Educar os pais/avós
#41

(12-03-2015 às 17:42)Rod Escreveu:  
(12-03-2015 às 17:26)Shady Escreveu:  
(12-03-2015 às 17:07)Rod Escreveu:  Eu não estou a limitar, até porque o mais velho anda frequentemente, só digo que se querem, têm de se fazer à vida.

Como dizem no Alentejo, queres bolotas? Trepa  lol

Pareces o meu pai, tb tens de perceber que isto tá dificil para c****** andei o verão todo a trabalhar e mesmo assim não juntos grande coisa(julho até novembro),uma ajuda acredita que dá grande motivação...

Acredita, que se te sair do "lombo" mais valor dás às coisas, do que se as tiveres de mão beijada.

isso é muita verdade, agora na compra da minha mt fui eu que tive a recolher todos os trocos possíveis, e dá-se muito mais valor às coisas assim  clap
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#42

Sobre este assunto posso-me considerar um "sortudo/privilegiado", pelo menos comparativamente com algumas das situações acima descritas. Mas cá vai a minha "posta de pescada" (acho que já contei isto no outro fórum):

O meu pai ao longo da sua vida teve uma motorizada (uma sachs) e duas vespas 150 das de mudanças de punho. Mas nunca foi propriamente por gostar de andar de mota, as razões eram outras: essencialmente dificuldades financeiras e poupar. As vespas em particular (e chegou a ter as duas ao mesmo tempo), eram por reunirem uma série de características especiais, como por exemplo : economia, fiabilidade, pneu suplente, não ter corrente, alguma protecção contra mau tempo, alguma capacidade de carga etc etc.
Quando casou deixou quase totalmente de as usar, quando eu nasci (ele reformou-se no ano em que nasci, já tinha anos de desconto) deixou completamente. Vendeu a mais nova pouco depois e a mais antiga quando eu tinha uns 7-9 anos, não sei precisar.
À parte dele, ninguém na família mais próxima andou por este mundo (excepto motorizadas como mero meio de transporte à uma carrada de anos), mas também não somos assim tão chegados ao ponto da opinião da restante família ter verdadeiramente voto na matéria lol

O meu gosto por motas, não sei ao certo quando surgio mas foi algures por esses 10-11 anos... no natal em que tinha 11 anos consegui que os meus pais me dessem uma trotinete a motor (mistura 2T), só acelerar e andar até uns estonteantes 40km/h lol (De qualquer maneira ainda hoje pego naquilo volta e meia e reconheço que de certa forma é mais perigosa do que qualquer mota em que já andei à mesma velocidade). Digamos que foi um "brinquedo" com que me diverti imenso (e onde arranjei uma cicatriz no queixo sad )
Para ai dos 13/14 até conseguir, foi sempre a chatear e a falar sobre o tema. Quando digo sempre é mesmo! sempre a dar no ceguinho talvez, em média, uma vez por semana o assunto era tocado.
Como nunca foram propriamente a favor, tanto por medo como pelo dinheiro (argumentos típicos: "tu és filho único, nós já somos velhotes que seria de nós sem ti","és muito novo", "deves pensar que nado em dinheiro" etc etc)
Aos 17, levei a melhor e finalmente tirei a carta de 125cc. Levei a melhor não propriamente for ficarem convencidos mas pela junção de alguns factores:
No ano a seguir ia para a faculdade, precisava de transpor-te e não ia ter tempo de tirar a de carro antes do inicio das aulas (assim tirei mota logo o código A+B e depois no ano seguinte em que tinha 18 ainda consegui tirar carro até ao primeiro mês de aula na faculdade).
Por esta altura já havia amigos que tinham e deixavam dar uma voltinha ou ia à pendura (o que para o medo deles ia dar ao mesmo ou pior).
O meu pai vendeu algumas alfaias agriculas nesta altura (que já não usava) e foi um dinheiro extra que entrou.
Pronto então aos 17 (2010) la consegui, tive uma cbf 125 que troquei em 2013 pela actual e é isto.

