Aconselhamento - MuscleCruiser - 14-11-2016
DONO - Tipo de CARTA DE CONDUÇÃO: A - Altura: 1,76 - Peso: 68 - Idade: 31 - Pendura (S/N): ? - Será 1ª moto (S/N): S MOTO - Estilo preferido: Cruiser - Custo (em euro): 1000/12.000 - Nova/Usada: Usada PERCURSO - Regularidade (diario, semanal, mensal): semensal
- Tipo de estrada: Cidade/Misto - Numero aproximado de KM: ? RESUMO Correndo o risco de ser acusado de estar a por a carroça à frente dos bois estou na eminência de começar a tirar a carta e eventualmente vou ter de decidir qual a primeira moto. A nível de requisitos não são muitos... mais ou menos. A primeira questão é sempre a velhinha "devo começar logo com algo 'à homem' ou ter calma e ambientar-me primeiro numa mota mais modesta?", e é neste ponto que me encontro. Por um lado se fizermos o paralelismo com os primos de 4 rodas, caso haja juízo e bom senso um carro de 500cv anda o mesmo que um de 100cv, ponto assente, por outro lado em assuntos de 2 rodas o peso poderá ser um fator a ter em conta, habituar o corpo a manipular uma massa de 400kg será diferente de o fazer para, digamos, 200kg e segundo percebo durante as aulas práticas será a segunda situação que vou enfrentar, uma japonesa de 500cc (salvo erro). Tenho duas hipóteses na mesa: - avançar imediatamente para a mota que gosto realmente, gastando apenas dinheiro na dita cuja, algo no mercado de usados até ao valor máximo de €12.000, nesta situação o meu alvo são as muscle cruisers. Esta seria uma aposta de longo prazo.
- aguentar os cavalos e começar com algo barato (até €1000) só mesmo para ir dando umas voltas sempre que o tempo permitir e colecionar alguns quilómetros de experiência, eventualmente enfrentando situações limite para aprender a sair delas com segurança. (algo desta onda talvez?)
- Existirá uma terceira?
RE: Aconselhamento -
carlos-kb - 14-11-2016
Eu dou então uma terceira hipótese... Já que a tua paixão são os ferros e já queres algo com algum "arcaboiço", ires buscar algo "intermédio", e dentro de uma faixa de preço que te permita um período de aquisição de experiência, sem ires logo para uma cara, possante e mais recente cruiser.
Daí que uma Virago 535 / 1100, uma Dragster 650 / 1100, uma Shadow 750 / 1100, etc... são motos que de todo, não são muito intimidatórias em termos de números, que te poderão ao mesmo tempo fazer ganhar gosto e experiência pela coisa, e em simultâneo filtrar melhor todos aqueles erros que irás fazer nos primeiros tempos.
RE: Aconselhamento -
vindaloo - 14-11-2016
(para mim) É non sense comprar uma mota que não se gosta.
Se tens medo... arranja um cão!
RE: Aconselhamento -
michelfpinto - 14-11-2016
A opção que o Carlos te deu na minha opinião é a melhor. Compra algo que gostes de média cilindrada, aprende umas coisas com ela e depois vai para a mota que nessa altura consideres a melhor. Eu antes de tirar a carta, e mesmo após ter a carta, nunca diria que compraria a mota que comprei. Aprende o que realmente queres fazer com uma mota e escolhes depois a mais adequada ao que queres. E isso mudará possivelmente com o tempo.
RE: Aconselhamento - MuscleCruiser - 14-11-2016
(14-11-2016 às 15:34)carlos-kb Escreveu: Eu dou então uma terceira hipótese... Já que a tua paixão são os ferros e já queres algo com algum "arcaboiço", ires buscar algo "intermédio", e dentro de uma faixa de preço que te permita um período de aquisição de experiência, sem ires logo para uma cara, possante e mais recente cruiser.
Daí que uma Virago 535 / 1100, uma Dragster 650 / 1100, uma Shadow 750 / 1100, etc... são motos que de todo, não são muito intimidatórias em termos de números, que te poderão ao mesmo tempo fazer ganhar gosto e experiência pela coisa, e em simultâneo filtrar melhor todos aqueles erros que irás fazer nos primeiros tempos.
Pode fazer sentido de facto, só tenho um problema com essa opção, é que a menos que vá para os anos 90 parece-me que estamos a falar de algo entre os 3 e os 4000 euros e provavelmente não serão motos tão fáceis de vender como algo com utilidade para fins profissionais tal como a CB que mencionei, ou estou errado?
