17-04-2019 às 10:56
Não perceberam o ponto a que quis chegar. O que quis dizer é que neste país, só quem tem poder reinvidicativo é que protesta e regra geral até são esses que por comparação têm as melhores condições, enquanto existe uma grande maioria que não tem esse poder e como tal tem de comer e calar tendo condições que são, realmente, miseráveis.
O grande problema destes camionistas, ao que percebo, é que antes recebiam as ajudas de custo sem tributação e ao passarem a ser tributadas levaram um corte significativo do salário liquido, que provavelmente querem que seja a entidade patronal a compensar ou o governo a permitir o regabofe anterior. Algo que é muito comum nas empresas portuguesas (estes "recebimentos em ajudas de custo" sem pagar impost). Eu fiz anos no dia 1 de Abril e a empresa todos os anos dá um cartão do el corte ingles com 20€, cartão esse que vem no meu vencimento e paga IRS. Idem para o cabaz de natal, cartões presente, etc etc etc, pago imposto sobre todo e qualquer rendimento que recebo. Portanto acho da mais elementar justiça que se aplique o mesmo a todos os trabalhadores e que TODOS os rendimentos sejam tributados por igual.
Relativamente à justiça ou injustiça dos vencimentos, quando se avalia esta problemática há que ter sempre em questão vários fatores: qualificação necessária, especialização, responsabilidade atribuida e claro, a velha questão da "oferta e da procura". Evidentemente que dou muito valor a um empregado de caixa do supermercado, a um trolha, a um administrativo ou a uma empregada da limpeza. Mas sendo empregos não especializadas e para os quais a oferta é basicamente... todos as pessoas disponiveis fisicamente, os seus ordenados terão necessariamente de ser inferiores aos de um médico, de um engenheiro, de um gestor... idem para um camionista destes, que apesar do perigo que potencialmente corre, de ter que trabalhar muitas horas e do que precisa de obter em termos de qualificações, na realidade estamos a falar de um emprego para o qual provavelmente 2/3 meses de formação são suficientes e cuja maior exigência é ter que trabalhar fora de casa, ter que estar muito tempo parado entre carregamentos, mas que não tem nada de assim tão especial que não esteja ao alcance de qualquer um de nós chegar lá, assim seja a nossa vontade. Portanto e atendendo as condições que têm e que são publicas e a meu ver bastante justas (porque não me cabe na cabeça que um camionista destes ganhe mais que um enfermeiro por exemplo), esta atitude que causa grande prejuizo à sociedade é só o resultado do tal poder reinvidicativo que terá como consequência "cavar" ainda mais o fosso entre as classes com esse poder e as classes sem esse poder. Eu cá não tenho nem quero ter direito à greve. No dia em que estiver insatisfeito com o meu emprego tenho uma solução bastante óbvia, procuro outro. Se as condições para determinada função não são apelativas, é deixar a lei da oferta e da procura fazer o seu trabalho.
O grande problema destes camionistas, ao que percebo, é que antes recebiam as ajudas de custo sem tributação e ao passarem a ser tributadas levaram um corte significativo do salário liquido, que provavelmente querem que seja a entidade patronal a compensar ou o governo a permitir o regabofe anterior. Algo que é muito comum nas empresas portuguesas (estes "recebimentos em ajudas de custo" sem pagar impost). Eu fiz anos no dia 1 de Abril e a empresa todos os anos dá um cartão do el corte ingles com 20€, cartão esse que vem no meu vencimento e paga IRS. Idem para o cabaz de natal, cartões presente, etc etc etc, pago imposto sobre todo e qualquer rendimento que recebo. Portanto acho da mais elementar justiça que se aplique o mesmo a todos os trabalhadores e que TODOS os rendimentos sejam tributados por igual.
Relativamente à justiça ou injustiça dos vencimentos, quando se avalia esta problemática há que ter sempre em questão vários fatores: qualificação necessária, especialização, responsabilidade atribuida e claro, a velha questão da "oferta e da procura". Evidentemente que dou muito valor a um empregado de caixa do supermercado, a um trolha, a um administrativo ou a uma empregada da limpeza. Mas sendo empregos não especializadas e para os quais a oferta é basicamente... todos as pessoas disponiveis fisicamente, os seus ordenados terão necessariamente de ser inferiores aos de um médico, de um engenheiro, de um gestor... idem para um camionista destes, que apesar do perigo que potencialmente corre, de ter que trabalhar muitas horas e do que precisa de obter em termos de qualificações, na realidade estamos a falar de um emprego para o qual provavelmente 2/3 meses de formação são suficientes e cuja maior exigência é ter que trabalhar fora de casa, ter que estar muito tempo parado entre carregamentos, mas que não tem nada de assim tão especial que não esteja ao alcance de qualquer um de nós chegar lá, assim seja a nossa vontade. Portanto e atendendo as condições que têm e que são publicas e a meu ver bastante justas (porque não me cabe na cabeça que um camionista destes ganhe mais que um enfermeiro por exemplo), esta atitude que causa grande prejuizo à sociedade é só o resultado do tal poder reinvidicativo que terá como consequência "cavar" ainda mais o fosso entre as classes com esse poder e as classes sem esse poder. Eu cá não tenho nem quero ter direito à greve. No dia em que estiver insatisfeito com o meu emprego tenho uma solução bastante óbvia, procuro outro. Se as condições para determinada função não são apelativas, é deixar a lei da oferta e da procura fazer o seu trabalho.
Ditadura dos Flocos de Neve