Quanto ao assunto dos filhos... eu não tenho filhos e espero não ter tão cedo (aos 21 medo! confused )
Mas acho que se algum dia tiver, seja(m) filho(s) ou filha(s) a politica vai ser: não tentar incuntir nem incentivar (a escolha é deles), mas se eles vierem a gostar do assunto, terão todo o meu apoio (digo o meu, não posso prometer o apoio da mãe lol ).
Acho preferível haver apoio, acompanhamento, concelhos do que andarem a fazer as coisas às escondidas... não vejo mal nenhum em começarem por exemplo aos 16, se eu achar que têm maturidade suficiente para isso. Seria interessante (ao principio) pôr a regra de, por exemplo, só andarem de mota comigo (cada um na sua), para estarem inicialmente debaixo de olho. O apoio financeiro em si ia depender sobretudo se eu o poderia dar e se eles realmente o mereciam (aproveitamento escolar, se abusavam ou não etc etc).

Blog com fotos de passeios de mota em: http://naosougajodefazerblogs.blogspot.pt/
Cumprimentos "V"!
--Cláudio A. B. Silva--
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#43

Epá!!!

Eu tb não incentivei, mas ela desde que comprei a Triumph, vibra com a mota do papa!!!

E tenho provas:

Isto foi no dia em que a Triumph chegou a casa...
[Imagem: tW9KKec.jpg]

...
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#44

Bom vou deixar aqui o meu histórico,
Venho de uma família (lado materno) de motociclistas, o avo do meu avo(Inocêncio Pinto) participou na 1ªcorrida oficial em Portugal(1932 acho eu), foi campeão nacional e ibérico uma serie de vezes. O tio do meu avo (António Pinto) foi campeão nacional 26/27 vezes consecutivas e ibérico uma serie de vezes também, se procurarem pela net "Norton Manx 500 - Antonio Pinto" aparece alguma informação. O meu avo hoje com 75 anos todos os dias dá o seu passeio de mota, isto desde os seus 12 anos. A minha mãe tinha uma V5 quando era teenager, O meu tio também é motard...
Portanto tinha eu praí 13 anos quando comecei a "pedir" uma mota aos meus pais, mas nada... (tu és tolo, tu matas-te, tu isto tu aquilo, e se calhar tinham razão nessa altura...).
Por volta dos meus 20 anos a minha mãe deu-me 400€ para comprar uma mota e arranjei uma Aprilia RX50 já muito coçada mas era a minha máquina, que ganda maquina eheheheh
Passado uns 3 anos troquei a mota por um Reanult super5 1.1, a maior burrice que fiz na minha vida...
Depois de 1 ano +/- carro para o abate e aquisição de uma Honda CBF125 semi nova(tinha 1700km) e com esta menina fiz no 1º ano 20000km no total de 40000 em 3 anos, esta foi uma grande escolinha das duas rodas.
Em Novembro de 2014 comecei a tirar a carta porque troquei a minha CBF por a XJ600N.
hoje em dia ouço o meu avo "tens que andar de vagar, com juízo, gastar pouca gasolina, poupar os pneus...", noutro dia o meu pai e um tio meu a darem-me sermão "tens que andar de vagar, cuidado com as curvas, com a chuva, com isto, com aquilo" resposta minha "pessoal quem tem experiencia a andar de mota sou eu, se há alguém que poça aconselhar sou eu eheheheh"
Resumindo nunca ninguém na minha família é "contra" as motas, antes pelo contrario, está-nos no sangue e é sempre tema de conversa entre mim o meu avo o meu tio etc...

Em caso de dúvida, acelere...
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#45

(13-03-2015 às 11:14)jpsimoes Escreveu:  Eu tb não incentivei, mas ela desde que comprei a Triumph, vibra com a mota do papa!!!

