Lei Seca
#11

Só me apercebi desta realidade quando no regresso a casa já na reserva e ao entrar na estação de serviço... havia filas enormes.

E foi à conta...
Já estavam a colocar pinos em alguns postos.
E a mandar malta que estava nas filas embora indicando que muito provavelmente não haveria quando chegasse a vez deles.

Foi graças a essas desistências que me safei.
Ainda assim esperei alguma meia hora para abastecer 12 litros... num depósito de 13. pervert

Bem... já vai dar para safar os próximos 2 dias.

Impressionante é toda a manada geriátrica que parece ter saído à rua de propósito para atestar.
Deve ser "para ter caso precisem de ir ao hospital".

wtf

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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#12

Neste país, pessoas que investiram milhares de euros numa formação superior e constantemente em formação continua que andam a trabalhar em regime de escravatura com 10, 11 ou mais horas diárias de trabalho a troco de 700, 800 ou 900€ comem e calam. E depois temos pessoas cujo único investimento é uma qualquer burocracia que têm de renovar a cada 5 anos a reclamar porque ganham bastante mais que a média salarial do País para conduzirem um camião com combustiveis, e que em virtude dessa reclamação atrasam a vida de milhares de pessoas.

Isto nos últimos tempos anda completamente insuportável, e com a chegada dos feriados de Abril e Maio preve-se mais greves da Função Publica para aproveitar os fins de semana prolongados.

Ditadura dos Flocos de Neve
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#13

A mim choca-me mais a histeria coletiva que invariavelmente agrava (e muito) este tipo de situação, do que ver uma classe lutar pelos seus direitos, com as ferramentas que a lei lhe assiste. Os meios de comunicação não ajudam. Hoje já começaram a apontar armas para a eventual escassez de bem nos supermercados, por isso é de esperar que até ao final do dia haja corrida às compras de fim de mês antecipadas.

Se têm ou não razão nas suas reivindicações, não sei dizer ao certo, mas do que li até ao momento não me parece uma classe assim tão favorecida. E se fosse um trabalho fácil de fazer, certamente não existiriam só 800 em todo o país. Eu pessoalmente dispensaria de bom grado a responsabilidade que um transporte destes implica.
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#14

(17-04-2019 às 08:47)dmanteigas Escreveu:  Neste país, pessoas que investiram milhares de euros numa formação superior e constantemente em formação continua que andam a trabalhar em regime de escravatura com 10, 11 ou mais horas diárias de trabalho a troco de 700, 800 ou 900€ comem e calam. E depois temos pessoas cujo único investimento é uma qualquer burocracia que têm de renovar a cada 5 anos a reclamar porque ganham bastante mais que a média salarial do País para conduzirem um camião com combustiveis, e que em virtude dessa reclamação atrasam a vida de milhares de pessoas.

Isto nos últimos tempos anda completamente insuportável, e com a chegada dos feriados de Abril e Maio preve-se mais greves da Função Publica para aproveitar os fins de semana prolongados.

Boas;
Por essa ordem e ideias só os cidadãos com formação académica superior têm o direito de se manifestar e fazer valer os seus direitos.
Deixo-te uma sugestão: ao longo dum dia do teu quotidiano, pensa no número de pessoas sem formação académica superior que são essenciais para que as coisas funcionem normalmente para o teu lado.
Ou então antes de solicitares um qualquer serviço, exige o certificado de habilitações.



(17-04-2019 às 09:34)marco.clara Escreveu:  A mim choca-me mais a histeria coletiva que invariavelmente agrava (e muito) este tipo de situação, do que ver uma classe lutar pelos seus direitos, com as ferramentas que a lei lhe assiste. Os meios de comunicação não ajudam. Hoje já começaram a apontar armas para a eventual escassez de bem nos supermercados, por isso é de esperar que até ao final do dia haja corrida às compras de fim de mês antecipadas.

Se têm ou não razão nas suas reivindicações, não sei dizer ao certo, mas do que li até ao momento não me parece uma classe assim tão favorecida. E se fosse um trabalho fácil de fazer, certamente não existiriam só 800 em todo o país. Eu pessoalmente dispensaria de bom grado a responsabilidade que um transporte destes implica.

