JN - Duplicam as mortes em acidentes de mota
#51

Sempre foi e sempre será assim....

Não são os meios de comunicação que manipulam as notícias.
Neste caso as notícias refletem apenas dados manipulados pelas autoridades competentes.
Basta com incluir as víctimas de acidentes que morrem nas primeiras 48h após o acidente para que tudo pareça uma carnificina e que por isso temos que pôr medidas mais duras.
Depois, para fazer parecer que as medidas surtiram efeito, muda-se o critério e já só se contabilizam os que morrem nas primeiras 24h após o acidente.

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#52

Citar:O JN faz uma notícia que parece encomendada pela ANCIA (os senhores que querem por força cobrar-nos uma taxa inútil para uma declaração inútil de conformidade nos centros de inspecção), na qual afirma que as vítimas mortais e os feridos graves envolvidos em acidentes com ciclomotores e motociclos vem aumentando.
O tom é dramático e chega mesmo a dizer-se que “O número de mortos quase duplicou de 2016 para 2017”. Ora vejamos então os números, que pelos vistos os senhores do JN se esqueceram de verificar. Sim, é que os números que constam deste quadro publicado no jornal estão manipulados.

Diz-nos o quadro que em 2008 morreram 91 pessoas em acidente de motociclos e ciclomotores. Então fui ler o relatório da ANSR de 2008 e eis que afinal o que esse relatório no diz é que em 2008 morreram 62 pessoas em ciclomotores e 102 em motociclos, e diz também que em 2007 morreram 62 em ciclomotores e 142 em motociclos, o que perfaz os totais de ciclomotor+motociclo de 204 em 2007 e de 164 em 2008. Começa mal o JN.
Também 2009 não bate certo: os número da ANSR dizem que morreram 152 pessoas (50 em ciclomotores e 102 em motociclos) e o quadro remete para 94 mortos.
Algo não vai bem nas fontes do JN. Até fiz o exercício de verificar as mortes a 24H, para o caso de ser o dado que o JN estava a contabilizar. Mas nem assim. Veja-se 2010, o ano em que a lei das 125 produz efeito estatístico relevante com a venda de quase 14 mil motociclos abaixo de 125cc: nesse ano, segundo a ANSR morreram em motociclo e ciclomotor (a 24H) 177 pessoas, 65 em ciclomotores e 112 em motociclos.
Está explicado, nas letras pequenas, que os números se referem aos primeiros sete meses de cada ano. Pronto. E com essa explicação, explicam que não estão a mentir, apenas a manipular a forma como percepcionamos os números.
Mas mesmo que não fôssemos verificar os números da ANSR para detectar a fraude da ANCIA e do JN, reparemos no quadro publicado. O JN diz que os acidentes de moto matam cada vez mais mas o próprio quadro que publica mostra uma estabilização no número de acidentes mortais entre motociclos e ciclomotores. Apesar de a manipulação gráfica fazer parecer que o ano de 2017 é particularmente mau, se olharmos com atenção verificamos que o primeiro ano do quadro (2008) tem um número de mortes de 91 e que 2009 é o máximo com 94 mortos. Portanto, o ano de 2017 não é sequer o pior dos últimos dez anos.
Do quadro que o JN publica, para mim, só há uma conclusão a retirar: desde a entrada em vigor da lei das 125 há menos acidentes mortais com motos e ciclomotores. Depois de 2009, nunca mais se chegou àquele número de 94 mortes entre janeiro e julho. E isso é que é a única conclusão estatística legítima. E é uma conclusão particularmente importante porque mostra como as vozes alarmistas das escolas de condução (que chegaram a acusar-me de ter sangue nas mãos por ser o primeiro subscritor da lei das 125, com o Grupo Parlamentar do PCP) estavam erradas e mostra como a voz alarmista dos centros de inspecção está longe de ser verdade. A verdade demonstra que, apesar de o parque circulante ter aumentado em largos milhares, ou seja, apesar de haver muito mais gente a conduzir motos, o número de mortos tem vindo a diminuir consistentemente.
O resto é conversa. Quem não consegue vender inspecções periódicas por serem úteis, quer vendê-las como obrigatórias. Belo negócio.

https://www.facebook.com/notes/miguel-ti...468364499/
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#53

Quem escreve assim não dá erros ortográficos!
Ou tem um corrector automático bué fixe!

O Miguel pá, o Miguel é um ficholas, apesar de ideologicamente não casar com ele, o Miguel é bué fixe!

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#54

(03-11-2017 às 08:26)LoneRider Escreveu:  Quem escreve assim não dá erros ortográficos!
Ou tem um corrector automático bué fixe!

Ou simplesmente não é o Pires.

(03-11-2017 às 08:26)LoneRider Escreveu:  O Miguel pá, o Miguel é um ficholas, apesar de ideologicamente não casar com ele, o Miguel é bué fixe!

É do partido do camarada Nelson . Ainda que depois tenha mau gosto para motos. bigsmile

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#55

Ele tem uma Ternera (Tenere 1200), que traduzido ao português quer dizer Vitela/Vaca de Carne.

Mais alem das ideologias, que aqui não contam para nada, tenho-o como excelente companheiro e excelente pessoa!

O Nelson que o diga!

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#56

(03-11-2017 às 10:16)LoneRider Escreveu:  Ele tem uma Ternera (Tenere 1200)

Yep.... Pianolas!

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#57

Realmente ainda estou para entender como é que as IPO´s vao fazer com que se dê uma redução de acidentes. Quantos desses acidentes de mota tiveram causa mecânica? 
Até mesmo nos carros, maior parte deles, toda a gente sabe, deve-se a irresponsabilidade, excesso de velocidade, álcool, e.t.c

Querem sacar agora umas guitas dos bolsos dos motociclistas mas nem conseguem arranjar justificações minimamente plausíveis! Enfim...
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#58

Filipe pá, pode parecer mesmo, mas não é.

Mata mais a velocidade excessiva que o excesso de velocidade.

Porquê!?

Porque circular em excesso de velocidade, que está directamente relacionado com o limite de velocidade imposto, não te vai matar.
O que sim te pode matar é a velocidade excessiva, mesmo que cumprindo com o limite de velocidade.

Fazer passar a ideia de a velocidade mata é vincular as causas de um acidente a uma só causa, negligenciando todas as outras, como por exemplo o mau estado da via, os erros de construção ou a deficiência nos equipamentos de segurança.
Todos os dias nos dizem que a velocidade mata, mas nunca fiquei sem uma perna ou paraplégico por circular a 200, no entanto basta ires à 60km/h numa nacional, para um pilar de um rail te arrancar um braço ou uma perna.

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#59

demasiado "gore" LonerRider

Mas muito bem falado, para matar não é preciso muita velocidade. O que mata é a velocidade excessiva e não propriamente o excesso de velocidade.
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#60

https://www.youtube.com/watch?v=pAoZWyLMb6c
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