(26-10-2017 às 23:29)carlos-kb Escreveu: Havia que lançar na época uma nova Africa Twin, estando em fim de vida a XRV750... A Varadero no fundo foi a primeira Africa Twin de 1000cc, que acentuou a veia asfáltica e acabou a nunca a herdar esse nome... até ter aparecido há 2 anos a CRF1000L.
A Varadero seguiu o trend da altura... assim como a Varadero. V-Strom.
Não podemos esquecer a febre das GS só surge por volta de 2006/2007 numa altura praticamente só a KTM tinha entrado nesta coisa das "Adventure".
(26-10-2017 às 23:29)carlos-kb Escreveu: A FZ1 vi-a mais como o compromisso de gajos trintões e de anilha no dedo, que queriam algo que se mexesse bem, mas sem terem de andar encolhidos.
Não se esqueçam que a FZ1 foi servida em dois sabores:
A que era nada mais nada menos que a sucessora da FZS1000 Fazer.
Uma excelente estradista a que na altura se atribuia o termo de "all rounder". Porém, apesar tecnicamente ser melhor veio se revelar menos eficaz que a antecessora.
A FZ1N que era a "streetfigher" da Yamaha.
Algo que a marca não tinha no catálogo. E que continuou sem ter pois nunca se impôs devidamente perante a concorrência, onde apenas a Z1000 surgia como a japonesa apetecível numa oferta dominada pelos europeus.
A MT-10 é o produto que a FZ1N aspirava ser mas nunca foi.
A grande questão aqui passa por entender até que ponto uma Tracer GT baseada na MT-10 possa ser competente face ao tipo de utilização pretendida.
É que a MT-09 Tracer já provou ser melhor "all rounder" do que a FZ1S Fazer era.
(26-10-2017 às 23:29)carlos-kb Escreveu: Ou não.... acho que nem num, nem noutro caso. O status e aura de uma europeia ainda prevalece. E nisto não falo só da XR, como das outras, especialmente a bolonhesa ou a austríaca.
Concordo contigo, mas...
Acho que a Honda tem uma estratégia bastante inteligente!
O cliente pcx ao querer evoluir tem dentro da própria marca opções que não implicam grande curva de aprendizagem.
Pode saltar para uma NC700X ... e ao fim de uns meses saltar uma a AT... mantendo-se dentro da tendencia da moda sem a necessidade de sujar o peito do pé esquerdo.
(26-10-2017 às 23:29)carlos-kb Escreveu: Na actualidade, dentro deste nicho, não vejo mais nenhuma que não estas três. Nem mesmo a Caponord 1200 ou a Tiger 1200 acho que se enquadre nestes parâmetros ("calças arregaçadas" com motores de desportivas e potências na ordem dos 160 cv).
Esquece a Tiger 1200.
É uma tentativa da Triumph apanhar migalhas da GS tal como a generalidade dos outros construtores.
A proposta britânica pró segmento é a Tiger Sport com o 1050 da speed triple.
Só que este modelo está a sofrer do síndrome que afectou outros segmento, nomeadamente o das superdesportivas há uns anos atrás:
Não tem números que a evidencie nos comparativos!
(26-10-2017 às 23:29)carlos-kb Escreveu: Pelo contrário. Os italianos nesse aspecto são astutos... ainda mais quando eles mexem os cordelinhos e têm os alemães a injectar dinheiro fresco e a pagar as contas.
Não sei se os alemães injectam grande coisa...
Já pesquisei imenso sobre isso sem grande sucesso nos resultados.
A Ducati é uma empresa sustentável com um volume de facturação anual bastante satisfatório.
Podem não ser dos assets mais valioso do grupo, mas acredito que ao final do ano o retorno para os alemães seja substancialmente a qualquer que seja a despesa.

