Transmissão: Corrente vs Veio vs Correia
#31

A necessidade de ajustar ou apertar a corrente, dependerá de inúmeros factores, desde o tipo de piso por onde se anda, tipo e estilo de condução, condução a solo ou acompanhado, cuidado dado às rotinas de lubrificação, tipo de articulações entre elos (non o-rings, o-rings ou x-rings)  e até marca e fabricante da corrente.
No entanto é recomendável que em intervalos de 1000 a 1500 kms se verifique a tensão da mesma e se a sua folga excede o preconizado, o que não quer dizer que tenha de se esticar a mesma, aquando de cada verificação (daí o que foi dito atrás "se necessário").
Alguns intervalos que alguns referiram, acerca dos espaços de quilometragem em que procederam ao ajuste da folga da corrente, parecem-me algo descabidos, face à experiência que tive, em motos anteriores, de corrente. Mas cada um saberá como anda. Mas não era raro, em intervalos de revisões de 6 mil km, como tinham as motos anteriores que que andei, ter, por exemplo, de fazer uma a duas rotinas intermédias de ajuste da folga da corrente.
Não concordo que a teoria de que esticar a corrente a torne mais lassa. Até porque a mesma só se estica quando precisa e para a folga recomendada, como é evidente. Claro que ao esticá-la para uma folga menor, ficando a mesma com uma tensão superior, aí sim se repercutirá negativamente na sua longevidade.

De qualquer modo, o ajuste da corrente de transmissão é um procedimento fácil. E as marcas existentes nas guias do braço oscilante servem precisamente para ajudar a isso. Uma forma fácil é fazer o aperto de cada um dos lados, com o mesmo número de "quartos de volta" e confirmar com as marcações das guias do braço oscilante. Isto para quem não queira ter de levar a moto oficina para o fazer, sempre que necessite.

As alternativas à corrente, são, como é patente e mais que debatido, neste tópico, a cardã e o veio. Mas qualquer um deles apresenta uma longevidade deveras maior, como também é mais que evidente, ao contrário do que se disse.

Em relação às perdas de potência, e tendo visto desde há muito "literatura" acerca deste assunto das transmissões, sempre li que na realidade a corrente era a que menos perdas apresentava (daí também ser o tipo de transmissão secundária quase unânime à maioria das desportivas de altas prestações), e por seu lado, o veio era o que mais perdas de potência tinha, produto das engrenagens e respectiva mudança de direcção das forças transmitidas à roda.
Os valores referidos nesse vídeo também me parecem especulativos. Se fossem esses 30%, por exemplo, uma VFR1200F, que reclama 170cv, teria uma potência final à roda na ordem dos 120cv. Realmente é algo descabido (Lone, mete a Dorothy num banco de potência, para tirarmos isto a limpo).

Por fim.... não há um sistema "perfeito". Todos têm vantagens e inconvenientes. Por isso compete a cada um escolher aquilo que mais se adequa aos fins pretendidos e ao tipo de moto que procura.

[Imagem: QKmafvp.png]
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#32

O Cabs tem pouco a pouco explicado o porquê de algumas coisas.
Por exemplo numa linha de produção existem tapetes rolantes, quase todos eles com força motriz eléctrica cuja transmissão se fazia por correia ou corrente, simplesmente porque a sua manutenção/reparação era mais facil/rapida. Nestas linhas as curvas e trabalho de tração variável, a transmissão era feita pelos "moto-variadores" que estavam sempre ligados à um veio do roleto mestre. A transmissão era assim porque as variações de velocidade e binário requeriam rigidez adicional que não podem oferecer as correias ou correntes.

Nas motos, o sistema sempre foi aplicado em motos com valores de binário superiores, como as Gold Wing, Pan, Intruder, Viragos, V-Max, Rocket, Séries R e K, quase todas elas vocacionadas ao turismo ou a capacidade de arranjar o asfalto.
A isto juntamos uma manutenção espaçada no tempo e mais "limpa".

Hoje em dia começamos a ver que já não é assim necessariamente, mas os construtores às vezes "curam-se em saúde" para evitar problemas que podem deitar por terra anos de desenvolvimento.

Dorothy acelera muito mais que Maria, assim que é difícil que perca tanto assim. Acho que li por aí que, numa prova qualquer debitada 160cv na roda.

