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Standes fora da lei na venda de usados
22 Janeiro 2015
Standes fora da lei na venda de usados
A venda sem garantia, a exclusão de peças e as limitações de quilometragem são infrações graves. Muitos standes falham também na informação obrigatória.
INÍCIO
“Preço sem garantia”, “com garantia, acresce € 1000”, “1 ano ou até 15 mil quilómetros”, “€ 9500 com garantia de 12 meses e € 10500 para 24 meses”, “garantia para motor e pouco mais”, “só cobre motor e caixa de velocidades”: estas são algumas das pérolas mais originais que a DECO PROTESTE descobriu nos standes inspecionados.
Oito anos depois do primeiro estudo, nada mudou. Falta de informação obrigatória, propostas de venda sem garantia e garantias com condições ilegais compõem o retrato de um negócio em que os atropelos à lei estão à vista em muitos standes. Um carro em segunda mão pode ser uma boa opção, mas exige cautelas redobradas quanto ao seu estado, garantia e, se for caso disso, financiamento. Sendo um bem que não se encontra no estado original, é essencial ter uma ideia da qualidade geral, do preço justo e das garantias, antes de comprar. Oito anos depois do primeiro estudo, a PROTESTE voltou à estrada para investigar 100 standes de carros usados.
Manobras perigosas
No terreno, a equipa de investigação da PROTESTE verificou a presença do preço, da data de matrícula e da garantia. Dos 100 standes visitados, apenas 62 cumpriam a lei ao indicarem os três dados em todos os carros expostos. No extremo oposto, nove standes não exibiam qualquer desta informação em nenhum carro. Se considerarmos apenas o carro no qual os colaboradores mostraram interesse, 27 standes estavam em falta, falhando pelo menos na informação sobre a garantia.
O mercado antecipa-se à negociação permitida pela lei entre vendedor e comprador e impõe de modo unilateral o prazo de garantia de 1 ano. Dos standes com a informação afixada, só cinco anunciavam o prazo de 2 anos e outros três indicavam que a garantia era de 1 ou 2 anos, por acordo entre as partes. Nos restantes casos, a prática da casa é o prazo de 12 meses.
Quando questionados, apenas oito vendedores indicaram uma garantia de 2 anos e sem limitação de quilómetros e que o preço afixado correspondia a essa condição. Fisacar e Emiclaucar propuseram um desconto, respetivamente, de € 500 e € 900, se a venda fosse feita com redução do prazo para 1 ano.
Em sentido contrário, 86 vendedores apressaram-se a apontar 1 ano e destes só 25 admitiram a extensão para 2 anos, em geral, com o pagamento de um valor adicional. Pior foi a proposta de cinco standes como opção: vender sem garantia, apresentando um preço com garantia e outro, mais baixo, excluindo-a. Os standes Car Out (Caldas da Rainha) e Miguel Car (Varge Mondar, Sintra) afixavam um preço com garantia de 12 meses e outro preço (mais baixo) se fosse vendido sem garantia. No stande Reino Automóvel (Valongo), sem referência à duração da garantia, o automóvel exibia “por mútuo acordo, com garantia acresce 1000 euros”.
Quando confrontados sobre a garantia, apresentaram logo preços distintos. No Car Out, o vendedor referiu que “sem garantia o carro custava € 7500, que a garantia de 12 meses custava € 500 mais IVA e, portanto, o preço com garantia era 8115 euros”. Já no Espaço Queluz, Miguel Car e Reino Automóvel, disseram que o preço indicado não incluía garantia. Com garantia, teríamos de pagar um valor adicional, respetivamente, de 750, 600 e 1000 euros. No Deriva Fórmula, teríamos de pagar mais € 500 por 1 ano de garantia ou € 1000 para 2 anos. Outros 13 standes não fizeram uma proposta nesse sentido, mas, quando questionados admitiram vender sem garantia, com um desconto.
Resumindo os gajos têm que assumir a reparação.
Na maioria dos casos fazem um Seguro de garantia e a coisa fica por isso mesmo... eu quando comprei a B650, comprei-a na Baviera, e vinha com 2 anos de garantia completa, sem limite de quilômetros ou limite de componentes...
Mas por lei, os stands são obrigados a vender usados com garantia sobre o veiculo, e não "só no motor e caixa de velocidades", "limite até X quilometros ou peças", certo?
E a duração obrigatória minima é de 1 ano? Então se encontrar um que ofereça 2 anos, como o caso do Nelson podemos dizer que é um factor bastante valorizado, uma vez que poucos são os que oferecem...
Furras
A primeira operação a fazer é ir há pagina do facebook desse stande e deixar uma reclamação publica da coisa (documentos incluidos).
A segunda coisa a fazer é publicar no teu muro o desenrolar do caso (em publico)
A terceira é nunca deixar de dialogar, pagar as facturas todas que te deem.
A quarta coisa é juntar tudo.
A quinta coisa é falar com um advogado
A sexta coisa é nunca perder nem a cabeça nem a razão!
Por ultimo, posso preparar uma bomba para ir la deixar e mandar aquel merda toda pelo ar!

