22-05-2017 às 12:10
Eu já tive motas que para me satisfazerem... precisava de andar com elas 2 ou 3 horas... outras tive... que bastavam 30 minutos para me deixar com aquele sentimento estúpido de felicidade e que nem sei muito bem explicar...
Só sei uma coisa... gosto muito de andar de mota... já o faço com motas minhas há 25 anos... já tive a minha oportunidade de chegar a conclusão que esta porra pode aleijar e deixar-nos muito mal... mas mesmo assim... continuo a gostar de andar de moto... e continuo a fazê-lo...
Coisas simples fazem-me feliz...
Sou Arquitecto, e uma das coisas que tenho muita pena na minha profissão... foi o ter-se perdido o habito do desenho... quantos colegas de profissão que não desenham... até podem rabiscar umas coisas para tentar explicar alguma coisa a um cliente... mas quantos ainda desenham.... poucos ou nenhuns... é que desenhar é sinónimo de entendimento e comunicação... é que quando as palavras não conseguem "chegar lá" recorre-se ao desenho...
Eu desenho todos os dias... nos últimos anos...e por falta de tempo para andar na rua a fazê-lo... desenho a minha filha... e faço-o todos os dias... noutros dias desenho o cão/mascote da empresa onde trabalho, alguém que está a meter gasolina numas bombas... uma árvore que captou a minha atenção.... tenho conseguido desenhar todos os dias... acalma-me...
Sim... são milhares de desenhos guardados... faço-o com caneta, lápis, e ás vezes até café uso... mas faço-o como fui ensinado pelos Mestres... e como deve ser feito... porque até isto... os gadgets e as novas tecnologias nos vieram tirar... o contacto com o papel, com o cheiro dos lápis... tudo isto faz parte duma forma de comunicarmos.... não pode ser apreçada, demora o seu tempo... precisa de espaço... dedicação...
Com as motas sinto a mesma coisa...
Sou simples na escolha das minhas motos... não gosto de coisas onde para aquilo funcionar é preciso um quad-core para a mota não se faralhar toda... não sigo as tendências impostas pelo mercado onde mais é melhor, seja no tamanho do motor, na quantidade de cv´s ou no número de gadgets que a moto tem.... as novas tecnologias vieram também elas tirarem-nos a simplicidade de andar de mota... é comum na conversa de café... discutir o consumo que o computador de bordo da moto está a marcar.... as suspensões adaptarem-se sozinhas... ou num extremo... um "estou-me a cagar para essa merda toda... eu quero é andar de mota..."
Eu gosto tanto de andar de moto, como de lhes "mexer"... e para mim... o perfeito, não é ter esta ou aquela mota na garagem... é poder lhes "mexer", e perceber o que estou a fazer... e depois ir experimentar... isto tudo no pouco tempo livre que tenho... não se resume somente a andar de mota e fazer quilometros...ou medir "galinhas" como se diz nos tempos de hoje... perfeito, perfeito... era ter mais horas livres para fazer e estar com quem gosto... e isso não passa só por andar de moto...
Assim... isto de estar nas "motas" é sempre diferente para cada um de nós... mas é recorrente muitos fazerem juízos de valor sobre como "aquele" ou o "outro" camarada vivem as motos, é sempre mais fácil do que sermos o que queremos ser, e muitas vezes acabamos por ser aquilo que outros querem que sejamos.
Só sei uma coisa... gosto muito de andar de mota... já o faço com motas minhas há 25 anos... já tive a minha oportunidade de chegar a conclusão que esta porra pode aleijar e deixar-nos muito mal... mas mesmo assim... continuo a gostar de andar de moto... e continuo a fazê-lo...
Coisas simples fazem-me feliz...
Sou Arquitecto, e uma das coisas que tenho muita pena na minha profissão... foi o ter-se perdido o habito do desenho... quantos colegas de profissão que não desenham... até podem rabiscar umas coisas para tentar explicar alguma coisa a um cliente... mas quantos ainda desenham.... poucos ou nenhuns... é que desenhar é sinónimo de entendimento e comunicação... é que quando as palavras não conseguem "chegar lá" recorre-se ao desenho...
Eu desenho todos os dias... nos últimos anos...e por falta de tempo para andar na rua a fazê-lo... desenho a minha filha... e faço-o todos os dias... noutros dias desenho o cão/mascote da empresa onde trabalho, alguém que está a meter gasolina numas bombas... uma árvore que captou a minha atenção.... tenho conseguido desenhar todos os dias... acalma-me...
Sim... são milhares de desenhos guardados... faço-o com caneta, lápis, e ás vezes até café uso... mas faço-o como fui ensinado pelos Mestres... e como deve ser feito... porque até isto... os gadgets e as novas tecnologias nos vieram tirar... o contacto com o papel, com o cheiro dos lápis... tudo isto faz parte duma forma de comunicarmos.... não pode ser apreçada, demora o seu tempo... precisa de espaço... dedicação...
Com as motas sinto a mesma coisa...
Sou simples na escolha das minhas motos... não gosto de coisas onde para aquilo funcionar é preciso um quad-core para a mota não se faralhar toda... não sigo as tendências impostas pelo mercado onde mais é melhor, seja no tamanho do motor, na quantidade de cv´s ou no número de gadgets que a moto tem.... as novas tecnologias vieram também elas tirarem-nos a simplicidade de andar de mota... é comum na conversa de café... discutir o consumo que o computador de bordo da moto está a marcar.... as suspensões adaptarem-se sozinhas... ou num extremo... um "estou-me a cagar para essa merda toda... eu quero é andar de mota..."
Eu gosto tanto de andar de moto, como de lhes "mexer"... e para mim... o perfeito, não é ter esta ou aquela mota na garagem... é poder lhes "mexer", e perceber o que estou a fazer... e depois ir experimentar... isto tudo no pouco tempo livre que tenho... não se resume somente a andar de mota e fazer quilometros...ou medir "galinhas" como se diz nos tempos de hoje... perfeito, perfeito... era ter mais horas livres para fazer e estar com quem gosto... e isso não passa só por andar de moto...
Assim... isto de estar nas "motas" é sempre diferente para cada um de nós... mas é recorrente muitos fazerem juízos de valor sobre como "aquele" ou o "outro" camarada vivem as motos, é sempre mais fácil do que sermos o que queremos ser, e muitas vezes acabamos por ser aquilo que outros querem que sejamos.


verdade verdadinha !