Se não fosse a histeria colectiva, a maior parte dos postos ainda tinha combustível e as pessoas iam abastecendo de acordo com as suas reais necessidades.


Uma certeza eu tenho: quando me cruzo com uma cisterna com 30000 litros de combustível, espero que o motorista esteja em condições físicas e psicológicas para a conduzir e operar. Um acidente com uma cisterna em ambiente urbano ou numa via com bastante tráfego pode ter consequências inimagináveis.
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#15

Eu sou a favor da mobilização militar para transporte de combustíveis, ao menos que façam algo de útil e ponham os milhões que lhes são atribuídos ao serviço do povo.

E decretado já o perdão jurídico a todas as empresas que contratem já de imediato novos funcionários ou coloquem motoristas sem a tal habilitação para fazerem este transporte.

Depois de ontem ter visto a atirarem pedras, aos motoristas serem obrigados a conduzirem encapuçados etc, que não me revejo solidariamente nesta greve nem acho que me deva rever em actos próprios de um país em guerra civil ou a sofrer ataques terroristas.

Falta cultura profissional a muita gente, e a incompreensão de que são profissionais com concorrência e que quantos mais forem a desempenhar este trabalho, mais baixos são os salários. E que se não encontram na própria empresa as condições que desejam, sigam para outra.

Isto são ecos de uma pré recessão num sector que já esteve em crise, mas que nestes últimos anos e sem regulação voltou a entrar num tempo de vacas gordas e que agora se recusam terminantemente a perder benefícios sem deixar que o mercado se re-ajuste.

Com certeza, há de haver abusos e os extremos são sempre de denunciar e combater, e existem mecanismos próprios para o efeito. Quantos dos que agora se manifestam já pediram opinião sobre as suas condições laborais ao act?


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#16

Não perceberam o ponto a que quis chegar. O que quis dizer é que neste país, só quem tem poder reinvidicativo é que protesta e regra geral até são esses que por comparação têm as melhores condições, enquanto existe uma grande maioria que não tem esse poder e como tal tem de comer e calar tendo condições que são, realmente, miseráveis.

O grande problema destes camionistas, ao que percebo, é que antes recebiam as ajudas de custo sem tributação e ao passarem a ser tributadas levaram um corte significativo do salário liquido, que provavelmente querem que seja a entidade patronal a compensar ou o governo a permitir o regabofe anterior. Algo que é muito comum nas empresas portuguesas (estes "recebimentos em ajudas de custo" sem pagar impost). Eu fiz anos no dia 1 de Abril e a empresa todos os anos dá um cartão do el corte ingles com 20€, cartão esse que vem no meu vencimento e paga IRS. Idem para o cabaz de natal, cartões presente, etc etc etc, pago imposto sobre todo e qualquer rendimento que recebo. Portanto acho da mais elementar justiça que se aplique o mesmo a todos os trabalhadores e que TODOS os rendimentos sejam tributados por igual.

Relativamente à justiça ou injustiça dos vencimentos, quando se avalia esta problemática há que ter sempre em questão vários fatores: qualificação necessária, especialização, responsabilidade atribuida e claro, a velha questão da "oferta e da procura". Evidentemente que dou muito valor a um empregado de caixa do supermercado, a um trolha, a um administrativo ou a uma empregada da limpeza. Mas sendo empregos não especializadas e para os quais a oferta é basicamente... todos as pessoas disponiveis fisicamente, os seus ordenados terão necessariamente de ser inferiores aos de um médico, de um engenheiro, de um gestor... idem para um camionista destes, que apesar do perigo que potencialmente corre, de ter que trabalhar muitas horas e do que precisa de obter em termos de qualificações, na realidade estamos a falar de um emprego para o qual provavelmente 2/3 meses de formação são suficientes e cuja maior exigência é ter que trabalhar fora de casa, ter que estar muito tempo parado entre carregamentos, mas que não tem nada de assim tão especial que não esteja ao alcance de qualquer um de nós chegar lá, assim seja a nossa vontade. Portanto e atendendo as condições que têm e que são publicas e a meu ver bastante justas (porque não me cabe na cabeça que um camionista destes ganhe mais que um enfermeiro por exemplo), esta atitude que causa grande prejuizo à sociedade é só o resultado do tal poder reinvidicativo que terá como consequência "cavar" ainda mais o fosso entre as classes com esse poder e as classes sem esse poder. Eu cá não tenho nem quero ter direito à greve. No dia em que estiver insatisfeito com o meu emprego tenho uma solução bastante óbvia, procuro outro. Se as condições para determinada função não são apelativas, é deixar a lei da oferta e da procura fazer o seu trabalho.

