Antes e depois das "...125 para todos..."
#21

(28-01-2015 às 20:41)Shady Escreveu:  Vocês falam como se não tivessem sido maçaricos quando começaram...

Hey! Se leres o que tenho escrito desde o inicio do tópico, precisamente isso.
Acho que tem que se começar por algum lado!
E transcende-me o moralismo dos auto-proclamados "motards a sério". Sobretudo quando a maioria começou com motorizadas e uma licença camarária que para tirar, bastava decorar uns sinais e fazer uns oitos.

(28-01-2015 às 21:33)cabs Escreveu:  E pegando do que disseram dos 2 e dos 8 em cada 10. Se calhar aos 2 que nem deviam ter acesso a essa possibilidade não serviria de muito,..

Acho que 2 em cada 8 é capaz de ser um exagero.
Conheço muita gente que começou a andar de moto ao abrigo da lei. Sobretudo pessoas com quem tenho trabalhado ao longo dos últimos anos, que por me verem de moto acabam por me pedir dicas, e naturalmente acompanhei a evolução.
A maioria curiosamente acabou por tirar a carta e evoluíram para outras motos de maior cilindrada.
Muitos dos que não o fizeram... é porque ainda não tiveram capacidade económica para dar o salto.

Não consigo apontar um único caso que se encaixe nesta ideia cujos "motards a sério" assume como padrão em forums e grupos online.
Por outro lado, no mundo das "motos a sério" o número de pessoal (que conheço e tenho em boa conta) que se transforma em cima da uma moto é absurdo.

É uma opinião que vale o que vale.
Mas no circulo de pessoas que conheço, este é o meu reparo.

(28-01-2015 às 21:33)cabs Escreveu:  Agora só contra exigirem escalonamento a alguns e tudo na integra direitinho e a outros: toma lá é só passar no stand!

Nunca te ocorreu que esse escalonamento é um negócio?
Nunca te ocorreu que o facto desta norma europeia ser implementada tão tardiamente em Portugal possa estar um pouco relacionada com isso?

Isto poderia dar lugar a teorias da conspiração... mas não é o objectivo.
Sempre tive uma opinião muito negativa sobre o funcionamento pedagógico para obtenção de licenças de condução. Desde uma abordagem ao código que mais parece exames de gramática... a um ensino de condução que prepara para se passar num exame mas deixa passar ao lado o que deveria ser uma condução preventiva.

Não sou do tempo dos exames de código de moto. Mas sempre que leio as perguntas que são colocadas... até me arrepio!

Por muito que tente aceitar a realidade, cada vez mais acho que as cartas (sejam elas quais forem) são um modelo de negócio instituído e congelado no tempo. Que ninguém ousa reformar, pois não dá jeito.
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#22

Claro que também é um negócio, tanto é que não me acrescentaram nada... e nos dois ultimos exames que fui tive ao todo 6 aulas de condução (e a excepção de duas agora que foram por querer, tive-as porque as tinha que pagar. Aliás tinha que pagar as "obrigatórias" e "assinar", ou seja no papel tive mais umas quantas).
O segundo exame foi exactamente o mesmo percurso e a mesma mota que no primeiro.

É precisamente desse tipo de hipocrisia que me queixo, eu não acho o escalonamento mau... mas se a uns o exigem e a outros é tudo facilidades. É mesmo deitar por terra todos os "motivos nobres" que possam ter para o escalonamento. (Tal como dizes torna-se apenas um negócio).

Também não acho que uma pessoa sai ensinada de uma escola de condução, mas quando referi uma pequena acção de formação e umas aulitas, não é por achar que isso seria o suficiente... é por achar que poderia ser um principio.

(Eu só peguei nos 2 e nos 8 porque ja tinham usado, não faço ideia da proporção). E é verdade, conheço também algumas pessoas que já tem a carta, conduzem tão bem ou melhor do que eu e começaram por causa da lei das 125cc.
Assim como já contagiei dois amigos meus e o terceiro vai a caminho smile , tenho perfeita noção que no principio farão disparates, eu também fiz (e faço) e a unica coisa que posso fazer é transmitir um pouco do que já aprendi.

Blog com fotos de passeios de mota em: http://naosougajodefazerblogs.blogspot.pt/
Cumprimentos "V"!
--Cláudio A. B. Silva--
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#23

Só de salientar algo que li por aqui, sim um encartado da categoria A1 tem formação em tudo superior à de um encartado da categoria B com acréscimo da A1 por ter idade.

Isto porque quando se obtém a categoria A1 (e que ainda é possivel obter) obtém-se aulas de condução e ainda mais importante, formação especifica que não se tem na categoria B.

