14-03-2019 às 01:28
Um excerto dum capítulo de "as crónicas do dfelix":
Abril de 2014...
Num dos dias do Arte&Moto.
Juntou-se malta para uma jantarada no Cais Sodré. Uma cena porreira, com hipsters de alto gabarito a começar nos wrenchmonkees e acabar no gajo que vive do bikeexif.
Não me recordo se o Johnny_1056 também lá esteve nesse dia.
Depois de jantar, copos... e deviam ser umas 3h e tal quando decidi abalar.
Como estava uma bela noite decidir ir junto ao rio até ao Braço de Prata.
A ideia seria apanhar apanhar novamente a Infante D Henrique e seguir até casa.
Por acaso fui tranquilo...
Pois a estrada tem radares fixos. E ocasionalmente costuma andar lá outros escondidos.
Aquele ritmo que se um gajo for atento ainda consegue travar a tempo. Mas se for flashado fode-se porque vai a mais do dobro do que é permitido ali.
Chegando a oriente quando começo a subir a plataforma prá Gomes da Costa... sou surpreendido por um "cacetete luminoso" que me mandou encostar.
E assim foi...
Dois agentes, uma viatura e 3 pinos.
Mostrei-lhe os documentos.
E enquanto o gajo observava a papelada... começo a ouvir o grito estridente dum inline-four japuna ao longe.
Cada vez mais perto... mais perto... mais perto...
Um granel do caraças...
E o pensamento foi: "estás tãaaaaaaaaaao fuddddiddddooooooo"...
Naquele momento parecíamos três suricatas a olhar prá curva de onde o gajo iria aparecer.
O outro agente vai para meio da estrada.
Levanta o "cacetete luminoso".
E começa a fazer o gesto de encostar. Ainda nem a moto estava à vista.
Até que ela surge no horizonte.
Era uma R1 azulinha... que começa a metê-las abaixo e a abrandar...
Mas no momento certo dá barrote e siga pra bingo!
Reacção do bófia:
Saca da glock, aponta... e naturalmente não os teve no sítio. E deixa-o escapar!
A ironia é que no calor do momento nem se deu ao trabalho de fixar a matrícula.
O colega, ainda com os meus documentos na mão, estava com ar mais surpreendido que eu.
Qando olhou pra mim percebeu que fiquei revoltado com a situação.
E diz qualquer coisa do género: "não concordo com o que o meu colega fez, mas aquilo que o seu colega fez também não se faz".
Claro que se iniciou logo ali uma enorme conversa....
"Meu colega?"
Enquanto isso, o pistoleiro veio para perto de onde eu estava.
Apontando para o passeio e numa manobra à filme sacou a bala da câmera e fez um "click".
Nitidamente para que eu estivesse a assistir.
Acabei por me envolver ali num coloroso debate psicanalítico com o agente que me estava a atender desde o início.
Que por acaso até pareceu um gajo porreiro.
Entretanto foram chamados pelo rádio para uma qualquer urgência e tudo ficou por ali.
E eu segui a minha viagem.
Abril de 2014...
Num dos dias do Arte&Moto.
Juntou-se malta para uma jantarada no Cais Sodré. Uma cena porreira, com hipsters de alto gabarito a começar nos wrenchmonkees e acabar no gajo que vive do bikeexif.
Não me recordo se o Johnny_1056 também lá esteve nesse dia.
Depois de jantar, copos... e deviam ser umas 3h e tal quando decidi abalar.
Como estava uma bela noite decidir ir junto ao rio até ao Braço de Prata.
A ideia seria apanhar apanhar novamente a Infante D Henrique e seguir até casa.
Por acaso fui tranquilo...
Pois a estrada tem radares fixos. E ocasionalmente costuma andar lá outros escondidos.
Aquele ritmo que se um gajo for atento ainda consegue travar a tempo. Mas se for flashado fode-se porque vai a mais do dobro do que é permitido ali.
Chegando a oriente quando começo a subir a plataforma prá Gomes da Costa... sou surpreendido por um "cacetete luminoso" que me mandou encostar.
E assim foi...
Dois agentes, uma viatura e 3 pinos.
Mostrei-lhe os documentos.
E enquanto o gajo observava a papelada... começo a ouvir o grito estridente dum inline-four japuna ao longe.
Cada vez mais perto... mais perto... mais perto...
Um granel do caraças...
E o pensamento foi: "estás tãaaaaaaaaaao fuddddiddddooooooo"...
Naquele momento parecíamos três suricatas a olhar prá curva de onde o gajo iria aparecer.
O outro agente vai para meio da estrada.
Levanta o "cacetete luminoso".
E começa a fazer o gesto de encostar. Ainda nem a moto estava à vista.
Até que ela surge no horizonte.
Era uma R1 azulinha... que começa a metê-las abaixo e a abrandar...
Mas no momento certo dá barrote e siga pra bingo!
Reacção do bófia:
Saca da glock, aponta... e naturalmente não os teve no sítio. E deixa-o escapar!
A ironia é que no calor do momento nem se deu ao trabalho de fixar a matrícula.
O colega, ainda com os meus documentos na mão, estava com ar mais surpreendido que eu.
Qando olhou pra mim percebeu que fiquei revoltado com a situação.
E diz qualquer coisa do género: "não concordo com o que o meu colega fez, mas aquilo que o seu colega fez também não se faz".
Claro que se iniciou logo ali uma enorme conversa....
"Meu colega?"
Enquanto isso, o pistoleiro veio para perto de onde eu estava.
Apontando para o passeio e numa manobra à filme sacou a bala da câmera e fez um "click".
Nitidamente para que eu estivesse a assistir.
Acabei por me envolver ali num coloroso debate psicanalítico com o agente que me estava a atender desde o início.
Que por acaso até pareceu um gajo porreiro.
Entretanto foram chamados pelo rádio para uma qualquer urgência e tudo ficou por ali.
E eu segui a minha viagem.

