Antes e depois das "...125 para todos..."
#11

(28-01-2015 às 16:22)Cloud Escreveu:  ...mas não faz sentido eu ter um veículo que pode atingir mais velocidade que o máximo legal possível em Portugal sem ter qualquer tipo de exame para verificar se estou realmente apto a conduzi-lo.

Acho que muita gente ainda não perceber que isto NÃO é uma lei Portuguesa.
Não foi o IMTT que inventou esta lei!

É uma directiva Europeia.
E em Portugal a sua implementação foi muito posterior à da maioria dos outros países Europeus.

(28-01-2015 às 16:22)Cloud Escreveu:  Por outro lado, não é a carta que me vai ensinar a conduzir. Há por aí muito burro com carta sem saber conduzir, principalmente por ainda muitas cartas serem compradas, coisa que se dizia ser 'coisa de antigamente'.

Isto levanta-me uma enorme dúvida:

Seremos um povo tão consciente e com tanto civismo a ponto de se assumir como incapaz de usufruir daquele que há muito é um procedimento banal em outros países europeus?

Ou seremos um povo tão burro que acha que a solução para a sinistralidade passa por pagar CARO a profissionais pela avaliação à capacidade de interpretar língua portuguesa nos exames teóricos e capacidade de fazer 8's dos exames práticos?

smile
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#12

Esta questão é uma falsa questão...
Neste caso o jpsimoes apanhou um gajo de 125cc(conduzir uma mota sem experiencia e licença especifica) a fazer "malandrices"...
Mas também poderia ter apanhado uma mota com maior cilindrada (conduzir com experiencia e licença especifica), poderia também ser um automóvel (c/s experiencia e licença especifica)...
Já andei de carro, também de mota 50cc/125cc com a categoria B, ando de 600cc com categoria A e o meu comportamento na estrada nunca se diferenciou muito... ou seja, não creio que seja o veiculo, categoria da carta, que dite o comportamento do condutor.

E em jeito de conclusão, dou muito mais valor ao homem que vai todos os dias(faça chuva faça sol) trabalhar na sua 50cc, do que aos supostos MOTARDS que vão ao domingo(+25º e sol muito sol) ao cabo da roca e afins...

Em caso de dúvida, acelere...
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#13

(28-01-2015 às 17:12)Furras Escreveu:  E em jeito de conclusão, dou muito mais valor ao homem que vai todos os dias(faça chuva faça sol) trabalhar na sua 50cc, do que aos supostos MOTARDS que vão ao domingo(+25º e sol muito sol) ao cabo da roca e afins...

Talvez devesses reformular esta tua afirmação, não vá ela ser mal interpretada. Apenas porque há pessoal que frequenta esses sítios que já tem muitos Km's no bucho, e muitos desses Km's feitos sob várias condições atmosféricas. Capisce?  blink

[Imagem: wsv79s.jpg]vroom !
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#14

(28-01-2015 às 15:50)dfelix Escreveu:  ...
Estás a sugerir que os motociclistas que conduzem 125cc ao abrigo da directiva europeia exercem influencia nas tuas escolha pessoais por motos que gostas?
Podes explicar melhor a lógica?
Na minha escolha directamente nem por isso, até porque não sou referência para nada, muito menos para um construtor ou mercado de motos.
Mas à conta desta nova vaga de motociclistas começaram a surgir questões que nunca houve sequer a necessidade de se colocarem.
Por exemplo: o ABS é um tema muito querido a esta nova vaga, tal como determinado tipo de "ajudas" quando uma grande maioria dos motociclistas continua a gostar de poder prescindir deles. Não estou contra o aparecimento deste tipo de coisas, apenas contra a sua obrigatoriedade que alguns tanto reclamam.
Se reparares, é nesta nova vaga que mais surge esta reclamação, ao ponto dos nossos queridos eurocratas já estudarem a obrigatoriedade para motociclos com mais de 125cm³!!


(28-01-2015 às 15:50)dfelix Escreveu:  Provavelmente começaste a conduzir moto na via publica ainda nem tinhas carta.
Assumindo que passaste a conduzir legalmente uma motorizada aos 16 anos, faço-te umas perguntas:

Tiveste aulas praticas quando obtiveste a licença de ciclomotor aos 16?
A formação teorica que tiveste para obter essa licença de motorizada aos 16 anos é superior à de um encartado categoria B?
A maturidade de um encartado categoria B aos 25 anos (mínimo para poder conduzir as 125) é a mesma de um A1 aos 16 ou A2 aos 18?

