Escapes... porque as fazem deitar fumo... e fazer barulho!
#1

Artigo da andar de moto", acerca dessas coisas que as fazem deitar fumo... e fazer barulho blink

Será que alterar o sistema de escape beneficia?
Não virão as motos de origem pensadas e concebidas com aquilo que é melhor para elas?
Será que "loud pipes save lives"?
Será que meter a moto com um "mais belo cantar" é preferível em detrimento de tudo o resto?
Será que muitas vezes isto não será apenas um efeito placebo?

Aqui fica como mote para discussão.
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Os sistemas de escape - mais do que tubos que fazem barulho e deitam fumo


As linhas de escape das motos actuais, sobretudo as de alto desempenho, são meticulosamente afinadas e têm uma montagem surpreendentemente complexa. Fique a saber mais sobre elas...

[Imagem: cr2i4bdosnaiqak5cjkxnflrum2.jpg]

Quando pensar em mexer no escape da sua moto, pense duas vezes. Os modernos sistemas de escape são bem mais complexos do que os de há uma década. Dificilmente vai poder melhorar o que tem! A não ser que esteja preparado para gastar uma boa maquia, e que não tenha qualquer interesse ecológico ou preocupação cívica.

Nos primórdios da combustão interna, o sistema de escape de um motor não era mais do que um tubo destinado a encaminhar os vapores nocivos para longe da alimentação e da ignição. No entanto não demorou muito até que os engenheiros percebessem que o comprimento e o diâmetro da tubagem afectava a potencia e a eficiência do motor.

Desse momento em diante os escapes passaram a ser um dos factores importantes na engenharia dos motores.

As linhas de escape das motos de alto desempenho actuais, são meticulosamente afinadas e têm uma montagem surpreendentemente complexa, representando efectivamente, e segundo o chefe de desenvolvimento de motores da BMW, Uli Blüemelhuber, uma das áreas mais caras e complicadas no desenvolvimento de um motor actual.

Desde os colectores até à saída da ponteira, todos os componentes são cuidadosamente seleccionados para cumprirem um propósito específico, seja referente ao som, às normas de emissões de poluentes ou à manipulação do aproveitamento das ondas de pressão que viajam à velocidade da luz e que interferem directamente com o rendimento do motor.

[Imagem: afg4113rvbyqjoex1lgltj1jmq2.jpg]
Linha de escape da BMW S1000RR

Repare em qualquer sistema de escape moderno e vai ver colectores que se enrrolam sob o motor e confluem num colector. Este colector pode variar muito em tamanho, com a recente tendência favorecendo a utilização de uma maior câmara de expansão (muitas vezes contendo o conversor catalítico e o sistema primário de redução de ruido) instalada sob o motor, facto que permite a utilização de uma ponteira menor e mais leve no flanco da moto.

Além do colector, muitos sistemas incluem também uma válvula de borboleta servo controlada e, algures ao longo da linha - normalmente imediatamente a seguir ao colector, mas algumas vezes mais perto da saída de escape - haverá uma ou mais sondas lambda destinadas a medir o teor de CO e de Oxigénio. Estas sondas estão ligadas à centralina, informando-a da eficácia da combustão, que actua em conformidade para garantir uma combustão adequada. Em alguns casos poderá também ver “by-passes” a ligar diversas linhas dos colectores.

[Imagem: f1ti05uy3rwyxyfvxhp2huh3tq2.jpg]
Linha de escape da KTM RC8R

Aprofundando o tema, na dinâmica de fluxos de um sistema de escape há dois momentos fundamentais: a evacuação lenta dos gases e a propagação das ondas de pressão (som), que circulam a cerca de 500 metros por segundo.

Os gases de escape viajam regularmente ao longo da linha de escape, mas as ondas de pressão movem-se através do tubo de escape em função das características do design que influenciam o seu comportamento de diversas formas muito interessantes.

Por exemplo, uma mudança no diâmetro do tubo vai afectar a velocidade dessas ondas, e também vai reflectir parte dessas ondas de volta para o colector de escape, tal como ondas numa piscina ricocheteando na parede.

