Quedas&Quedas
#31

(15-06-2016 às 22:09)LoneRider Escreveu:  É pá,  mas ninguém ainda aqui falou de um tipo de queda dos mais frequentes!
Cair para o lado! lol
De preferência em frente a uma esplanada repleta de baybes! cool

Destas também já tive..... (algures por 1993) também de cinquentinha, numa bomba de gasolina. Apanhei gasóleo.... e automaticamente foi chão (esta o Nelson estava lá e assistiu)! Aliás, eu nem sequer caí, mas apenas a mota. O problema foi ter tocado com a parte de trás da perna acima do calcanhar, no escape quente (*).... passados mais de 20 anos essa queimadura ainda cá está mais ou menos aparente.

Outra não chegou a ser queda.... mas quase. Talvez algures por 1996/1997 (trabalhava num extinto concessionário Honda), e com uma VFR750 de um cliente, que iria levar para a oficina (que distava cerca de 1 km do stand), a fazer "marcha-atrás", a bota esquerda resvalou-me em gravilha que havia no alcatrão e a moto inclinou. Chegou ao "no return point", e estava naquele ponto exacto que ainda a conseguia aguentar, para não ir logo ao chão, mas também já não a conseguia levantar, derivado da inclinação. A fazer força para a aguentar, e como ela estava a trabalhar, acidentalmente acelerei em ponto morto, e foi a minha safa, pois o ruído alertou o mecânico que também lá estava, e correu para me ajudar a endireitar a mota, agarrando-a pelas pegas do pendura. Grande susto, ainda mais com uma mota de um cliente.

(*) Sim, estava de calções, mas antes que comecem com os sermões habituais sobre segurança, lembrem-se que isto se passou há mais de 20 anos, de 50cc e num tempo em que as mentalidades e posturas em torno da segurança, bem como o uso de equipamento, eram completamente diferentes (usava-se capacete apenas porque era obrigatório).
Hoje não descuro todo o equipamento de segurança.

(15-06-2016 às 22:26)vindaloo Escreveu:  Ainda ninguém referiu as quedas que fazem mesmo mesmo mesmo mossa:

As em que o nosso pendura (em geral alguém que nos é querido) se aleija. thumbsdown  redeye

Não se passou comigo, mas ao meu lado (já contei algures aqui no fórum). Um acidente a que eu, o Nelson e um amigo nosso, assistimos, a poucos metros (íamos cada um na sua moto, nós também com as nossas penduras, na via da direita e o acidente deu-se ao nosso lado, na via da esquerda), por alturas da concentração de Faro, e ainda mais no tempo em que não se usava capacete durante os dias da concentração (e as autoridades fechavam os olhos ao facto).
O condutor e a pendura da mota em questão (uma thundercat), também ambos sem capacete, em plena aceleração, chocaram contra a traseira de um carro que abrandou de repente.... depois de umas quantas cambalhotas no ar e da queda, ela ficou bem pior que ele, e  não aparentava nada bom estado até entrar na ambulância. Nunca mais soube como ficaram, desde o mommento em que foram levados para os hospital.... mas ainda hoje a imagem da cena continua bem presente na minha mente. sad

(15-06-2016 às 23:05)marco.clara Escreveu:  Ui... quedas... por onde começar...

Posso dizer que fui apresentado ao mundo das quedas aos 17, cerca de 1 ano depois de começar a andar de mota. Já agora, para os que ainda não caíram como diz o Lone, este período de aproximadamente 1 ano isento de quedas assim que se tira a carta e/ou começa a andar é mais ou menos normal. Quando se começa a ganhar confiança é que as quedas têm a tendência a acontecer. Portanto, não sei precisar quantas vezes ao certo caí ainda com a minha primeira DT, enquanto ainda era adolescente e imortal.

Mais tarde, e como vamos crescendo, apercebemo-nos que afinal não somos imortais. As quedas começam a doer mais. O corpo demora mais tempo a recuperar. As cilindradas foram aumentando ao longo do tempo, o número de quedas reduzindo, mas volta e meia, ainda acontecem. Também já caí de diveras formas, por diversos motivos, em diversas circunstâncias.

Perguntas relevantes:
Conduzo de maneira diferente devido às quedas que tive?
Sim, sem dúvida.

Cair afeta a moral?
Sim. Quando caímos a nossa moral é sempre afetada, quer seja uma queda "parva" (ex.: deixar cair a mota em frente a uma esplanada cheia de "babes") ou uma "inevitável" (há quem defenda que nenhuma é inevitável). Admito que hoje em dia sou mais moderado, não me "estico" tanto como antes, e por isso tenho umas "chicken stripes" de meio palmo nos pneus.

Já pensei em desistir de andar de mota, devido a uma queda?
Sim, sem dúvida. Já cheguei a falar nisso por aqui pelo fórum.

