Esta é para o Carlos-kb: BMW F 800 S MAB-Turbo
#11

Boas;
Como é que um motor a gasolina pode desalvorar, seja lá o que isso seja???
Se um turbo partir, pura e simplesmente deixa de comprimir a mistura e diminui de imediato o rendimento.
O grande problema das motos com turbo nos '80 era a desaceleração. Convém não esquecer que a maioria dessas motos funcionava com carburadores e sem qualquer controlo electrónico. Há já muito que determinados preparadores usam turbos com resultados bastante satisfatórios.
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#12

(26-01-2015 às 23:43)nelsonajm Escreveu:  Muito interessante motos com turbo... como venho dizendo... vai ser por este caminho que as coisas vão evoluir.

Também diziam isso nos anos 80...

(28-01-2015 às 10:56)OFFICER Escreveu:  Para desalvorar basta o turbo partir ou dar passagem e isso também acontece nos veiculos a gasolina,...

O nunones tem razão.
Quando tens "passagem" num motor otto... ele "afoga"!
Num diesel, estás precisamente a alimentá-lo.
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#13

Boas;
Acredito que possa surgir um novo hype à volta das motos com turbo. Mas numa época em que cada vez mais se controlam os custos, se tentam aliciar pessoas com produtos budget e se continuam a produzir bases mecânicas rudimentares, não acredito na proliferação destes sistemas.
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#14

Se calhar é o meu lado emocional a falar...

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#15

Johnny.... acho que as tendências seguem as contingências económicas de cada momento.

Em épocas de altas do petróleo e (denominadas) crises instaladas, possivelmente a oferta de veículos mais contidos, económicos e racionais seja premente.
Em épocas de maior desenvoltura e crescimento dos mercados, esses atributos de contenção tendem a esquecer-se um pouco.

Basta ver a oferta feita desde há cerca de meia dúzia de anos atrás até há bem pouco tempo (aonde PCX's, NC's e afins eram porta-estandarte), em que falar de crise e petróleo em altas era ordem do dia.... e a tendência inversa que já o ano passado começámos a ver em termos de novidades dos grandes construtores, consequência também desta nova contingência económica mundial, em que a palavra "crise" deu lugar à palavra "retoma".

Ainda que uma moto sobre-alimentada, seja mais complexa e onerosa do ponto de vista de componentes e respectiva produção, depois tem-se como produto final algo mais performante (ao nível de congéneres de segmentos e cubicagens maiores), mas mantendo a economia que a mesma, não "turbinada", ofereceria.

Por fim, a questão de um turbo avariar e as consequências disso, para mim é uma não questão. Um turbo ou mesmo um compressor, terá tanta tendência a avariar, como outro qualquer orgão mecânico. Basta olhar à realidade automóvel actual. Usar esse argumento para colocar em causa a recorrência ao uso deste tipo de componentes, é para mim, totalmente menosprezável.

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#16

Boas;
Carlos-kb, não acredito que a nova vaga de motos desportivas e performantes com que fomos presenteados este ano nos principais salões se deva à retoma económica. A crise fez abrandar o ritmo, sem sombra de dúvida; pura e simplesmente o mercado deixou de "absorver" motos como anteriormente.
Actualmente, as coisas não estão assim tão diferentes, o que se passa é que o motociclismo estava / está a cair num marasmo e as marcas precisaram de agitar um bocado as águas para ver se isto anima. A Kawasaki com a H2R e a sua derivada de estrada (para não fugir ao tema da sobre-alimentação) não pretende certamente atingir grande volume de vendas.
Sobre-alimentar uma moto continua a ser caro numa época em que ainda é demasiado fácil ser performante com a tecnologia clássica.
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#17

(28-01-2015 às 16:22)Johnny_1056 Escreveu:  Carlos-kb, não acredito que a nova vaga de motos desportivas e performantes com que fomos presenteados este ano nos principais salões se deva à retoma económica. A crise fez abrandar o ritmo, sem sombra de dúvida; pura e simplesmente o mercado deixou de "absorver" motos como anteriormente.

