Geração "Floco de Neve"
#1

Este artigo sobre a geração "Floco de Neve" (ou geração das pessoas que só se ofendem por dois motivos: por tudo e por nada), apesar de no seu conteúdo referir pessoas que atingiram a idade adulta após 2010, é aplicável a meu ver a toda uma sociedade que é potenciada na sua forma de ser e estar nos dias de hoje. Basicamente não se pode dizer nada, sem que alguém veja nessas palavras uma ofensa. Desapareceu todo e qualquer poder de encaixe, toda a capacidade de dar resposta, seja com humor, com luva branca ou com luva de boxe. Aqui o tasco, nos últimos tempos, tem sido um bom exemplo disso.

[Imagem: im-offended.png]

Deixo aqui o texto para que, aqueles a quem interessar ler, possam refletir.

Citar:A geração atual, principalmente aquela que atingiu a idade adulta na década de 2010, recebeu o título de “geração floco de neve”.

Os flocos de neve são associados à vulnerabilidade e fragilidade, assim como essas pessoas, que são extremamente sensíveis aos pontos de vista que desafiam os seus próprios e que conservam pouca resiliência em suas vidas pessoais.

Professores de universidades como Yale, Oxford e Cambridge tornaram público o conhecimento de que seus alunos dessa nova geração são pessoas mais sensíveis, pouco tolerantes a frustrações e decepções e mais propensas aos exageros, criando situações dramáticas desnecessárias.

Cada geração é um reflexo da sua sociedade

É certo que os filhos desenvolvem comportamentos e personalidades de acordo com o relacionamento que conservam com seus pais, e que essa conexão é extremamente importante para a construção de sua saúde emocional e felicidade na vida. No entanto, a sociedade, através de seus padrões também desempenha um importante papel no estilo educativo e ajuda a definir algumas características da personalidade de cada um.

Claro que nem todas as pessoas pertencentes à mesma geração desempenham comportamentos idênticos, e nem respondem ao mesmo padrão. Cada um tem sua própria personalidade, e diferenças sempre existirão. Porém, é um fato que cada geração tem suas peculiaridades de objetivos, pensamentos e comportamentos, que são um resultado das circunstâncias particulares da vida, que de uma geração para outra podem se transformar totalmente.

O que realmente importa não é rotular cada geração de uma maneira, mas compreender o que se encontra na base do fenómeno atual, para evitar repetir os erros passados e construir uma sociedade evoluída em inteligência emocional e a resiliência.

Abaixo estão explicados 3 erros educativos que contribuem para a geração “floco de neve”:

1. Superproteção

O estado de extrema vulnerabilidade e falta de resiliência da geração floco de neve tem uma importante origem na educação. Isso porque, de forma geral, essas crianças tiveram pais superprotetores que, muitas vezes, fizeram tudo para que seus filhos não tivessem que conviver com problemas e situações confrontantes da vida. Essas crianças então, não tiveram que lidar com as dificuldades do mundo real e, por isso, não desenvolveram a habilidade da resiliência. A proteção é, sim, necessária para que as crianças sejam criadas em um ambiente seguro, mas o excesso apenas as limita a explorar o mundo com liberdade e consciência.

2. Egocentrismo

Muitas pessoas da geração “floco de neve” receberam uma criação que as consideravam pessoas tão especiais que estavam acima do bem e do mal. Nós todos somos pessoas únicas e especiais e ter essa consciência não é errado. O problema surge quando acreditamos que temos direitos especiais e que estamos acima de nossos semelhantes. Esse senso exagerado de si mesmo reforça um comportamento baseado no egocentrismo e na superioridade, como se não precisássemos nos esforçar para nada e nosso sucesso já estivesse garantido. Porém, quando encaramos a realidade das coisas, percebemos que não é assim que funciona, e que para alcançarmos qualquer objetivo de vida, precisamos trabalhar duro. As pessoas que encaram essa realidade enfrentam o mundo com uma atitude de vitimização.