[Imagem: nzywflhwkmsdbjff5adxlcssvu2.jpg]
Linha de escape da Suzuki GSX-R1000

Também a mudança na espessura da tubagem pode inverter o sentido dessas ondas e transformar a força de compressão (positiva) numa força expansiva (negativa). Se o “timing” for correcto, essa onda de pressão negativa vai chegar de volta à(s) válvula(s) de escape e ajudar a limpar o cilindro de gases residuais, e assim ajudar a admissão de combustível fresco para dentro do cilindro, melhorando a potência e o rendimento energéticol.  

As características câmaras de expansão dos escapes dos motores a dois tempos são um exemplo desta tecnologia levada ao extremo.

O comprimento da linha de escape o o diâmetro dos tubos são factores críticos. Como regra básica, para se conseguir um binário elevado a baixa rotação, são empregues tubos mais longos e de diâmetro inferior. Por outro lado, para encontrar maior potência a alta rotação, os tubos são mais curtos e o diâmetro é maior.

Também o comprimento dos tubos de todos os cilindros deve ser igual, e é por isso que nas “V-Twin” o colector e tubo do cilindro traseiro, apresentam normalmente uma c«forma estranha, com uma grande curva antes de chegar à ponteira.

[Imagem: mqu2b4vtfrd3apr3rma31emj2e2.jpg]
O formato característico da linha de escape de um motor a dois tempos

Como se tudo isto não fosse já suficientemente complicado, o regime do motor (r.p.m.) entre numerosos outros factores, influencia a frequência e a força destes cruciais impulsos de pressão, limitando a optimização do sistema de escape a um determinado regime ou rotação do motor.

Por isso, e tal como os corpos de admissão são regulados electronicamente para dosearem a correcta entrada de mistura de acordo com a rotação do motor, também a já referida válvula de borboleta reduz o fluxo para fazer uso dessas mesmas ondas de pressão, tal como refere Marcus DeMichele, o director de comunicação da Yamaha.

Esta manipulação dinâmica das ondas de pressão ajuda a suavizar a curva de binário do motor, e em certos casos também pode alterar o nível de ruído para que se possam cumprir certos parâmetros impostos pelas regulamentações oficiais, afirma Jeff Wells da SuperTrapp Industries. E complementa: Julgam que estas válvulas de escape são só para fazer felizes os engenheiros de som? Não! Até no MotoGP, a Aprilia na RS-GP, tal como outras equipas também estão a usar esta técnica!

[Imagem: 0trn24j1ngn00ej5snnqo3u4wi2.jpg]

Para além de melhorar a performance do motor, o sistema de escape deve também reduzir o nível sonoro para valores aceitáveis, e remover elementos nocivos do gás de escape, assim como também satisfazer os departamentos de marketing com linhas esteticamente desejáveis. Já para não falar que também não devem aumentar os custos de produção nem o peso final do conjunto. Não é uma tarefa fácil, que representa uma miríade de compromissos.

Por isso é tão difícil, um fabricante de escapes alternativos produzir algo que seja melhor do que os escapes produzidos pelas próprias marcas. Não quer dizer que um escape de rendimento não possa melhorar a potência ou o som, mas nunca vai conseguir o compromisso geral dos escapes de origem.

fonte

[Imagem: QKmafvp.png]
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#2

Então e qual a tua opinião sobre isto tudo?

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#3

(23-05-2016 às 12:11)nelsonajm Escreveu:  Então e qual a tua opinião sobre isto tudo?

Conheces a minha mota.... tem o escape exactamente de origem.... acho que isso é capaz de responder à tua questão!  blink

Então e a tua smile ?

[Imagem: QKmafvp.png]
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#4

(23-05-2016 às 12:16)carlos-kb Escreveu:  
(23-05-2016 às 12:11)nelsonajm Escreveu:  Então e qual a tua opinião sobre isto tudo?

Conheces a minha mota.... tem o escape exactamente de origem.... acho que isso é capaz de responder à tua questão!  blink

Então e a tua  smile ?

