Test Drive Yamaha MT-10 @ MT-Tour2016
#1

Boas.... pois é, tal como havia dito no tópico da MT-10, lá realizei o TD (ou pseudo-TD) à dita, imbuído no Yamaha MT-Tour 2016.

Ora bem.... tinha planeado chegar cedinho, para me despachar.... e ainda dar um saltinho à Caparica Peles.

De qualquer modo, entre levantar a um domingo, tomar pequeno almoço, sair.... eram cerca das 10.30h quando cheguei ao MT Tour event, no Parque das Nações.

Rapidamente procedi á inscrição, teste de alcoolémia (obrigatório a todos quantos quisessem efectuar TD).... e não que houvesse muita gente. Mas como me inscrevi apenas para a MT-10 (a 09 já havia experimentado há dois anos.... e as outras, quer a 07, como a 03 ou ainda a pequena 125, não me despertavam qualquer género de interesse), foi-me estimado cerca de 45 minutos de espera. Sendo a MT-10 a mais cobiçada, e havendo destas somente umas 3 ou 4 motos para TD, era natural que a espera se prolongasse mais. Sendo que para as outras especialmente as mais pequenas, com a pouca procura, haviam sempre motos disponíveis.

Entre uns Monster (semi)frescos oferecidos, umas fotos que fui tirando e umas olhadas aos aviões do  Lisbon Air Race que já por ali andavam a aquecer motores em volta da Torre Vasco da Gama, lá vi chegar o Noobie e a sua Mariazinha. Uns dedos de conversa, debaixo da sombra de uma das tendas, pois o sol implacável não dava tréguas, lá íamos matando o tempo, vendo os sucessivos "rounds" de TD's a partirem e a chegarem.
Cada "round" durava sensivelmente 20 minutos, que era o tempo de fazer a Alameda dos Oceanos, entrar no IC2, sair no nó de Santa Iria, virar para a N10, seguir até à Bobadela por estrada nacional, reentrar no IC2 no nó de Sacavém, e regressar novamente pela Alameda dos Oceanos (o mesmo tipo e percurso de TD geralmente feito pelas marcas aquando da FIL Motoshow).
A questão é mesmo ir em "carneirada" e com um guia à frente e outro atrás. E sendo um TD "grupal" e pelo percurso/tempo do mesmo, isso tira muito da possibilidade de explorar e sentir mais a máquina. Daí que ficou a vontade de voltar a realizar o mesmo.... mas "by my own".

Ora depois de uma espera de passou de uma hora (possivelmente quase hora e meia), lá fui chamado. Sendo o MT-tour um evento promovido pela Yamaha Motor Europe, as motos de TD eram todas elas (ou pelo menos a grande maioria) com matrícula alemã.
Coube-me uma cinzenta "caixa de EDP", com jantes verde fluorescentes. Definitivamente a combinação cromática mais bizarra da gama, e que já se estendeu à 09. Tinha sido esta coloração que havia visto na EICMA.

A moto tem pormenores engraçados, e concordo quando dizem que ao vivo consegue-se digerir melhor. Por trás pode-se confundir com a irmã 09, com o fino farol e estreita (ou quase inexistente) baquet. A frente mostra a actual tendência Wall-E'ística que a Tracer também já evidencia. Mas há alguns detalhes que parecem ter sido mal resolvidos, como algumas cablagens (uma delas, para alimentação da ventoinha do radiador, literalmente encostada ao ninho deste), a colocação dos piscas, alguns plásticos de estética e acabamento menos consensual, etc.

Ao montar foi uma surpresa.... óptima para o meu 1,75m, ficando apenas com os calcanhares ligeiramente levantados. Quem a vê de lado parece bem mais alta. Depósito bem mais obeso  que a irmã de 3 cilindros e o guiador bem próximo  a nós, reflectindo a actual tendência patente nas nakeds, de fazer motos curtas. O peso dela declarado de 210kgs, aparentemente não se nota estar lá (mas também não andei a fazer manobras montado em cima dela).
Os espelhos achei algo altos, e se há uma coisa que prezo numa moto, é ter uma boa visibilidade para trás, sem ter de andar a fazer contorcionismo. E a colocação / formato destes espelhos permitem infelizmente ainda ver uma boa porção de braços e ombros, mesmo na melhor regulação.
O painel achei carregadíssimo de informação (talvez até demais).... tanto que aos primeiros olhares torna algo complicado percepcionar a localização da informação, obrigando-nos a deter a atenção por mais alguns momentos.
Ao meter a trabalhar, o trabalhar certinho e regular do crossplane, com o escape de origem, pouco se ouvia.