Mais ou menos...
Tens efectivamente um efeito económico.

Basta ver que os japoneses desinvestiram nas superdesportivas num periodo que coincide com a crise.
Não só na actualização frequente dos modelos como estavamos habituados a assistir, como nos proprios programas desportivos.
E investiram não só nas scooters como nos modelos de baixa cilindrada, muitos deles orientados ao público que efectivamente materiliza actualmente muitas vendas: os mercados emergentes.

Os resultados disto é que ninguém estava à espera.

Ou seja, as marcas que se mantiveram na corrida ganharam com isto!
A Aprilia, Kawasaki e sobretudo a BMW tornaram-se produtos mais apelativos num segmento de mercado que na realidade não morreu. Apenas passou a ter menos clientes.
Porém, com excepção da Aprilia toda estas marcas vivem de outros modelos que não a sua flagship superbike.

Porquê uma nova vaga de motos desportivas?

Não realidade esta nova vaga é... virtual!
Só tens efectivamente uma nova desportiva nova. A nova R1.
As restantes são predominantemente "concept bikes" exclusivas e produzidas em numeros limitados cuja única finalidade é provocar hype num momento em que o mercado estava apagado.

E a sobrealimentação?
Acho que os construtures estão a trabalhar nisso dentro dos moldes que o KB referiu.
E a questão não será só o binómio performance/consumos como ainda a questão das emissões!
Porém, a coisa so deverá pegar quando surgir o primeiro modelo a sério que prove ser eficiente. Até lá será especulação para gerar publicidade gratuita as marcas na imprensa, redes sociais e forum como este.
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#18

O compressor do A3 1.9tdi, entregou a alma ao criador e a 2 únicas coisas que aconteceram foram: Perda imediata de potencia e ....devorou o óleo quase todo. Chegou à oficina e compressor novo, oleo e ...pagar a factura.

O carro não 2"desalvorou" para lado nenhum senão para a oficina.
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#19

Sao conceitos engraçados especialmente em baixas cilindradas e por lógica pesos leves.

E tambem são mais coisas para avariar e durarem menos.

....... :grin: .......
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#20

(28-01-2015 às 17:03)dfelix Escreveu:  ...

Mais ou menos...
Tens efectivamente um efeito económico.

Basta ver que os japoneses desinvestiram nas superdesportivas num periodo que coincide com a crise.
Não só na actualização frequente dos modelos como estavamos habituados a assistir, como nos proprios programas desportivos.
E investiram não só nas scooters como nos modelos de baixa cilindrada, muitos deles orientados ao público que efectivamente materiliza actualmente muitas vendas: os mercados emergentes.

Os resultados disto é que ninguém estava à espera.
...

Antigamente, um emprego era para vida, quem tinha cbr600f era um senhor
tempo foi decorrendo, maquinas comecaram a fazer trabalho do homem, muita electronica computadores e tal, veio o desenvolvimento e uma massa exagerada de desemprego, emigracoes e tal, muita precariadade, resumindo, sendo mota 2 meio de transporte para comum mortal, quando falta massa é o primeiro objecto a saltar fora da familia
sendo a globalizacao inevitavel, vendas de motas baixou, aumentou custo de vida, marcas grandes, para sobreviveram têm de se adaptar ao mercado, fazer modelos mais economicos, com menos cm3, juntando factor de poluição.

O que tenho vindo dizer a alguns tempos, porque é que o raio das marcas grandes, não fazem motas mais amigas ao ser humano?
Parece!, sim parece que vão olhando aos mais tesos, não se pode generalizar todas as pessoas assim, tambem se não se pode generalizar todos como estando bem de finanças para se ter motas da moda como as mamalhudas ou trails/scravers ou lá como se chama.

Que venham modelos novos, como tenho dito, 250-500cc para as comuns estradas e percursos normais chegam bem.
Muito há a dizer.

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