Novo Circuito / Autódromo para Portugal
#1

O artigo surgiu ontem na página da Autofoco.
Nova pista / circuito previsto para Portugal na zona da Ota.
Realidade ou utopia? Será que existe viabilidade para num país aonde o desporto motorizado ainda é visto como um parente pobre e o "futebolismo" impera, haver mais um circuito?

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Portugal vai ter circuito novo na Ota
09-09-2019 19:18


[Imagem: w07BDtf.png]

Na vila da Ota, no concelho de Alenquer, não muito longe da pista da base militar, vai ser construído um novo circuito permanente, o Monte Redondo Automobile Country Club, dedicado essencialmente ao automobilismo de lazer e a receber eventos ligados à indústria automóvel, como a apresentação de novos modelos pelos seus fabricantes, noticia o site SportMotores.com

A infraestrutura, semelhante à do circuito Ascari, em Málaga, Espanha (na imagem), será criada por um consórcio liderado pelo grupo britânico Epinephrine UK Ltd. “A maioria dos circuitos tem alguma atividade de condução de lazer e ‘track days’, mas na Europa só há dois construídos especialmente para o uso de membros privados - Ascari e Bilsterberg”, explicou o porta-voz do projeto ao SportMotores.com. O Monte Redondo Resort terá um traçado de 5,6 km, com 21 curvas, e respeitará as normas de segurança da FIA, com diversas configurações.

“Este projeto é uma evolução do Race Resort Ascari, daí o título do trabalho ser 'Race Resort Lisbon', tendo como co-fundador o antigo responsável máximo pela área de negócios e desenvolvimento da Ascari, que tem mais de 30 anos de experiência no desporto motorizado”.

“O clima de Portugal presta-se bem a uma estrutura deste tipo, especialmente se o foco está no lazer e turismo, a diversão. A localização de Monte Redondo foi escolhida, após analisarmos vários locais, pela sua proximidade a Lisboa e ao aeroporto”, referiu a mesma fonte.

A ser edificado numa área de 400 hectares, a infraestrutura terá também ao dispor uma pista de karting e uma área para a prática de desportos de todo-o-terreno. O consórcio britânico prefere não revelar os valores envolvidos no projeto, mas confirma que não há qualquer investimento do Estado português. "O investimento é bastante substancial. É uma colaboração anglo-portuguesa. A Câmara Municipal de Alenquer apoia o projeto. De momento, não há qualquer apoio financeiro de qualquer organismo público de Portugal.”

“É ainda difícil dar uma data fiável para a data de abertura, visto que há muitas variáveis envolvidas no processo com as autoridades, mas aponta-se para 2022. Há muito trabalho ainda para fazer, mas muito trabalho já foi feito e o projeto está em fase bastante avançada”, conclui a mesma fonte.

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FONTE

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#2

Não me parece que seja um circuito aberto a todos os eventos como o Estoril, parece algo mais exclusivo de acordo com a noticia. Faz todo o sentido aproveitar o clima de Portugal que te dá 9 meses em que podes utilizar o circuito para este tipo de eventos.
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#3

(10-09-2019 às 13:54)dmanteigas Escreveu:  Não me parece que seja um circuito aberto a todos os eventos como o Estoril, parece algo mais exclusivo de acordo com a noticia.

Não necessariamente. Tens por exemplo o circuito de Motegi, que é propriedade da Honda Motor Corporation, e não é por isso que deixa de receber vários eventos externos, incluindo uma das rondas do campeonato do mundo de MotoGP (Ok que a relação Honda-Dorna tem a sua influência)... mas até WSBK e F1 já passaram por lá.

Por outro lado, é um facto que cada vez mais construtores auto e moto escolhem Portugal para testes e ensaios a novos modelos, e isso também piode trazer prevalência para efeitos de eventos e troféus monomarca, que alastrem até depois a campeonatos continentais ou mundiais.

Até porque está "mais ou menos" prometido pela Dorna (a acreditar nos media), o regresso em concreto do Continental Circus a Portugal.