Em relação às impressões dinâmicas (naquilo que um TD "grupal" me permitiu ver)...

A primeira impressão foi logo para as suspensões. Logo à saída, tendo de descer um pequeno lancil, fazer uma viragem apertada de 90ºe passar uma lomba de redução de velocidade, deu para ver que as suspensões (ajustáveis à frente e atrás, que até deveriam estar nas taragens e regulações stock), absorveram facilmente estas regularidades.
Depois, tive uma espécie de dejá-vu em relação á 09, com um banco de condutor algo comprido, que nos primeiros minutos me fez andar ali com o traseiro para trás e para a frente até conseguir encaixar-me na posição ideal. E nesta moto, não iria querer mesmo ser pendura, pois a fina superfície almofadada destinada ao passageiro não augura que se arranjem grandes amigos(as) à sua conta.
Apesar da posição não totalmente direita, não fica desconfortável, à excepção dos poisa-pés, que estão algo atrás (natural numa naked de concepção desportiva), sendo que presumo que para tiradas maiores, possa prejudicar de alguma forma (mas também não esquecer que estou habituado a uma moto de cariz mais viajante e com uma posição mais natural).

Saí em modo de condução "standard", e depois de fazer a primeira rotunda, rodando o punho, a moto respondeu muito bem. O S20 Evo traseiro com 190 de largura que ela trazia também se mostrou logo apto (tendo estado a rolar toda a manhã e com o calor que também estava, o que menos falta faria seria aquecê-lo), e inspirou uma grande confiança.
É verdade que a moto responde muito bem em 2ª e 3ª, mas não tive aquela sensação que outros falaram de ser um acelerador muito ON/OFF. Mas lá está, todo o TD foi feito em modo standard e não tive oportunidade de explorar outros mapas de condução (daí que novo TD é desejável).
Por outro lado, e ao contrário que também já li.... gostei bastante da travagem. Intuitiva, potente mas ao mesmo tempo muito segura. Trava bastante melhor que a minha moto, que é conhecida por ter uma boa travagem.
Para quem vem de uma caixa de velocidades de uma moto europeia (tipicamente dura e imprecisa), voltar a sentir a precisão e suavidade de uma caixa nipónica..... é outra fruta!

Curva muito facilmente e de forma intuitiva, parecendo que se conduz quase com os olhos.

Ao entrar no IC2, e apesar de ser uma zona de "caça grossa", os guias deram bastante espaço para poder tirar algum proveito das potencialidades. E em sexta, rodando o punho, a aceleração é bem progressiva, ao contrário do que se poderia achar de um motor derivado de uma supersport. E sem darmos conta, o CP4 mete-nos em números bem ilegais num esfregar de olhos. E rapidamente, com a via dupla do IC2, vi que as outras que iam no grupo, à excepção das 09, ficavam imediatamente para trás. Talvez das tetracilíndricas recentes que conduzi, esta seja mesmo a menos pontuda.

Só não apreciei especialmente uma vibração forte e incómoda que nos aparece nos punhos e painel de instrumentos, por volta das 6 mil rpm, em 6ª.

Na extensa recta até ao nó de Santa Iria de Azoia ainda deu para fazer uns "slaloms". A moto em andamento manobra-se e deita-se excepcionalmente bem, apesar de ser encorpada.

Saída do IC2 em Santa Iria de Azoia, aonde o grupo reagrupou num semáforo, e regresso via N10, aonde como é lógico, a contenção já teve de ser outra. Mas resposta pronta e segura em todas as ultrapassagens que tive de fazer.
As curvas e contra curvas praticamente resumiram-se às rotundas (lembrei-me como o Kok iria apreciar fazer este TD) e pouco mais.

E em cerca de 15 / 20 minutos estávamos de volta à "base".