Continuo a achar que se dramatiza demasiado com este tema.
E que o preconceito é predominante dentro do próprio mundo do pessoal das motos. Como que se fosse uma afronta agora ter o criminoso homicida do "enlatado" a usufruir também das duas rodas.

A realidade é que TODOS nós tivemos de começar por algum lado.
E todos já passamos por fase de maçaricos.

Sim admito, a primeira vez que andei na estrada não tinha qualquer tipo de habilitação legal.
Para tirar a Licença Camarária, fui ter com um pretenso engenheiro que me perguntou 2 ou 3 sinais que estavam nas últimas páginas duma agenda de bolso. Lembram-se daquelas últimas páginas das agendas??
Aprendi muito mais sobre Código da Estrada quando comecei a tirar a Carta de Condução, sem sombra de dúvida.
Tal como aos 18 anos não tinha maturidade para andar com qualquer moto, coisa que ainda era possível porque não tinha qualquer limitação de potência na Carta de Condução.
Aos 25 anos considerava-me bastante mais maduro e responsável.

Longe de mim querer dramatizar o tema e se há algo de muito positivo é a sensibilização dos automobilistas que passaram a usufruir da moto. Quantos tomavam determinadas atitudes de forma irreflectida ou ingénua e à conta de passarem a andar de moto começaram a ver que afinal havia coisas que faziam até inadvertidamente, mas que complicavam a vida aos motociclistas?
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#15

(28-01-2015 às 17:55)Johnny_1056 Escreveu:  Por exemplo: o ABS é um tema muito querido a esta nova vaga, tal como determinado tipo de "ajudas" quando uma grande maioria dos motociclistas continua a gostar de poder prescindir deles. Não estou contra o aparecimento deste tipo de coisas, apenas contra a sua obrigatoriedade que alguns tanto reclamam.

Sim, supostamente o ABS passa a ser equipamento de série obrigatório nas motos novas a partir do próximo ano.
É uma norma ao nível Europeu. Mas que vai ser igualmente adoptada em muitos outros países. (até no Brasil!)

A minha única questão passa por saber se o mesmo poderá ser desligado (sem recorrer a um alicate) como os sistemas convencionais.
Ou se está sempre ligado enquanto o motor trabalha como passou a acontecer com os médios a partir de 2004.

Honestamente, não vejo nenhuma relação entre os condutores categoria B das 125 e a obrigatoriedade do ABS.
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#16

(28-01-2015 às 19:47)dfelix Escreveu:  Sim, supostamente o ABS passa a ser equipamento de série obrigatório nas motos novas a partir do próximo ano.
É uma norma ao nível Europeu. Mas que vai ser igualmente adoptada em muitos outros países. (até no Brasil!)

A minha única questão passa por saber se o mesmo poderá ser desligado (sem recorrer a um alicate) como os sistemas convencionais.
Ou se está sempre ligado enquanto o motor trabalha como passou a acontecer com os médios a partir de 2004.
É exactamente nessa obrigatoriedade que está o meu receio. Não sou contra o ABS em si, tanto que se algum dia vier a possuir determinado tipo de motos quero que disponha de desse sistema.

(28-01-2015 às 19:47)dfelix Escreveu:  Honestamente, não vejo nenhuma relação entre os condutores categoria B das 125 e a obrigatoriedade do ABS.
Eu vejo, tal como noutras características que de um momento se passaram a vulgarizar. A inaptidão e falta de formação deste tipo de motociclistas faz com que muitas vezes sofram na pele as consequências. A forma de minorar isso é tornar as motos mais seguras em qualquer circunstância.
Basicamente as motos sempre foram utilizadas por entusiastas e por pessoas que gostavam deste tipo de máquinas e de compreender como efectivamente funcionam; actualmente verifica-se que para muitos é meramente um utensílio de deslocação tal como o micro-ondas lhes aquece a caneca de leite pela manhã.
As motos estão a passar por aquilo que os automóveis já passam há muitos anos. Antigamente conseguias ter carros acessíveis e entusiasmantes para os entusiastas, actualmente a maioria é meramente um meio de transporte sem qualquer potencial para que o seu utilizador possa desfrutar da sua condução no sentido mais puro.
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#17

Vocês falam como se não tivessem sido maçaricos quando começaram...