Já desisti?
NÃO! smile

A derradeira pergunta:
Qual o melhor processo mental que ajuda a recuperar a confiança?
Para além da técnica de "voltar a montar o cavalo assim que se cai", se isso não for suficiente devemos fazer algo mais. No meu caso, e na sequência da minha "queda" mais recente, decidi fazer um curso de condução defensiva, que me ajudou a ultrapassar o pensamento de deixar de andar de mota. O dito curso durou apenas uma tarde, mas foi o suficiente para me fazer repensar o assunto, mudar novamente a minha forma de conduzir e consequentemente alcançar o objetivo pretendido: deixar-me de merdas e continuar a andar de mota, o que faço praticamente todos os dias.

No final, cada pessoa terá formas diferentes de lidar com estas situações. Para alguns basta pegar na mota novamente, verter uma lágrima pelos tupperwares riscados, ignorar o ardor da abrasadura no lombo e seguir viagem. Para outros, será necessário um pouco mais. Qualquer que seja o caminho, o que é importante é percorrê-lo.

Muito bom Marco.... Pertinente, elucidativo e coerente!  clap

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#32

Na passada terça feira saí ao monte e foi então que me apercebi que sofro do Síndrome de Claxav.
Passo a explicar a sintomatologia.

Em equilíbrio com a mota, baixa velocidade, obstáculo aparentemente facil mas em desnível, produz-se um ligeiro desequilíbrio. Deitas o pé ao chão, esticas, esticas, voltas a esticar e o chão nada, nem uma ajudinha!
E CATAPUM!!!

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#33

A minha primeira queda tinha eu uns 6/7 anos, a pendura na casal do meu avô...ganhei uns arranhões nas pernas e braços...era verão e ia de calçanito e t-shirt...o pior foi o braço direito...que ficou a grelhar no escape...e uma bela queimadura...isto para um miúdo desta idade...nunca mais quis por o rabo numa mota durante os 10 anos seguintes...

Quando tirei a carta dei um malho na CB500...nos 8...mais um arranhão no cotovelo e o ego ferido.

Uns anos depois...já na minha CB...apanhei areia em Faro e só senti a mota a deitar...felizmente...nem sei como...nem eu nem mota sofremos nada...uns riscos no patim e no punho que mal se notam.

[Imagem: 7STkQ4B.jpg]
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#34

A minha primeira queda foi pouco depois de ter tirado a carta, passado pouco mais de um mês.
Primeiro sábado das ferias de Natal, esteve a chover de manhã. A seguir ao almoço, agarrei na cbf125 e fui até Penela (que é aqui perto), com tensões de ir ver o presépio animado ao Castelo.
A subida para o castelo é bastante inclinada, em calçada daquela bem polida (que estava ainda molhada). Vou a subir, devagar, e deparo-me com uma carrinha da RTP atravessada a cortar a entrada para o parque do castelo. Ponho o pé no chão, escorrego. Ponho outra vez e continuei a escorregar lentamente. Fui escorregando até finalmente a mota cair, já muito perto do chão... eu não cheguei a cair.
Isto foi tudo presenciado por um câmaraman e algum staf da RTP... quem me veio ajudar a levantar a mota até foi o câmaraman, depois de poisar a câmara. Fosse outro canal e ainda aparecia algures  lol
(A queda não deixou mazelas visíveis nem em mim nem na mota. A RTP estava lá porque iam fazer um daqueles programas de festas que passam à tarde).

Algum tempo depois apanhei areia numa rotunda. A frente fugiu-me (pareceu-me que a traseira também fugiu um pouco), não sei bem como, mas consegui controlar a coisa... só que, para isso, alarguei um nadinha a mais a trajectória e fui raspar com o escape e pneu de trás no lancil do passeio. A mota "prendeu" e eu saí disparado (também não sei bem como, meio para a frente meio para o lado). Aterrei de pé, uns dois metros mais à frente, e ainda olhei para trás e consegui ver a mota a cair já parada.
Em mim 0 mazelas. Na mota uns riscos no escape, por baixo, e dois riscos pequenos, um na carenagem outro no espelho.

