O regresso das Tuareg - 660
#21

A Red Rose... a prova que o travestismo motociclístico, já vem de longa data e não se relaciona apenas com o mundo das (pseudo) "desportivas".

Andei uma vez com uma. O ferro mais "plastificado" que deve ter existido. E depois com aquele escagaçar do motor a dois tempos, parecia tudo menos um verdadeiro "ferro"!!! lol

[Imagem: lsSfAv5.jpg]

[Imagem: QKmafvp.png]
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#22

(26-01-2021 às 10:53)carlos-kb Escreveu:  A Red Rose... a prova que o travestismo motociclístico, já vem de longa data e não se relaciona apenas com o mundo das (pseudo) "desportivas".

Andei uma vez com uma. O ferro mais "plastificado" que deve ter existido. E depois com aquele escagaçar do motor a dois tempos, parecia tudo menos um verdadeiro "ferro"!!! lol

[Imagem: lsSfAv5.jpg]

Podes crer... lol

Realmente uma Red Rose nova com o novo "amputado" motor 660 até poderia resultar! lol

Live After Death...

Os Ferros...

In life, nothing happens by chance...
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#23

(26-01-2021 às 10:53)carlos-kb Escreveu:  A Red Rose... a prova que o travestismo motociclístico, já vem de longa data e não se relaciona apenas com o mundo das (pseudo) "desportivas".

Andei uma vez com uma. O ferro mais "plastificado" que deve ter existido. E depois com aquele escagaçar do motor a dois tempos, parecia tudo menos um verdadeiro "ferro"!!! lol

O que é um facto é que uns quantos espécimes como este (Red Rose) deixavam facilmente um puto com 16 anos a olhar para elas há umas décadas atrás, à porta de qualquer escola secundária...

Independentemente das DTs e DTRs jogarem num campeonato à parte nessa altura, outras motas um pouco mais raras, como uma Suzuki Wolf... uma Aprilia Red Rose... uma Aprilia RS 50... uma Derbi Senda ou até uma Peugeot XP de caixa automática... despertavam no mínimo curiosidade.
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#24

É necessário contextualizar. Uma 50cc importada, na altura, ainda era considerada um pequeno luxo.

Recordo-me bem da Aprilia Red Rose, para mim era algo de intrigante e estridente, com um ruído metálico.

Quando apareceu a imagem era de um objecto "barroco". Na altura não era a questão de ser travesti ou não (um tema recorrente) mas bom gosto ou não.

Algo genuíno como uma Harley nova estaria apenas ao alcance dos mais abastados e mais velhos.

Mesmo uma pessoa abastada não compraria uma Harley nova sem que isso fosse considerado um assunto importante. Quem ganhava dinheiro na altura eram alguns médicos e advogados, proprietários de night-clubs e discotecas e alguns industriais.

Em Portugal nunca houve disponibilidade de recursos financeiros. Na altura também assaltavam automóveis, motos, casas, havia alguma tensão social.

A primeira CBR1000F que vi foi nos anos 80, talvez 88 ou 89, e para mim foi algo de impactante, parecia um ovni, de repente uma 1000 quando eu e os meus amigos falávamos de 125. Era do filho de um conhecido joalheiro da terra.

As expectativas eram outras.


(já apago este off-topic de resposta)

PS: espero não ter ofendido ninguém.
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#25

Lembro-me de em 1992, o meu Pai ter tirado um dia para ir comigo comprar uma mota a Lisboa... tinha o dinheiro na mão para comprar uma 125 nova... o problema era que não havia motas para vender... eu já na altura queria uma GN125... e os gajos da Suzuki diziam que havia mas em catalogo... tinha de se mandar vir... não havia nada para vender nessa alyura... era deprimente...
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#26

Que grande offtopic........

[Imagem: muhz7is.jpg]
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#27

(25-02-2021 às 10:25)marco.clara Escreveu:  O que é um facto é que uns quantos espécimes como este (Red Rose) deixavam facilmente um puto com 16 anos a olhar para elas há umas décadas atrás, à porta de qualquer escola secundária...

Claro que sim... entre o marasmo das Target e CT-50S, das DTLC, das NSR e uma ou outra motorizada nacional herdada de um avô, uma Red Rose distinguia-se no parque motociclístico escolar.
Aliás, a primeira Red Rose que vi, foi nos primórdios da década de 90, no dia em que eu, puto acabado de fazer 16 anos, e ávido por obter a licença camarária, me apresentei a exame no Campo do Cevadeiro em VFX, sem mota e sem capacete lol ... e lá estava uma, num azul arroxeado a contrastar com os cromados, oferecida por um papá a um outro puto, babado, que também se iria propôr a exame... e que ao pé das demais cinquentinhas, parecia a mais exótica e ostensiva das motas, inalcançável pela maioria dos adolescentes que queriam apenas algo com 2 rodas e motor, para aumentarem o seu raio de mobilidade... e engatar porventura umas colegas de turma.

