(26-10-2016 às 18:35)michelfpinto Escreveu: ...e dada as diferenças de geometria entre as "café racer" e as desportiva, acredito que as desportivas sejam mais ergonómicas.
Depende das desportivas... uma S1000RR parece um sofá comparativamente a uma Panigale.
(26-10-2016 às 19:31)MagJet Escreveu: Por isso, cafe racer a sério deve ser uma mota antiga, a que se retira o excesso de carenagens, plásticos, etc., para a tornar mais leve, e voilá - é uma cafe racer. Se alguém não gosta já é outro assunto. Chamarem cafe racer a uma mota nova é marketing das marcas.
Cafe racer a sério é britânica dos anos 50/60 e transformada à época. Ponto!
Por muito que os hipsters tentem reescrever a realidade e insistir que existiu um movimento café racer à porta de casa.. isso não aconteceu.
Pode não parecer, mas gosto de motos transformadas.
É perfeitamente possível transformar motos modestas até recentes em brinquedos interessantes.
Reciclar desportivas ou sport-tourers espatifadas em estradistas/naked com inspiração retro. Ou "retro racers".
Sou fã dos trabalhos do Pepo Rosell da extinta Radical Ducati. Adoro os trabalhos dos japoneses Sanctuary.
Gosto de transformações em que o resultado final oferece uma melhor dinâmica e sobretudo prazer de condução... da mesma forma que abomino trabalhos cujo resultado final é um bibelot que só serve para exibir em shows e para fotos no instagram.
É que o problema não é estas transformações "não serem rápidas para os padrões de hoje"...
O problema está no facto de por razões estéticas conseguirem ser piores do que estavam originalmente. Ou nem sequer andarem. Ou se andarem vão em cima do reboque para não sujar, nenhum acessório saltar ou não haver o risco de estragar...
O resultado nem tem que ser um canhão com centenas de cavalos capaz de roer os calcanhares a uma H2...
Há trabalhos a partir de bases honestas que resultam em motos divertidas de conduzir.
Chamem-lhes brat ou que quiserem... mas não "café racers"!
(26-10-2016 às 19:31)MagJet Escreveu: Se a scrambler foi o primeiro tipo de mota para cross a ser criada, assumindo uma função específica, o que dizer de uma Scrambler moderna que apela mais ao estilo e menos à função? "A palermice está na designação "scrambler" servir hoje para identificar estas motas "feitas para mostrar" e não para andar. O oposto da sua génese"?
Isto do "scrambler" é mais uma teta que os construtores descobriram que poderiam mugir...
Curiosamente é um termo que não me choca. Porque nunca existiu um "movimento scrambler" ou uma "cultura scrambler"...
É uma designação meio indefinida para motos que tinham determinadas características... e que curiosamente nunca desapareceram do mercado.
Olha a Suzuki Van Van ou a Yamaha TW! São do mais legitimo que há!
A Ducati acaba por ser feliz na escolha do nome porque já o tinha utilizado comercialmente na década de 60.
Foi uma escolha de nome tão legitima como todos os nomes que Triumph igualmente tem recuperado.
Quanto à Ducati Scrambler ser para mostrar...
Desde que a comprei foram poucas as vezes que peguei na bmw.
É o meu transporte do dia-a-dia. Estaciono-a todos os dias em frente ao meu trabalho sem precisar de a levar num reboque com receio de estragar.
É maneável, divertida de conduzir, consumos adequados. Dá um enorme gozo em caminhos de terra batida. Já a enterrei e atolei várias vezes.
É bastante competente na cidade entre carros, subir passeios, etc.
É como se tivesse comprado MT-07 mas com uma estética que me identifico. Mais do que se fosse uma XSR que considero um bocado mal parida...
Há quem a compre para mostar?
Certamente que sim... embora não vejo o que existe ali de tão exclusivo para isso.
Mas como já assisti a gajos orgulhosos a exibir as suas NC700X... acredito em tudo!
É uma moto adequada para barbudos personalizarem?
Claro que é... essa é uma das fontes de receita destes modelos!
Os sites do costume transbordam já transformações baseadas no modelo. Alguns trabalhos são porreiros. A maioria não. Precisamente porque destroem tudo o que ela tem de bom para a transformar numa show bike.

