Votação: Launch Control -
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Launch Control
#11

Lembro-me de ter visto algo deste género no YT mas já não consigo encontrar o vídeo.
Mas, pelo que me lembro do que lá foi falado, o arranque era controlado maioritariamente pela embraiagem.
As razões eram que deste modo:
  • o motor fica a trabalhar no seu ponto optimal de torque
  • controla-se melhor a embraiagem do que o acelerador (acção linear VS acção rotacional)
  • qualquer excesso no arranque pode ser cancelado com mais segurança com a embraiagem do que com o acelerador, especialmente em patinagens
  • como o procedimento de arranque não dura muito tempo, o desgaste na embraiagem seria mínimo (o que numa mota de corrida não é tão importante)
O procedimento era manter as rotações num ponto fixo (p. ex. 8k RPM) e soltar a embraiagem lentamente, isto é lento para uma corrida, até uma certa velocidade que corresponde +/- com a velocidade esperada da mota nessa rotação e que a partir daí já não é necessária a embraiagem.

Também tinha algumas dicas sobre como fazer o arranque que muita gente não pensa inicialmente:
  • inclinar-se para a frente para por mais peso na roda dianteira para evitar o levantamento excessivo
  • algum levantamento da roda da frente é aceitável pois leva a que a roda de trás tenha que suportar mais peso, logo tendo mais tracção
Sei que parece algo estranho ter duas dicas contraditórias, mas a ideia é de controlar o levantamento da roda da frente, não de o evitar por completo.
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#12

(06-03-2015 às 23:14)tkm_[pt] Escreveu:  Lembro-me de ter visto algo deste género no YT mas já não consigo encontrar o vídeo.
Mas, pelo que me lembro do que lá foi falado, o arranque era controlado maioritariamente pela embraiagem.
As razões eram que deste modo:
  • o motor fica a trabalhar no seu ponto optimal de torque
  • controla-se melhor a embraiagem do que o acelerador (acção linear VS acção rotacional)
  • qualquer excesso no arranque pode ser cancelado com mais segurança com a embraiagem do que com o acelerador, especialmente em patinagens
  • como o procedimento de arranque não dura muito tempo, o desgaste na embraiagem seria mínimo (o que numa mota de corrida não é tão importante)
O procedimento era manter as rotações num ponto fixo (p. ex. 8k RPM) e soltar a embraiagem lentamente, isto é lento para uma corrida, até uma certa velocidade que corresponde +/- com a velocidade esperada da mota nessa rotação e que a partir daí já não é necessária a embraiagem.

Também tinha algumas dicas sobre como fazer o arranque que muita gente não pensa inicialmente:
  • inclinar-se para a frente para por mais peso na roda dianteira para evitar o levantamento excessivo
  • algum levantamento da roda da frente é aceitável pois leva a que a roda de trás tenha que suportar mais peso, logo tendo mais tracção
Sei que parece algo estranho ter duas dicas contraditórias, mas a ideia é de controlar o levantamento da roda da frente, não de o evitar por completo.

Isto devia haver um botão para pôr gosto sr. Officer thumbsup
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#13

Compra uma dessas novas "gadjet" com toda essa nova parefernalia de porcaria e possivelmente poupas alguns trocos.
Eu sou contra tudo o que as motos trazem hoje.
Por uma lado potencia até mais não. Por outro limitadores/controladores sem fim.
Uma velhinha e pura R1, Gixxy 1000, XX, ZX10 etc, bem mais funcionais que estas novas que não ensinam a conduzir.
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#14

(05-03-2015 às 11:26)Duke Escreveu:  ...portanto prende-se mais com o anti-wheelie durante o arranque, já que durante o resto do tempo o anti-wheelie vai funcionar com o ride-by-wire.

Diria que é mais complicado o anti-wheelie funcionar o "resto do tempo" do que propriamente no arraque...
Um arranque a direito envolve bem menos variáveis.

Não entendo ao certo o que é para fazer... nem como, mas uma sugestão seria começar por aqui:

[Imagem: 0J4445.1200.jpg?a36891516e87e47777ae7d00b3b20e95]

O AltIMU-10 v4 é um IMU barato e bastante eficiente. Reune os sensores que precisas para o que pretendes e até para inventar um pouco mais.
É o que a maioria da malta tem usado nos drones caseiros.



