(04-12-2014 às 15:29)dfelix Escreveu: Mete mercados emergentes nisso!
O ocidente está demasiado envelhecido para se apostar no pessoal mais jovem e recém-encartado!
Neste momento, são as vendas de motos deste género em mercados emergentes que conseguem dar aos construtores o encaixe financeiro necessário para continuar a produzir os outros motos decentes.
Eu falo da realidade que temos por cá... leia-se não só PT mas também o resto do velho continente.
A receita de instalar bases de produção no oriente, quer através de joint ventures com construtores locais, quer criando as suas próprias unidades de produção (aonde o custo de fabrico é substancialmente inferior), desenvolvendo produtos mais "pequenos" e espartanos já foi seguida por outros (Triumph, HD ou KTM são bons exemplos). É um facto que a ambição destes grandes contrutores mundiais será não só a contenção de custos de produção, como a penetração nesses massivos mercados, aonde o básico veículo de duas rodas a motor é o modo de transporte mais acessível e previligiado.
Será pois uma forma de oferecerem um produto "premium", em relação às mais rudimentares ofertas que por lá existem, numa sociedade cujo poder económico, apesar de ainda restrito em relação ao ocidente, cresce de forma rápida e exponencial.
No entanto, esse mesmo produto acabará por vir também para cá (velha Europa)! E deste modo, haver uma BMW, Triumph, HD ou whatever more, de baixa / média cilindrada, mais barata e simples, made in East, é uma forma de abrir portas a pessoal, que à priori, estaria interdito, quer por motivos económicos, como legais, a aceder às actuais ofertas destes construtores, no velho continente.
Ainda assim, tendo em conta a baixa esperança de vida, a elevada taxa de natalidade, a pirâmide etária e a rápida regeneração de gerações.... estas motos, nestes mercados emergentes, estarão tembém destinadas a "putos".
(04-12-2014 às 17:35)nelsonajm Escreveu: desde quando ter BMW é sinónimo de status ou condição financeira..... eu sempre fui um teso... e tenho BMW's há 14 anos.... custa tanto comprar um BMW como um AUDI ou um RENAULT ou um OPEL ou outra coisa qualquer....
Desde nunca! Não estou a dizer que o é.... mas o que (ainda) muitos pensam!
Quando escrevi (em tom irónico) «Será que depois destas, ainda continuarão a olhar para a marca da hélice como "premium" e destinada apenas a pessoal mais "cota" com carteiras mais endinheiradas?», foi porque na verdade, ainda é assim que ter uma moto BMW, é olhado por muitos "outsiders".
Tiveste uma moto BMW (já para não falar dos carros), sabes como é, de certeza. Independentemente da condição financeira, olham para quem tem uma motorrad, primeiramente como um "cota"... tanta vez já ouvi dizer "tens uma moto de velho". Depois outros tantos dizem "isso é moto de rico"! E é inegável que é assim que muitos ainda pensam.
Já umas quantas vezes demonstrei aqui (ou melhor, no velho MO), que ter uma semelhante Honda ou Yamaha pode ficar mais caro que ter uma semelhente BMW! Não é uma questão de preço.... é uma questão da imagem que ainda está arreigada à marca.
Uma qualquer BMW, tal qual como elas são, se tivessem estampado um logotipo da Suzuki ou Hyosung, não chamariam tanto a atenção. Tal como, se uma CBF500 ou mesmo uma B650 , trouxesse um logo com a hélice, seriam olhadas e cobiçadas de outra forma completamente diferente.
O mesmo se passa no automóveis.... ter um MB, um BMW, um Volvo ou Audi é logo associado a "status". Ainda que depois na prática, custe tanto ter um destes, como um seu congénere Peugeot, Citroen, Renault, Mitsubishi, Nissan, etc...
Ainda mais quando se vê hoje em dia marcas ditas premium a recorrerem a motorizações das outras, supostamente, não premium. Uma pequena amostra.... Para o meu padrinho, que tu conheces, e que tem um MB C280 Esprit, saber que a MB agora recorre a motores Renault ou a Volvo recorre a motores PSA (Citroen/Peugeot), é para ele, altamente desprestigiante para estas marcas.

