17-04-2019 às 10:07
(17-04-2019 às 08:47)dmanteigas Escreveu: Neste país, pessoas que investiram milhares de euros numa formação superior e constantemente em formação continua que andam a trabalhar em regime de escravatura com 10, 11 ou mais horas diárias de trabalho a troco de 700, 800 ou 900€ comem e calam. E depois temos pessoas cujo único investimento é uma qualquer burocracia que têm de renovar a cada 5 anos a reclamar porque ganham bastante mais que a média salarial do País para conduzirem um camião com combustiveis, e que em virtude dessa reclamação atrasam a vida de milhares de pessoas.
Isto nos últimos tempos anda completamente insuportável, e com a chegada dos feriados de Abril e Maio preve-se mais greves da Função Publica para aproveitar os fins de semana prolongados.
Boas;
Por essa ordem e ideias só os cidadãos com formação académica superior têm o direito de se manifestar e fazer valer os seus direitos.
Deixo-te uma sugestão: ao longo dum dia do teu quotidiano, pensa no número de pessoas sem formação académica superior que são essenciais para que as coisas funcionem normalmente para o teu lado.
Ou então antes de solicitares um qualquer serviço, exige o certificado de habilitações.
(17-04-2019 às 09:34)marco.clara Escreveu: A mim choca-me mais a histeria coletiva que invariavelmente agrava (e muito) este tipo de situação, do que ver uma classe lutar pelos seus direitos, com as ferramentas que a lei lhe assiste. Os meios de comunicação não ajudam. Hoje já começaram a apontar armas para a eventual escassez de bem nos supermercados, por isso é de esperar que até ao final do dia haja corrida às compras de fim de mês antecipadas.
Se têm ou não razão nas suas reivindicações, não sei dizer ao certo, mas do que li até ao momento não me parece uma classe assim tão favorecida. E se fosse um trabalho fácil de fazer, certamente não existiriam só 800 em todo o país. Eu pessoalmente dispensaria de bom grado a responsabilidade que um transporte destes implica.
Se não fosse a histeria colectiva, a maior parte dos postos ainda tinha combustível e as pessoas iam abastecendo de acordo com as suas reais necessidades.
Uma certeza eu tenho: quando me cruzo com uma cisterna com 30000 litros de combustível, espero que o motorista esteja em condições físicas e psicológicas para a conduzir e operar. Um acidente com uma cisterna em ambiente urbano ou numa via com bastante tráfego pode ter consequências inimagináveis.

