Educar os pais/avós
#11

@pedromt07
Fica a 20€ por mes? Pelas minhas contas a gastar 5l/100km fica a +/- 60€
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#12

(12-03-2015 às 10:36)Neumon Escreveu:  @pedromt07
Fica a 20€ por mes? Pelas minhas contas a gastar 5l/100km fica a +/- 60€

eu numa 125 ia para a escola e vinha o mês todo com 12 euros lol

O maçarico  shy
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#13

(12-03-2015 às 10:36)Neumon Escreveu:  @pedromt07
Fica a 20€ por mes? Pelas minhas contas a gastar 5l/100km fica a +/- 60€

fica menos 20 euros do que ir de autocarro. o meu passe ficava em 120, a mota consome 100 por mês, mas eu não ligo a isso. e a mota não consome 5lt, consome menos, tipo 4lt. ganhas sempre em custos com mota, a não ser que seja tipo uma 1000 ou assim blink
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#14

Sempre gostei de motos.... e as cadernetas de colecção, com nomes como Laverda, Moto Guzzi, Kawasaki, Triumph, faziam-me delirar.
Como sempre tive algum jeito para o desenho, com 12 anos, já desenhava e criava modelos de motos inventados por mim (alguns desses rabiscos ainda os tenho).

Aos 16 anos, a prioridade era pois tirar a licença camarária de ciclomotor. E assim foi... lá me emprestaram uma Kwang Yang (que depois originou a actual Kymco - Kwang Yang Motor Company), aonde fiz de forma atabalhoada o exame (como eram todos os exames camarários) e me deram o título que me permitiria conduzir uma motorizada.
Estávamos em 1992.... e num emprego de Verão, a fazer entrevistas e sondagens para a Marktest, lá juntei dinheiro para a primeira motinha. Andei a ver as possibilidades, pois o dinheiro não era muito e na altura qualquer 50cc nova já custava para cima de 350 contos (1750 euros) e as usadas normalmente já estavam todas escafiadas. Encontrei num stand e oficina de motorizadas que ainda hoje existe, em Alverca (Moto-Verdelha), uma bela Famel XF25S, com cerca de 2 anos, a 170 contos, e lá fui um dia, para a comprar, com o meu melhor amigo (o Nelson, que entretanto havia comprado uma SR125, sem ter sequer carta de condução), e sem os meus pais sequer saberem.  lol

O dono do stand, claro que me perguntou qual a minha idade (até para tratar do registo), e quando viu que eu era menor de idade, disse-me que precisava da autorização do meu pai. Eu lá dei o telefone do trabalho do meu pai, e ele lá ligou, à nossa frente... a resposta do meu pai foi "comprar uma mota??? Não sei de nada... mas se ele tem dinehiro, olhe, venda-lhe a mota, quero lá saber disso!"  bigsmile

E pronto.... desde esse dia, algures por finais de 1992, lá comprei a minha 1ª moto.... e desde então, até hoje, nunca mais deixei de ter e andar em 2 rodas.

Os meus pais claro que na altura não aceitaram muito bem essa coisa de eu andar de moto. Entretanto estava no 12º ano, e na escola aonde eu andava, o 12º ano só havia à noite (pós-laboral). Viram então o jeito que dava eu ter o meu veiculo para ir e vir da escola, especialmente o meu pai, que deixou de ter de me ir buscar por vezes a horas mais tardias, quando os transportes já eram escassos.
Muito aquela Famel andou comigo e com o Nelson em cima, e com várias e haliriantes peripécias à mistura.

Entretanto fiz os 18 e tirei a carta.... e a Famel continuava "pau para toda a obra", até para ir para a escola de condução.

Algum tempo depois entrei na faculdade (finais de 1994). E os 50 kms diários de ida e volta começavam a pesar um bocado para a pequena XF25S, pelo que durante algum tempo optei pelos transportes (passando a motorizada para as mãos do meu irmão, que nela aprendeu também a conduzir).
Mas ir diariamente da Póvoa de Santa Iria para o Alto da Ajuda, em Lx, de transportes eram tarefa morosa e árdua obrigando-me a conciliar horários (comboio + Bus + Bus), pelo que entretanto, e como havia arranjado outro emprego, enquanto fazia o 12º ano à noite, e o dinheiro já abundava mais.... lá fui então "buscar", em meados de 1995, o primeiro motociclo que tive... uma bela Honda CB Two Fifty de 94, verde metalizada, praticamente nova, comprada na Motopeças do Saldanha, antigo concessionário oficial Yamaha, que custou 450 contos.

Por esta altura já era visto como o "motard" ou "motoqueiro" da família, aparecendo muitas vezes de moto, nos eventos familiares, e naturalmente a coisa foi aceite. Até hoje.... tendo já feito inclusivé baptismos de moto a primos(as) e tios(as), e incentivando outros a tê-las!

Já lá vão portanto 23 anitos que ando nisto das duas rodas com motor auxiliar! Espero ainda que por mais tempo. blink

Boas curvas!

