Qual o melhor óleo?
#1

Ora bem...ido directo ao assunto e após a recente temática dos óleos de corrente  lol

Qual o melhor óleo para o motor?

Um polaco no YouTube aborda está temática fazendo alguns vídeos e compilou, de forma interessante, toda esta informação e temática para uma tabela.

https://docs.google.com/spreadsheets/d/1...edit#gid=0


Já experimentaram algum destes óleos?

Velasquez87
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#2

O melhor óleo? Aquele que cumpre as especificações do fabricante e que é mudado nos intervalos de manutenção recomendados.

O resto é marketing!

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#3

(17-08-2018 às 15:34)carlos-kb Escreveu:  O melhor óleo? Aquele que cumpre as especificações do fabricante e que é mudado nos intervalos de manutenção recomendados.

O resto é marketing!

Concordo mas só em parte.

Como explicas as diferenças de valores obtidos nos diversos testes de desgaste?

Não é tão Linear assim Carlos...

Velasquez87
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#4

Eu uso o recomendado pelo fabricante...sendo um Rotax uso Castrol power1 racing 5w-40w...apesar do motor admitir outras especificações também.
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#5

Óleo é para batatas.
A designação correcta é lubrificante.

E falar do "melhor" pode ser algo enganador!
Pois um produto "melhor" não é sinónimo de ser "adequado".

Indo por partes:

Um lubrificante adequado é aquele que cujas specs são definidas pelo fabricante.
Nomeadamente a viscosidade (SAE **w**), a classificação mínima (API S*) e a presença ou não de aditivos anti-fricção (JASO M*)

Uma vez definido quais as especificações adequadas, é que podemos tentar perceber qual o melhor.
E a generalidade dos lubrificantes disponíveis no mercado estão sujeitos a certificações que "classificam" um produto com base nos resultados de diferentes testes efectuados.
A mais popular é a API, sendo que actualmente no mercado as classificações mais altas é o API SN.

Deixo um pequeno digrama que permite identificar até que ponto as classificações superam outras.

[Imagem: 39d57e551bec9db97940540716dada13.jpg]

O tema é bastante complexo e as comparações válidas implicariam comparar informação muito detalhada que nem todos os fornecedores disponibilizam publicamente.

Tal como por exemplo, um lubrificante pode ter resultados maravilhosos nos testes de fricção e depois ser uma valente nódoa no que diz respeito a resíduos.


Dentro daquilo que está ao acesso do consumidor, este é bom ponto de partida.



(Já escrevi um pouco mais detalhadamente sobre este tema aqui.)

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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#6

Escrevi a pressa no tlm...não deu para fazer melhor.

Félix é correcto.
Uma vez identificado a viscosidade, o API e o Jaso, há outros factores, como mostra a tabela, referente as características que cada óleo tem a temperatura ambiente, a 100 graus, durante x tempo....

Acho interessante porque é mais uma medida real de análise que podes ter em conta...blink

Velasquez87
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#7

(17-08-2018 às 16:36)Velasquez87 Escreveu:  Acho interessante porque é mais uma medida real de análise que podes ter em conta...

Sim, e a lista é porreira porque ainda coloca uma lista das outras certificações além da API.
Admiro quem se tenha dado ao trabalho de andar a lamber as folhas técnicas para recolher a informação.
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#8

Então vá para complementar o tópico,

Motas que no manual especificam MA. De 2005 a 2011 aparecem muitas, mesmo tendo catalizador.

Que óleo preferem? MA ou MA2?


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#9

Aproveito para introduzir aqui um artigo que li em tempos onde são mencionadas algumas diferenças básicas (e o porquê) entre os lubrificantes para carros e motas:

Citar:Na grande maioria das motas da atualidade é o óleo do motor da mota que lubrifica também a caixa de velocidades e o sistema de embraiagem, razão principal pela qual o óleo usado em aplicações de 2 rodas, é especificamente desenvolvido para tal.

Os motores atuais de mota a 4 tempos têm potências específicas (relação potência/cilindrada) muito elevadas, e as suas solicitações mecânicas são superiores às solicitações habituais num motor de um automóvel.

Em comparação com um motor de carro, um motor de mota apresenta estas particularidades:
– Funciona a temperaturas mais elevadas;
– Funcionam em regimes de rotação mais elevados (podem ser duas vezes superiores ao de um carro vulgar!);
– Têm um cárter com uma capacidade de óleo inferior.
– Não tem de responder a normas antipoluição tão exigentes (a obrigatoriedade do catalisador na linha de escape apenas à poucos anos passou a ser obrigatória).

A sua formulação

Como já dito, tais exigências levam a que a nível de lubrificação o óleo a usar tenha uma formulação específica.
A nível de aditivos usados na formulação do óleo de mota, estes requerem que os modificadores de fricção usados estejam adequados ao correto funcionamento do sistema de embraiagem de modo a limitar o possível escorregamento em funcionamento. Num lubrificante de automóvel a prioridade desse tipo de aditivo passa por aumentar o efeito ‘economizador de combustível’.
A título de exemplo, um lubrificante típico de mota apresenta 5 vezes mais aditivos anti desgaste, anti espuma e aditivos EP (‘Extreme Pressure’) em comparação com um óleo convencional. Por outro lado a presença de aditivos modificadores de fricção é diminuta.

A viscosidade

Nos automóveis são cada vez mais vulgares lubrificantes de baixa viscosidade, o que no caso das motas pode acarretar problemas a nível do desgaste por contacto nas engrenagens da caixa de velocidades (uma vez que o óleo da caixa pode ser o mesmo que o do motor).
O facto de a mota ser usada em climas menos extremos que um automóvel e o facto de a sua temperatura de funcionamento ser em média superior, leva a que as viscosidades mais usadas sejam geralmente superiores às de um carro atual (ex. SAE 10w-30/40/50).

Intervalos de mudança de óleo

O óleo de uma mota face ao de um carro é mais afetado por 3 fatores principais:
– Formulação do óleo mais virada para a ‘performance’ que para a ‘longevidade’;
– Óleo mais sujeito a oxidação (e como tal a depósitos) por ter uma utilização mais exigente;
– Óleo mais sujeito a condensação pelo facto do motor estar mais exposto ao ambiente exterior, a trajetos em média mais curtos e a ter uma linha de escape mais propensa a condensação após uso.

Tal leva a que geralmente a substituição do óleo e filtro de óleo ocorra entre os 5 e 10 mil km, dependendo do modelo e construtor em questão.
Motas usadas em zonas húmidas (zona costeira), condução desportiva ou zonas poeirentas (utilização cross/enduro) devem reduzir os intervalos de substituição do óleo e filtro de óleo.

As normas dos óleos de mota

Nas motas de origem europeia e norte-americana, é comum a recomendação da norma API (American Petroleum Institute).
Ex. API SG, SH, SJ, SL, SM.

Nas motas japonesas e asiáticas, é comum a recomendação da norma JASO (Japanese Automotive Standards Organization)
JASO MA – óleo ´standard´ para motor 4T, caixa e embraiagem.
JASO-MA2 – Introduzida em 2006. É a evolução da norma JASO MA e está adaptada a sistema de tratamento de gases de escape (catalisador).
JASO MB – óleo ´standard´ para motor de mota 4T onde a lubrificação da caixa de velocidade e sistema de embraiagem não é feita pelo óleo motor.

Fonte: blog.texoleo.eu
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#10

Bom tópico! thumbsup

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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