(24-06-2017 às 11:53)vindaloo Escreveu: Um bom post, de contextualizaçao em que para andar de mota... basta querer andar de mota!
Só não concordo com a 'mariazinha' não poder fazer uma RIM.
A minha Z embora um pouco inferior à rua, não é muito diferente em conceito.
Este género de mota, enquadra-se perfeitamente numa RIM.
Sinto até que são as motas que fazem mais sentido numa RIM pois a condução é simples e são ágeis em qualquer contexto.
São fáceis estacionar, inverter, estradas apertadinhas e dão menos luta que a maioria das estradistas.
É também uma mota prática e descomplicada.
Temos apenas a carga que normalmente arranja-se solução com elásticos ou se quiseres perpetuar a minha tradição: 'cravar alguém para levar'
Eu acho é que são curtas quando se perspectiva longas distâncias, mas os 400km diarios sem pisar AE são o ângulo perfeito e como tal perfeitamente enquadradas numa volta como a RIM ou outra semelhante.
Arrisca
Acredita se quiseres mas quando estava a escrever o post estava a lembrar-me do teu exemplo. E tens toda a razão no que dizes. A mota é fantástica para o tipo de volta que é a RIM. Com pouca AE, vias-rápidas, etc., e muitas curvas, contra curvas e contra-contra curvas.
Por todas as razões que apontas e mais algumas.
Mas... (Já cá faltava a "porra" do "mas...")
O "problema" aqui é que a mota não vai "sozinha".... É suposto levar-me com ela... E aí é que a porca torce o "proverbial" rabo...
É que convém não esquecer que eu conto com mais uns bons aninhos de "uso intensivo" do que tu. E embora aqui a velha carola tenda a por vezes fazer-se de esquecida quanto a esse facto inultrapassável logo a velha carcaça me traz de volta ao mundo real. Onde a idade não perdoa, mesmo!...

Acrescentando a isto ainda o "pequeno" pormenor de eu ter 1,83m esta combinação resulta em que eu normalmente deixo de saber onde "guardar" as pernas por volta dos 250/300 kms. Porque à medida que o cansaço se vai acumulando as dores no corpo e sobretudo nas pernas e, pior ainda, as câimbras logo que aparecem, e aparecem sempre, já não me largam.
Ora se tudo isto é mais ou menos suportável por um dia, desde que depois tenha algum tempo para recuperação, tal não é de todo compatível com os moldes habituais das RIM que implicam vários dias seguidos a este ritmo. O que não seria bom para ninguém.
Não o seria para mim porque o que deveria ser um prazer rapidamente se tornaria num sacrifício. E não seria bom para os restantes companheiros de viagem já que teriam que passar a utilizar o plural de cada vez que fizessem a pergunta "RIM - Trade Mark" do "quem é que falta?"
![[Imagem: wrong-bike.jpg]](https://i.postimg.cc/ZKXmMgfY/wrong-bike.jpg)