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#15

Comigo também foi um drama

... aos 16 ganhei uma mota... eu queria uma Yamaha dt, nem pensar em aspiradores ( e se tivesse mesmo de ser um aspirador que fosse uma bws ou uma target). o que podia ter sido uma das melhores prendas da minha vida, foi uma explosão de lágrimas... OMG nem queria acreditar no que via, o meu pai tinha-me comprado uma Kymko, uma enorme e horrorosa acelera (ao menos era preta). Refeita do desgosto e depois de andar com a bicha uns tempos, convenci o meu primo a fazer o seguro para uma Yamaha dt que tinha lá na garagem... Todas as manhãs saia com a Kymco da garagem ( para o meu pai ouvir o aspirador), estacionava-a nas traseiras debaixo da varanda, e lá ia empurrar a Dt rampa acima, e até ao fim da rua onde finalmente a colocava a trabalhar e lá ia eu proud

Passaram-se umas semanas até que um dia, o meu pai reconheceu o meu capacete... e decidiu seguir-me ( felizmente eu ia para casa). Foi do bom e do bonito... o arraial de alarvidades que ele debitou foi enorme e terminou com um «motas com mudanças são para homens» mad  Eu respondi-lhe apenas que se ele confiava em mim para me acordar de madrugada e levar-me à caça com ele, também o devia fazer para conduzir, não podia ter 2 pesos e duas medidas ( ganhei a argumentação) ele grunhiu qualquer coisa e deixou-me em paz por quase 2 anos.

No dia que fiz 18 anos fiz o exame de código ( já andava nas aulas) e nessa mesma tarde fui inscrever-me nas aulas de condução... de carro e mota ( obviamente sem consentimento, mas o pior que podia acontecer era o meu pai obrigar-me a pagar a carta... como sempre trabalhei nas ferias já o podia fazer tranquilamente). Depois de sair da escola de condução dei uma voltinha e quando fui para o trabalho do meu pai ( ia lá sempre ter com ele) já ele estava à minha espera ( a dona da escola de condução, amiga do meu pai e que simpaticamente me ofereceu a carta de condução - e aos bombeiros quase todos de Portimão- já tinha ido dar a boa nova). Tourada... desta vez com direito a ameaças, e sem qualquer tipo de possibilidade de argumentação, estava decidido enquanto vivesse debaixo do teto dele, a minha relação com motas estava terminada (mas deixou-me tirar a carta). felizmente saí de casa nesse ano, fui estudar e nunca mais voltei.

Passei quase 5 anos sem mota, mas assim que pude voltei a conduzir,  uma virago 535... andei com ela até engravidar, depois seguiu-se outra pausa de mais uns anitos... mas o bicho mordia, mordia e teve de ser... lá veio a stripes.

A minha mãe reprova... mas não comenta, o meu pai não se manifesta, cumpri as ordens e agora não têm por onde pegar... Não posso dizer que os eduquei... mas também não me deixei quebrar por eles lol  lol  lol  lol  lol
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#16

Ui Tarasofia!

Adorei a tua história. Dramática - acho que é sempre pior para as miúdas - mas com um bom final. Gostei particularmente do "motas com mudanças são para homens" eheh

(E se és de Portimão, és de muito boa terra, by the way)

"Bom gosto, bom senso e golpe d'asa"
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#17

A minha história é semelhante à do Michel. Só quando tive €€€ para tirar (e só quando tive uma casa com garagem) é que o fiz. Até lá, fui andando de carro. Mas, de qualquer modo, não é por andarmos de carro que as coisas não acontecem. Vejam o que me aconteceu em 29/JUL/2003, depois de me rebentar um pneu na autoestrada, a 110~120km/h:

[Imagem: Capture.jpg]


Claro que de mota, as probabilidades de nos ferirmos gravemente são maiores, mas a vida é feita de riscos e se tivermos consciência na condução, diminuímos muito os riscos. Muita gente diz para não andarmos de mota porque é perigoso, mas ninguém diz para não fazermos escalada, não andarmos a cavalo, não jogarmos futebol (conheço tanta gente que já lixou os joelhos a sério nisto), etc.
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#18

Quando tive o acidente de mota, estava lá um rapaz da minha idade, que ficou sem metade de um mindinho a jogar ténis, ficou com o dedo preso na rede...ainda dizem que o desporto trás saúde confused
Isto tudo para dizer, que perigos há em todo o lado.

P.S. não faço intenções de oferecer carta de mota ou mesmo motas aos meus filhos, mas se tiverem dinheiro e quiserem, não os vou impedir.
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#19

(12-03-2015 às 14:54)Rod Escreveu:  P.S. não faço intenções de oferecer carta de mota ou mesmo motas aos meus filhos, mas se tiverem dinheiro e quiserem, não os vou impedir.

Eu também não fomento o gosto por motas às crias... apesar de já terem idade legal para andarem à pendura, fiz questão de tirar o banco do pendura para poder justificar facilmente porque não andam de mota comigo... há uns tempos um rapaz que via passar todos os dias de mota para deixar o filho na escola teve um acidente com o puto, um carro não os viu e albarrou-os...

Eventualmente, se eles desenvolverem o gosto pela coisa... ganham a carta e uma mota... mas no que depender de mim vão viver até aos 30 dentro de uma redoma, pelo menos shy
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#20

(12-03-2015 às 15:34)tarasofia Escreveu:  
(12-03-2015 às 14:54)Rod Escreveu:  P.S. não faço intenções de oferecer carta de mota ou mesmo motas aos meus filhos, mas se tiverem dinheiro e quiserem, não os vou impedir.

Eu também não fomento o gosto por motas às crias... apesar de já terem idade legal para andarem à pendura, fiz questão de tirar o banco do pendura para poder justificar facilmente porque não andam de mota comigo... há uns tempos um rapaz que via passar todos os dias de mota para deixar o filho na escola teve um acidente com o puto, um carro não os viu e albarrou-os...

Eventualmente, se eles desenvolverem o gosto pela coisa... ganham a carta e uma mota... mas no que depender de mim vão viver até aos 30 dentro de uma redoma, pelo menos shy

Eu não fomento, mas também não impeço, o mais velho inclusivamente, já participou num passeio amaior, qui com o pessoal, de vez em quando pede para o ir levar à escola de mota, eu concedo a benesse. Mas carta e mota vão ter de trabalhar para isso.
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