(06-03-2015 às 23:14)tkm_[pt] Escreveu:  Mas, pelo que me lembro do que lá foi falado, o arranque era controlado maioritariamente pela embraiagem.

O arranque é sempre controlado pela embriagem...
A embraiagem é a unica forma de colocar o motor no seu pico de potência enquanto o veículo ainda está parado. smile

Cabe à electrónica dosear milimetricamente a tracção de acordo com a forma como estiver programado.
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#15

Er... Eu queria desenvolver uma "parefernalia" dessas. tong Ou uma moto-gadget, como lhe quiseres chamar. É o futuro. Mas tal como já disse no tópico da R1/R1M, esta nova geração de motos "electrónicas" não tem de intimidar o comprador, e acredito que recorrendo a sistemas modulares o utilizador saudosista possa não só desligar, como retirar por completo estes sistemas. thumbsup

De qualquer forma, há 10 anos atrás o que se ouvia era "Epá, estas motos novas com tanta potência, ninguém tira uso disso". thumbsdown Agora que é possível tirar mais partido dessa potência, reclamam com isso também? Parece-me desculpas para não gostar de motas novas lol
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#16

(13-03-2015 às 18:34)dfelix Escreveu:  
(05-03-2015 às 11:26)Duke Escreveu:  ...portanto prende-se mais com o anti-wheelie durante o arranque, já que durante o resto do tempo o anti-wheelie vai funcionar com o ride-by-wire.
Diria que é mais complicado o anti-wheelie funcionar o "resto do tempo" do que propriamente no arraque...
Um arranque a direito envolve bem menos variáveis.

O que me refiro é qual a melhor maneira para controlar o "levantar da roda frontal", não o de "detectar o wheelie". Dai estar interessado em saber se sou o único a achar boa ideia gerir o arranque mantendo uma rotação elevada e trabalhando com a embraiagem durante o arranque mais imediato, ou se a malta prefere evitar o cavalinho cortando rotação (ou fechando o acelerador, muito ou pouco) quando a mota levanta. Basicamente o piloto para arrancar só acelera a fundo e larga a embraiagem - a electrónica controla o resto.

(13-03-2015 às 18:34)dfelix Escreveu:  Não entendo ao certo o que é para fazer... nem como, mas uma sugestão seria começar por aqui:

[Imagem: 0J4445.1200.jpg?a36891516e87e47777ae7d00b3b20e95]

O AltIMU-10 v4 é um IMU barato e bastante eficiente. Reune os sensores que precisas para o que pretendes e até para inventar um pouco mais.
É o que a maioria da malta tem usado nos drones caseiros.

Brutal, por acaso vai dar muito jeito thumbsup - as alternativas que tinha visto até agora eram maiores e mais caras e este parece-me que se vai dar lindamente com o Arduino bigsmile . Basicamente quero desenvolver um sistema de estabilidade open source com launch-control, TC e Anti-wheelie. cool
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#17

(13-03-2015 às 18:38)Duke Escreveu:  Er... Eu queria desenvolver uma "parefernalia" dessas.

Acho que o problema é tudo isto se basear no ride by wire...
Se o acelerador não puder ser totalmente controlado electronicamente... mais vale abandonar a ideia!

A maioria dos motores actuais ainda não o são.
Podem ter uma parafernália de TPS's e outros sensores porque a injecção electrónica o obriga, mas a posição das borboletas ainda é por cabo.
É certo que se pode adaptar um servo nas borboletas... mas é preciso ter muita confiança no material!
(Não me convidem para piloto de testes!)

(13-03-2015 às 18:50)Duke Escreveu:  O que me refiro é qual a melhor maneira para controlar o "levantar da roda frontal", não o de "detectar o wheelie".

Mas para saber que estás a "levantar da roda frontal" tens de "detectar o wheelie".
Um gyro permite-te saber isso com bastante precisão.

Depois, precisas de um algoritmo que permita dosear a aceleração e sensibilidade TC de acordo esses dados.
Não me parece fácil.. mas também não parece impossível.

(13-03-2015 às 18:38)Duke Escreveu:  ...gerir o arranque mantendo uma rotação elevada e trabalhando com a embraiagem durante o arranque mais imediato, ou se a malta prefere evitar o cavalinho cortando rotação (ou fechando o acelerador, muito ou pouco) quando a mota levanta.