Finalmente, já com a NC 700, tive um acidente contra a traseira de um carro, cujas as circunstâncias já contei.Até nisso tive sorte porque, mais uma vez, fiquei de pé.
Apenas me aleijei num dedo (porque parti o vidro de trás do carro com a mão e o vidro cortou um bocado da luva e do meu dedo) e no joelho direito (porque ou o joelho partiu o farol do carro ou amolgou a chapa por cima da roda... mas acho que foi no farol).
Na mota também não houve mazelas muito graves.
Só não vim de mota para casa porque o guiador empenou e eu estava a uns 200 km de casa... Mesmo assim ainda tentei.
Aliás, arranquei, à frente dos bombeiros, o penso que me tinham feito no dedo porque era demasiado grande para conduzir e me estava a estorvar para apertar o espelho no sitio. Depois, como voltou a sangrar fizeram outro (mas mais pequeno). Mas isso e outras avarias também foi tudo porque estava um bocado em piloto automático  confused
A mota, levou o guiador, a manete do travão e o espelho novos. O resto não teve danos de maior (mesmo o espelho até já me arrependi de o trocar).
Bateu mais psicologicamente uns dias depois do que no momento. Mas também tentei voltar logo à estrada.

Fora isso, vários sustos, mas sem quedas.

Blog com fotos de passeios de mota em: http://naosougajodefazerblogs.blogspot.pt/
Cumprimentos "V"!
--Cláudio A. B. Silva--
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#35

Acho que já percebemos que és muito bom com as pernas e pés. lol


A minha primeira queda foi na mota de instrução, a Honda CBF500. Em Belas, ia atrás do instrutor que levava o carro, e ao chegar a um cruzamento para virar á esquerda, devido á minha inexperiência parei em cima de uma elevação acentuada significativa (talvez devido ás raízes das árvores) do asfalto. Essa elevação estava mesmo no meio da faixa, daí com a minha indecisão e etc parei em cima dela para poder virar á esquerda. Ora, ao parar pousei o pé e onde está o chão? Não chegava com os pés...dei um tombo para a esquerda, fico no chão e olho para trás tenho o pára-choques de uma carrinha a um metro da minha cara. O dono da carrinha ajudou-me a levantar, e a retirar a mota do sitio. Entretanto chegou o instrutor que, eu e ele agradecemos ao dono da carrinha.

Foi um belo dia para reflectir como a facilidade de ficar seriamente aleijado não era brincadeira redeye mas com a experiência lá vi que essa probabilidade pode ser muito minimizada se formos com uma condução defensiva e atenta. blink
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#36

Ate agora em 1 ano que já ando de mota ainda nao cai, isto é com as minhas motas. Mas sustos já foram mais que muitos. Cai uma vez na mota da escola, estava a fazer oitos sem usar a embraiagem!lol ao estar a fazer a curva sem usar o acelerador, a mao escorregou ligeiramente e acelerou a mota um pco, o suficiente para ela chegar ao passeio mais rápido, bater com a roda de lado e eu ficar debaixo dela. Tipo com o pânico do momento, levantei a mota em 30 segundos a espera que ele nao tivesse notado!lol dps o piadolas disse que eu devia de usar a embraiagem. Se fosse masé p crl, dps de eu ter caido ja pco me servia. Smp me pareceu dificil p crl fazer oitos sem embraiagem!lol
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#37

De mota, só uma queda, mas não tenho assim um palmarés invejável.

Já de carro, tive um acidente de meia noite em Espanha e só não fiquei lá porque não calhou. dead
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#38

(17-06-2016 às 12:42)quatropiscas Escreveu:  Já de carro, tive um acidente de meia noite em Espanha e só não fiquei lá porque não calhou.  dead

Este Pessoal até para ter acidentes é fino.... tem que ser no "estrangeiro"! lol

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#39

Foi a minha contribuição para melhorar as estatísticas de sinistralidade em Portugal: o único acidente com feridos, tive-o no estrangeiro. censored redeye redeye
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#40

De mota tive apenas um acidente até hoje. Foi na minha primeira mota(inha), uma DTR 125. Já de noite a caminho de casa, vinha a descer uma rua com muito boa visibilidade e recta. Ao longe aprecio uma pessoa a atravessar mas, como ainda estava longe, havia muito tempo caso atravessase na perpendicular e não desacelerei. Atravessava na diagonal e como eu Ia a uns 80km/h cheguei la rapido demais. O Senhor resolve dar 2 passos atrás e fazer a dança do limbo. Pra frente, pra tras e novamente pra frente e pra tras. Quando tentei travar já era tarde. Acertei em cheio. Tive a sorte de não cair mas ainda fiquei uns 30 segundos sem conseguir respirar com a pancada da cabeça do homem no meu peito. Parei uns metros mais à frente e fui ter com senhor que ali estava deitado na posição dos assassinados nos filmes de Hollywood. O homem só gemia e tinha uma poça de sangue já à volta da cabeça. Chamei INEM, Policia e entretanto ainda consegui o numero da Filha ( que filha ) no telemovel dele. Entre bofar ao balao e ter sido levado ao hospital para um check up fiquei a saber que o Homem tinha partido uma perna ( com fratura exposta ), varias costelas partidas e um traumatismo craneano. Ainda hoje não percebo porque é que a filha não aceitou ir tomar um café!!!!
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