Então os marcas de escapes conceituados em que o seu core bussiness é esse e provavelmente investem milhões de euros em teste, investigação etc...

Até pq marcas como a Yamaha BMW, utilizam escapes da Akrapovic.... etc...
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#5

(23-05-2016 às 12:23)inc_pt Escreveu:  
(23-05-2016 às 12:16)carlos-kb Escreveu:  
(23-05-2016 às 12:11)nelsonajm Escreveu:  Então e qual a tua opinião sobre isto tudo?

Conheces a minha mota.... tem o escape exactamente de origem.... acho que isso é capaz de responder à tua questão!  blink

Então e a tua  smile ?

Então os marcas de escapes conceituados em que o seu core bussiness é esse e provavelmente investem milhões de euros em teste, investigação etc...

Até pq marcas como a Yamaha BMW, utilizam escapes da Akrapovic.... etc...

Acho que convém discernir as coisas, em relação a linhas de escapes OEM "oficiais", para determinadas marcas e modelos (por exemplo, para a minha mota, a marca tem como opcional/extra um Akrapovic. Mas estes possivelmente são desenvolvidos em parceria entre o construtor e a marca de escapes, para um determinado modelo)....
.... e depois existem as inúmeras opções after-market, desde marcas mais conceituadas a chinesices!

E são duas coisas diferentes, a meu ver!

O que o artigo coloca em causa é se esses escapes aftermarket, na realidade trarão mais valias à moto?

Ok.... pode ficar com um ronco maior/melhor.... mas e o resto? O benefício que até tragam por um lado, não será depois prejudicial em outro? (É isto que estou a meter em discussão, de acordo com a experiência de cada um). Mudaram de escapes porquê? Para fazer mais barulho / barulho diferente? Para obter mais rendimento? Para simplesmente a mota ficar mais bonita? Porque não tinham mais nada em que gastar dinheiro? Etc.?

Em todas as minhas motos anteriores, só numa delas, troquei os escapes de origem por outros after-market. Não porque buscasse outro comportamento, mas porque uma das ponteiras (eram duas, uma de cada lado) rompeu, e foi a opção mais viável em termos económicos, optar por after-market, ao invés de comprar as muito mais caras, de origem. Mas nunca achei grande diferença ou mais valia no comportamento real da mota.

[Imagem: QKmafvp.png]
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#6

(23-05-2016 às 12:16)carlos-kb Escreveu:  
(23-05-2016 às 12:11)nelsonajm Escreveu:  Então e qual a tua opinião sobre isto tudo?

Conheces a minha mota.... tem o escape exactamente de origem.... acho que isso é capaz de responder à tua questão!  blink

Então e a tua  smile ?

Tu conheces a minha mota... tens os escapes de origem... e assim vai continuar...

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#7

(23-05-2016 às 12:56)nelsonajm Escreveu:  
(23-05-2016 às 12:16)carlos-kb Escreveu:  
(23-05-2016 às 12:11)nelsonajm Escreveu:  Então e qual a tua opinião sobre isto tudo?

Conheces a minha mota.... tem o escape exactamente de origem.... acho que isso é capaz de responder à tua questão!  blink

Então e a tua  smile ?

Tu conheces a minha mota... tens os escapes de origem... e assim vai continuar...

Mas por exemplo, se bem me lembro, na R850R tinhas um Remus (que acredito que até fosse um OEM opcional da marca). Que melhorias / piorias achas que tinhas (se é que as tinhas)?

[Imagem: QKmafvp.png]
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#8

Na R850R, tinha um Remus Revolution "autorizado" pela BMW...

E comportamento, não notei rigorosamente nada...

Em "sonoro"... realmente o som ficou bem mais bonito... porque o som original parecia uma máquina de costura a trabalhar...

Estéticamente, não ficou nem melhor nem pior... até porque o escape de origem era engraçado.

