Cancelar Seguro
#31

A carta verde a partir do momento em que cancelas o seguro podes pegar nela e usar como papel higiénico. A polícia numa operação stop não precisa da carta verde para saber se tens o seguro válido.

Só neste país arcaico é que nos obrigam a andar com papeis qd a policia já tem acesso a todos os dados só pela matrícula

Ditadura dos Flocos de Neve
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#32

(22-01-2021 às 14:49)dmanteigas Escreveu:  Só neste país arcaico é que nos obrigam a andar com papeis qd a policia já tem acesso a todos os dados só pela matrícula

Ainda há GNR que patrulham terriolas onde nem sequer chega a rede móvel, a bordo do seu Nissan Patrol de 1990...

Não defendo obviamente a política do "papel", mas fazendo de advogado do diabo, existem desafios no que diz respeito ter toda a força policial do país dotada da capacidade de fazer esse tipo de verificação mais tecnologicamente evoluída (podendo abdicar totalmente do dito "papel"). Neste caso será a exceção que impede o progresso da regra. Mas acredito também que acontecerá num futuro próximo.
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#33

(22-01-2021 às 13:28)luisnogueira Escreveu:  Talvez não tenhas entendido o que escrevi:

Eu por exemplo na última renovação de seguro do carro já não recebi carta verde(ou branca) ou qualquer documentação via CTT, foi tudo via email, e acessível no portal de cliente. Logo o documento está sempre disponível. Até mesmo depois de deixares de ser cliente, porque continuas com acesso ao portal do cliente e a documentação passada, mantém-se lá.

Não esqueças que este processo de envio da documentação digital para a área de cliente, ainda é algo mesmo muito recente. Acredito que grossa maioria dos condutores portugueses, nem sequer ainda activou as ditas "áreas de cliente", continuando a receber e a usar a documentação enviada em papel, quanto mais aceder ou imprimir o que quer que seja em termos de documentação. Vai demorar até que as coisas mudem.

Tanto é que para os 3 veículos lá de casa (segurados em 2 seguradoras distintas), não obstante do envio da documentação digital (para a área de cliente e para o e-mail), continuam a enviar as ditas "cartas verdes" em papel. Um dos seguros é de Junho (carro da minha mulher), outro de Setembro (mota) e o último, foi renovado em Dezembro passado (como referi)... há 1 mês, portanto!

Nas próximas renovações, logo verei como será!

(22-01-2021 às 11:14)luisnogueira Escreveu:  Resumindo...
Falsificação de documento não existe porque ele é impresso tal e qual como te é enviado pela seguradora por meios digitais.
Utilização de um documento inválido também não existe porque já não tens o veículo para o qual esse documento seria válido. Portanto passa a ser apenas uma folha de papel que tem para ti exactamente a mesma utilidade que para a seguradora...LIXO!

Daí fazer ZERO sentido a seguradora pedir a devolução desse documento.

Mas era precisamente assim que a coisa funcionava (e ainda funciona)!

É aqui que entra a "pescadinha de rabo na boca" do início da conversa... de só poderes rescindir e recuperar o estorno pelo tempo remanescente, com a dita justa causa (ou seja, quando já não tens o veículo). E por isso, a obrigatoriedade de devolveres essa documentação (e até tal estar ainda indicado na lei). E o uso de documentação que não fosse a enviada pela seguradora, configurava uma falsificação de documentos.

Aliás, entende-se a dita obrigatoriedade da justa causa e/ou devolução da documentação, pois pensa que sem estas, no caso de pedires a anulação da apólice e estorno, sem razão justificável (como até acontecia e podias fazer), depois de receberes o dinheiro e continuares com a carta verde, marimbavas-te em fazer novo seguro, o veículo continuava contigo e continuavas a usá-lo, bem como a dita documentação, para eventuais acções de fiscalização, de má fé? Por isso a ultíma versão da dita Norma regulamentar o refere.

Eu, por experiência própria, fosse pelo estrito cumprimento dessa Norma, fosse para complicar o procedimento do estorno, da parte da seguradora, tive de o fazer (devolver a documentação)... e não foi assim há tanto tempo, com disse.

Entendo esse ponto de vista que referes, mas só à luz do que acontece agora... não esqueças novamente que o envio (e uso) da documentação digital ainda é algo muito recente e que ainda só cobre muito parcialmente o universo dos condutores. Falando novamente por mim, só tenho acesso à dita documentação digital talvez de há pouco mais de 1 ano para cá (não muito mais que isso), e continuo a recebê-la simultaneamente em formato papel (o que por norma me enviavam antes disso, era apenas o certificado provisório de seguro, válido para poder circular por apenas 30 dias, até receber a carta verde, via postal).

Vai levar tempo para que a lei, as formas de actuar das autoridades e respectivos procedimentos acompanhem a modernização e desmaterializarão dos processos, como se falou atrás. Basta olhar a outras situações semelhantes, como a facturação electrónica ou a identificação digital... e que mesmo assim, apenas uma ínfima parte das pessoas ou mesmo das autoridades a usam de forma corrente.

(22-01-2021 às 14:49)dmanteigas Escreveu:  A carta verde a partir do momento em que cancelas o seguro podes pegar nela e usar como papel higiénico. A polícia numa operação stop não precisa da carta verde para saber se tens o seguro válido.

