Revisão dos valores de Portagens para Motociclos
#81
(06-12-2018 às 22:32)Johnny_1056 Escreveu: .

Prevenção rodoviária??!! O que é isso?? Verifica-se o abandono completo da rede viária. Tentem atravessar o país sem recorrer a auto-estradas.

Sugiro a N2 :-)

(de estalo)


#82
(06-12-2018 às 23:04)vindaloo Escreveu:
(06-12-2018 às 22:32)Johnny_1056 Escreveu: .

Prevenção rodoviária??!! O que é isso?? Verifica-se o abandono completo da rede viária. Tentem atravessar o país sem recorrer a auto-estradas.

Sugiro a N2 :-)

(de estalo)

Boas;
De estalo não!! Espero demorar uma semana no mínimo!! cool
#83
Epá... sou gajo para alinhar nisto a 3 de fev. Alguém mais?
Imagem
BMW F800R * ex-Kawasaki ZZR 1100 * ex-Honda Hornet 600 * ex-Honda CBF 125 * ex-Yamaha DT 50 LC (x2)
#84
(06-12-2018 às 16:16)vindaloo Escreveu: Se alguém quiser ter a preocupação de ir atrás disto, e uma vez que é público, poderão aceder aos relatórios de contas das concessionárias onde poderão verificar que só uma muito pequena parte é destinada a manutenção da via.

Mais, ainda afecta a esta mesma manutenção existe uma componente grande que se dilui por igual: Apoio e sinalização em caso de avaria / acidente, carrinhas de verificação de via, limpeza (animais mortos, carcaças pneus...)

E quem usufrui destas 'boas condições' é igual para quem está de mota e de carro e custa igual.

Administrativamente o custo também é exactamente o mesmo para um carro ou mota. O ticket é igual, o tempo e MO para pagar igual, as cartas para casa igual, a lista incobráveis é igual e transversal a todas as classes...

Por curiosidade, a grande componente do encaminhamento da receita é para a banca, afecto a financiamentos aquando a construção. E que serve a todos igual, neste caso a possibilidade de termos mais e melhores vias.

A 'estoria' de uma mota causa menos desgaste não passa disso mesmo. Nasce de  uma ideia  de quem não faz a mínima ideia do que são as contas de uma concessionária e que ganha expressão em conversa de café ao ponto do mito passar a verdade absoluta.

Por mim... e se há coisa que acho mal com as auto estradas não é a definição das classes.

Aborrece-me mais o custo por km de certas vias sem alternativas, o facto de termos os pórticos todos 'mal semeados'  e o abandono de manutenção de estradas municipais. Aborrece-me a dificuldade de proprietários com carros de matricula estrangeira terem acesso a informação relativamente aos pagamentos e a maneira como se procede o pagamento dos mesmos (turistas). Aborrece-me cada vez mais vias serem portajadas. Aborrece-me o facto de em algumas localidades terem destruído bons acessos e a concepção das vias ''empurrarem'' as pessoas para vias com pórticos de onde já não conseguem sair, má sinalização. Aborrece-me a Brisa mes sim, mes não, meter mais umas lecas na factura por onde nunca passei e obrigar-me a reclamar e a ter de pagar à frente os enganos deles etc.

Diogo... nunca acedi a relatórios de contas das concessionárias de AE... tão pouco tenho interesse em ter acesso ... e ainda menos acredito em muitos dos números que ali possam figurar, pois mascarar números neste país, é arte.
De igual forma, estou longe de acreditar que o valor que pagas em cada utilização de uma via portajada, seja para financiar o que quer que seja em termos de manutenção. Se tens andado atento às notícias recentes, acabarias a dar conta que  qualquer obra de envergadura respeitante a manutenção e reparação destas vias compete ao Estado (ou seja, é paga por todos nós) e  não à concessionária. Aliás, estes contratos são a "sorte grande" destas empresas que gerem e exploram estas vias, em que tudo o que seja gasto de monta, compete ao Estado... e as concessionárias apenas servem o intuito de explorar, cobrar, regular a circulação e proceder a pequenas operações de manutenção básica e limpeza, recebendo ainda do Estado valores chorudos como compensação (veja-se o exemplo das ex-Scut). Enfim... as tão badaladas PPP's.

Esses argumentos que referes sobre a maior parte dos gastos serem equiparados para todos, até podia ter a sua pertinência... não houvesse essa distinção clara em classes consoante as características de cada veículo. E entende-se que assim seja. Ora, se existem 4 classes de veículos, que diferem os valores assentando em pressupostos de dimensões, nº. de eixos e características dos mesmos, tem todo o sentido que assim seja também para os motociclos. Tal como tu, com o teu classe 1, não irias querer pagar o mesmo que a classe 2, 3 ou 4... reserva-se o direito de um proprietário de um motociclo e utilizador de vias portajadas, achar que não deverá pagar o mesmo que um veículo com o dobro dos rodados, com 5x (ou mais) peso, que leva o dobro ou o triplo dos ocupantes e com uma dimensão 4x maior... independentemente de ser complicado quantificar qual, na realidade, faz maior ou menor "estrago" que outro, na utilização dessa via.

