Antes e depois das "...125 para todos..."
#41

(02-02-2015 às 13:11)n00b1e Escreveu:  
(02-02-2015 às 11:33)Cloud Escreveu:  Retomando a discussão, não podem estar a falar a sério ao dizerem que não vão ser aulas extra na escola de condução que vão fazer a diferença, porque acho óbvio que vão. É o mesmo que dizerem que para a categoria B também não se aprende nada. Realmente eu quando fui tirar a carta até já sabia andar de carro, mas e então? Isso dá-me o direito de conduzir um carro de baixa cilindrada sem sequer tirar a carta? Não dá, nem deve dar. As aulas de condução, principalmente, fazem toda a diferença para alguém que apenas quer conduzir uma 125 porque é nas primeiras voltas que surgem as dúvidas e os problemas, e prefiro pagar 50€ e ter alguém especializado ao meu lado quando essas dúvidas e problemas surgirem, do que não pagar nada e estar no meio do trânsito sem saber o que fazer, ou pior, a fazer tudo menos o que devia.

Muito optimismo no sistema de ensino no meu ponto de vista. blink As minhas aulas de mota foram basicamente praticar oitos enquanto o instrutor lá tratava da vidinha dele, ao telemóvel, na sombra que estivesse disponível. smile



(02-02-2015 às 13:43)dfelix Escreveu:  
(02-02-2015 às 11:33)Cloud Escreveu:  Novamente, não estás a perceber o meu ponto.

Eu compreendo e respeito.
Apenas não concordo com boa parte.

Acho que o código específico para motociclos é desnecessário e serve apenas para gerar receita.
Acho que um motociclo até 11kw é perfeitamente adequada para um aprendizagem de forma autodidata por quem já tem formação teórica de código e experiência de condução em outro veículo. (Sobretudo quando durante décadas eram atribuidas licenças de forma identica a condutores sem qualquer experiência teorica/pratica a idades a partir dos 16)

Tudo isto são opiniões que, como referi atrás, valem o que vale.


E eu concordo com vocês, até foi por aí que eu comecei a minha crítica, que achava ridículo ainda hoje eu poder ir a uma escola de condução, pagar a carta, dar 100€ extra e tenho o exame de condução feito. Isto é muito pior que qualquer instrutor à sombra enquanto andamos de moto.

O que eu digo é que é preferível haver alguma formação do que nenhuma. Agora claro, convém essa formação ser dada em condições, e não 'olha vai lá dar uma volta enquanto eu faço uns telefonemas', mas se formos por aí então também não valia a pena existir a carta de carro, já que dá sempre para comprar a condução e aprender depois. Eu não tenho noção de como são as aulas de moto, sei que mesmo nas de carro saímos de lá sem saber tudo e aprendemos muito cá fora, mas qualquer aula ajuda sempre mais que não ter nenhuma, seja a pagar 1€ ou 200€.
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#42

(02-02-2015 às 13:43)dfelix Escreveu:  ...aí então também não valia a pena existir a carta de carro, já que dá sempre para comprar a condução e aprender depois.

Já estava à espera que mais tarde ou mais cedo alguém atirasse esse argumento! blink

Pessoalmente acho que a condução do carro tem uma curva de aprendizagem mais exigente para um inexperiente.
Implica ganha sensibilidade quanto ao espaço ocupado pelo veículo. Demora algum tempo até se saber onde as rodas estão a pisar e onde acaba o parachoques.
Implica realização de manobras que são mais complicadas. Incluindo andar de marcha-trás e jogar com o espaços...
Implica a familiarização com a caixa.

A moto é de longe mais intuitiva.
A própria utilização da caixa é "sobe e desce". O que no caso de quem compra uma scooter 125 nem se coloca.
A única dificuldade de conduzir uma moto passa pelo equilíbrio.
É como andar de bicicleta! Mas sem dar ao pedal!
bigsmile
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#43

Haha é quase como andar de bicicleta xD

A questão não se coloca nesses termos. Aliás, o que se coloca é a moto poder matar pessoas caso seja conduzida de forma indevida, e é aqui que eu considero que entra a tal formação, por mais básica que seja. E o argumento do carro só o dei no contexto da carta também ser tirada às 3 pancadas, às vezes nem isso.

