O que gostas menos na tua mota?
#41

(15-08-2018 às 23:30)vindaloo Escreveu:  
(15-08-2018 às 22:40)carlos-kb Escreveu:  
(15-08-2018 às 18:10)LoneRider Escreveu:  É pá, revê a forma como apertas a manete e o pedal pá, que em quase 50000km foram contadas as vezes que o C-ABS me puxou as orelhas!

Epa.... se calhar travo mais abruptamente e mais em cima do "acontecimento". Mas já foram umas quantas vezes que o senti lá (não que isso me chateie de todo, pois se ele activa, estará a cumprir a sua função).

Nao que seja muito pertinente, ou que tenha pretensão de te criticar o que quer que seja, mas e de modo genérico penso que puxar as travagens de modo a que o ABS active e mau pelas seguintes razoes:

a) Principalmente porque aumenta a distancia de travagem
b) Um dia que falhe ou que circulemos a 29km/h ele nao esta la.
c) Nao ha necessidade de criar 'maus vícios'.

Amanha podemos conduzir uma mota ou um carro sem ABS e convém nao perder a noção da mecânica simples da coisa.

Eu pelo menos (carro ou mota) interpreto sempre o ABS como um recurso. A servir quando a coisa ja foi muito mal feita ou a amparar uma condição externa muito imprevista. Como porcaria escorregadia na estrada, um buraco etc.

(16-08-2018 às 11:43)LoneRider Escreveu:  O problema é que, tenho que abusar muito para que o gajo me puxe as orelhas.
Isso tem muito a ver como te agarras aos instrumentos.
Não quer isto dizer que traves mal, quer dizer que talvez necessites praticar situações de pânico para tentares ser mais progressivo nessas ocasiões.

Das vezes que senti a acção do C-ABS foi quando actuava no travão traseiro.
Passo a explicar.

Um gajo, nos preparativos da curva, trava com o traseiro para aninhar o animal, mas quando as pinças dianteiras mordem os discos, inevitavelmente a traseira perde peso, com o qual a roda tende a bloquear e o gajo actua logo.

Evitar isso tem bom remédio e passa por utilizar a progressividade inversa à que utilizas na manete no pedal direito! blink

E tudo isto é possível mas não deixa de ser teoria, uma vez que na hora da verdade o importante é não se esborrachar independentemente de se trava de uma forma eficiente ou não!

Em oposição à vossa falta de jeito para andar de mota, acho interessantíssimo é a facilidade com que se congeminam teorias acerca de posturas e tipos de condução, a partir de uma mera observação feita sobre o funcionamento algo intrusivo de um sistema de apoio à travagem, em situações esporádicas e específicas.  devil   troll

Epa... se eu sei travar ou não???!!! Pelo menos em 25 anos e até à data, tem servido para não espetar o focinho contra o que está à minha frente ou sair em frente numa curva.  pervert

(Mas para a próxima, a ver se levo uma calculadora e umas fórmulas matemáticas, para imediatamente antes do acto de travar, poder calcular convenientemente o doseamento da potência de travagem face à velocidade que levo, distância do obstáculo e respectiva capacidade de desaceleração, para não comprometer de modo algum a progressividade e não "chatear" o chinês adormecido que está lá dentro do modulador do ABS... )

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#42

(16-08-2018 às 14:42)carlos-kb Escreveu:  
(15-08-2018 às 23:30)vindaloo Escreveu:  
(15-08-2018 às 22:40)carlos-kb Escreveu:  Epa.... se calhar travo mais abruptamente e mais em cima do "acontecimento". Mas já foram umas quantas vezes que o senti lá (não que isso me chateie de todo, pois se ele activa, estará a cumprir a sua função).

Nao que seja muito pertinente, ou que tenha pretensão de te criticar o que quer que seja, mas e de modo genérico penso que puxar as travagens de modo a que o ABS active e mau pelas seguintes razoes:

a) Principalmente porque aumenta a distancia de travagem
b) Um dia que falhe ou que circulemos a 29km/h ele nao esta la.
c) Nao ha necessidade de criar 'maus vícios'.

Amanha podemos conduzir uma mota ou um carro sem ABS e convém nao perder a noção da mecânica simples da coisa.

Eu pelo menos (carro ou mota) interpreto sempre o ABS como um recurso. A servir quando a coisa ja foi muito mal feita ou a amparar uma condição externa muito imprevista. Como porcaria escorregadia na estrada, um buraco etc.

(16-08-2018 às 11:43)LoneRider Escreveu:  O problema é que, tenho que abusar muito para que o gajo me puxe as orelhas.
Isso tem muito a ver como te agarras aos instrumentos.
Não quer isto dizer que traves mal, quer dizer que talvez necessites praticar situações de pânico para tentares ser mais progressivo nessas ocasiões.

Das vezes que senti a acção do C-ABS foi quando actuava no travão traseiro.
Passo a explicar.

