(08-04-2021 às 09:08)carlos-kb Escreveu: As "más línguas" afirmam que a BMW se inspirou na XX, para o desenho das K/S. Pelo menos as semelhanças na frente de ambas, bem como aquela óptica em forma bi-trapezoidal, são evidentes.
Acho que nunca houve grande dúvida que estas K surgiram numa fase em que a BMW decidiu ir um pouco de encontro ao que o mercado procurava e não o que eles achavam que o mercado deveria ser.
Na altura as sport-tourers mais sport estavam na berra.
E a XX sofria já alguma desactualização, pelo que todos anos na silly season surgiam photoshops do bezzi a sugerir a tão esperada XX busa-killer.
Aliás... estamos a falar de 2003.
A BMW estava longe de ser "mainstream" como é hoje devido ao fenómeno GS.
Apesar que vejo muita malta a tentar reescrever a história da BMW por linhas diferentes das reais.
(08-04-2021 às 22:24)nelsonajm Escreveu: É assim que nascem os mitos... é que a Honda não é assim tão fiável.. é igual às outras... lol
Exacto.
(09-04-2021 às 01:23)KaWOWsaki Escreveu: Em termos de update, amanha vou ver uma Sprint ST 1050, muito bonita, azul escura. Se nao avancar com esta, tenho outras 2 Honda que poderao ser opcoes (uma cinza e uma preta).
A Sprint foi a tentativa da Triumph atacar as sport-tourers mais sport numa altura de forte investimento.
Provavelmente uma das melhores coisas que aconteceu à marca foi a fábrica ter ardido em 2002.
Porque imediatamente ressurgiu muito forte e com novos modelos bem competitivos face ao que o mercado oferecia na altura.
O objectivo desta Sprint era concorrer com a VFR800 na altura.
E comparativamente a essa oferecia muito mais.
Mas não era uma "hypersport" como a XX e as que mais tarde vieram desafiar.
Refiro-me a busas, ZX12, ZZR, etc.
Porque as K1*00S também não tiveram intenção de jogar nas hypersport, mas ser sport-tourers mais sport que tourers.
Só que... a Sprint foi talvez a mais mal-parida dessa época.
Apesar que o motor oferecia prestações para ser uma sport-tourer mais sport... o conjunto dinamicamente não estava à altura.
E algumas opções de design, como o escape por baixo, levavam a que a moto aquecesse a ponto de se tornar desconfortável para o condutor.
Foi provavelmente das primeiras sport-touring a evidenciar o que levou ao declínio deste segmento, em que todas as marcas que tinham ST's acabaram por as transforma em GT's.. até o tempo provar que o que inicialmente pretendia ser o melhor de dois mundos só evidenciava o pior de ambos.
A Triumph é das marcas que tenho maior predilecção. Mas nunca compraria uma Sprint.
Sobretudo depois de ter andado duas semanas com uma. (Mas também nunca compraria a VFR800 e entre as duas prefiro a Sprint)
(09-04-2021 às 09:12)Nfilipe Escreveu: Mas resumindo e concluindo a fiabilidade na Cbr XX parece estar uns ponto a frente da K1200s neste caso, mas lá está este caso nao serve para dizer que Honda é mais Fiavel que a Bmw. Nem essa afirmação faz sentido tendo em conta que apenas se está a comparar estes 2 modelos apenas.
O problema é que focas sobretudo a questão da fiabilidade.
E pareces ignorar a experiência de utilização que uma moto proporciona.
Algo que está presente em todos os quilómetros que se faz enquanto elas não estão a dar problemas. Que pode ser bem mais do que o google indica.
E se tiveres oportunidade de conduzir uma e outra... rapidamente te apercebes que a K é uma delícia de se conduzir ao lado da XX.
Com isto não quer dizer que a XX seja uma má moto. Apenas que surgiram separadas por um período de tempo em que se assistiu a um enorme desenvolvimento ao nível de ciclistica e naturalmente a K beneficia disso.
Relativamente a comprar motos colocando a imagem de fiabilidade no topo da lista... é algo que acho sempre imensa piada.
Porque depois vamos a ver e acaba por ser sobretudo malta que depois até não anda assim tanto com elas.
Relativamente a comprar motos por serem um "ícone"... até faz sentido, caso se tenha uma paixão por determinado modelo desde infância ou mesmo mais tarde. E se pretenda lá ter em casa para dar umas voltas ocasionalmente.
Mas depois vamos a ver e a maioria da malta que continua a defender o seu "ícone" é sempre os que não experimentaram mais nada e/ou querem justificar-se a si próprios aquilo que têm.

