07-09-2016 às 21:22
O Horizonte é sempre o nosso destino.
Só temos que decidir como chegar lá.
O horizonte era um misto de verde desfocado e luz cintilante. Detrás da carenagem olhava para a flecha do asfalto negro, enquanto a agulha tocava o vermelho. Era tempo de travar e preparar a mudança de perspectiva.
Pendurado no travão levando-me para oferecer resistência aerodinâmica com os olhos fixos no único ponto do horizonte onde tinha que passar, não havia alternativa, só aquele ponto.
Em um instante deixo os travões e inclino a moto na direcção daquele ponto, deixo-me deslizar para o interior da inclinação, procuro apoio com o deslizador da perna esquerda.
As leis da física estão comigo, sinto cada irregularidade do asfalto, a minha perna desenha uma linha perímetral no mesmo, os pneus deformam-se para garantir aderência e o ponto, aquele único ponto em que se resumiu o meu horizonte aproxima-se abruptamente.
De repente o horizonte abre-se em leque, mostrando uma profundidade impressionante no meu campo visual.
O punho direito começa lentamente a torcer-se, a perna volta de novo a juntar-se ao corpo da mota enquanto o traseiro viaja de encontro da roda traseira.
Quando o horizonte recupera a horizontalidade já o punho direito vai todo torcido e o corpo se esconde, de novo detrás das carenagens.
Só temos que decidir como chegar lá.
O horizonte era um misto de verde desfocado e luz cintilante. Detrás da carenagem olhava para a flecha do asfalto negro, enquanto a agulha tocava o vermelho. Era tempo de travar e preparar a mudança de perspectiva.
Pendurado no travão levando-me para oferecer resistência aerodinâmica com os olhos fixos no único ponto do horizonte onde tinha que passar, não havia alternativa, só aquele ponto.
Em um instante deixo os travões e inclino a moto na direcção daquele ponto, deixo-me deslizar para o interior da inclinação, procuro apoio com o deslizador da perna esquerda.
As leis da física estão comigo, sinto cada irregularidade do asfalto, a minha perna desenha uma linha perímetral no mesmo, os pneus deformam-se para garantir aderência e o ponto, aquele único ponto em que se resumiu o meu horizonte aproxima-se abruptamente.
De repente o horizonte abre-se em leque, mostrando uma profundidade impressionante no meu campo visual.
O punho direito começa lentamente a torcer-se, a perna volta de novo a juntar-se ao corpo da mota enquanto o traseiro viaja de encontro da roda traseira.
Quando o horizonte recupera a horizontalidade já o punho direito vai todo torcido e o corpo se esconde, de novo detrás das carenagens.

