29-04-2015 às 00:34
![[Imagem: 2015-04-28%2019.17.30_zpsgumqc0u8.jpg]](http://i1302.photobucket.com/albums/ag127/marcoclara/2015-04-28%2019.17.30_zpsgumqc0u8.jpg)
E o meu final de dia foi assim...
A chegar a casa pelas 18h30, na Póvoa de Santa Iria, um Fiat Punto cinzento metalizado, atravessa-se na estrada e pára, completamente fora de mão, à minha frente.
Travo a fundo instintivamente para evitar o embate. Não acerto no carro mas caio e vou de arrojo até me imobilizar juntamente com a moto na berma.
Quando me levanto vejo o carro arrancar em fuga, ainda com uma porta do passageiro de trás aberta, passando um sinal vermelho.
Só tive tempo de fixar a matrícula (11-65-IM) e depois recolhi os nomes e contatos de algumas testemunhas que assistiram a tudo.
Entretanto passou um profissional do INEM que chamou de imediato uma ambulância para me observarem. Tudo OK, apenas bastante dorido.
Chamei a polícia que fez o auto da ocorrência e me deu logo a entender que basicamente, em termos de seguro, estou lixado, porque não tendo embatido no carro não se trata de um acidente mas sim um despiste e que pode ser difícil provar o contrário.
Estragos na lateral esquerda da mota em geral, seletor de mudanças foi para parte incerta e a parte frontal dos manómetros ficou pendurada pela bicha do conta kms.
Chamei o reboque e cheguei a casa pelas 21h30 (3 horas depois).
No local, algumas pessoas indicaram-me tratar-se de um grupo de ciganos que já moraram naquele bairro mas que agora moram em Vialonga. Consegui também saber que o carro tem seguro na Tranquilidade (apólice 000342592, renovado a 19/3/2015) e que a matrícula bate certo com a descrição da viatura (ainda que a mesma esteja registada em Vendas Novas - e não em Vialonga ou na Póvoa de Santa Iria). Amanhã vou falar com a minha mediadora, mas pelo que a polícia me deu a entender, acredito que para além de estar todo dorido, estou lixado com o arranjo da mota.
Estou ciente que em situações destas devemos sempre dar graças por estarmos cá para contar a história, mas depois de ter tido um acidente há menos de 6 meses no qual também não tive culpa (e que ainda por cima já não foi o primeiro), começo a achar que estou a gastar os "créditos" e que a haver uma próxima é possível que me aconteça algo grave... Há poucas coisas que goste mais do que andar de moto, mas começa a ser difícil justificar perante a minha mulher e os meus dois filhos porque é que continuo a insistir depois de tantas situações destas...
! Acredita que fiquei com enorme amargo de boca
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