(08-04-2022 às 15:59)Nfilipe Escreveu: O problema é que uma falha destas pode originar um acidente com gravidade, basta a velocidade ser significativa, acontecer em curva, adicionando outros quantos factores que podem correr mal, tem tudo para correr pior que o esperado. Ate porque a mota precisa de equilibrio ao contrario do carro e um destes problemas pode originar que se perca essa capacidade para mante lo, e devido a constituicao da mota e as suas caracteristicas faz dela, ou delas, as motas, veiculos muito mais vulneraveis quando estes problemas ocorrem, deixando assim os condutores numa situacao de maior de risco do que se fosse num automovel.
NFilipe... andar de moto é assumir desde logo um risco constante. Uma anomalia que cause uma queda / acidente está assim sempre presente, independente da sua causa ser de uma ocorrência esporádica e isolada, ou de a mesma ser consequência de um problema mais geral e comum.
O que o recall pretende colmatar é essa recorrência de certo tipo de avarias que venham a ser detectadas com o uso / tempo, seja numa única unidade, seja comum a várias unidades ou determinado lote. E claro que, independentemente do tipo de anomalia, as marcas terão se assumir sempre a consequência máxima, que é o risco de queda ou acidente. Há que "pintar" o pior cenário possível.
Por um lado, é um "forcing" para que os clientes respondam à chamada e levem as unidades abrangidas aos agentes da marca, o quanto antes, para serem intervencionadas. E por outro lado, será uma forma dos construtores se poderem ilibar de responsabilidades maiores, pois a comunicação e respectivos riscos, foram feitos. Já houve inclusivé recalls, cuja comunicação alertava para a necessidade de imobilizar de imediato o veículo, pelos riscos que havia (recordo por exemplo a >>questão do ESA<< que abrangeu várias motos BMW, há pouco mais de meia dúzia de anos).

