Boas a todos!!
Pois é, a KLE 500, uma moto que durante meses segui com expectativa, como uma possibilidade capaz e acessível para alguém que quer algo para o dia-a-dia, para viagens e quem sabe, umas estradinhas de terra batida.
![[Imagem: AAjGmXL.jpeg]](https://i.imgur.com/AAjGmXL.jpeg)
Não sabia o que esperar, mas lembrando o saudoso anterior modelo, achei que seria algo semelhante, uma moto com uma capacidade off road limitada, mas com comportamento honesto em estrada, uma moto que faria 80% de asfalto e outros 20% de estradas de terra batida, para quando quisesses tirar aquela foto mais porreira naquele ponto um pouco menos acessível, naquele miradouro mais aborrecido de alcançar, ou para a estacionar naquele sitio mais de difícil acesso quando fosses a praia, ou ver o rally de Portugal, ou até mesmo ver o motogp lá para baixo.
Saem as primeiras imagens, e gostei. Apesar de ter uma frente semelhante a um inseto que veio de marte, gostei da aparência, e a combinação de cores, apesar de limitada, a meu ver foi bem conseguida.
Saem os vídeos e ai começa a internet a entrar em parafuso. A distancia ao solo é muito pequena. Nos vídeos, após um salto, a moto revela limitações, vê-se o fundo do motor a tocar no solo... Meu Deus, é o fim do mundo!! Por essa internet fora pessoas choram em uníssono, motociclistas de internet começam a auto medicar-se com Xanax, e outros tentar por termo a vida cortando os seus pulsos digitais com facas de manteiga.
Grande parte desses motociclistas, quais profetas, determinam que a moto jamais deveria ter sido criada, deveria ter sido abortada. O drama é intenso, e no meio de tanto choro e horror, imagino as vidas que se perderam...
Entretanto começam os primeiros contactos com o modelo... Motor rotativo, que gosta de estar acima das 5k rpm, comportamento em estrada bastante bom, posição confortável, ecrã algo pequeno, mas que em parte cumpre a sua função, equipamento básico sem TC por exemplo, ou seja, uma moto simples, honesta, pensada para um uso mais estradista, com um preço bastante aliciante.
Mas nada disso interessa, pois a distancia ao solo é muito pequena!!
Aos poucos começam testes mais sérios e duros. Estradas de terra, algumas mais agressivas que outras, com saltos e outras coisas mais, caminhos estreitos e mais selvagens, aos poucos e poucos, por esse mundo fora a moto começa ser abusada. Começam a compreender a moto e do que ela é capaz, desde trilhos de enduro em Inglaterra, a estradas selvagens na Austrália, a moto não é má e bastante mais capaz do que alguma vez pensaram.
Mas esqueçam isso tudo, porque a distancia ao solo é muito pequena!!
Inclusive um grupo de indivíduos nos "States" decide fazer uma viagem de 1000 milhas por estradas de terra batida, sobre um sol abrasador. Um pobre coitado, esta desiludido antes mesmo da viagem começar, pois coitado vai ter que usar a KLE. Durante a viagem está sempre a queixar-se, mas no fim, acaba a viagem sob um sol a rondar os 40º como os outros. No final está satisfeito? Não porque a moto é terrível...
Eu continuo a seguir o modelo e continuo a estar interessado.
Tem defeitos? Claro, para utilização off-road, um motor que gosta de estar em rotações mais altas pode ser difícil de usar, a frente em superfície muito solta torna-se nervosa a velocidades mais elevadas, e claro a distância ao solo é pequena.
O que significa isso para um gajo normal como eu?
Nada!!
Para mim era perfeita. Não é boa em trilhos mais enduristas da mesma forma que uma GS 900/1300 também não é. Não foi feita para isso e a incapacidade desses guerreiros motociclistas da internet perceberem isso é quase digno de analise psiquiátrica, não é uma referencia off-road na gama, da mesma forma que uma CB500X/NX 500 também não é, mas ninguém parece perceber isso.
Dito isto, vou comprar uma?
Não!! Porque??
Bem, custos de manutenção... parece parvo mas é verdade. De Inglaterra vieram as primeiras noticias que em certas alturas da vida inicial da moto, certos valores de manutenção rondariam entre 800 e 1000 libras!!
Pois é... para chegar ao "topo" do motor (as válvulas, etc) parte da carenagem dos dois lados tem que ser removida, assim como o deposito, o banco, a caixa de ar e o respetivo filtro, e só depois é que chegamos ao motor. Tudo isso parece ser algo moroso, e o preço reflete isso. Se em Portugal, esses preços vão ser aplicados, eu não sei, mas como gato escaldado de agua fria tem medo, prefiro aguardar um tempo, um ano ou isso, até se ter a certeza.
Mas e a distancia ao solo, e o motor coitadinho? Já existem opções para aqueles que queiram insistir em levar a KLE para fazer enduro, para proteger o motor, já existem proteções bem melhores do que a própria Kawasaki dispõem no modelo SE, assim como o facto de segundo testes feitos, um pneus traseiro com uma parede mais alta parece anular esse problema, afirmando que mesmo depois de alguns abusos, o motor praticamente deixou de tocar no solo.
E pronto, como preciso de me entreter enquanto recupero, deixo-vos com este post.