(14-11-2016 às 15:39)vindaloo Escreveu: (para mim) É non sense comprar uma mota que não se gosta.
Se tens medo... arranja um cão!
Compreendo mas por outro lado o que eu gosto pela estética/conceito acontece que também são motas onde qualquer descuido (*cof* estupidez *cof*) com o punho direito deve ser muito menos clemente que numa mota menos musculada. Se calhar se estivéssemos a falar de motas até 1000cc a coisa ainda era mais cinzenta... é tramado isto!
RE: Aconselhamento -
vindaloo - 14-11-2016
Provavelmente o punho direito é o menor dos problemas. Aí é o onde entra um mínimo de juízo.
Eu diria que a maior atenção é a terra batida, inversões de marcha e tudo quanto sejam manobras apertadas.
Mas uma cruiser, pela geometria em si é muito fácil fazer força com os pés para fazer marcha atrás.
RE: Aconselhamento -
michelfpinto - 14-11-2016
Sê realista e percebe as tuas limitações. A partir dai escolhe algo que gostes. Tudo se vende, principalmente no verão.
Se és virgem e vais com uma gaja podre de boa e já rodada o mais provável é passares vergonhas e não aproveitares nada...
RE: Aconselhamento -
vindaloo - 14-11-2016
(14-11-2016 às 15:59)michelfpinto Escreveu: Se és virgem e vais com uma gaja podre de boa e já rodada o mais provável é passares vergonhas e não aproveitares nada... 
Michel....
Não tenho grandes conhecimentos em logística, mas podemos pedir ali um conselho ou outro ao Lone..
Se não for numa carrada, vai em 2 ou 3... certo?
RE: Aconselhamento -
carlos-kb - 14-11-2016
A questão de uma hipotética venda, dependerá sobretudo de números.... e dado esse folgado orçamento que pode até pressupor algo novo ou muito perto disso para a seguinte, numa eventual dificuldade de venda da primeira, tens sempre a retoma.
Mas por norma, uma cruiser, mesmo que mais antiga, costuma ter sempre alguma procura... e as que se vão vendo no mercado de usados até se revestem de uma evidente sobre-valorização.
edit: não vejo é sentido, se o teu universo são os "ferros" e é isso mesmo que queres, ires começar com uma CB500 só para ganhar experiência, porque são mais comuns e (aparentemente mais) fáceis de vender, quando dentro do segmento das cruisers, existem opções perfeitamente válidas (ainda que menos possantes ou musculadas), para te iniciares.
RE: Aconselhamento -
LoneRider - 14-11-2016
Olha vou-te bater!
Posso!?
Como é que saíste dos entre folhos da tua mãe (com todo o respeito atenção)!?
A andar, a correr, a saltar, ou foi ela que te expulsou porque quería ver o resultado do que tinha feito mais o teu pai!?
Prontos, agora que já captei a tua atenção, vamos ao que interessa.
Eu na tua apresentação disse que tu para chegares a ter uma mota dessas devias ter primeiro uma bagagem, que não é necessariamente a experiência do acto de conduzir, embora seja importante, claro está!
A bagagem a que me refiro é a de saber o que são as motos (no plural) as suas dinâmicas e as suas inercias, nas suas variadas facetas, com as suas distintas cilindradas e tal.
Primeiro gatinhar, depois andar, depois correr, para depois bateres récords! Capiche!?
O teu estilo (mas ainda tens que ver isso) requer tudo isso, pois vais andar à procura de motos que, independentemente do peso, tem uma coisa chamada binário a rodos, que não premeiam a velocidade mas sim aquela capacidade de aceleração que te faz percorrer muitos metros em pouco espaço.
Eu tenho uma Muscle Bike com 141cv e sei bem o que é isso.
Depois está a dinâmica da coisa.
Motos com dois metros entre eixos não são boas para curvas lentas, não gostam de manobras a baixa velocidade, tem pouco raio de giro e só dão prazer a toadas baixas ou nas retas entre semáforos a enrugar asfalto ou a derreter borracha.
São esteticamente impactantes, masculinas e as gajas até gostam de tanto ferro junto, mas é só isso.
E é por isso que digo que antes de gastares os mais de 20000 lereles que custam convém que essa bagagem te saiba aconselhar se é realmente isso o que queres ou não.
Se achas que mesmo assim deves seguir a tua, primeiro tira a carta e curte bué com ela. É o máximo que te posso desejar, mais além de te dizer que podes contar comigo para o que eu de boa vontade possa ajudar!