com tanta rotação durante tanto tempo. Porque a caixa aguenta tudo num motor com tão poucas inércias e tão pouco travão motor.

(03-02-2015 às 12:38)dfelix Escreveu:  Quando as caixas passaram a ser "close ratio" isto tornou-se pouco relevante.
Só mesmo reduzir para uma primeira é que muitas vezes se sente pois o escalonamento é maior.

De qualquer das formas, a não ser que se esteja a falar de motos muito antigas, só mesmo em circuito se sente a necessidade de recorrer a isto.
E para evitar o "shattering" nas travagens agressivas... (a roda não bloqueia como se fosse travagem, o que acontece é dar saltos pois o peso está concentrado todo na frente)
...
Até às desportivas "modernas", as que já contam com 1ª e 2ª longuíssimas e as restantes muito próximas e sem embraiagem deslizante continua a fazer sentido numa condução mais entusiasmada.

(03-02-2015 às 12:38)dfelix Escreveu:  ...
Agora com as embraiagens deslizantes modernas, passou a ser irrelevante!
A embraiagem absorve a energia da redução e o efeito na roda traseira tornou-se desprezível.
(E a diferença é tão evidente que levou a própria Ducati a abdicar da embraiagem a seco!)
...
A primeira tentação que tive quando peguei numa moto com embraiagem deslizante foi exactamente fazer umas reduções "à bruta" para ver como é que aquilo funcionava.

(03-02-2015 às 12:38)dfelix Escreveu:  ...
Ainda assim, acabamos por, tal como referiu o KB, mecanizar de certa forma isto.
Se bem que o fazemos instintivamente não é um blipping, mas sim o não cortar totalmente o punho pois naturalmente acabamos com a pratica deixar o acelerador já no sitio certo...
Sim, este hábito acaba por surgir naturalmente, tal como o de por vezes deixar patinar a embraiagem para não sentir tanto o "atraco".
Mas ainda gostava de saber como funciona o sistema "completamente automático". Só que este ainda só se encontra em motos um bocado inacessíveis para mim. E não estou para gastar dinheiro num quick-shifter de última geração para uma moto "velha". smile
Responder




Utilizadores a ver este tópico: 1 Visitante(s)