Lembrei-me de outra...
1993.... algures por aí! Na altura, eu morava na Póvoa de Santa Iria, o Nelson morava em Vialonga, éramos colegas de escola secundária, também colegas de escola de condução, numa escola em Vale Figueira (São João da Talha).
O Nelson como já tinha a SR125, mas não a podia conduzir por não ter carta ainda, andava muitas vezes comigo, à pendura da minha Famel XF25S. E assim lá íamos para a escola, e também para as aulas de código, ou mesmo a qualquer outro lado.
E mesmo com dois em cima, era sempre a "esgalhar" na Famel.
Uma das vezes, já de noite, vínhamos de regresso da escola de condução, ia eu levá-lo a casa a Vialonga. Para quem conhece, íamos a subir a subida (ainda algo íngreme) do Palácio da Quinta da Piedade, a Famel em altas rotações a fazar um cagarim desgraçado "mmmmmmmméeeeeeeeeee..... mmmeeeeeeeeee" (som de motor a 2 tempos), e já quase ao cima da subida, mesmo em frente à igreja, deixo repentinamente de ter aceleração e.... "oooooooohhhhhhhhhoooooohhhh", a mota acaba por morrer.
O Nelson desmonta.... eu desmonto... e eu a pensar que raio se passava com a motorizada??? Saco do kick para fora, e "uooommm.... uooommmm..... uoooommmmm...." e nada! Seria vela? Gasolina tinha.... ali ficamos uns minutos a pensar o que seria, até que olho para o radiador e junto a um dos apoios inferiores, começo a ver água. Fuck!!! Tenho o radiador roto! Eu já a pensar que o motor tinha ido para o galheiro. Entretanto, dou mais umas vezes ao kick.... "uooommm.... uooommmm..... uoooommmmm...." e nada!
O Nelson já estava a pensar que tinha de ir o resto do percurso a pé, até casa (ainda deviam ser uns 3 kms). Passaram talvez uns 5 a 10 minutos.... numa derradeira tentativa, dou mais duas "kickadas", e.... "uooommm...... mmméeeeeeeeeemméeeeeeeee.... méeeeee". De novo a trabalhar! Viro-me para o Nelson e digo "- anda... já está a trabalhar!!!"
Rapidamente montámos, e arrancámos.
Ainda deixei o Nelson em casa e regressei para a Póvoa, para minha casa.... com o radiador da mota roto!
Se fosse numa japonesa, possivelmente aquele motor já era. Mas num Zundapp, não!
Dá ideia que aquilo sobreaqueceu, as peças móveis dilataram e deixou de funcionar. Depois de arrefecerem e "voltarem ao sítio", já trabalhava novamente.
Só no dia seguinte fui ver de um radiador para a mota. Novos, custavam 50 contos (uma pequena fortuna para um estudante do secundário). Para o soldar, como era radiador de alumínio, não encontrei quem o fizesse.
Entretanto soube que o radiador usado pela Famel era igual ao das Aprilia 50.
Deixo aqui a achega para as cenas do próximo capítulo, que contarei no próximo post, de como fui comprar uma Aprilia Futura 50 toda desmontada, também com o meu grande amigo Nelson, ao interior de um bairro de barracas.
1993.... algures por aí! Na altura, eu morava na Póvoa de Santa Iria, o Nelson morava em Vialonga, éramos colegas de escola secundária, também colegas de escola de condução, numa escola em Vale Figueira (São João da Talha).
O Nelson como já tinha a SR125, mas não a podia conduzir por não ter carta ainda, andava muitas vezes comigo, à pendura da minha Famel XF25S. E assim lá íamos para a escola, e também para as aulas de código, ou mesmo a qualquer outro lado.
E mesmo com dois em cima, era sempre a "esgalhar" na Famel.
Uma das vezes, já de noite, vínhamos de regresso da escola de condução, ia eu levá-lo a casa a Vialonga. Para quem conhece, íamos a subir a subida (ainda algo íngreme) do Palácio da Quinta da Piedade, a Famel em altas rotações a fazar um cagarim desgraçado "mmmmmmmméeeeeeeeeee..... mmmeeeeeeeeee" (som de motor a 2 tempos), e já quase ao cima da subida, mesmo em frente à igreja, deixo repentinamente de ter aceleração e.... "oooooooohhhhhhhhhoooooohhhh", a mota acaba por morrer.
O Nelson desmonta.... eu desmonto... e eu a pensar que raio se passava com a motorizada??? Saco do kick para fora, e "uooommm.... uooommmm..... uoooommmmm...." e nada! Seria vela? Gasolina tinha.... ali ficamos uns minutos a pensar o que seria, até que olho para o radiador e junto a um dos apoios inferiores, começo a ver água. Fuck!!! Tenho o radiador roto! Eu já a pensar que o motor tinha ido para o galheiro. Entretanto, dou mais umas vezes ao kick.... "uooommm.... uooommmm..... uoooommmmm...." e nada!
O Nelson já estava a pensar que tinha de ir o resto do percurso a pé, até casa (ainda deviam ser uns 3 kms). Passaram talvez uns 5 a 10 minutos.... numa derradeira tentativa, dou mais duas "kickadas", e.... "uooommm...... mmméeeeeeeeeemméeeeeeeee.... méeeeee". De novo a trabalhar! Viro-me para o Nelson e digo "- anda... já está a trabalhar!!!"
Rapidamente montámos, e arrancámos.
Ainda deixei o Nelson em casa e regressei para a Póvoa, para minha casa.... com o radiador da mota roto!
Se fosse numa japonesa, possivelmente aquele motor já era. Mas num Zundapp, não!
Dá ideia que aquilo sobreaqueceu, as peças móveis dilataram e deixou de funcionar. Depois de arrefecerem e "voltarem ao sítio", já trabalhava novamente.Só no dia seguinte fui ver de um radiador para a mota. Novos, custavam 50 contos (uma pequena fortuna para um estudante do secundário). Para o soldar, como era radiador de alumínio, não encontrei quem o fizesse.
Entretanto soube que o radiador usado pela Famel era igual ao das Aprilia 50.
Deixo aqui a achega para as cenas do próximo capítulo, que contarei no próximo post, de como fui comprar uma Aprilia Futura 50 toda desmontada, também com o meu grande amigo Nelson, ao interior de um bairro de barracas.