Bem ontem ao final do dia passei por lá para falar com "O Chefe", após discutirmos o que uma garantia deve ou não cobrir, e depois de lhe dar a entender que ou se resolve a bem ou resolvia-se a mal (comecei a falar nos estudos da DECO e em alguma legislação sobre o assunto ) o discurso ficou mais flexível da parte dele.
Para já o que ficou combinado é que ele vai ver se tem contactos equivalentes para substituir os danificados.
O melhor disto tudo, é que a meio da conversa o homem lembrou-se do meu banco de pendura (não sabe onde está, mas jura a pés juntos que o banco está lá) bem, até ao final da semana para resolver a merda de dois contactos de STOP.
O problema é precisamente a grossa maioria do pessoal, que compra usado, em stand, e sabe que tem garantia, mas desconhece ao certo quais as suas "particularidades".
E quando o descobrem, é pela forma mais "dolorosa". quando o stand foge com o "rabo à seringa" às suas supostas responsabilidades.
E depois o desconhecimento da lei e da forma como as coisas se regem, faz com que muitos sejam levados na conversa dos stands.
Deste modo devemos enaltecer a tua postura, Furras, sendo que este tópico poderá servir para muitos outros casos

.
Espero assim que resolvas a tua "questão" e que isto sirva de exemplo para muitos outros....
Shady.... mete os olhos nisto!

(28-07-2015 às 10:00)carlos-kb Escreveu: [ -> ]O problema é precisamente a grossa maioria do pessoal, que compra usado, em stand, e sabe que tem garantia, mas desconhece ao certo quais as suas "particularidades".
E quando o descobrem, é pela forma mais "dolorosa". quando o stand foge com o "rabo à seringa" às suas supostas responsabilidades.
E depois o desconhecimento da lei e da forma como as coisas se regem, faz com que muitos sejam levados na conversa dos stands.
Deste modo devemos enaltecer a tua postura, Furras, sendo que este tópico poderá servir para muitos outros casos
.
Espero assim que resolvas a tua "questão" e que isto sirva de exemplo para muitos outros....
Shady.... mete os olhos nisto! 
Ele inicialmente dizia que a garantia era assim era assado eu perguntei "onde está isso escrito e com a minha assinatura???" ele responde "há nós dizemos sempre no ato da compra..." e sem mentir, porque foi mesmo assim eu respondo "a mim só me disseram a mota tem um ano de garantia" sem referir exclusões!!!
Como tinha a situação bem enquadrada legalmente e mesmo sem ser legalmente ele ficou sem grande espaço de manobra para se esquivar.
Essas "particularidades" das garantias de usados é tudo tanga!!!
Claro a malta não tento informação/conhecimento do que está definido por lei fica difícil de se defender nestas situações.
Se isto acontecer com alguém tomem nota dos seguintes pontos:
1º Todo e qualquer bem de consumo (no nosso caso motas) está abrangido por uma garantia (mesmo nos usados).
2º Exceptuando o material de desgaste (calços, lâmpadas, etc..) tudo está abrangido pela garantia.
3º
Sempre ter o registo das comunicações (comunicar as avarias) entre consumidor e fornecedor registadas e guardadas, porque em caso de a resolução tomar a via litigioso, esses registos são muito importantes para defender a nossa posição.