Curiosamente não foi a primeira vez que me chegaram rumores ao ouvidos, acerca do dito futuro autódromo na Ota, precisamente no local do praticamente abandonado aeródromo da Ota e aonde estava previsto aqui há uns anos o NAL... Nem sei se na realidade o seu destino final possa passar por grandes provas oficiais de desporto motorizado ou coisas do âmbito mais privado.
Ainda assim, há muito que a coisa mexe nos meandros locais, como comprova esta missiva, datada de 2011:

«A Assembleia Municipal de Alenquer deu esta quarta-feira, dia 21 Dezembro 2011, interesse municipal a um projecto previsto para a Ota, de 45 milhões de euros, cujos investidores estrangeiros pretendem colocar o concelho na rota mundial do desporto motorizado.

O presidente da Câmara Jorge Riso (PS) e os vereadores José Catarino (CDU) e Nuno Coelho (PSD/CDS-PP/PPM/MPP) revelaram, em declarações à Agência Lusa, que os vários partidos votaram a favor da proposta na assembleia municipal, depois de já ter sido aprovada por unanimidade pelo executivo municipal.

O projecto, cujo promotor é uma empresa de Torres Vedras, prevê a construção na Quinta da Ota de um centro de segurança rodoviária, com escola de condução defensiva e profissional, centro de desenvolvimento tecnológico ligado ao automobilismo, autódromo com circuitos automóvel (pista de fórmula 1) e todo-o-terreno, kartódromo e hotel de quatro estrelas, refere a informação enviada à câmara pelo promotor, a que a agência Lusa teve acesso.

O investimento de 45 milhões de euros tem financiamento estrangeiro assegurado e deverá criar cerca de três centenas de postos de trabalho directos, o que leva os autarcas a considerar “um projecto importante para o desenvolvimento do concelho”.

Os promotores pretendem “colocar Alenquer na rota internacional do desporto motorizado como destino de classe mundial”, dotando a região de actividades de animação “que levem a um aumento da estadia de turistas e a uma valorização da oferta hoteleira”.

Jorge Riso disse que a autarquia não aprovou ainda o projecto, mas tem vindo antes analisar os pedidos de informação prévia do promotor, a quem garantiu a construção das vias rodoviárias de acesso ao empreendimento, bem como as infra-estruturas de água e saneamento.

O autarca adiantou que o promotor vai adquirir os terrenos depois de obter interesse municipal.

Os terrenos estão dispersos por várias dezenas de hectares na Quinta da Ota e encontram-se classificados no Plano Director Municipal como espaço agro-florestal, florestal, reserva agrícola e reserva ecológica, sendo necessário dar interesse municipal para a sua desafectação.

A possibilidade de Alenquer vir a receber um Autódromo nos próximos anos começou a circular á alguns meses. A empresa promotora sediada em Portugal já tinha efectuado alguns pedidos de informação prévia á Câmara Municipal de Alenquer e nas últimas semanas o projecto começou a dar os primeiros passos.

A Invertimagem como promotora do projecto que terá investimento estrangeiro, enviou á autarquia alenquerense um pedido de certidão de Interesse Municipal. Este pedido foi analisado em sessão camarária e foi votado de forma favorável e por unanimidade, tendo passado o mesmo pedido á Assembleia Municipal, que de forma unânime também votou favoravelmente o interesse municipal na passada noite de quarta feira.

Em virtude desse pedido e em caso de realização do projecto, a Câmara Municipal de Alenquer assumirá a extensão de rede de águas e saneamento até aos limites da propriedade, os melhoramentos dos acessos rodoviários, o que representará um investimento na ordem dos 600 mil euros.
A autarquia assumirá ainda a alteração ao PDM de forma a que seja criada uma zona de protecção não urbana ou urbanizável, assim como a reclassificação de alguns terrenos que á data estão como agrícolas ou agro-florestais.

O facto de se poder considerar este projecto como PIN (Projecto de Interesse Nacional), o próprio AICEP poderá definir um cronograma de todos os procedimentos de licenciamento a nível da Administração Pública, por forma a assegurar que as decisões da Administração Pública relativas a cada fase, quer sejam favoráveis ou desfavoráveis, sejam tomadas dentro dos prazos definidos.