Um gajo, nos preparativos da curva, trava com o traseiro para aninhar o animal, mas quando as pinças dianteiras mordem os discos, inevitavelmente a traseira perde peso, com o qual a roda tende a bloquear e o gajo actua logo.

Evitar isso tem bom remédio e passa por utilizar a progressividade inversa à que utilizas na manete no pedal direito! blink

E tudo isto é possível mas não deixa de ser teoria, uma vez que na hora da verdade o importante é não se esborrachar independentemente de se trava de uma forma eficiente ou não!

Em oposição à vossa falta de jeito para andar de mota, acho interessantíssimo é a facilidade com que se congeminam teorias acerca de posturas e tipos de condução, a partir de uma mera observação feita sobre o funcionamento algo intrusivo de um sistema de apoio à travagem, em situações esporádicas e específicas.  devil   troll

Epa... se eu sei travar ou não???!!! Pelo menos em 25 anos e até à data, tem servido para não espetar o focinho contra o que está à minha frente ou sair em frente numa curva.  pervert

(Mas para a próxima, a ver se levo uma calculadora e umas fórmulas matemáticas, para imediatamente antes do acto de travar, poder calcular convenientemente o doseamento da potência de travagem face à velocidade que levo, distância do obstáculo e respectiva capacidade de desaceleração, para não comprometer de modo algum a progressividade e não "chatear" o chinês adormecido que está lá dentro do modulador do ABS... )

Olha que estás com mais sorte que eu. Curiosamente agora por este mês faz 25 anos que tive a primeira mota, com 11 anos uma PW80, mas já testei a rigidez do chão... Quer dizer, eu acho que até á DTR nem sei se eram quedas se era mesmo a minha forma de andar de mota. Felizmente sem acidentes efectivamente graves ou com lesões de graves. Era mesmo só encontros imediatos, uns mais que outros, com o chão.

...
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#43

Na minha, o que menos gosto:
- o peso, que é bastante notório. Em andamento penso que nem tanto;
- a iluminação frontal, que é uma valente merda apesar de ser em led. Faz um feixe horizontal e não espalha tanto a luz para a frente. Em curva então é um fartote...;
- a posição das peseiras quando paro, ficam mesmo no sítio onde as pernas têm a posição ideal de descanso e apoio no chão...;
- motor destes não é para usar em cidade nem até às 3.000rpm, mas por outro lado também gosto do trator em que se transforma nesses regimes/alturas/locais bigsmile


O que mais gosto:
- de tudo o resto.
- adoro a imagem/desenho dela;
- gosto do motor, apesar de ser um tenrinho para a sua condução, das sensações muito controladas que ele transmite e quando sobe de rotações;
- gosto do conforto dela, da posição de condução.


Depois de ler o que escreveram, e o que vem por escrever, não tenho vontade nenhuma de a trocar lol
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#44

(16-08-2018 às 15:24)jpsimoes Escreveu:  Olha que estás com mais sorte que eu. Curiosamente agora por este mês faz 25 anos que tive a primeira mota, com 11 anos uma PW80, mas já testei a rigidez do chão... Quer dizer, eu acho que até á DTR nem sei se eram quedas se era mesmo a minha forma de andar de mota. Felizmente sem acidentes efectivamente graves ou com lesões de graves. Era mesmo só encontros imediatos, uns mais que outros, com o chão.

Também já caí, pá... mas não tanto por falta de saber (ou não) travar. lol

Uma delas, ainda de 50cc, armado em Doohan (nessa altura ainda não havia Rossi lol), numa passadeira à saída de uma curva, a roda da frente "deslizou" na tinta,eu fui para um lado e a mota foi-se enfiar debaixo da carrinha que vinha em sentido contrário.

E antes desta, também com a mesma motorizada, caí numa bomba de gasolina, à conta de gasóleo derramado no chão. Ainda hoje no meu tornozelo direito, tenho a marca da queimadura da perna que encostou no colector de escape.

Mais tarde, com a CB500, e parado num entroncamento em que eu perdia a prioridade, vem um que não parou a tempo e me bateu por trás...

Felizmente e há muito que não tenho o amargo de boca de ir tratar o alcatrão por "tu", apesar de vez em quando, lá vai surgindo um susto ou outro em que tal situação parece eminente.

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#45

(16-08-2018 às 15:52)carlos-kb Escreveu:  Felizmente e há muito que não tenho o amargo de boca de ir tratar o alcatrão por "tu"...

Se bem me recordo, não é por tu que eu trato o alcatrão nesses episódios. Arranjo normalmente nomes mais objectivos para ele... lol

...
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#46

Hoje vou falar da minha Rainha!

O que eu menos gosto da Maria das Curvas é a sua suspensão dianteira que fez demasiadas concessões ao conforto. O calor que emana só é conveniente no inverno e, já que falamos nesta parte do ano, fazia jeito agora que já sou quarentão algo mais de protecção...

O que mais curto é ter os colectores de admissão à assobiar dentro do depósito. O seu coração pujante é sempre disponível, a sua docilidade é brutalidade conforme se lhe torce a orelha. Agora até a sua simplicidade mecânica me parece uma vantagem!