3. Insegurança

A geração floco de neve é ​​baseada na criação de “espaços seguros”. Porém, mesmo sendo criadas em um ambiente tecnicamente mais seguro do que seus pais e avós, essas pessoas se sentem inseguras e temerosas. A origem de seu medo é a falta de habilidades sociais que são causadas principalmente por sua educação (rever tópico 1).

A educação é tão importante para a sensação de segurança de uma pessoa porque as crianças buscam referência de vida nos adultos ao seu redor. Nesse contexto, uma criança criada em um ambiente tóxico, assistindo cenas de abuso e negatividade todos os dias, certamente crescem traumatizadas.

A forma como os pais lidam com uma situação particularmente delicada para seus filhos, como problemas na escola, pode fazer a diferença se a criança desenvolverá resiliência ou poderá se tornar uma vítima.

O resultado da criação superprotetora

As pessoas criadas de forma superprotetora não desenvolvem as habilidades necessárias para enfrentar o mundo real. Não sabem lidar com sentimentos negativos como frustração e se desmotivam no menor dos obstáculos, pois têm um baixo nível de inteligência emocional.

O resultado desse padrão são pessoas duras, frias, que se isolam do mundo em espaços seguros onde tudo segue sua vontade e que se ofendem por opiniões divergentes das suas. Essas pessoas também não sabem lidar com críticas. Como costumam adotar o papel de vítimas, sempre atribuem a culpa para aqueles ao seu redor, nunca assumindo a responsabilidade por seus atos.

Essas pessoas são muito mais propensas ​​a desenvolver transtornos psicológicos, principalmente ansiedade e a depressão.

Todas essas coisas nos fazem refletir sobre a seriedade do estado atual de nossa sociedade, e da geração floco de neve. É um padrão que precisa ser melhorado para um mundo mais consciente e sábio.

Fonte: O Segredo
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#2

Ou então: quem não sente não é filho de boa gente.

Como já expliquei, no meu caso, e ao contrário do que estás a querer dizer, não me ofendo "por qualquer coisinha, coitadinho do conas". Ofensas directas e explícitas e oferecimentos de "partir a boca" não são coisinhas de nada. Como disse antes, só classificam quem as profere e quem as defende.

Para mim, para a forma com estou na vida e como fui educado, isso são linhas vermelhas. E algo que sinceramente nunca estaria á espera de ver num fórum sobre motas, com toda a fama do espírito motard e de camaradagem e entreajuda que se apregoam.

E ainda acrescento: este tópico só vai servir para dividir ainda mais a malta entre os "imbecis que invadiram ultimamente o fórum e que podiam ter umas quedas" e os da velha guarda. Se pensam todos assim porque é que não fecham simplesmente os registos?
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#3

(04-03-2019 às 23:01)el_Bosco Escreveu:  Ou então: quem não sente não é filho de boa gente.

Como já expliquei, no meu caso, e ao contrário do que estás a querer dizer, não me ofendo "por qualquer coisinha, coitadinho do conas". Ofensas directas e explícitas e oferecimentos de "partir a boca" não são coisinhas de nada. Como disse antes, só classificam quem as profere e quem as defende.

Para mim, para a forma com estou na vida e como fui educado, isso são linhas vermelhas. E algo que sinceramente nunca estaria á espera de ver num fórum sobre motas.

É tudo uma questão de perspetiva. Quer em relação à dita "ofensa" quer em relação à respetiva "reação".

A resposta pode ser uma atitude de vitimização conforme refere o texto, ou pode ser outra coisa qualquer. Eu prefiro outra coisa qualquer e tem sido sob esse princípio que tenho pautado esta minha ciberexistência por aqui.

Sobretudo neste mundo das redes sociais, as pessoas tendem a perder a noção da realidade em detrimento de ir atrás de uma exacerbação do que se diz por detrás de um teclado, num mundo virtual em que basicamente cada um pode criar o seu alter ego.