O maçarico  shy
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#18

(28-01-2015 às 20:41)Shady Escreveu:  Vocês falam como se não tivessem sido maçaricos quando começaram...

Boas;
Será?? confused
Leste o que escrevi acima?
Contudo consegui sobreviver a um tempo de motos que cada vez mais são consideradas perigosas e sem as paneleirices que querem impor.
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#19

Este tema é muito controverso e é tudo muito relativo...
Por exemplo a questão da maturidade: é muito provável que uma pessoa com 35 anos casado(a) e com filhos seja mais madura e tenha mais "juízo" que um miúdo que quer uma mota aos 16 para parecer "fixe" na escola secundária. Dito assim parece óbvio e linear, mas estar a discutir a maturidade de uma pessoa com 18 e outra com 25 não é. Embora no geral até se possa assumir que a de 25 tem mais juízo, eu pessoalmente conheço malta de 16 com muito mais cabecinha e que pondera consequências/pensa no futuro, do que outra gente que conheço com vinte's e muitos.

Se por um lado a lei é muito positiva no sentido de que incentiva e facilita o acesso às duas rodas, por pessoas que na sua maioria já andam na estrada e serão minimamente responsáveis. Por outro lado está-se a "pôr" nas mãos um veiculo diferente e que para além de (evidentemente) se conduzir de forma diferente, acima de tudo requer uma visão diferente da estrada, dos outros etc etc (por exemplo: questões de visibilidade, local onde circular na via, perigos como areia etc etc)

E se aprender a conduzir até pode ser rápido (ou a pessoa até pode ter andado no monte com motorizadas/motas), o resto demora um pouco mais. E eu acho que é isso que falta, uma espécie de sensibilização/acção de formação curta (para não encarecer). E pegando do que disseram dos 2 e dos 8 em cada 10. Se calhar aos 2 que nem deviam ter acesso a essa possibilidade não serviria de muito, aos outros 8 pessoas com bom senso até iria ajudar e fariam-no de boa vontade se não fosse caríssimo! (Qualquer coisa como um papel de uma escola de condução a dizer que a pessoa teve 4 horitas de formação e 2 aulas de condução, pagando 50€ seria melhor que nada).

É sobre esse ponto que me faz confusão. Eu nos últimos 5 anos fui a 4 exames de condução, (passeios todos a primeira). A1, B, Al que passou a A2, e recentemente A (este ultimo já com mais de 25mil km de mota, que não me garante experiência é um numero pequeno, mas é substancialmente melhor que nada!). Eu não sou contra o escalonamento, em nada. Agora só contra exigirem escalonamento a alguns e tudo na integra direitinho e a outros: toma lá é só passar no stand!

No meu ultimo exame, o intercomunicador estava meio avariado e eu vinha a ouvir a conversa do instrutor e da examinadora e vinham (em parte do percurso) precisamente a comentar isso. Que não fazia sentido nenhum eu ir pela terceira vez a exame em tão pouco tempo, quando tenho carta e tenho conduzido (o instrutor conhece-me desde a primeira), quando há gente a quem é exigido praticamente nada... e um gajo tem de andar ali a gastar uns trocos valentes quando está relativamente à vontade e até é (relativamente) cumpridor.

Blog com fotos de passeios de mota em: http://naosougajodefazerblogs.blogspot.pt/
Cumprimentos "V"!
--Cláudio A. B. Silva--
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#20

Também concordo que se deve desdramatizar este assunto. Passa tudo por uma questão comportamental. Obviamente a escola de condução irá preparar o condutor para andar sozinho na via, mas a "lei das 125" foi feita para dar aos enlatados uma alternativa para circular mais económica e fluida, principalmente na cidade.
Mas não são umas dezenas de aulas que vão tornar alguém experiente a conduzir motos, por isso as criticas aos encartados B que vão fazendo "avarias" na estrada aplicam-se também aos recém encartados A que compram qualquer máquina que seja mais potente para fazer as mesmas "avarias", só que de maneira mais veloz.
Tudo começa na nossa mente.

Suzuki Vanvan
N2
 Picos
 Firewatcher
Passeata raiana
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