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#33

(03-04-2016 às 14:52)LoneRider Escreveu:  Hoje em dia começamos a ver que já não é assim necessariamente, mas os construtores às vezes "curam-se em saúde" para evitar problemas que podem deitar por terra anos de desenvolvimento.

Tens o exemplo do sistema de correia, que com o tempo, tem vindo a alterar-se para (bem) melhor.

O "peixe" que sempre foi vendido, é que, o sistema de correia, tinha como maior desvantagem, a incapacidade de suportar potências elevadas, daí, normalmente apenas ser recorrente em segmentos de motos, cuja potência máxima não era de todo muito expressiva (essencialmente o universo custom).

Com o advento das correias dentadas com telas reforçadas em kevlar, esta característica mais limitadora, tem vindo a ser colmatada.

Se até há umas décadas, praticamente as Harley-Davidson e poucas mais motos, com potências máximas entre as 5 e as 7 dezenas de cavalos, e binários até 10 Kgf, usavam transmissões por correia, hoje em dia e desde um passado recente, já tens motos a montar este sistema, com entregas de potência que ultrapassam largamente estes números, seja em potência máxima, como em entregas mais "brutas" de binário.

Por exemplo, uma Buell 1125R anuncia uma expressiva potência de 146cv, para um binário superior a 11Kgf... Uma X-Diavel debita uns notáveis 156cv de potência máxima, para um torque de 13Kgf... Uma V-Rod apresenta 115cv para 86Nm... Uma Midnight-Star tem 100cv para uns impressionantes 170Nm de binário.... Uma F800 apresenta 90cv para um torque de 86Nm (sendo que as versões desportivas para a F800 Cup, trespassavam unanimemente a centena de cv). E toas estas montam correias de transmissão.

Claro que ninguém pede uma super desportiva de 200cv, com correia... no entanto tenho pena que este sistema não seja extensível a mais motos, aonde ele realmente seria extremamente útil, pelas suas vantagens (ausência de manutenção, leveza, elasticidade, silenciosidade e durabilidade). Por exemplo, no universo sport-touring de média cilindrada, acho que seria mesmo muito relevante, uma "belt drive", em motos como uma VFR800F, uma Sprint, uma GSXF, uma Mana/Shiver, uma hipotética Z800SX, uma futura MT09 "ST", entre outras.

[Imagem: QKmafvp.png]
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#34

Já tive de corrente e agora de veio.
Já tudo foi dito, não me alongarei.
A corrente permite um pouco mais de erros. Uma passagem de caixa de emergência poderá não provocar o habitual "esticão" que sentimos no veio.
Prefiro o veio, é mais limpo e bonito, por outro lado é raríssimo na condução do dia-a-dia tirar partido da melhor performance que a correia permite.
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#35

(01-02-2017 às 16:42)prdvcf Escreveu:  Uma passagem de caixa de emergência poderá não provocar o habitual "esticão" que sentimos no veio.

Uma embraigem deslizante acaba com esse problema! blink

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#36

Que é o caso da Dorothy!
Uma moto de jeito. tong

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#37

Se pudesse trocava o veio por corrente!!! lol
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#38

(01-02-2017 às 18:19)dfelix Escreveu:  Se pudesse trocava o veio por corrente!!!  lol

Essa coisa que tu la tens em casa tambem nao tem embraiagem deslizante....

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#39

(01-02-2017 às 18:14)LoneRider Escreveu:  Que é o caso da Dorothy!
Uma moto de jeito.  tong

É legítimo.... os engºs. da honda preferiram investir no desenvolvimento da embraiagem, do que num bom sistema para segurar as carenagens no sítio. blink bigsmile

[Imagem: QKmafvp.png]
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#40

(01-02-2017 às 18:59)carlos-kb Escreveu:  
(01-02-2017 às 18:14)LoneRider Escreveu:  Que é o caso da Dorothy!
Uma moto de jeito.  tong

É legítimo.... os engºs. da honda preferiram investir no desenvolvimento da embraiagem, do que num bom sistema para segurar as carenagens no sítio. blink bigsmile

Ja te disse que a Dorothy nao padece desse mal!
Mas tambem, melhor tres encaixes meio torcidos que deixar a moto ao sol e depois ela nao arrancar (ou derreter-se)!

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