Etica Motociclista
#1

Existe um codigo ético?
Acho que não. ...
Este mundo das motos é demasiado diverso para ter "barreiras" deste tipo.
Mas, e quando se trata, da paz interior de outros que não entendem, ou não querem entender, a nossa "falta de codigo ético"!?

Passo a explicar.
Recentemente fiz o caminho de Santiago, na sua versão mais famosa (Saint Jean Pied de Port- Santiago de Compostela). Foram 4 dias de todo terreno a bordo de Artax, 800km de percorrido num misto de asfalto, caminhos e trialeiras, que geram tanta aventura e episódios caricatos que dão muita vontade de contar!
Durante o Caminho, passei por inumeros peregrinos, aos quais me dispus a ajudar caso fosse necessário, ouvi as suas histórias e contei as minhas peripécias por esse Caminho fora. Sempre que via um peregrino no horizonte abrandava o ritmo, parava caso necessário, tinha o maximo respeito por eles e tentava que ficassem com boa impressão do tipo da mota que passou por eles.
Nunca me esqueci de dizer "Buen Camino"!
Muitos foram os que me disseram que era muito original a minha ideia e os amigos que tenho no monte gostaram muito e quiseram saber mais detalhes.
Mas tenho medo que o pessoal, ávido de emoções se esqueça de que o caminho seja (é) dos peregrinos e que se massifique a afluência de motos que podem por fim à paz necessária para levar a cabo a peregrinação.

A cronica está na minha cabeça e vou escreve-la para enviar ao meu pai, como sempre faço, mas devo publica-la e abrir assim esta aventura ao mundo do motociclismo?

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#2

Claro que sim.
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#3

Boas;
C'um catano!! Lembras-te de cada coisa!!
Não sou muito dado a peregrinações nem romarias, mas respeito quem seja.
Deves ter passado por locais deslumbrantes, mas enquanto estiveres com dúvidas acerca da publicação não a faças. blink
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#4

A motivação foi outra Johnny! blink

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#5

Manda cronica, mas omite os nomes dos locais ou rota detalhada...

Queremos fotos!!! thumbsup

Ricardo - Honda CB500X
[Imagem: latest?cb=20150510093035]
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#6

Acho que NÃO... deves guarda-la para ti, e sempre que precises vais a ela buscar forças para venceres os obstáculos que encontres.

A rota existe, não precisa de divulgação... trata-se dum caminho de encontro contigo mesmo... diferente de ir a pé a Fátima, não sei se percebes o que estou a querer dizer...

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#7

Não fiz a viagem com uma motivação espiritual.
Embora tenha aprendido muito e tenha feito esse trabalho de introspecção e analise, nunca me considerei peregrino a fazer o Caminho.

Entendo o queres dizer Nelson, mas o meu medo existe só bo facto de que, se o pessoal achar interessante que o Caminho se tranforme numa rota de todo terreno onde o respeito obrigatório ao peregrino passa a algo secundário.

I just don't run with the crowd!

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#8

(16-03-2016 às 16:22)LoneRider Escreveu:  (...) se o pessoal achar interessante que o Caminho se tranforme numa rota de todo terreno onde o respeito obrigatório ao peregrino passa a algo secundário.

Preocupação mais do que válida! Não é para todos fazer esse caminho como fizeste, com o espírito e respeito que descreves. Por isso mesmo (e se fosse a ti) não divulgava.
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#9

Há dois natais atrás ofereceram-me o Diário de um Mago do Paulo Coelho. O livro é bem pequeno (estou habituado a livros de +300 pags) mas não o consegui acabar.






Mas aposto que a tua crónica é melhor.
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#10

Fiz desde a Sé do Porto até Santiago de Compustela de bicicleta em Maio do ano passado num grupo de 4 pessoas.
Não tinha a noção do que era esse caminho e da devoção dos peregrinos nem sequer sabia bem ao que ia.
Estava a chover bastante e apanhámos mesmo assim bastantes peregrinos a pé durante todo o caminho.
O que me deixou mais perplexo foi a enorme quantidade de pessoal de bicicleta que parecia que estava numa corrida.
Eram carrinhas de apoio, grupos em sprint, pessoal a ocupar o espaço todo em que quem ia a pé tinha de parar e encostar.
Comentámos entre nós isso algumas vezes.. que era importante saber estar e respeitar.
Há espaços que, na minha opinião, têm de ser respeitados. Esse caminho é um deles.
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