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#47

Epá tendo a vfr apenas a 3 meses, já tenho reparado nos seus pequenos pormenores, Até agora o que menos gosto na VFR800: 
 - Começo logo pelo simples pormenor que se veio intrometer numa estética que adoro por inteiro, aqueles sacanas dos reflectores redondos laterais na roda.
 - Em na cidade quando andamento lento, quando ando em estrada de calçada ou buracos, o ecran faz uns ligeiros ruídos de vibração, pelo que já pude analisar é mesmo feitio.
- Quando está parada sente-se bem o seu peso, o que dificulta por vezes as manobras.
- É ligeiramente bêbeda, (embora já o sabia). Fazendo uma média de 6/7 Litros aos 100Km. E... por vezes mal chegue aos 300Km mas isso não contabilizo pk sinceramente a culpa é um pouco minha. É um defeito provocado por aquilo que mais gosto, brincar com aquele motor  hearth
- Liberta algum calor para as pernas, principalmente nestes dias de mais calor, e quando está parada óbvio. 
- Gostava que os travões dianteiro fossem ligeiramente mais sensíveis, embora, até agora nunca me tenham deixado mal, e corresponderam sempre, mesmo num ou outro momento de mais aperto.
- Aquela cor preta metalizada é Lindaaa!!! mas dá um trabalhão desgraçado, a mínima sujidade reflecte logo.

De momento até agora são estes os ponto negativos que tenho a apontar

[Imagem: ibVN1KS.jpg]
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#48

Sabem lá vocês o que é uma caixa barulhenta... Experimentem as primeiras oil head da BMW e vão ver... Até parece que aquilo tem lá dois gajos das SS à martelada na caixa...

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#49

(16-08-2018 às 09:47)carlos-kb Escreveu:  Espera aí... há aqui algo que já com o desenrolar da coisa, já ficou completamente distorcido e a ideia que já está a passar é totalmente diferente.

Lá atrás apenas referi que um dos pontos menos favoráveis da VFR1200F era (e cito):

«- Comportamento um pouco "intrusivo" do C-ABS especialmente em travagens mais empenhadas.»

Ou seja, penso que se está a tomar algo que é uma excepção, como regra.
O facto é que já o notei por várias vezes. Mas pensar ou julgar que isso acontece sempre... e pior... que o forço a acontecer por um tipo de condução que o propicie... são ideias totalmente desfasadas.

Calma, ninguem esta a querer distorcer nada.

Eu peguei no teu post para fazer um comentário genérico sobre abs, num sentido de desenvolver um assunto. 

Ja todos sabemos que tu nao aceleras ao ponto de ser preciso travar muito Carlos! devil


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#50

(15-08-2018 às 23:30)vindaloo Escreveu:  c) Nao ha necessidade de criar 'maus vícios'.

Um muito comum é o travão de trás...
O ABS transformou-o em algo que realmente serve para travar.
Regressar ao "passado" pode trazer alguns sustos quando sem se perceber porquê, a traseira começa a aparecer no campo de visão.

(15-08-2018 às 23:30)vindaloo Escreveu:  Amanha podemos conduzir uma mota ou um carro sem ABS e convém nao perder a noção da mecânica simples da coisa.

Mesmo!
E a ironia é que por vezes basta passar de uma moto para outra (ambas com ABS) para já se sentir enorme diferença!

(16-08-2018 às 09:47)carlos-kb Escreveu:  O facto é que já o notei por várias vezes. Mas pensar ou julgar que isso acontece sempre... e pior... que o forço a acontecer por um tipo de condução que o propicie... são ideias totalmente desfasadas.

Depende um bocado do que consideras "intrusivo" e do que são "travagens mais empenhadas".

Por exemplo, tanto a minha r1200s como a scrambler têm ABS.
(Ambos "básicos", sem aquelas modernices do condutor poder regular a sensibilidade).
No entanto, têm comportamentos completamente distintos:
O da bmw é bastante "intrusivo". Ou seja, ele "corrige" a travagem não deixado sequer sentir a roda bloquear.
O da ducati só intervém quando a roda bloqueia. A sensação é que não interfere na experiência da travagem... apenas evita que o bloqueio se prolongue o suficiente para ir de nariz ao chão.
Não consigo afirmar qual seja melhor ou pior, pois parece-me que ambos respeito as filosofias das respectivas marcas.

Quanto ao sentir em "travagens mais empenhadas" é algo também bastante relativo.
Há uma estrada que faço actualmente todos os dias em que sinto sempre o ABS activar antes de parar num stop.
Seja com qualquer uma das duas motos. Tem a ver com o piso ser calçada polida... o que exige "empenho" para que nem sequer active!

(16-08-2018 às 12:06)jpsimoes Escreveu:  Que motas de mrd.... na Tracer enrolas punho e vais á tua vida... não tens cá que te preocupar com paneleirices.

Travar enrolando punho parece-me uma forma preocupante de ir á vida.
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