Pois é, a KLE 500, uma moto que durante meses segui com expectativa, como uma possibilidade capaz e acessível para alguém que quer algo para o dia-a-dia, para viagens e quem sabe, umas estradinhas de terra batida.
![[Imagem: AAjGmXL.jpeg]](https://i.imgur.com/AAjGmXL.jpeg)
Não sabia o que esperar, mas lembrando o saudoso anterior modelo, achei que seria algo semelhante, uma moto com uma capacidade off road limitada, mas com comportamento honesto em estrada, uma moto que faria 80% de asfalto e outros 20% de estradas de terra batida, para quando quisesses tirar aquela foto mais porreira naquele ponto um pouco menos acessível, naquele miradouro mais aborrecido de alcançar, ou para a estacionar naquele sitio mais de difícil acesso quando fosses a praia, ou ver o rally de Portugal, ou até mesmo ver o motogp lá para baixo.
Saem as primeiras imagens, e gostei. Apesar de ter uma frente semelhante a um inseto que veio de marte, gostei da aparência, e a combinação de cores, apesar de limitada, a meu ver foi bem conseguida.
Saem os vídeos e ai começa a internet a entrar em parafuso. A distancia ao solo é muito pequena. Nos vídeos, após um salto, a moto revela limitações, vê-se o fundo do motor a tocar no solo... Meu Deus, é o fim do mundo!! Por essa internet fora pessoas choram em uníssono, motociclistas de internet começam a auto medicar-se com Xanax, e outros tentar por termo a vida cortando os seus pulsos digitais com facas de manteiga.
Grande parte desses motociclistas, quais profetas, determinam que a moto jamais deveria ter sido criada, deveria ter sido abortada. O drama é intenso, e no meio de tanto choro e horror, imagino as vidas que se perderam...
Entretanto começam os primeiros contactos com o modelo... Motor rotativo, que gosta de estar acima das 5k rpm, comportamento em estrada bastante bom, posição confortável, ecrã algo pequeno, mas que em parte cumpre a sua função, equipamento básico sem TC por exemplo, ou seja, uma moto simples, honesta, pensada para um uso mais estradista, com um preço bastante aliciante.
Mas nada disso interessa, pois a distancia ao solo é muito pequena!!
Aos poucos começam testes mais sérios e duros. Estradas de terra, algumas mais agressivas que outras, com saltos e outras coisas mais, caminhos estreitos e mais selvagens, aos poucos e poucos, por esse mundo fora a moto começa ser abusada. Começam a compreender a moto e do que ela é capaz, desde trilhos de enduro em Inglaterra, a estradas selvagens na Austrália, a moto não é má e bastante mais capaz do que alguma vez pensaram.
Mas esqueçam isso tudo, porque a distancia ao solo é muito pequena!!
Inclusive um grupo de indivíduos nos "States" decide fazer uma viagem de 1000 milhas por estradas de terra batida, sobre um sol abrasador. Um pobre coitado, esta desiludido antes mesmo da viagem começar, pois coitado vai ter que usar a KLE. Durante a viagem está sempre a queixar-se, mas no fim, acaba a viagem sob um sol a rondar os 40º como os outros. No final está satisfeito? Não porque a moto é terrível...
Eu continuo a seguir o modelo e continuo a estar interessado.
Tem defeitos? Claro, para utilização off-road, um motor que gosta de estar em rotações mais altas pode ser difícil de usar, a frente em superfície muito solta torna-se nervosa a velocidades mais elevadas, e claro a distância ao solo é pequena.
O que significa isso para um gajo normal como eu?
Nada!!
Para mim era perfeita. Não é boa em trilhos mais enduristas da mesma forma que uma GS 900/1300 também não é. Não foi feita para isso e a incapacidade desses guerreiros motociclistas da internet perceberem isso é quase digno de analise psiquiátrica, não é uma referencia off-road na gama, da mesma forma que uma CB500X/NX 500 também não é, mas ninguém parece perceber isso.
Dito isto, vou comprar uma?
Não!! Porque??
Bem, custos de manutenção... parece parvo mas é verdade. De Inglaterra vieram as primeiras noticias que em certas alturas da vida inicial da moto, certos valores de manutenção rondariam entre 800 e 1000 libras!!
Pois é... para chegar ao "topo" do motor (as válvulas, etc) parte da carenagem dos dois lados tem que ser removida, assim como o deposito, o banco, a caixa de ar e o respetivo filtro, e só depois é que chegamos ao motor. Tudo isso parece ser algo moroso, e o preço reflete isso. Se em Portugal, esses preços vão ser aplicados, eu não sei, mas como gato escaldado de agua fria tem medo, prefiro aguardar um tempo, um ano ou isso, até se ter a certeza.
Mas e a distancia ao solo, e o motor coitadinho? Já existem opções para aqueles que queiram insistir em levar a KLE para fazer enduro, para proteger o motor, já existem proteções bem melhores do que a própria Kawasaki dispõem no modelo SE, assim como o facto de segundo testes feitos, um pneus traseiro com uma parede mais alta parece anular esse problema, afirmando que mesmo depois de alguns abusos, o motor praticamente deixou de tocar no solo.
E pronto, como preciso de me entreter enquanto recupero, deixo-vos com este post.


