13-12-2016 às 20:00
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Nem por acaso um relato de um jornalista com um capacete JET
Nem por acaso um relato de um jornalista com um capacete JET
Citar:Um bom capacete é uma das peças de equipamento mais importantes no “vestuário” de proteção de um motociclista. Para além de ser de uso obrigatório por Lei, um capacete protege a nossa cabeça a vários níveis, sendo de especial importância a absorção das inúmeras forças resultantes de um impacto e que podem provocar lesões cerebrais. O Schuberth M1, apesar de ser um capacete aberto, ou “jet”, comportou-se à altura do acontecimento absorvendo o primeiro impacto no asfalto e não senti tonturas, perda de consciência ou dores após a queda.
A calota exterior não apresenta, para além das óbvias raspadelas, danos substanciais como rachas ou bocados de fibra que saltam na zona de impacto. O forro manteve-se no sítio, o mecanismo de fecho micrométrico não cedeu, o sistema de segurança AROS impediu o capacete de deslizar da posição em que mais protege a cabeça enquanto deslizava pelo asfalto, e a fivela não causou danos no meu pescoço por estrangulamento, especialmente porque eu tenho cuidado de ajustar a fivela à minha medida. Destes pontos de vista o M1 merece uma nota muito positiva.
Mas sendo o M1 um capacete de tipo aberto, a proteção frontal e do queixo acaba por diminuir consideravelmente em comparação com capacetes integrais e até mesmo com outros capacetes do mesmo tipo mas que contam com uma proteção extra no queixo, como é o caso do J1, fabricado pela própria Schuberth, e que utilizei várias vezes em sessões fotográficas para a Revista MOTOCICLISMO.
A viseira de grandes dimensões saltou do ponto de fixação lateral esquerdo (fixação do lado direito aguentou-se), manteve-se fechada por alguns momentos e ficou bastante raspada, até que o mecanismo cedeu, a viseira abriu, o que deixou a minha cara desprotegida. A viseira não se partiu nem rachou! Escusado será dizer que sofri alguns ferimentos externos na face, tendo sido os mais problemáticos ao nível da boca. Deste ponto de vista o Schuberth M1 merece uma avaliação baixa, embora seja justo e necessário referir que outros capacetes do mesmo tipo e de outros fabricantes também não conseguem impedir estas lesões pelo simples facto de que são abertos.
O capacete Schuberth M1 está inutilizado pois apesar da calota exterior não apresentar mais do que riscos, não sabemos como ficou a calota interior. Mesmo substituindo a viseira por uma nova – o mecanismo de fixação e encaixe da viseira está bom -, nestes casos o melhor é deixar de usar o capacete por não podermos ter a certeza da real extensão dos danos sofridos pela calota interior, responsável pela absorção do impacto.
