Dakar 2016
#21

Paulo Gonçalves venceu a etapa de hoje com Ruben Faria a fazer a “dobradinha” lusa na etapa maratona.


Está concluída a primeira parte da primeira etapa maratona do Rali Dakar 2016, que, tal como Paulo Gonçalves definiu antes de partir para a América do Sul, se deveria chamar de etapa “super maratona”, pois os pilotos, ao contrário de uma etapa maratona “normal”, assim que chegam ao fim da 4ª etapa, um “loop” em Jujuy, com 429 km cronometrados e um total de 629 km a percorrer, têm de colocar as motos em parque fechado e não poderão ser realizadas quaisquer operações de manutenção nas mesmas, nem mesmo pelos próprios pilotos.

E no dia de hoje voltamos a poder dar excelentes notícias para os fãs portugueses: Paulo Gonçalves (Honda) e Ruben Faria (Husqvarna) estiveram novamente em destaque e terminaram a etapa em 1º e 2º, respetivamente. Ruben ficou a 2m35s do Paulo, com Kevin Benavides (Honda) a ser o terceiro classificado do dia a 2m37s.

Com estes resultados Paulo Gonçalves, que no início do Dakar sofreu problemas elétricos na sua moto, está a ver compensado o seu esforço, e sobe para a liderança com 2m17s de vantagem para Kevin Benavides.

Joan Barreda (Honda), que imprimiu um ritmo endiabrado e ao qual só Paulo Gonçalves dava réplica, foi penalizado com 5 minutos ao tempo de hoje (razão da penalização ainda por confirmar), e desceu do primeiro lugar da etapa, e também na Geral, para 4º na etapa e é agora 3º na Geral a 3m03s de Paulo Gonçalves.

[Imagem: 568d4aef02026_XL.jpg]

Hélder Rodrigues (Yamaha), a contas com problemas de saúde que nos confirmou no comunicado relativo à etapa de ontem, continua dentro dos 15 melhores do Rali Dakar, mantendo um ritmo cauteloso. Prova disso são os 7m34s que perdeu para o Paulo, 15º na tabela de tempos de hoje, enquanto na Geral mantém o 14º posto. Resta esperar que, tal como tem acontecido nos últimos anos, o Hélder consiga recuperar fisicamente e as prestações no Dakar melhorem.

Mário Patrão (KTM) tinha prometido no final do dia anterior que, tendo em conta que hoje era a primeira grande dificuldade do Rali Dakar, etapa maratona, teria de atacar para entrar no “top 30” da Geral, mas sem esquecer as cautelas para evitar azares. Patrão conseguiu fazer ambas as coisas: chegou a Jujuy com o 31º tempo a 14m50s de Paulo Gonçalves, e na Geral entra no objetivo, estando em 29º a 36m21s do novo líder da prova.

Quanto a Pedro Bianchi Prata (Honda) terminou o dia no 50º posto a 38m26s do vencedor, e na Geral está em 55º lugar com uma diferença de 1h39m01s para o primeiro classificado.

A etapa de amanhã, a segunda parte desta maratona, e para a qual os pilotos vão ter de arrancar com as motos iguais ao estado em que terminaram o dia de hoje em Jujuy, vai levar a caravana do Rali Dakar até Uyuni, no que será a entrada na Bolívia.

Terão de percorrer um total de 642 km sendo 327 km contra o relógio! Uma das particularidades da 5ª etapa será a subida abrupta de altitude, com os pilotos a levarem o seu físico ao extremo a 4.600 metros de altitude, a maior alguma vez atingida pelo Dakar. E se isso não fosse suficiente, o caminho até Uyuni é o primeiro teste a sério às capacidades de navegação dos pilotos, com o percurso a abandonar os troços bem definidos, obrigando a um esforço e atenção redobrada.

Em baixo pode ver as classificações da 4ª etapa com partida e chegada em Jujuy e também a classificação Geral. No entanto os tempos e diferenças entre os pilotos poderão ser atualizados ao longo das próximas horas, principalmente por causa de penalizações aplicadas por excesso de velocidade em zonas controladas.