Não havia muitas marcas a "replicarem" cruisers, especialmente nas 50 e 125 (as Virago e Rebel 125 surgiriam só um punhado de anos depois). Então se fosse aquela versão com a rosa vermelha no depósito, era um must, para deixar de imediato as groupies do Axl Rose de pito aos saltos, com a promessa de uma voltinha. bigsmile

[Imagem: CL8Ssq6.jpg]

Claro que uns bons tempos após, e depois de até já teres andado com umas quantas Viragos ou Shadows ou Intruders, a pequena e "plástica" Red Rose, com o seu abafado e roufenho 2stroke (que em nada combinava com os aspecto da mesma), parecia algo verdadeiramente Kitsch.

(25-02-2021 às 10:25)marco.clara Escreveu:  Independentemente das DTs e DTRs jogarem num campeonato à parte nessa altura, outras motas um pouco mais raras, como uma Suzuki Wolf... uma Aprilia Red Rose... uma Aprilia RS 50... uma Derbi Senda ou até uma Peugeot XP de caixa automática... despertavam no mínimo curiosidade.

As memórias que me trouxeste! smile
A Wolf até era comum... mesmo porque da parte da Suzuki, tirando essa e a TS, não tinham mais nenhuma motorizada de mudanças. A Yamaha RZ50, com a fama de ser das mais rápidas era também bastante cobiçada, isto até a TZR tomar em certa medida o seu lugar. E havia ainda a "grande" CRM50, que tinha uma expressão ínfima face à campeã de vendas DT, e que já dava ares de ser uma 125 (mesmo que houvesse depois a versão de 125 já para encartados).
As RS50, apareceram depois... Mas em seu lugar, nas Avarilias, haviam as caras e "desportivas" AF1 Sintesi e Futura (a qual ainda comprei um destroço acidentado de uma, para a recuperar, coisa que nunca fiz, acabando a vendê-la a peso na Sucata de Vialonga, depois das ameaças do meu pai para desocupar o espaço que ela estava a ocupar na garagem)... e isto a par da Prima 50, na Cagiva (com o peculiar sistema de "met-in" no lugar tradicional do depósito de combustível, e situando-se este debaixo do banco... algo que depois a BMW pegou para a Scarver e mais tarde ainda, a Honda recuperou na NC). Mas estávamos a falar de italianas, pouco adequadas às carteiras quase sempre vazias de um adolescente.
Em alternativa, haviam as mais baratas nacionais... a Feeling, a FX50, a Pre-50, a Magnum, a Diva, etc... todas elas uma derradeira tentativa das marcas tugas acompanharem a feroz concorrência externa, inexistente até há pouco antes e que as fez definhar de vez. Mas ter uma nacional, para um adolescente, já era algo desprestigiante.

(25-02-2021 às 11:10)pareias Escreveu:  A primeira CBR1000F que vi foi nos anos 80, talvez 88 ou 89, e para mim foi algo de impactante, parecia um ovni, de repente uma 1000 quando eu e os meus amigos falávamos de 125. Era do filho de um conhecido joalheiro da terra.

Em 88, passei uma temporada de 3 meses em Andorra. Lá já se viam grandes "motões", que eram raros ou impossíveis de se ver em Portugal. A primeira moto que me recordo verdadeiramente de me ter detido o olhar cá, por longos minutos, foi uma TomCat, de matrícula estrangeira, parada na Praia das Maçãs... algures também por finais da década de 80. Ainda hoje, de cada vez que passo nesse local, me recordo do momento.

[Imagem: QKmafvp.png]
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#28

(25-02-2021 às 12:59)carlos-kb Escreveu:  A Wolf até era comum...

A Wolf só não teve mais sucesso porque apenas tinha lugar para o passageiro condutor.
Numa altura que havia sempre alguém a precisar de boleia, e a expectativa de se transportar uma fêmea para um eventual desvio... tornavam a lotação para 2 em algo obrigatório.

A própria TZR também sofria com isso...
Mas como era a mais "raçuda" da oferta comum, tornava-se menos relevante para o principal publico alvo.
Malta que estava mais preocupada em dar gatilho que propriamente sacar uma febra na matiné.

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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#29

(25-02-2021 às 15:35)dfelix Escreveu:  
(25-02-2021 às 12:59)carlos-kb Escreveu:  A Wolf até era comum...

A Wolf só não teve mais sucesso porque apenas tinha lugar para o passageiro.
Numa altura que havia sempre alguém a precisar de boleia, e a expectativa de se transportar uma fêmea para um eventual desvio... tornavam a lotação para 2 em algo obrigatório.

A própria TZR também sofria com isso...
Mas como era a mais "raçuda" da oferta comum, tornava-se menos relevante para o principal publico alvo.
Malta que estava mais preocupada em dar gatilho que propriamente sacar uma febra na matiné.

Havia pessoal que andava mesmo em cima da pequena grelha que havia sobre a baquet da Wolf e de pernas penduradas... eu próprio o fiz, na Wolf de um colega meu, numa pequena boleia de umas centenas de metros angel .

A TZR tinha também uma versão biposto.