Ganhei e muito foi no peso, o escape de origem tinha um peso bruto.... e o da Remus como era de alumínio era mesmo muito mais leve... o de origem deveria pesar uns bons 20kg, sem exagerar... e a ponteira e colector do da Remus devia pesar uns 10kg no máximo.

depois ganhei também pelo facto que o colector e ponteira da Remus, andar sempre impecável enquanto que o original já estava todo amarelo muito escuro, e na caixa logo à saída dos colectores estar já em muito mau estado(de aspecto)

E por fim, o que ganhei na venda do escape original, quase que pagou a totalidade do escape da Remus.

Agora... isto dos escapes tem muito que se lhe diga... assim como tudo o resto... seja umas velas de iridium, uns filtros K&N, ou umas pastilhas XPTO ou um óleo assim tipo espacial....

Há empresas que vivem disto... e como tal têm de vender a sua posta de Solha... e assim os seus produtos vêm com um sem fim de benefícios, sejam eles quais forem...

Na minha moto actual, uma GSX-R1100WP, considero um crime tirar aqueles dois escapes e troca-los por qualquer coisa aftermarket... especialmente tendo em conta o tempo que eu demorei a encontrar uma "marreca" com escapes orignais e que estivesse em condições.... mas é a minha opinião... embora no limite, lhe pudesse colocar uma linha completa da Yoshimura com a ponteira correspondente, da época.... embora não beneficiasse em nada, visto os colectores originais serem já com um diâmetro considerável, e os da Yoshimura não trazerem nenhum incremento nesto campo, seria mais só por preciosismo de a equipar com um acessório destes da época.

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#9

Ainda à não muito tempo vi uma comparação entre N escapes aftermarket não sei onde e a conclusão a que chegaram é que a maioria não trazia ganhos (penso que alguns até perda) e os ganhos que existiam eram residuais, um sei que era Akrapovic.

A questão como referido no texto é que todo o conjunto foi pensado para um propósito, e as marcas não andam a dormir, sabem o que fazem. Obviamente que algumas marcas de acessórios podem melhorar alguns pontos, embora essas melhorias sejam cada vez mais são residuais, e recorrendo para isso normalmente a materiais mais caros, etc etc.

A minha máquina (e ex):
KTM 1290 SuperAdventure S
KTM 1290 Super Duke GT
Kawasaki Versys 1000
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]
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#10

O akra que tenho foi concebido por parceria entre a Yamaha e a Akrapovic.

Logo, como o próprio artigo refere, é benéfico em termos de performance.

Positivos:

+ Potência
-  Peso
+ Barulho ( positivo como incremento de segurança, negativo para velhotes que gostam de sossego)


Negativo:

- Emissões ( No meu caso porque não tenho o catalisador e dbk )
- Se não for concebido tendo em conta um modelo em especifico precisa de PC ( na maior parte dos casos)



Ainda não li o artigo todo.

Mas sublinhado o fim:

"Para além de melhorar a performance do motor, o sistema de escape deve também reduzir o nível sonoro para valores aceitáveis, e remover elementos nocivos do gás de escape, assim como também satisfazer os departamentos de marketing com linhas esteticamente desejáveis. Já para não falar que também não devem aumentar os custos de produção nem o peso final do conjunto. Não é uma tarefa fácil, que representa uma miríade de compromissos.

Por isso é tão difícil, um fabricante de escapes alternativos produzir algo que seja melhor do que os escapes produzidos pelas próprias marcas. Não quer dizer que um escape de rendimento não possa melhorar a potência ou o som, mas nunca vai conseguir o compromisso geral dos escapes de origem."


LOL.


Então um escape de origem agrada esteticamente o departamento de marketing? Ia jurar que a 959 tem algo a dizer ( assim como muitas outras )

Não aumentam o peso sequer? Elahhh


Qualquer escape aftermarket aumenta a potência da mota( desde que de uma marca conceituada), diminui peso e normalmente melhora o aspecto geral da mota( será que é daqui que vem a palavra "rendimento" de escapes de rendimento?), para os que não são concebidos para a mota especificamente é que é preciso PC, para não se perder potência e aumentar demasiado os consumos.


Resumindo, escapes stock estarão sempre optimizados para a mota, mas com os de rendimento podemos ter essa optimização mas mais performance, basta gastar umas notas.
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