Classificação 4ª etapa
1º Paulo Gonçalves (Honda) ,
2º Ruben Faria (Husqvarna) a 2m35s

3º Kevin Benavides (Honda) a 2m37s
4º Joan Barreda (Honda) a 3m11s
5º Toby Price (KTM) a 4m01s
6º Antoine Meo (KTM) a 4m15s
7º Michael Metge (Honda) a 5m20s
8º Gerrard Farres (KTM) a 5m23s
9º Ricky Brabec (Honda) a 5m29s
10º Pablo Quintanilla (Husqvarna) a 5m52s
15º Hélder Rodrigues (Yamaha) a 7m34s
31º Mário Patrão (KTM) a 14m50s
50º Bianchi Prata (Honda) a 38m26s



Classificação Geral após 4ª etapa
1º Paulo Gonçalves (Honda) , 10h35m17s
2º Kevin Benavides (Honda) a 2m17s
3º Joan Barreda (Honda) a 3m03s
4º Stefan Svitko (KTM) a 5m22s
5º Ruben Faria (Husqvarna) a 5m24s
6º Matthias Walkner (KTM) a 7m08s
7º Toby Price (KTM) a 7m56s
8º Pablo Quintanilla (Husqvarna) a 8m22s
9º Antoine Meo (KTM) a 10m55s
10º Alain Duclos (Sherco TVS) a 11m11s
14º Hélder Rodrigues (Yamaha) a 14m51s
29º Mário Patrão (KTM) a 36m21s
55º Bianchi Prata (Honda) a 1h39m01s




Fonte MOTOCICLISMO

Ricardo - Honda CB500X
[Imagem: latest?cb=20150510093035]
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#22

YEAHHHHH!!! clap clap clap

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#23

Nao adianta por pregos no caminho porque eles utilizão mousses! blink

I just don't run with the crowd!

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#24

A vitória de Toby Price não foi suficiente para destronar o português da Honda da liderança do Dakar.

A quinta etapa da edição de 2016 do Rali Dakar marcou a segunda fase da primeira maratona da prova, desta feita onde nem sequer os pilotos foram autorizados a trabalhar nas suas motos o que obrigou todo o pelotão a um cuidado extra com as suas máquinas de forma a evitar qualquer problema técnico que pudesse comprometer a sua prova. Mas a quinta etapa criou ainda um novo e único desafio para os participantes que partiram de San Salvador de Jujuy em direção a Uyuni, com passagem pela fronteira Boliviana onde o traçado da prova começava a destacar-se pelo aumento de altitude que chegaria aos 4.600 metros, não só o ponto mais alto desta edição do mítico rali mas também a maior altitude alguma vez registada em todas as provas do Dakar.

A etapa de ligação de 314 km levou os pilotos até á fronteira boliviana onde a especial prometia mais 327 km de grande emoção à medida que os pilotos e as suas motos lutavam com a elevação, até descerem novamente para o ponto de chegada já perto do acampamento em Uyuni.

[Imagem: 568ea0bc97a89_XL.jpg]

Paulo Gonçalves (Honda) partiu com uma diferença de 4m26s para o segundo classificado da prova Kevin Benavides (Honda) depois de diversas penalizações e ajustes à cronometragem que, apesar de não afetarem a liderança indiscutível de Gonçalves, permitiram que este conseguisse somar mais algum tempo à diferença que o separava do sul-americano.

No entanto, esta etapa viu o piloto reduzir um pouco o ritmo, principalmente na primeira fase da especial, que acabaria por resultar num 12ºlugar que o colocou a 8m56s do vencedor da etapa, Toby Price (KTM).

“Foi um dia maratona muito difícil. Hoje o dia foi longo, disputado a grande altitude o que me provocou uma dor de cabeça, mas no final de contas estou satisfeito porque a moto portou-se bem nestes dois dias de maratona”, afirmou Paulo Gonçalves à chegada a Uyuni – “Os últimos 100 km em particular eram difíceis a nível de navegação mas estou contente por ter conseguido encontrar o caminho certo”.

Toby Price foi talvez aquele que se sentiu mais confortável nestes primeiros quilómetros em solo Boliviano pois consegui manter uma diferença confortável para os seus adversários, e vencer a etapa de hoje. No final, Antoine Meo (KTM) foi o que mais se aproximou do tempo do australiano com uma diferença de 2m21s. Stefan Svitko (KTM) foi terceiro a 2m33s do líder colocando assim, juntamente com o quarto classificado Matthias Walkner, quatro KTM nas quatro primeiras posições.