Não é à toa que caso formos tirar a categoria A+B, o exame de código nos moldes actuais tenha 40 perguntas podendo errar 4. Já na categoria B isolada continuam as 30 perguntas com 3 erros admissiveis.

Portanto, não, um encartado da categoria B não tem qualquer tipo de formação especifica quer a nivel teórico quer a nivel prático e isso pode tornar-se um perigo para o próprio e os demais.
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#24

Boas;
Não sei como anda o ensino da condução em Portugal, mas por tudo aquilo que me vai chegando de informação tenho uma opinião similar à do Dfelix. O Exame de Código das motos não passa duma prova de interpretação com conceitos muitas vezes questionáveis, quanto à condução também não deve ter mudado muito desde que tirei a Carta.
Deste modo, não sei até que ponto o ensino da condução nos moldes actuais consegue formar condutores, em particular motociclistas.
O que nitidamente faz falta aos novos motociclistas é um meio de aprender conceitos básicos da utilização da moto, quase uma evolução dum livro que tenho em casa: A moto em 10 lições.
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#25

Boas,

na minha opinião, a condução da mota tem um especificidades que não se conhecem por conduzir um carro 7 anos ( dos 18 aos 25 anos). Efectivamente acho que todos temos que começar por algum lado, e por isso acho que deviamos começar com um instrutor a indicar as ideias base. Não foi assim que eu comecei, mas paguei (felizmente pouco) com pequenas discuções entre a pele e o alcatrão.

O que eu acho é que deveria existir um simples exame de aptidão para os portadores da carta B conduzirem uma mota, porque existem pessoas que têm uma aptidão natural para a coisa. Mas claro que isso não é fácil de implementar.

Eu não sei se sou motard, motoqueiro ou qualquer outra designação possível, tenho alguns kms ás costas, mas isso não me dá estuto absolutamente nenhum... quando corre mal doi na mesma, e por isso tento prevenir-me o possível para não correr mal... claro que perante o cenário que descrevi, preocupou-me o facto de pagar com a inexperiencia de outro. E até acredito que ele se tenha assustado tanto ou mais que eu...

Mas de qualquer modo, respeito os iniciantes desde que eles me respeitem a mim.

...
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#26

(29-01-2015 às 15:42)jpsimoes Escreveu:  tenho alguns kms ás costas, mas isso não me dá estuto absolutamente nenhum... quando corre mal doi na mesma

clap

Talvez a frase mais sensata, sintética e coerente sobre a velha discussão de ser motard, ou motociclista, ou biker, ou whatever more!

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#27

(28-01-2015 às 15:50)dfelix Escreveu:  
(28-01-2015 às 15:12)n00b1e Escreveu:  Realmente também me parece uma falha extremamente grave não terem discutido ainda o tema, "dramaticamente", nos fóruns de costura ou de sueca. Inadmissível...  

Não era eu que sofria de analfabetismo funcional?  lol
Também aderiste?  bigsmile

Provavelmente algo ainda mais grave e "profundo"... Quando manifesto o meu "solidário acordo" à "estranheza" do facto de se discutirem as praticas de condução "corrente" em scooters, veículos de 2 rodas, em fóruns de motociclismo que curiosamente também são... veículos de 2 rodas!... Só mesmo por "moda" é que alguém se iria lembrar de tal...

(28-01-2015 às 15:50)dfelix Escreveu:  Entendo que tenhas ficado com o ego ferido porque não facilitaste a passagem a um puto porque ia "sentado no penico" enquanto engonhavas atrás dum "fogareiro"..
Mas já era tempo disso estar mentalmente resolvido
Pode acontecer a qualquer um.
smile


Nota mental para referencia futura: Ainda bem que não gastei tempo nem dinheiro com terapia cara e demorada quando consigo aqui um resumo psicanalítico, "à borla", assinado por um especialista capaz de detectar as mais variadas patologias alheias apenas lendo 3 parágrafos num fórum... Shame on me!...  confused

E ainda "sentado no penico"?!... Realmente!... Como é que alguém, ainda por cima de "ego ferido", conseguiria imaginar tal ideia tão peregrina?...
Alucinações!... Só pode!... E das fortes!...   what

[Imagem: penicos.jpg]


E temos ainda os "engonhas", ou seja os outros, e os "responsáveis", nós... Certo?  O_O





Poupa-me!...

[Imagem: wrong-bike.jpg]
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#28

(29-01-2015 às 10:57)OFFICER Escreveu:  Portanto, não, um encartado da categoria B não tem qualquer tipo de formação especifica quer a nivel teórico quer a nivel prático e isso pode tornar-se um perigo para o próprio e os demais.