Ter uma Daytona na garagem.... é sempre motivo de vibração... Até eu vibrava! lol

(13-03-2015 às 11:14)jpsimoes Escreveu:  Isto foi no dia em que a Triumph chegou a casa...
[Imagem: tW9KKec.jpg]

Estás então a encaminhá-la por (bons) maus caminhos então! bigsmile

Olha o que me fizeram a mim.... isto em 1976. Acho que foi daqui que houve o dito contágio do "bichinho". cool

[Imagem: CfGCYtY.jpg]

Tenho também varias fotos com os meus descendentes em cima ou junto da Blu... aliás, chegam a ajudar-me a lavá-la! shy
Só não as meto por uma questão de privacidade para com eles.

O mais velho completou agora 7 aninhos o mês passado. Já pode andar comigo "legalmente" (já o fez mas em recintos fechados / privados).... já lhe prometi que um dia destes o levo à escola de moto, ou dou com ele uma voltinha mais pequena. Tenho apenas de arranjar um capacete adequado, pois mesmo o capacete da mãe fica-lhe enorme.

Mas sinceramente, depois por outro lado ainda tenho muito receio... ainda o acho muito pequeno para andar de moto, ele ainda mal chega com os dois pés às peseiras, fica com as pernas muito abertas, e tenho medo que algo lhe aconteça (caía da moto ou algo assim), em andamento. wtf



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#46

O meu mais velho só começou a andar com 11, antes até fugia dela, agora a dificuldade está em subir para a R1, ainda pior é de lá sair.
Com sete ainda são fisicamente pequenos.
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#47

Bom, eu devo ser o único aqui no fórum que considera a paixão pelas motos como outra paixão qualquer. Mas eu tenho sempre o mesmo lema, seja para que paixão for, que é tentar levar a minha avante, desde que seja minimamente possível.

Nunca tive grande interesse por motos. Tive sim, por carros. Quando chegou a altura de tirar a carta, fui o único dos meus amigos que não tirou, por não ter possibilidades para a carta, muito menos para o carro. Final do primeiro ano de faculdade, e graças ao bom aproveitamento, a minha mãe resolveu, a muito custo (financeiro), pagar-me a carta de carro e dar-me um carro de 1.000€. Tirei a carta à primeira, fui a casa do meu tio e comprei-lhe o Twingo de 94, verde alface. Faculdade toda com aquele carro, muito me diverti com ele. Acabei a faculdade, fui trabalhar na minha área, assim que fiquei efectivo o dinheiro que tinha acumulado serviu de entrada para o meu carro actual, que ainda o estou a pagar. Há coisa de um ano, e por se aproximarem os 25 anos de idade, vá-se lá saber porquê começou a pica por motos. Assim que me mostraram a R125, ficou decidido que a ia ter, desse por onde desse. Por sorte coincidiu com a chegada de um dinheiro extra da minha mãe, pedi-lhe emprestado, e assim foi, comprei a R125 e tá feito, sem nunca ter andado sequer de moto. Hoje estou a pagar uma mesada à minha mãe até fazer o valor da moto.

Se calhar por nunca ter sequer tocado no assunto e ter decidido quase de repente que ia para a moto não houve grande reclamação. A minha namorada preocupa-se, a família também, mas nada do que dissessem em contrário iria adiantar. Mesmo que a minha mãe tivesse dito que não me emprestava o dinheiro o resultado era o mesmo, lutei para conseguir independência económica suficiente.

Vejo por alguns desses posts muita 'raiva' na minha opinião injustificada para com os pais que dizem que não. Lembrem-se que eles são vossos pais, e sim, muitas vezes me chateio com a minha mãe, se calhar não sou tão ligado a ela por divergirmos muito nas opiniões, mas sou o primeiro a dizer que tudo que a minha mãe fez de mal (que a comparar com o de bem não é a bem dizer nada) foi sempre em prol do meu desenvolvimento, sempre a pensar no que seria melhor para mim. Se até eu por vezes me engano no que quero, quanto mais outra pessoa, mesmo sendo os nossos pais.

Acho perfeitamente normal e compreensível que um pai diga que não ao filho ter uma moto, ou um carro, ou até a atravessar a rua. Eu quando tiver filhos presumo que vá ter a mesma reacção, de os querer fechar numa bolha. Sei que não é possível, muito menos recomendável, mas compreendo perfeitamente e não entendo como podem mostrar tanta incompreensão para com eles.