[Imagem: 568ea0de5458a_XL.jpg]

Os portugueses estiveram novamente em destaque nesta 5ª etapa com Hélder Rodrigues (Yamaha) a conquistar a 8ª posição com um tempo que o coloca a 7m20s de Price. Rodrigues fica à frente de Ruben Faria em 11º a 8m54s do líder, e imediatamente antes de Paulo Gonçalves.

Mário Patrão (KTM) foi 28º a 15m14s de Price e Pedro Bianchi Prata conquistou a 50ª com um tempo que o coloca a 31m53s do líder.

Desta forma, Paulo Gonçalves mantém a liderança da geral com um tempo total de 14h30m7s que o coloca a 1m45s do segundo classificado Stefan Svitko. Com a excelente prestação de hoje, Price sobe para a terceira posição da geral com uma diferença de apenas 2 segundos para o eslovaco, ultrapassando assim Joan Barreda que desce para quarto.

Para aceder às classificações Gerais e da 5ªetapa atualizadas aceda aos respetivos links



Fonte: MOTOCICLISMO

Ricardo - Honda CB500X
[Imagem: latest?cb=20150510093035]
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#25

O Price hoje deu tudo, mas o Paulo Gonçalves é raposa velha. A confirmar nas próximas etapas...

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#26

Ruben Faria foi uma das baixas na mais longa especial deste Dakar. Gonçalves segura liderança e Rodrigues recupera!

A etapa de hoje do Dakar 2016, a sexta da prova, partiu e chegou a Uyuni após uma tirada de 723 km que integrava a mais longa especial desta edição, com 542 km ao cronómetro. Completamente disputada em território boliviano, em altitudes que variaram entre os 3500 e os 4200 metros acima do nível do mar, foi a tirada mais demolidora até agora, dominada pelas KTM de Toby Price e Matthias Walkner, os dois mais rápidos do dias, seguidos de Paulo Gonçalves, que consegue assim segurar a liderança da prova, mas com a vantagem sobre Toby Price reduzida para 35 segundos.

Em destaque esteve também Hélder Rodrigues, que conseguiu o 5º melhor registo de hoje, trepando sete lugares na classificação geral ao passar do 13º para o 6º posto. Para isto contribuíram ainda o infeliz acidente de Ruben Faria, que abandonou após ter fraturado um pulso numa queda, colocando assim um ponto final naquele que estava a ser um grande Dakar para o português da Husqvarna. cry

[Imagem: 568ff5484399e_XL.jpg]

Também Ivan Jakes foi forçado a desistir por queda, lesionando-se num joelho, enquanto, na frente, Joan Barreda sofreu problemas mecânicos graves, parando ao km 203 da especial. Após cerca de uma hora de espera, recebeu a assistência do seu companheiro de equipa Paolo Ceci.
O espanhol voltou a arrancar mas parou novamente passada meia centena de quilómetros, após o que Ceci o rebocou na especial. Caso chegue ao bivouac e resolva os problemas na sua Honda, estando os lugares cimeiros fora de questão, Barreda poderá passar a ser um “aguadeiro de luxo” para Paulo Gonçalves.

Quanto aos restantes pilotos lusos, Mário Patrão teve hoje um bom dia com o 24º posto da etapa, e, à hora que escrevemos estas linhas, faltava contabilizar a sua posição à geral, bem como os resultados de Pedro Bianchi Prata e eventuais penalizações, que atualizaremos aqui.


