03-05-2019 às 18:00
NFilipe Escreveu:Foi a conclusao que cheguei quando fiz durante 2 meses sempre de mota para o trabalho, nao 20 mas 40km. 20 para cada lado. O percurso que fazia, nao precisava de mais que esta 125cc que tenho. Mas por vezes era realmente cansativo, especialmente depois do trabalho e haver um ou outro episodio como ja se mencionou que é a frustracao de ter pressa e nao tanto pela falta de velocidade mas de motor para ultrapassar. Dentro da cidade nao é grande problema mas na AE de 125 parece que se vai parado.
Para mim a grande vantagem está mesmo na poupanca do combustivel, e comparar o gasto da mota ao do carro é so menos 1/3. E faz uma diferenca do crl ao fim do mes. E quando ha transito uma pessoa la se escapa de mota. Mas novamente digo mais que 20km para cada lado numa 125cc ja é penoso mesmo.
Eu fiz durante 2 anos 100 km diários numa 125cc e nunca morri de tédio, pelo contrário, conseguia sempre demorar menos tempo que de carro. Com a vantagem que todos os meses amealhava 120€ de poupança.
carlos-kb Escreveu:A questão é que, por norma, quem diz que quer comprar a mota exclusivamente para commuting, depois acaba sempre a alargar o espectro de utilização. Ou porque está bom tempo e apetece ir dar um passeio... ou porque se foge facilmente ao trânsito... ou porque se quer ir até à praia e não ter chatices com estacionamento... ou porque dá para sair à noite sem as chatices e confusões do trânsito... ou porque se quer levar a namorada / mulher... ou porque entretanto se conhece um amigo ou outro que também tem mota e começam-se a combinar umas voltinhas por estradas engraçadas... ou simplesmente porque cada vez mais se toma gosto à coisa, etc., etc.
E quando se dá conta, a mota está a servir para muitos mais propósitos que os iniciais que eram exclusivamente as deslocações casa-trabalho-casa, num trajecto específico e repetido.
É então neste momento que se começa a pensar que é necessário algo mais que uma 125. E aí ter a carta alarga completamente os horizontes e opções de escolha.
Pois a mim parece-me que é precisamente o contrário. Há uma geração de motociclistas que apareceu com a lei das 125cc que nunca evoluiu nem quer. Que vê a mota unica e exclusivamente como um meio de transporte barato e rapido. Ou não fosse a PCX a mota mais vendida.
Ditadura dos Flocos de Neve