Ao nível prático até posso concordar contigo.
Ao nível teórico, é muito complicado. Pois o código da estrada é exactamente o mesmo!

Podes recorrer ao argumento de que há questões que são específicas para motociclismo.
E até concordaria se as mesmas não fossem predominantemente ridículas ou absurdas! Perguntas sobre olear a corrente, sobre o que é o tricompósito, sobre qual o pé que se deve colocar no chão ou sobre a pré-carga da mola de suspensão traseira... parecem-me tudo menos essenciais.

(No antigo motonline havia um tópico com umas quantos pérolas. A ver se consigo descobrir o mesmo...)

É bom saber e conhecer muitas dessas coisas.
Mas não me parece que toda esta "formação especifica" seja essencial. A meu ver serve única e exclusivamente para o negócio das escolas de condução.

(31-01-2015 às 00:03)n00b1e Escreveu:  Poupa-me!...

É difícil... smile
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#29

Na formação especifica estás a esquecer-te talvez dos pontos mais importantes como, regras de trânsito que não são especiais para motociclistas, ou como efectuar a trajectória de uma curva ou até como efectuar uma travagem em plena curva.

Isto tudo aprende-se apenas com aulas de código e depois é aplicado na prática. Fora disso, não sabem nada deste assunto a não ser aprendendo pelos próprios meios.
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#30

(28-01-2015 às 16:45)dfelix Escreveu:  
(28-01-2015 às 16:22)Cloud Escreveu:  ...mas não faz sentido eu ter um veículo que pode atingir mais velocidade que o máximo legal possível em Portugal sem ter qualquer tipo de exame para verificar se estou realmente apto a conduzi-lo.

Acho que muita gente ainda não perceber que isto NÃO é uma lei Portuguesa.
Não foi o IMTT que inventou esta lei!

É uma directiva Europeia.
E em Portugal a sua implementação foi muito posterior à da maioria dos outros países Europeus.



(28-01-2015 às 16:22)Cloud Escreveu:  Por outro lado, não é a carta que me vai ensinar a conduzir. Há por aí muito burro com carta sem saber conduzir, principalmente por ainda muitas cartas serem compradas, coisa que se dizia ser 'coisa de antigamente'.

Isto levanta-me uma enorme dúvida:

Seremos um povo tão consciente e com tanto civismo a ponto de se assumir como incapaz de usufruir daquele que há muito é um procedimento banal em outros países europeus?

Ou seremos um povo tão burro que acha que a solução para a sinistralidade passa por pagar CARO a profissionais pela avaliação à capacidade de interpretar língua portuguesa nos exames teóricos e capacidade de fazer 8's dos exames práticos?

smile


Eu sei que é uma norma europeia, e como tantas outras, é aplicada 'às cegas' em termos gerais para todos os países. De qualquer forma, eu estou em Portugal, e mesmo que estivesse em Espanha, ou noutro sítio qualquer, o limite máximo continua a ser 120 km/h e não acho normal eu poder conduzir um veículo a essa velocidade (ou a qualquer outra) sem ter sequer uma autoridade a ver se realmente estou apto para tal.

Novamente, não estás a perceber o meu ponto. Não é por sermos portugueses ou espanhóis que vai fazer a diferença, eu acho a lei ridícula 'aqui e na China', porque se há seres humanos como eu, que comprei a moto 2 meses antes de a poder conduzir exactamente para ter 2 meses de experiência (em terrenos privados e sem trânsito) para diminuir ao máximo os erros no meio dos outros veículos, também sei que há quem queira lá saber, pq quer a moto é para chegar perto dos amigos a sacar cavalos, outros há que querem é não ficar presos no trânsito e 'uma moto não há-de ser assim tão difícil de conduzir'. E não é, é muito fácil conduzir uma moto, o difícil é conduzi-la bem e principalmente de forma responsável.

Retomando a discussão, não podem estar a falar a sério ao dizerem que não vão ser aulas extra na escola de condução que vão fazer a diferença, porque acho óbvio que vão. É o mesmo que dizerem que para a categoria B também não se aprende nada. Realmente eu quando fui tirar a carta até já sabia andar de carro, mas e então? Isso dá-me o direito de conduzir um carro de baixa cilindrada sem sequer tirar a carta? Não dá, nem deve dar. As aulas de condução, principalmente, fazem toda a diferença para alguém que apenas quer conduzir uma 125 porque é nas primeiras voltas que surgem as dúvidas e os problemas, e prefiro pagar 50€ e ter alguém especializado ao meu lado quando essas dúvidas e problemas surgirem, do que não pagar nada e estar no meio do trânsito sem saber o que fazer, ou pior, a fazer tudo menos o que devia.
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