08-04-2022 às 15:13
Uma moto é um conjunto cada vez mais complexo de elementos e sistemas que trabalham entre si (muitos deles oriundos de diferentes origens), e que num intervalo de tempo relativamente pequeno, têm tido uma evolução notável (basta comparar, por exemplo, motos com 10 anos de diferença).
Depois há a guerra de vendas, que faz com que cada vez mais, cada construtor tente meter no mercado, o mais rápido possível, novos e melhores produtos em relação à concorrência, para captar clientes. Não há tempo para desenvolver, amadurecer, corrigir e testar intensiva e exaustivamente os produtos.
Por fim, o destinatário final é um universo de utilizadores, que têm por cada um deles, tantos e tão diversos tipos de utilização e cuidados e sob tão diversas condições.
O risco de surgirem falhas inesperadas, é assim grande.
Os recalls, surgem como um "mal necessário", e ainda bem que assim o é. Não o vejo como sinal de falta de qualidade, mas sim, como políticas mais ou menos recentes de colmatar anomalias genéricas, de todo imprevistas, ou seja, revela sim uma preocupação em ter e manter a qualidade do produto. Tanto que muitos recalls surgem até já fora dos períodos de garantia e mantêm-se activos durante imenso tempo, até o maior número possível de unidades poder ser intervencionada.
Não acredito que haja um só construtor que se orgulhe de ter de efectuar um recall que seja. Mas antes isso, que ignorar os clientes, ainda mais num tempo aonde a informação circula facilmente.
Mas se formos a ver bem, a coisa nem é assim tão recente. Já em meados de 90's, quando comprei uma CB500 (que até acabou a ficar conhecida na gíria, como "tanque de guerra", derivado da sua fama de fiabilidade), por indicação do mecânico, fui induzido a trocar-lhe o tensor da corrente de distribuição e a cremalheira de embraiagem, ao abrigo da garantia, pois havia registo de algumas unidades terem dado problemas. E mesmo sem a minha ter alguma vez dado qualquer indício, a HMP assumiu. Só na altura não se chamava de recall.
Depois há a guerra de vendas, que faz com que cada vez mais, cada construtor tente meter no mercado, o mais rápido possível, novos e melhores produtos em relação à concorrência, para captar clientes. Não há tempo para desenvolver, amadurecer, corrigir e testar intensiva e exaustivamente os produtos.
Por fim, o destinatário final é um universo de utilizadores, que têm por cada um deles, tantos e tão diversos tipos de utilização e cuidados e sob tão diversas condições.
O risco de surgirem falhas inesperadas, é assim grande.
Os recalls, surgem como um "mal necessário", e ainda bem que assim o é. Não o vejo como sinal de falta de qualidade, mas sim, como políticas mais ou menos recentes de colmatar anomalias genéricas, de todo imprevistas, ou seja, revela sim uma preocupação em ter e manter a qualidade do produto. Tanto que muitos recalls surgem até já fora dos períodos de garantia e mantêm-se activos durante imenso tempo, até o maior número possível de unidades poder ser intervencionada.
Não acredito que haja um só construtor que se orgulhe de ter de efectuar um recall que seja. Mas antes isso, que ignorar os clientes, ainda mais num tempo aonde a informação circula facilmente.
Mas se formos a ver bem, a coisa nem é assim tão recente. Já em meados de 90's, quando comprei uma CB500 (que até acabou a ficar conhecida na gíria, como "tanque de guerra", derivado da sua fama de fiabilidade), por indicação do mecânico, fui induzido a trocar-lhe o tensor da corrente de distribuição e a cremalheira de embraiagem, ao abrigo da garantia, pois havia registo de algumas unidades terem dado problemas. E mesmo sem a minha ter alguma vez dado qualquer indício, a HMP assumiu. Só na altura não se chamava de recall.