Em termos desportivos, o projecto engloba a construção de:
- Circuito principal com 5-6 km, com 15m de largura média
- Pista Hill-Route – Circuito com 6 kms, com 6m de largura média
- Pista Todo-o-terreno - A integrar na paisagem
- Skid Pan/Car Control Area – 1-2kms, com 8m de largura media
- Paddocks (Boxes) – 2000 metros quadrados
- Edifícios, serviços – 10.000 metros quadrados»


Vamos lá a ver o que aí vem... se é que vem... ou se a montanha não irá parir um rato.
Não esqueçamos porém que os actuais proprietários de muitos daqueles terrenos, que até têm a mesma cor política do partido que na altura prometeu o NAL e que coincidentemente até está no poder actualmente, precisam de (finalmente) rentabilizar aquilo que ficou parado desde há tanto tempo. E até a cor autárquica coincide também!

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#4

Portugal, pela sua localização e clima tem condições para ser um país com grande tradição no motociclismo.

A questão é que não se pode fazer escola e apologia se não tens infrastructuras de apoio.

Um novo circuito será sempre bem vindo se tem como objectivo estar aberto a todos os motociclistas.

Correr o risco de que se tenham que financiar a sua manutenção porque só estão abertos a uns quantos e não são rentáveis não serve de nada.
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#5

(10-09-2019 às 15:02)LoneRider Escreveu:  A questão é que não se pode fazer escola e apologia se não tens infrastructuras de apoio.

É um facto... e tocaste num assunto bem pertinente!

Basta ver por onde andam (ou andaram) os mais promissores talentos do desporto motociclístico e automobilístico nacional.

É que na realidade e dentro de portas, temos apenas 1 circuito homologado pela FIA com nível 1, o Estoril.
Portimão recebe o nível 2 e o Vasco Sameiro, apenas consegue obter um nível 3.
Isto exceptuando os "improvisados" circuitos urbanos.

Quer-se mais e melhor.

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#6

Infraestruturas de apoio? claro que sim.

É de base que tem que ser, que qualquer desporto pode e tem pernas para crescer.
Actualmente e de nivel bem alto, por cá, só futebol.

O problema do circuito do Estoril, são as politiquices e o encher de bolsos e o desvio de fundos que rebentaram com a boa fama e esperança de F1 ou motoGP que poderiamos vir a ter. E não é da qualidade do Autodromo em si...
https://www.publico.pt/2019/06/30/socied...mo-1878126

Por isso o mais e melhor, no topo, sendo os autódromos, acaba por ser um pouco dubio se continuarem estes interesses por quem lá está...
mas não na falta de insfrastruturas de apoio.
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#7

O autódromo do Algarve perdeu a homologação de nível 1? Pensava que ainda tinha.

E o Estoril ainda mantém essa homologação? Foi renovada recentemente?
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#8

(10-09-2019 às 15:42)Macavenco Escreveu:  O autódromo do Algarve perdeu a homologação de nível 1? Pensava que ainda tinha.

E o Estoril ainda mantém essa homologação? Foi renovada recentemente?

[Imagem: 47IW2q0.png]

[Imagem: ET5k84o.png]

https://www.fia.com/file/70006/download

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#9

Pois não sabia. Há uns anos atrás tinha lido que o Algarve tinha o nível 1, pensei que tentassem manter.

Quanto a essa pista na Ota, se quem a pensou, ou está a pensar, conseguir chamar utilizadores, provas, etc, porque não.
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#10

(10-09-2019 às 17:16)Macavenco Escreveu:  ...pensei que tentassem manter.

Manter tem custos.
Manter não se trata só de cuidar e actualizar a infraestrutura que, sejamos realistas, Portimão está a anos luz do Estoril.
Manter implica inspecções por autoridades competentes e renovação de licenças envolvem custos avultados.

Depois, há uma enorme diferença entre uma empresa privada amortizar os custos duma licença que depois na prática não precisa.. e uma infraestrutura gerida de forma duvidosa por uma entidade sorvedoura de dinheiro dos nossos impostos.

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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