29-04-2017 às 23:03
Há muitas quexinhas por aqui, mas também há queixas sérias. Não vou comentar nenhumas.
Pior que a legislação e pior que as atitudes e consciências é o estado das estradas e da maneira como são reabilitadas, tal como as redes rodoviárias das cidades.
Há muitos municípios a apregoar a amizade ao ciclista, gastam dinheiro em maus projectos e fazem a festa. Mas a mentalidade dos dirigentes governativos e municipais ainda é a mentalidade dos carreiros transformados em estreitas estradas de paralelos do tempo de velha senhora. Temos um plano rodoviário a pensar nos proprietários de automóveis, exclusivamente. Incrível como se ainda aceita a circulação de camiões em certas vias, por exemplo.
Ainda a título de exemplo, aqui no burgo havia uma avenida de uma faixa para cada sentido bem comprida em mau estado de conservação. Decidiram reabilitá-la com um tapete perfeito de uma ponta a outra, repuseram a marcação da via e com extras luminosos dignos de uma pista de aterragem no Pedras Rubras, mas alagaram-na, tiraram espaço ao já estreito passeio de um dos lados e que foi pintado com a típica cor das ciclovias, enquanto do outro lado tinham espaço para uma ciclovia e passeio para peões, mas que apenas se ficaram por retirar a típica calçada e cimentá-lo.
Esta avenida liga a cidade a uma freguesia que tem mil habitantes e deste milhar mil e quinhentos são ciclistas (
claro que estou a exagerar um pouquinho, mas está lá perto) que antes atravessavam uma via perigosa, cheia de buracos, utilizada por camiões erradamente devido a falta de boa sinalização, onde o limite é 50 e todos andavam a 80 como se estivessem a fazer uma drag race na Lua. Agora fazem o mesmo, mas a 120. E os peões estão salvos no passeio, porque aquelas luzinhas que piscam são como os olhos do Vitor Baia, desviam o perigo só por piscarem. Mas o município foi lá inaugurar o monumento ao ciclista todos sorridentes e isso é que importa.
E podia usar aprofundar outros exemplos, mas ainda estou na cagadeira e já tenho gente à minha espera.
Mas tudo bem, porque depois há cidades como Berlim e cidades como Hanoi.
Pior que a legislação e pior que as atitudes e consciências é o estado das estradas e da maneira como são reabilitadas, tal como as redes rodoviárias das cidades.
Há muitos municípios a apregoar a amizade ao ciclista, gastam dinheiro em maus projectos e fazem a festa. Mas a mentalidade dos dirigentes governativos e municipais ainda é a mentalidade dos carreiros transformados em estreitas estradas de paralelos do tempo de velha senhora. Temos um plano rodoviário a pensar nos proprietários de automóveis, exclusivamente. Incrível como se ainda aceita a circulação de camiões em certas vias, por exemplo.
Ainda a título de exemplo, aqui no burgo havia uma avenida de uma faixa para cada sentido bem comprida em mau estado de conservação. Decidiram reabilitá-la com um tapete perfeito de uma ponta a outra, repuseram a marcação da via e com extras luminosos dignos de uma pista de aterragem no Pedras Rubras, mas alagaram-na, tiraram espaço ao já estreito passeio de um dos lados e que foi pintado com a típica cor das ciclovias, enquanto do outro lado tinham espaço para uma ciclovia e passeio para peões, mas que apenas se ficaram por retirar a típica calçada e cimentá-lo.
Esta avenida liga a cidade a uma freguesia que tem mil habitantes e deste milhar mil e quinhentos são ciclistas (
claro que estou a exagerar um pouquinho, mas está lá perto) que antes atravessavam uma via perigosa, cheia de buracos, utilizada por camiões erradamente devido a falta de boa sinalização, onde o limite é 50 e todos andavam a 80 como se estivessem a fazer uma drag race na Lua. Agora fazem o mesmo, mas a 120. E os peões estão salvos no passeio, porque aquelas luzinhas que piscam são como os olhos do Vitor Baia, desviam o perigo só por piscarem. Mas o município foi lá inaugurar o monumento ao ciclista todos sorridentes e isso é que importa.E podia usar aprofundar outros exemplos, mas ainda estou na cagadeira e já tenho gente à minha espera.
Mas tudo bem, porque depois há cidades como Berlim e cidades como Hanoi.

