Ora bem....
Hibernar!?
Más quem é o Urso que quer hibernar?

(isto num outro fórum, daria para ficar no congelador durante uns tempos)
OK, vamos lá então ser construtivo.
Parar uma moto durante um período longo, pensemos em mais de 3 meses, embora que para mim 15 días já é demais, pode ser mais complicado, e dispendioso, do que se pensa.
O primeiro é cuidar da higiene, porque tu antes de ir para a cama xonar, lavas os dentes e tratas da tua higiene pessoal não!?
Então a moto também merece um banho, uma corrente lubrificada e meio quilo mais de pressão nos pneus.
Depois está o factor mecânico da coisa.
Se a moto vai estar parada, o ideal é mudar o óleo e filtro de oleo, verificar os níveis, limpar o filtro de ar e, no caso de uma paragem muito alongada no tempo (mais de um ano) tirar as velas fora, e gotear dentro dos cilindros uma "esghichadela" de óleo.
Porquê?
Eu depois explico.
O sistema eléctrico é dos que mais sofre com as paragens, pois sofre erosão nos contactos. A presença de energia eléctrica liberta calor, pelo que não se produz tanta condensação e o uso mantém os contactos saudáveis.
Como a moto vai estar parada, convém proteger esses contactos, pulverizando-os com um spray de contactos ou WD40.
A bateria deve permanecer ligada à um Optimizer, mas se não existir, podemos fazer à moda antiga.
Carregar a bateria, desligá-lo da moto e guardá-la num local seco, arejado e sem exposição directa à luz solar.
Não esquecer de voltar a ligá-la ao carregador antes de terminar hibernação da mota.
O sistema de alimentação deve ser purgado de forma a ficar seco.
Como se faz?
Simples, deixas a moto a trabalhar até que se acabe a gasolina.
Depois, ou proteges o depósito com algum produto antioxidante ou enches o mesmo com gasolina, tendo o cuidado de mudar a mesma se a paragem for muito prolongada.
Cuidados a ter durante uma paragem muito prolongada.
O motor não está livre de ser atacado pelos elementos.
Neste caso a água, resultante de uma condensação no interior dos cilindros (por exemplo).
Então o que fazer?
A "esguichadela" joga uma papel fundamental.
Convém fazer rodar o motor, para isso basta aceder à porca que te permite alinhar a distribuição.
Mas e a compressão?
Qual compressão suas abeculas!?
Primeiro tirasse as velas para que o motor fique solto, pegas nas chave e fazes rodar o motor.
Esse simples movimento faz com que o óleo circule no interior do motor (não tem pressão mas é suficiente para encher os conductos), mas este não chega às paredes do cilindro já que o efeito chapinhar em não existe (primeiro porque não à pressão, depois porque não há temperatura e por último porque esse efeito na maioria das motos de hoje se deve à existência de "óleo evaporado" dentro do motor.
É aqui que entra a esguichadela, pois o óleo no interior da câmara de combustão vai andar a acompanhar o movimento dos pistões, espalhando uma capa de gordura por toda a câmara impedindo a formação de óxidos e posterior degradação dos metais.
O único inconveniente é que, no final da hibernação o óleo existente na câmara pode isolar as velas.
Mas nada como depois se tem que mudar o óleo e fazer uma revisão para a temporada nova, põe-se a moto em andamento para aquecer o óleo que se vai mudar e isso permite que a câmara de combustão expulse ou queime o óleo em excesso.
Se as velas isolarem, põe-se novas e já está.
É pá, donde é que eu desencantei está informação!?
Isto foi arte e obra de uma equipe de jornalistas que ainda hoje fazem parte de uma redacção da especialidade chamada La Moto!
Curiosamente, chegaram à mesma conclusão que eu.
Melhor mesmo é não parar a mota.
Já viram o trabalho que dá?