É por isso que muitas vezes por aqui se diz que o que a malta está a precisar é de andar mais de mota, e escrever menos sobre isso. Não é apenas pelos quilómetros percorridos, mas pelo convívio que se proporciona muitas vezes entre pessoas que ao fim ao cabo partilham um gosto comum. E curiosamente, nestes casos e regra geral, é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa.
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#4

(04-03-2019 às 23:01)el_Bosco Escreveu:  oferecimentos de "partir a boca" não são coisinhas de nada. .


Sociedades nórdicas, que se apregoa de boca cheia como mais desenvolvidas que a nossa, tem um dos maiores índices de 'bar brawl' do mundo.

Por favor nao te ofendas... mas procura tu a fonte!

Por la, ate que e relativamente normal resolver alguns assuntos a porrada.

E uma maneira que raramente deixa sequelas futuras e recalcamentos.


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#5

Foda-se estou safo, fiz 18 anos em 2009!

Ditadura dos Flocos de Neve
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#6

(04-03-2019 às 23:08)vindaloo Escreveu:  
(04-03-2019 às 23:01)el_Bosco Escreveu:  oferecimentos de "partir a boca" não são coisinhas de nada. .


Sociedades nórdicas, que se apregoa de boca cheia como mais desenvolvidas que a nossa, tem um dos maiores índices de 'bar brawl' do mundo.

Por favor nao te ofendas... mas procura tu a fonte!

Por la, ate que e relativamente normal resolver alguns assuntos a porrada.

E uma maneira que raramente deixa sequelas futuras e recalcamentos.

Viste isso em algum filme? Podes mandar-me o link para o torrent e classificação do IMDB?

Ditadura dos Flocos de Neve
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#7

(04-03-2019 às 23:11)dmanteigas Escreveu:  Foda-se estou safo, fiz 18 anos em 2009!

Mas não te livraste da vergonha de ter prendido o burrinho e apagar a conta refugiando-te num sítio gerido por uma Cambada de Coninhas (CdC).

Mas eu não te crítico, afinal de contas já sabes tudo.

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#8

(04-03-2019 às 23:12)dmanteigas Escreveu:  Podes mandar-me o link para o torrent e classificação do IMDB?

Eu não sou "floco de neve", mas...

[Imagem: piracy.jpg]
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#9

(04-03-2019 às 23:18)LoneRider Escreveu:  
(04-03-2019 às 23:11)dmanteigas Escreveu:  Foda-se estou safo, fiz 18 anos em 2009!

Mas não te livraste da vergonha de ter prendido o burrinho e apagar a conta refugiando-te num sítio gerido por uma Cambada de Coninhas (CdC).

Mas eu não te crítico, afinal de contas já sabes tudo.

Estava a gozar pa, eu sou a 1a geração de coninhas. Nascido em 92, 18 anos feitos em 2010 cool

Eu não sei tudo, mas cada dia nos últimos anos tenho ficado menos ignorante o que já não é nada mau V

Ditadura dos Flocos de Neve
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#10

Quando algo nos chateia/aborrece temos várias formas de reagir, podemos ignorar, podemos reagir ou podemos fazer-nos de vitimas...

Claramente Bosco és uma pessoa muito sensível e parece-me que encaixas bastante bem na descrição colocada pelo Marco. Pelo que me recordo ninguém aqui "te ofereceu porrada" ou te ofendeu directamente! Sentiste a dor dos outros e estás constantemente ofendido e melindrado com comentários mais "ásperos" ou directos aqui no fórum! Aqui mais ou menos funciona assim, cada um é responsável pelo que diz, e pode obviamente ter resposta... E ou aceitas isso ou estarás sempre em estado de frustração e ofendido...

Aqui não é a questão da velha guarda ou não, até porque muitos de nós nem somos assim tão mais velhos que tu, outros tem a tua idade ou menos, mas parece-me que claramente não conheces o mundo que são as conversas pela net... O problema é que hoje em dia a maioria das coisas/pessoas são super filtradas e qualquer coisa que fuja do politicamente correcto é um fim do mundo...

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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