Ditadura dos Flocos de Neve
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#17

Esperam-me dias calmos....

[Imagem: images?q=tbn%3AANd9GcT4XLIkYtQDw11iDiKFM...g&usqp=CAU]


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#18

Boas;
Vindaloo, calma!! Cuidado com a mobilização militar. Não se pode resolver ou tentar resolver tudo dessa forma, porque para tal seria necessário investir fortemente nas forças armadas e tender-se-ia para um estado para-militar. A História está farta de nos provar onde é que este tipo de estados acaba.
Perdões fiscais ou de outro tipo? E que tipo de perdão merecem todos os que cumprem escrupulosamente os seus deveres de cidadania?
Consciência profissional e concorrência com intuito de baixa salários são coisas que não combinam. Isso incentiva-se com salários dignos e não com a aproximação à escravatura.

Dmanteigas, se motorista de pesados de transporte de matérias perigosas é uma profissão tão aliciante e com tão poucas exigências, porque é que não há hordas de gente interessada??
Pegando nos dois exemplos de profissões que expuseste: camionista e enfermeiro; tudo depende das condições em que estás, pelos vistos agora estás a precisar mais de gasolina do que de cuidados de enfermagem...
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#19

(17-04-2019 às 10:56)dmanteigas Escreveu:  O que quis dizer é que neste país, só quem tem poder reinvidicativo é que protesta e regra geral até são esses que por comparação têm as melhores condições
(...)
Relativamente à justiça ou injustiça dos vencimentos, quando se avalia esta problemática há que ter sempre em questão vários fatores: qualificação necessária, especialização, responsabilidade atribuida e claro, a velha questão da "oferta e da procura".

Não faço ideia das condições destes profissionais em específico.
Mas ainda recentemente ocorreu uma situação que é precisamente oposta ao que descreveste.
Refiro-me à greve cirúrgica dos enfermeiros.

Uma greve que apesar de praticada por uma área específica, foi em nome de toda a classe profissional.
E porquê? Porque grande parte das áreas de acção pura e simplesmente não há esse poder reivindicativo devido ao código deontológico.
Têm direito à greve? Têm. Mas têm de fornecer serviços mínimos. E quando no presente já se funciona perto desses mínimos (relativamente ao sugerido pela OCDE) pouca diferença se sente quando há greve.

Daí que nas cirurgias devido à existência de agendamentos e uma noção de prioridades seja mais fácil de gerir do que que será por exemplo numa urgência.

E lá está... não vejo melhor exemplo em que qualificação necessária, especialização e responsabilidade atribuída não faz justiça aos vencimentos.
E a injustiça agravou-se quando outras classes sem o mesmo nível de qualificação e responsabilidade (como administrativos ou técnicos de radiologia, análises, etc) tiveram seus direitos repostos e auferir em vários casos superiores.

Poderíamos aqui divagar sobre a oferta ou procura.
Mas realidade é que os vencimentos são tabelados pelo que a ideia de se andar a papar entrevistas pedindo mais para ver se cola (como eu faço na minha actividade profissional) está fora de questão.

Se existem algumas semelhanças entre estas duas greves... não sei te responder.
Mas o poder reivindicativo não é igual para todos.


(17-04-2019 às 11:57)Johnny_1056 Escreveu:  Pegando nos dois exemplos de profissões que expuseste: camionista e enfermeiro; tudo depende das condições em que estás, pelos vistos agora estás a precisar mais de gasolina do que de cuidados de enfermagem...

Olha que desde as filas nas urgências ás listas de espera para consultas e cirurgias, o cenário é capaz de não ser assim tão diferente do que as filas que se está a assistir para abastecer.
A grande diferença é que a escassez de recursos e a morosidade do sns passou a ser algo visto como... normal!

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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#20

Começar a falar de politica é meio caminho andado para andarmos à porra e à massa. Prefiro que seja por causa das motas. angel
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