Classificação – 6° etapa
1º Toby Price (KTM), 5h51m48s
2º Matthias Walkner (KTM), a 1m05s
3º Paulo Gonçalves (Honda), a 1m12s
4º Stefan Svitko (KTM), a 4m44s
5 º Hélder Rodrigues (Yamaha), a 5m23s
6º Pablo Quintanilla (Husqvarna), a 7m52s
7º Txomin Arana (Husqvarna), a 7m59s
8º Ricky Brabec (Honda), a 8m16s
9º Alessandro Botturi (Yamaha), a 9m19s
10º Jordi Viladoms (KTM), a 11m09s
24º Mário Patrão (KTM),a 22m39s

Classificação – Geral após 6ª etapa
1º Paulo Gonçalves (Honda), 20h23m07s
2º Toby Price (KTM), a 35s
3º Matthias Walkner (KTM) a 2m50s
4º Stefan Svitko (KTM), a 5m17s
5º Pablo Quintanilla (Husqvarna), a 15m10s
6º Hélder Rodrigues (Yamaha), a 20m12s
7º Kevin Benavides (Honda), a 21m04s
8º Antoine Meo (KTM), a 23m02s
9º Alain Duclos (Sherco TVS), a 26m09s
10º Juan Pedrero (Sherco), a 27m17s


Fonte: MOTOCICLISMO

Ricardo - Honda CB500X
[Imagem: latest?cb=20150510093035]
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#27

Paulo Gonçalves parou para ajudar piloto acidentado

A organização do Dakar decidiu repor ao piloto português da Honda o tempo perdido na assistência a Walkner

"Matthias Walkner sofreu uma queda feia logo aos 15 km - poderá ter fraturado uma clavícula e o fémur - e foi assistido por Paulo Gonçalves. O piloto português da Honda, líder da geral nas motos, percebeu a gravidade da situação e parou para dar o alerta e ajudar o piloto austríaco durante alguns minutos... mais precisamente durante 10m53s, até chegar a equipa médica do Dakar2016.

Walkner era apontado como um dos favoritos à vitória nas motos e por isso um adversário direto de Gonçalves, mas nem isso impediu o português de auxiliar o piloto da KTM, que tinha arrancado para a etapa deste sábado do terceiro lugar a 2m50s do líder, Paulo Gonçalves.

[Imagem: eqS5v1r.jpg?1]

Paulo Gonçalves atrasou-se imenso e apenas cruzou a linha de meta - antecipada, devido ao mau tempo que marcou a tirada - com o 31.º tempo, a 12.57 minutos do vencedor, o francês Antoine Méo. Contudo, no Dakar este tipo de gestos tem (quase) sempre a sua recompensa. É que a organização decidiu compensar o português pelo seu desportivismo e repôs o tempo perdido, vendo ser deduzidos os 10.53 minutos que perdeu.

Quer isto dizer que, ao contrário de descer a terceiro colocado na geral como poderia suceder caso a organização não retificasse o seu tempo, Paulo Gonçalves não só manteve a liderança, como também a cimentou, ampliando para 5.15 minutos - registo ainda por confirmar - a vantagem para o segundo colocado Toby Price. Quanto à etapa, Gonçalves finalizou então em 2.º, apenas batido pelo referido Meo.

Em relação aos restantes portugueses, Hélder Rodrigues foi quinto na etapa, mantendo-se no 6.º posto da geral, a 13 minutos do terceiro posto, ocupado por Stefan Svitko. Mário Patrão voltou a andar em grande ritmo e foi 20.º (a 8.26 minutos), ao passo que Pedro Bianchi Prata cruzou a meta em 59.º (a 33.23m). Na geral, Mário Patrão é 25.º, enquanto que Bianchi Prata fica em 48.º.

Honda CX 400 '83 Eurosport
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#28

Lidera o Dakar.... e nem isso foi impeditivo para em plena etapa, ignorar um piloto adversário, vítima de acidente.

Não é só nas classificações finais que se revela o que é ser um Grande piloto... BRAVO PAULO!!!!

clap clap clap clap clap

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#29

"Fiz aquilo que me competia, ao contrário acredito que fizessem o mesmo por mim. O Dakar é uma aventura de muito risco, de muito sacrifício, damos tudo por tudo ao longo de vários dias, milhares de quilómetros, e o risco está sempre à espreita. Não sou um herói, sou um ser humano com respeito pelos outros. A nossa vida vale mais que qualquer vitória, sem ela não vencemos!"

Paulo Gonçalves
#SpeedynoDakar

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#30

Ouvi em momentos distintos as duas notícias.

A primeira, com pena, que anunciava a descida na classificação geral.
A segunda, com alegria, que premiava este exemplo de desportivismo e humanidade.

BZ!

clap clap clap
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