Depois claro, há sempre o pormenor de sermos nós a depender deles, e não eles de nós. Quando assim deixar de ser, aí sim, dêem com a cabeça na parede as vezes que quiserem, mesmo que seja contra tudo e todos, porque afinal de contas aí serão vocês a tomar conta de vocês mesmos. Até lá há que aguentar e fazer pela vida. Também não é fácil comprar uma casa, e no entanto todos sonhamos e lutamos e acabamos por conseguir, de uma forma ou outra. Lembrem-se que não há ninguém que vos possa 'baixar os braços', a não ser vocês mesmos.
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#48

A minha filha também já esteve em cima da minha e até acaba por funcionar como prevenção rodoviária. Ela deixou umas dedadas no depósito e, volta e meia vejo-as e ajuda-me a relembrar para ter "tento no punho". thumbsup
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#49

Muito interessante este tópico, estou a adorar!

A minha história em relação às motas é bem menos interessante que a maioria das que estão aqui relatadas, dado que nunca tive grandes entraves... Claro, a minha mãe é quem mais sofre, mas de resto, e quando foi para tirar a carta, tanto o meu pai como a minha mãe fizeram questão que eu tirasse as duas.

O meu pai tem motas/motorizadas há mais de 40 anos, gosta bastante, e quando eu era puto levava-me muitas vezes com ele a passear numa honda que ele teve. Depois houve uma altura em que vendeu as motas todas, porque andou meio emigrado, e quando eu tinha os meus 17 anos ele arranjou uma casal 4. Comecei a minha experiência por conta própria nessa casal, e o bicho de certa forma voltou. Entretanto tirei a Carta A e B, e como entretanto fui estudar, o dinheiro não deu para tudo e a coisa andou meia adormecida. Acabei a universidade, fui trabalhar, e passado uns tempos a vontade de comprar moto reapareceu. Andei uns 2 anos no vai não vai, até que o meu pai arranja uma Kawazaki ER 500. Pedi-lhe para dar uma volta, e não resisti, uns meses depois finalmente comprei a minha própria montada.

Em relação à minha mãe, a certa altura da vida dela teve que se deslocar para o trabalho de motorizada, por isso esta coisa das motas não lhe é totalmente estranha. Até posso dizer que os meus dois avôs se babaram quando lhes fui apresentar a burra eheh.

Não posso dizer que foi algo que nasceu comigo, como vejo que aconteceu com muitos dos camaradas aqui do fórum, até porque senão fosse a paixão do meu pai pelas motos, muito provavelmente me passariam ao lado. Mas estou contente por ele me ter passado o bichinho.
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#50

Estou a gostar das vossas histórias, sim senhor.

Ainda na semana passada, a minha avó ficou escandalizada por andar de mota num dia de chuva intensa.

Já fui ao chão com o Saphyr. Queda pequena mas ainda assim deixou uma bela medalha no joelho. E nas costas (bati com elas no lancil do passeio). Fiquei com medo. Inclino-me menos nas curvas, tento manter-me quieta em dias de chuva, mesmo quando estou desconfortável. São pancas.

Mas verdade seja dita, prefiro esses cuidados. É bom deixar a adrenalina picar de vez em quando. Ainda que, numa versão mais reduzida já que, por enquanto, sou só pendura. Mas gosto de poder confiar em quem me conduz. Seja num carro ou numa mota. E verdade seja dita, o Saphyr é mega cuidadoso. Em especial atendendo ao facto que a nossa bandida nem sempre se porta bem.

Melhor do que ter uma paixão e subsequente aprovação/apoio, é ter alguém que nos incentiva a fazer o melhor e cultiva a nossa segurança, bem como - neste caso - o respeito pela estrada e pela máquina.
Aliás, parte da razão por não ter ainda a carta deve-se ao investimento que fiz em equipamento. Agora, os meus fantásticos saltos altos vão na mochila.
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