De uma maneira geral gostei da moto. Soube foi a muito pouco, pelo tempo em que a moto me teve nas mãos e pelos pouco mais de 15 kms (manifestamente pouco) percorridos com ela e a forma como estes TD's são realizados (em grupo e com guias).
Isto basicamente soube a um preliminar, em que depois quando é hora de passar à acção concreta, a gaja nos vira as costas e vai-se embora.  lol
Daí que talvez tenha ficado algum amargo de boca, e apesar de não ser uma moto que cobiçasse (mesmo sabendo que irá haver uma versão "touring"), fiquei com vontade para pedir um novo TD, directamente num concessionário, aonde possa explorar mais todas as potencialidades da mota, que são com certeza muito mais amplas que aquilo que me foi proporcionado.

Pontos fortes: Motor, suspensões e travagem
Pontos fracos: Estética, ergonomia (especialmente o banco) e alguns pormenores construtivos

Entretanto com o atraso da coisa.... e os "frangos" em casa para grelhar, a ida à C.P. acabou por ser cancelada. Regresso a casa na minha velha e fiel Blu, que ainda assim, apesar da idade e números mais espartanos, não fica tão aquém do que hoje se faz.

Aqui ficam as fotos que fiz por lá (por esquecimento não levei cam). E as mais pequenas foram tiradas pelo Noobie.... que apesar de andar a poupar em bytes, teve a amabilidade de fazer algumas fotos da saída do grupo e me as enviar.

Entretanto se puder fazer novo TD à séria.... venho aqui completar isto....Hasta!  thumbsup

[Imagem: 21suYsR.jpg]

[Imagem: XKfyQvP.jpg]

[Imagem: XvVf7g6.jpg]

[Imagem: NlhvHxU.jpg]

[Imagem: OANNNlu.jpg]

[Imagem: B0XLvjt.jpg]

[Imagem: hTmvZrC.jpg]

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#2

Muito engraçada na estrada para Mafra blink
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#3

Cum caraaaaççaass. Que testamento...até fiquei com os olhos trocados. lol
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#4

Então Carlos e que achaste da mota?


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#5

(05-07-2016 às 00:05)vindaloo Escreveu:  Então Carlos e que achaste da mota?

lol
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#6

Tens de começar a fazer a versão kb e a versão resumida lol

Ex Suzuki GS500
Ex Yamaha YZF600R - Thundercat
Ex Yamaha R1
Suzuki GSX-R 750
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#7

Faz tipo isto:

BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA.

BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA.

BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA.

Resumo: BLA.

lol lol lol lol lol lol lol lol lol
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#8

Como já tive oportunidade de dizer noutra ocasião... só lê quem quer, pode ou sabe.
Vocês não devem ler muitas revistas de motos, pois não? Ou só vêem os bonecos?

(05-07-2016 às 00:05)vindaloo Escreveu:  Então Carlos e que achaste da mota?

Se tentasses ler, saberias!

(05-07-2016 às 00:18)xiko_dsg Escreveu:  Tens de começar a fazer a versão kb e a versão resumida  lol

Ok.... vou tentar resumir o TD à "vossa" maneira:

Cheguei lá. Meti a mota a trabalhar. Tem motor.
Engatei a 1ª. Tem mais 5 mudanças e ponto morto.
Rodei punho e ela acelerou.
Travei e ela abrandou.
Ganda canhão!


Serve? Ou ainda continua extenso demais?  devil

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#9

Gostei bastante da "Wall-e", aliás já gostava antes de a ter experimentado.

Aqui fotos da EICMA 2015 (upppssss lembrei-me que há ainda muitas fotos para as crónicas...shame on me sad  sad  sad  sad  sad  sad  )

[Imagem: WqyswZ0.jpg]

[Imagem: amg9VVE.jpg]

[Imagem: 87OjIou.jpg]

[Imagem: aGKaqT6.jpg]

[Imagem: eqhDhD1.jpg]

[Imagem: V1Tbfm4.jpg]

[Imagem: A67aaAe.jpg]



Resumindo, para os que não têm paciência para ler muita coisa, era uma mota que me enchia todas as medidas, apesar de lhe faltar o  "mau feitio" da Ducati.



Era uma mota que compraria...










Se não houvesse no mercado uma KTM 1290R
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#10

(05-07-2016 às 10:51)Rod Escreveu:  Era uma mota que compraria...

Se não houvesse no mercado uma KTM 1290R

Houvesse a KTM 1290R no mercado..... e mais cerca de 4 mil euros na carteira.

Mas para isso, tal como disse no outro tópico.... e sendo tu um sucatista, a Monster 1200R também poderia ser opção. Pelo menos para mim, seria!

[Imagem: zX4Kq81.png]

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