Eu vejo por mim, que se não tivesse andado 2 meses a 'treinar' ia só fazer cagada no meio do trânsito, e presumo que possa haver gente menos consciente que não se dê a esse trabalho de aprendizagem.
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#44

(03-02-2015 às 17:20)Cloud Escreveu:  Haha é quase como andar de bicicleta xD

A questão não se coloca nesses termos. Aliás, o que se coloca é a moto poder matar pessoas caso seja conduzida de forma indevida

http://www.dn.pt/desporto/outrasmodalida...id=3855352

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#45

(03-02-2015 às 17:20)Cloud Escreveu:  ...a moto poder matar pessoas caso seja conduzida de forma indevida...

Tal como a bicicleta!

(o KB antecipou a minha piada)

(03-02-2015 às 17:20)Cloud Escreveu:  Eu vejo por mim, que se não tivesse andado 2 meses a 'treinar' ia só fazer cagada no meio do trânsito, e presumo que possa haver gente menos consciente que não se dê a esse trabalho de aprendizagem.


[Imagem: 4402615.jpg]
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#46

Não me obriguem a falar de ciclistas xD
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#47

(04-02-2015 às 10:44)Cloud Escreveu:  Não me obriguem a falar de ciclistas xD

Ainda há umas semanas, vi um "Zé Esmaltina" ficar sentado em cima do capot do carro que ia à minha frente. Meteu-se a fazer uma mega rotunda, por fora e sem sinalizar devidamente com os braços que ia continuar na rotunda. Levou com o carro que ia a sair da dita.

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#48

Bom, existem aqui uma série de incorrecções.
Antes da lei das 125 cc já os condutores com carta B estavam habilitados a conduzir ciclomotores (50 cc) pelo que esta lei surge apenas como uma extensão da anterior. Contudo isto parece ter ferido a susceptibilidade de muitos "motards" que se acham como que pertencentes a um clube de elite no qual não pode entrar qualquer um.
Ora bem, as vias públicas são exactamente isso, públicas, e portanto qualquer cidadão tem o direito de lá circular com o veículo que entender desde que habilitado para tal. e num país democrático os motociclos são veículos que se vendem livremente sem restrições clubistas ou lobbistas.

Curiosamente continua-se a constatar que a maior parte das asneiras em motociclos são-no em categorias sempre superiores a 125 cc portanto não vale a pena tentar arranjar um bode espiatório.

Por outro lado a generalidade das 125 pouco passa dos 100/110 Km / h. Se é verdade que podem provocar acidentes, também os peões, os veículos de tracção animal e os ciclistas, (e estes cada vez mais pois acham-se isentos do cumprimento do código da estrada). Não esqueçamos que estamos a falar de cidadão maiores de idade e portanto responsáveis pelos seus actos perante a lei.

Não estou a tentar justificar asneiras na estrada mas o problema continua de facto a ser o mesmo. O perfil do condutor que faz asneiras numa 125 é exactamente o mesmo do condutor de ligeiros ao volante de um BMW ou do ciclista que atravessa semáforos vermelhos e cruza passadeiras montado na bicicleta. Muda o veículo mas o comportamento é o mesmo.

Depois o tema da corrupção nas escolas de condução deve ser tratado de outra forma não o misturando com a lei das 125 .
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#49

(05-07-2016 às 10:38)Tercius Escreveu:  Bom, existem aqui uma série de incorrecções.

Muita coisa já aconteceu desde que o tema estava na moda.
O assunto já está esquecido.

Muitos desses "irresponsáveis das 125 com carta B" já tiraram a carta e compraram uma NC700X... que entretanto já substituiram ou tencionam substituir uma R1200GS...

E boa parte continua a usar a PCX no dia-a-dia, porque indiscutivelmente aquilo sai mais em conta.

É uma opção de mobilidade que tem funcionado por todo o mundo.
Não há razões para não funcionar cá.
Já a critica, choradeira e indignação face a tudo o que é novo trata-se de um fenómeno cultural muito nosso.

[Imagem: restelo_zpswigjtelf.jpg]
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#50

Bem, o dfelix já disse tudo. Mas continuo a ver muitos encartados sem qualquer preparação de condução em motociclos (vulgarmente chamados de condutores com categoria B) a fazerem porcaria atrás de porcaria, principalmente em cima de secadores.
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