Mas queres controlar a embraiagem electronicamente?  disapointed
Parece-me desnecessário.
A embraiagem é o único mecanismo que tens de com a moto parada meter o motor à rotação em que ele é mais rico!

No método convencional sem electrónicas, o arranque faz-se largando a embraiagem progressivamente.
Recorre-se as sentidos para encontrar um compromisso entre o regime do motor e a tracção. Implica que o piloto treine para apurar a sensibilidade face ao dosear de acelerador enquanto liberta a embraiagem.

Recorrendo as ajudas electrónicas a forma de arrancar não será muito diferente.
O arranque terá de ser controlado também com a embraiagem... porém, é suposto os sensores darem uma ajuda na correcção do doseamento do acelerador utilizando o mesmo principio que impede o veículo de patinar no arranque.

(13-03-2015 às 18:38)Duke Escreveu:  ...e este parece-me que se vai dar lindamente com o Arduino bigsmile . Basicamente quero desenvolver um sistema de estabilidade open source com launch-control, TC e Anti-wheelie.

Funciona por I2C bus, portanto dá para usar com praticamente todas as opções que existem por aí...  thumbsup
Não sei é se o Arduino não será um pouco limitado para o pretendido.

Se precisares de uma matriz só com dois parâmetros... estilo posição de acelerador no eixo do Y saltando cada 5% serão 20 posições no total. O eixo do X colocas o  ângulo do gyro entre 0 e 90º (saltando cada 5º) dá 18 posições.
Ora 18 * 20 são 380 valores que a 4 bytes por cada float corresponde a 1.52 Kb de SRAM quando um ATmega328 tem apenas 2Kb.

Não me parece que vás trabalhar só com uma matriz. E que em alguns casos será até de 3 eixos.  wtf

Mais vale começares logo por um raspberry pi ou similar.
Os Arduinos comuns são bacano para ler sensores e traduzir instruções básicas. Para maiores processamentos, é preferível outras abordagens.

Estou a evoluir alguns projectos de arduino para o fubarino precisamente porque cheguei a um ponto em que preciso de memória e não há.
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#18

Eis um vídeo do Launch Control da BMW 1000RR HP4, para exemplificar o que o sistema que queres:



As RPM's estão bloqueadas às 8000 até uma certa velocidade (50 ou 80 KM/h, não tenho bem a certeza qual delas é.) A partir daí, a limitação é retirada.
A embraiagem continua a ser operada pelo condutor, pelo que ainda é preciso um bocado de treino para não deixar a mota ir abaixo.

Sem os extras que a HP4 tem, vais ter um caminho complicado. Esse sensor é um bom princípio. No entanto irias precisar de 2, para a frente e trás, por causa das inclinações das estradas. Depois disso, é uma questão de ir lendo as diferenças entre os sensores e lançar um alerta quando esse valor for mais que um valor pre-determinado. Acho que para o arranque, o valor máximo que queres é algo baixo como 5-15º.

Controlar o motor, mesmo sem Ride-by-wire pode ser possível. Apesar de não poderes controlar as borboletas, se a mota for de injecção, podes controlar o fluxo de gasolina ou até mesmo o controlo da ignição. Algo como o Power-Comander mas muito mais personalizado. Claro que para isso, começas a entrar em áreas muito avançadas da electrónica com o estudo do ECU da mota, de como sobre-escrever os sinais enviados pela ECU às velas/injectores e de como integrar isso tudo com os sensores.

Se fores da área de electrónica, seria um excelente projecto/tese de curso.
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#19

Não faço ideia qual é o "state of the art" para ajudar ao arranque e evitar o wheeling mas e porque não medir a rotação da roda da frente e comparar com a traseira?

Isto porque, em forte aceleração, e em forte travagem, os ângulos no quadro vão variar bastante.
Consegue-se saber "onde é que começa" o wheeling (ou a ègua) com precisão ?
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#20

Não é por mal, mas já nos estamos a desviar um pouco da área de estudo. Muitas das questões aqui postas já as tenho estudadas, mas não estou pronto para a as "publicar". A minha duvida aqui era só saber se realmente há mais pessoas a controlar o arranque apenas com acelerador ou tb com embreiagem.
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