[Imagem: UeYk0B9.jpg]

Edit: Depois havia a versão "nacional" e aproximada da Wolf... a Casal Magnum (que essa sim, era de dois lugares) pervert lol

[Imagem: s4qD96F.jpg]

[Imagem: QKmafvp.png]
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#30

(25-02-2021 às 12:59)carlos-kb Escreveu:  
(25-02-2021 às 10:25)marco.clara Escreveu:  O que é um facto é que uns quantos espécimes como este (Red Rose) deixavam facilmente um puto com 16 anos a olhar para elas há umas décadas atrás, à porta de qualquer escola secundária...

Claro que sim... entre o marasmo das Target e CT-50S, das DTLC, das NSR e uma ou outra motorizada nacional herdada de um avô, uma Red Rose distinguia-se no parque motociclístico escolar.
Aliás, a primeira Red Rose que vi, foi nos primórdios da década de 90, no dia em que eu, puto acabado de fazer 16 anos, e ávido por obter a licença camarária, me apresentei a exame no Campo do Cevadeiro em VFX, sem mota e sem capacete lol ... e lá estava uma, num azul arroxeado a contrastar com os cromados, oferecida por um papá a um outro puto, babado, que também se iria propôr a exame... e que ao pé das demais cinquentinhas, parecia a mais exótica e ostensiva das motas, inalcançável pela maioria dos adolescentes que queriam apenas algo com 2 rodas e motor, para aumentarem o seu raio de mobilidade... e engatar porventura umas colegas de turma.

Não havia muitas marcas a "replicarem" cruisers, especialmente nas 50 e 125 (as Virago e Rebel 125 surgiriam só um punhado de anos depois). Então se fosse aquela versão com a rosa vermelha no depósito, era um must, para deixar de imediato as groupies do Axl Rose de pito aos saltos, com a promessa de uma voltinha. bigsmile

[Imagem: CL8Ssq6.jpg]

Claro que uns bons tempos após, e depois de até já teres andado com umas quantas Viragos ou Shadows ou Intruders, a pequena e "plástica" Red Rose, com o seu abafado e roufenho 2stroke (que em nada combinava com os aspecto da mesma), parecia algo verdadeiramente Kitsch.

(25-02-2021 às 10:25)marco.clara Escreveu:  Independentemente das DTs e DTRs jogarem num campeonato à parte nessa altura, outras motas um pouco mais raras, como uma Suzuki Wolf... uma Aprilia Red Rose... uma Aprilia RS 50... uma Derbi Senda ou até uma Peugeot XP de caixa automática... despertavam no mínimo curiosidade.

As memórias que me trouxeste! smile
A Wolf até era comum... mesmo porque da parte da Suzuki, tirando essa e a TS, não tinham mais nenhuma motorizada de mudanças. A Yamaha RZ50, com a fama de ser das mais rápidas era também bastante cobiçada, isto até a TZR tomar em certa medida o seu lugar. E havia ainda a "grande" CRM50, que tinha uma expressão ínfima face à campeã de vendas DT, e que já dava ares de ser uma 125 (mesmo que houvesse depois a versão de 125 já para encartados).
As RS50, apareceram depois... Mas em seu lugar, nas Avarilias, haviam as caras e "desportivas" AF1 Sintesi e Futura (a qual ainda comprei um destroço acidentado de uma, para a recuperar, coisa que nunca fiz, acabando a vendê-la a peso na Sucata de Vialonga, depois das ameaças do meu pai para desocupar o espaço que ela estava a ocupar na garagem)... e isto a par da Prima 50, na Cagiva (com o peculiar sistema de "met-in" no lugar tradicional do depósito de combustível, e situando-se este debaixo do banco... algo que depois a BMW pegou para a Scarver e mais tarde ainda, a Honda recuperou na NC). Mas estávamos a falar de italianas, pouco adequadas às carteiras quase sempre vazias de um adolescente.
Em alternativa, haviam as mais baratas nacionais... a Feeling, a FX50, a Pre-50, a Magnum, a Diva, etc... todas elas uma derradeira tentativa das marcas tugas acompanharem a feroz concorrência externa, inexistente até há pouco antes e que as fez definhar de vez. Mas ter uma nacional, para um adolescente, já era algo desprestigiante.

(25-02-2021 às 11:10)pareias Escreveu:  A primeira CBR1000F que vi foi nos anos 80, talvez 88 ou 89, e para mim foi algo de impactante, parecia um ovni, de repente uma 1000 quando eu e os meus amigos falávamos de 125. Era do filho de um conhecido joalheiro da terra.

Em 88, passei uma temporada de 3 meses em Andorra. Lá já se viam grandes "motões", que eram raros ou impossíveis de se ver em Portugal. A primeira moto que me recordo verdadeiramente de me ter detido o olhar cá, por longos minutos, foi uma TomCat, de matrícula estrangeira, parada na Praia das Maçãs... algures também por finais da década de 80. Ainda hoje, de cada vez que passo nesse local, me recordo do momento.

Estás a ver Vitorino!?
Estás a ver como é que se faz?
Aprende pá que o capitão de mar não dura para sempre!

Agora imagina se ele tivesse posto fotos...

Era um post "de puta madre"!

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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