Só neste país arcaico é que nos obrigam a andar com papeis qd a policia já tem acesso a todos os dados só pela matrícula

Quando até mesmo essas polícias que dizes terem «acesso a todos os dados só pela matrícula», vêm pedir para os cidadãos continuarem a usar a documentação em papel (ou em alternativa, terem 5 dias para apresentar essa documentação numa esquadra), por falta de meios de verificação, apesar da utilização da documentação digital estar prevista legalmente, ... Diz-me lá em que país é que vives?

Ainda mais sendo tu do "interior", aonde a falta de meios, acesso e uso de tecnologias é notória, seja pela parte dos cidadãos, seja pela obsolescência do meios e equipamentos das entidades ditas "oficiais". E já nem falo das mentalidades, que só sucessivas gerações poderão mudar.

Experimenta lá ser mandado parar pelo jipe da "JêÉneÉrré" e não levar o papelinho do seguro para o Xôr moina ver, à espera que eles saibam se tens seguro válido ou não... e depois vem cá contar como foi! smile
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#34

Carlos pá!

Eu entendo o teu ponto de vista mas....
Tu como proficional deves ter ou sentir a necessidade de estar a para com as novas normativas, novas tecnicas e novos metodos de usar o tiralinhas pá!

Entendo que um GNR não tenha meios para saber eu tenho seguro em dia ou não. Mas da mesma forma ele deve entender que, amparando-se na normativa, uma companhia de seguros se nega a emitir uma carta verde quando a mesma já não é obrigatoria!

Eu por exemplo, na minha camionete já não levo carta verde desde 2019 e as vezes que fui a Marrocos foi emitida uma carta verde que era especifica para aquele pais (que não é valida para outro país).
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#35

Isso vai poder ser tudo usado via app do GOV.
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#36

(22-01-2021 às 20:57)hjjs Escreveu:  Isso vai poder ser tudo usado via app do GOV.

Eu tenho uma (Spanish Version) que me exime de andar com os documentos e tal....



...enquanto houver rede e velocidade de datos para a abrir... what

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#37

(22-01-2021 às 17:11)marco.clara Escreveu:  
(22-01-2021 às 14:49)dmanteigas Escreveu:  Só neste país arcaico é que nos obrigam a andar com papeis qd a policia já tem acesso a todos os dados só pela matrícula

Ainda há GNR que patrulham terriolas onde nem sequer chega a rede móvel, a bordo do seu Nissan Patrol de 1990...

Não defendo obviamente a política do "papel", mas fazendo de advogado do diabo, existem desafios no que diz respeito ter toda a força policial do país dotada da capacidade de fazer esse tipo de verificação mais tecnologicamente evoluída (podendo abdicar totalmente do dito "papel"). Neste caso será a exceção que impede o progresso da regra. Mas acredito também que acontecerá num futuro próximo.

tens radiocomunicaçoes para verificação de matriculas....
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#38

(22-01-2021 às 20:28)LoneRider Escreveu:  Carlos pá!

Eu entendo o teu ponto de vista mas....
Tu como proficional deves ter ou sentir a necessidade de estar a para com as novas normativas, novas tecnicas e novos metodos de usar o tiralinhas pá!

Curiosamente a minha área profissional foi das primeiras a aderir (e a obrigar) os profissionais à chamada desmaterialização de processos. Desde 2010 que é obrigatória em todo e qualquer processo, a subscrição do mesmo por via digital, com assinatura digital, normalização de formatos de ficheiro e nomenclaturas. Aliás, há câmaras municipais que já nem sequer aceitam processos em papel e que até já possibilitam a submissão de processos via on-line.
Praticamente o acto de ter e usar um recorrente leitor de cartão do cidadão, para autenticar desenhos e documentos, é uma constante na minha secretária de trabalho, desde há pelo menos uma década.

(22-01-2021 às 20:28)LoneRider Escreveu:  Entendo que um GNR não tenha meios para saber eu tenho seguro em dia ou não. Mas da mesma forma ele deve entender que, amparando-se na normativa, uma companhia de seguros se nega a emitir uma carta verde quando a mesma já não é obrigatoria!

A questão é que enquanto as autoridades não tiverem disponíveis meios de verificação ou autenticação, bem como uma rede integrada e global de dados, continuaremos mais ou menos na mesma. As coisas existem, mas na prática subsistem as velhas práticas dos suportes físicos. E no limite, as seguradoras passam esse "encargo" para o comum cidadão, como parece estar agora começar a acontecer.

Basta ver que esta coisa recentíssima da carta de condução e cartão do cidadão digital, ainda nem sequer abrange a restante documentação necessária ao acto da condução. O DUA (que também só há poucos meses passou de papel a plástico) ou o certificado de seguro ou da IPO (no caso dos automóveis) ainda depende de vinhetas no vidro e folhas A4 dobradas, dentro da carteira.

(22-01-2021 às 20:28)LoneRider Escreveu:  Eu por exemplo, na minha camionete já não levo carta verde desde 2019 e as vezes que fui a Marrocos foi emitida uma carta verde que era especifica para aquele pais (que não é valida para outro país).

Estás a esquecer-te de algo... os países aonde estamos e que servem possivelmente de base às nossas experiências, são, apesar de irmãos e vizinhos, diferentes.
No caso concreto da camionagem, não sei como as coisas estão por cá... mas não foi assim há tanto tempo em que deixei de ouvir falar em discos de tacógrafo em cartão... ou guias de transporte em papel (nem sei se os mesmos ainda se utilizam)!
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