É que se vamos a ver isso dessa forma tão fria, então acabamos a pagar todos impostos por igual, independentemente do rendimento que cada um aufere... afinal, para o Estado, os gastos com serviços públicos acabam a ser semelhantes entre alguém que ganhe o ordenado mínimo e alguém que ganhe, por exemplo, 3 mil brutos por mês.

(06-12-2018 às 16:16)vindaloo Escreveu: As injustiças existem, vão existir sempre. O limite tem de ser definido de alguma maneira, e o que está parece-me adequado. As motas pequenas nem sequer pagam...

A questão dessa injustiça passa por exemplo, pela diferença abismal, entre os dois últimos escalões (501 a 750cc vs + de 750cc)... ou por exemplo, ter-se apenas em conta a cilindrada (não vejo porque uma 600cc de 120cv, como uma R6, por exemplo, tenha de pagar sensivelmente metade de uma 1200cc de 65cv, como uma Sporster)...

O facto é que há 25 anos atrás, até se podia entender esta tabela de IUC... em Portugal, ter-se uma moto com mais 750cc, sim era um (passe a redundância) "veículo de luxo". Com a evolução do mercado motociclístico, respectivo parque nacional e características das motos actuais, não tem qualquer sentido a tabela que continua a vigorar. Hoje qualquer utilitária, de baixo consumo e baixas emissões, tem essa cilindrada.

(06-12-2018 às 16:16)vindaloo Escreveu: Mais do que incongruência, é a maneira como se colocam os temas. ''Caça à multa'' é exactamente o que?

Contra ordenações mal aplicadas? Então se alguém for injustamente multado cumpre a cada um individualmente fazer fé da sua inocência e expor o assunto e que eu saiba o sistema prevê contestação por essa mesma razão.

Nesta coisa do termo populista da "caça à multa", penso que tenha mais que ver com certo tipo de actuação dissimulada ou oculta, por parte das autoridades.
Todos sabemos bem quando excedemos ou infringimos, certo? Todos tempos noção ao que nos sujeitamos quando o fazemos, certo? Todos temos consciência que podemos ser multados por uma infracção, estejam as autoridades visíveis ou não, certo?

Mas se houve infracção, existe a sujeição à devida penalização. Mas porque, ou o radar não estava anunciado antes, ou o agente ou a viatura da autoridade visível, então o infractor acha-se no direito de subverter a coisa, reivindicando inocência por achar que a autoridade e os meios de fiscalização têm de estar visíveis, sinalizados e anunciados a todo o momento... e se assim não é, então é "caça à multa".

No entanto duvido que alguém tenha sido autuado, no cumprimento das normas, mesmo com as autoridades e meios de fiscalização dissimulados... e lá está, se aconteceu, existem (como dizes) os respectivos mecanismos de defesa que podem e devem ser activados.

Se depois essa forma de actuar das autoridades, é mais ou menos ética, isso são já "outros quinhentos". Ainda assim, não é tão diferente do que se passa em outros países.
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#85
Bem o GAM prevê 03FEV19... e a malta de 21DEC18?
Deparei-me com esta no Facebook...

E parece que chegou a Portugal a vez dos “coletes amarelos “.
EU sou contra os preços absurdos do combustível em Portugal.
EU sou contra pagamentos de SCUTS ( em que Portugal já foi multado pela União Europeia por o fazer).
Eu sou contra governos de interesse, corrupção e compradrios de esquemas como o exemplo dos já habituais incêndios e dos famosos helicópteros e aviões alugados.
Eu sou contra o imposto automóvel de legalização cobrado ilegalmente pelo Governo Português ( e que todos os anos é multado pela União Europeia) na compra de viaturas compradas na Europa.
Eu sou contra o valor de IMI altíssimo.
Eu sou contra ... tanta coisa ...
E não devo ser o único ..

A imagem ilustrativa é o máximo...
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Tuga a escrever é tuga pronto....

Vá...vai aparecer alguma nos jornais ou TV que vai anular isto tudo no dia anterior...
Algo para cair ou ceder, um mata leão em mais outro MM ou um mega aumento dos combustiveis pela redução da produção a nível mundial...
#86
@carlos por isso é que perguntei ao vindaloo de onde é que ele tirou essa informação sobre o custo de manutenção dos R&Cs.

Se vires o R&C da Brisa, por exemplo, é impossível obter dados exatos sobre o custo de manutenção. Está diluido nos custos com pessoal e fornecimento e serviços externos. Até porque é uma rede tão complexa de analisar, pois a Brisa é detentora de tantas empresas que prestam serviços à própria Brisa relacionados com a manutenção, que dificilmente conseguimos dizer que "dos custos totais, o preço da manutenção é x% do total de receita das portagens". No limite, uma mera aproximação.

E como dizes e eu já tinha enfatizado também, as classes estão organizadas de acordo com as caracteristicas dos veículos, o que esvazia um bocado esse argumento. Portanto ou se aplica igual para todos ou se apresenta um novo sistema.


Em relação ao resto... se as pessoas querem ter saude, educação, autoestradas onde passam menos carros num mês que na nacional 8 entre a Malveira e a Venda do Pinheiro num dia etc tudo gratuito, não se pode esperar não pagar impostos. Eu pessoalmente preferia pagar menos impostos e receber menos serviços do estado. Os escalões de IRS neste país são um absurdo, principalmente para solteiros/casados sem filhos.
Um click de suspensão por dia, nem sabe o bem que lhe fazia!
  




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